sexta-feira, 8 de novembro de 2019



O BOM DA VIDA!

O bom da vida não é se permitir conhecer as coisas complexas, os discursos, as teorias e as filosofias mais difíceis, ou os assuntos relevantes discernidos nos meios acadêmicos! O bom da vida é aprender a rir de bobagens, ainda que pareçam super infantis; é se divertir com uma criança enquanto canta as músicas do Patati e Patatá; é ter humor para entender as brincadeiras e modos daquilo que é deveras rotulado como imaturidade. 

Particularmente gosto de temas científicos, filosóficos, políticos e afins. Mas gosto muito mais de achar graça de coisa pouca, e em coisa pouca. Pego-me sorrindo sozinho por diversas vezes e, quando alguém vem verificar do que se trata, é simplesmente porque estou assistindo ao Chaves na TV, ou vendo uma frase no Bode Gaiato!

Não me isento de buscar compreender e me aprofundar em qualquer assunto que seja do meu interesse, seja profissional, ou pessoal. Contudo, na singeleza do olhar; no sorriso leve, tímido e de canto de boca; na gargalhada solta, a depender do lugar e ocasião; nas cócegas que minha filha me faz toda desajeitadazinha; nas historinhas "bobas" mas criativas que ela e outras crianças me contam; numa imagem boba; numa piada "fraca"; em admirar a aurora, ou em contemplar o crepúsculo; na brisa que massageia a face; no meu tropeço desastrado e estabanado que me fez rir de mim mesmo; nessas coisas e tantas outras provavelmente tão mais simples é que o meu coração se vê atraído e cativado! 

É tudo muito "bobo", eu sei! Mas é tudo muito bom; bom de se viver!
Quanto mais amadureço, mas amadureço para perceber o quão imatura é a maturidade que os homens e mulheres mais "sérios" exigem de nós! O que muitos chamam de "idiota", eu tenho enxergado com graciosidade!

(Texto escrito em 8/11/2016 e publicado no blog hoje).

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Porto-Olhar



Porto-Olhar

Teus olhos escuros refletem tua luz;
Teus olhos escuros de imenso mistério,
Que me arrebatam com vigor etéreo;
De intensa verdade, que vida produz...

Cintilam, sublimes, majestosos, nus,
Aos quais até Órion se curva austero,
A dancar ao som de angelicais saltérios
Do eternal concerto que aos mortais seduz...

Quisera, outrora, vertê-los a mim
E, mesmo distante, firmar tua atenção
Só por um instante, qual sonho – quimera? –

De efêmero tempo, princípio e fim;
Completa, a alegria, seria e, então,
Aportar-me-ia ao cais que me esmera...

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Feridas incuráveis


Ninguém passa pela existência incólume. A dor é a primeira e a última companhia do todo homem. Existir exige decisão: de-cisão - corte! 
Sem cortes, sem feridas, sejam voluntárias ou involuntárias, não se amadurece. 
Algumas feridas, contudo, cicatrizam plenamente, e tornam-se uma lembrança de outros tempos que, às vezes, parecem tão distantes, que aparentam pertencer a outra era, outra vida.
Mas há feridas que, de fato, nunca cicatrizarão por completo... É um espinho na carne que convidará a mente a relembrar que, apesar de quaisquer feitos produzidos, apenas uma coisa importa: a Graça que se aperfeiçoa em nós! É o tormento da benevolência daquEle que É... Essas feridas nos situam, para que não caiamos na loucura de alegarmos que somos grandes e incomparáveis. São marcas que nos humilham; são fendas na alma que nos humanizam.
Entender isso é amadurecer sob o sol e a chuva da Graça que Ele nos concede hoje, e sempre!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Evangelho X Religião

O Evangelho expande; a religião limita. O Evangelho liberta; a religião oprime. O Evangelho traz saúde à alma; a religião lhe adoece. O Evangelho transforma; a religião maquia. O Evangelho é confissão e arrependimento; a religião é desculpa e remorso. O Evangelho é humildade; a religião é arrogância. O Evangelho é consciência de vida; a religião é ressentimento de culpa. O Evangelho é ação de amor; a religião é discurso vazio. O Evagelho é perdão absoluto; a religião é aceitação condicionada. O Evangelho é loucura para os super racionais; a religião é dar razão para a própria loucura. O Evangelho é salvação para o que crê; a religião é validação para o que se dobra ao dogma institucional. O Evangelho é a graça superabundando em nós; a religião é a lei que tem por ocasião o pecado. O Evangelho é o véu que se rasga; a religião é uma cortina de retalhos e remendos. O Evangelho é boa-nova ao pecador; a religião é má notícia. O Evangelho é simplicidade; a religião é complicação ardil. O Evangelho é regeneração; a religião é sepulcro caiado. O Evangelho é juízo de vida; a religião é juízo temerário. O Evangelho é essência de adoração; a religião é o vício da idolatria. O Evangelho é virtude que vem do alto; a religião é moralismo que brota do homem. O Evangelho é de graça; a religião é barganha. O Evagelho é Cristo; a religião é diabólica.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

InstaFace



InstaFace

E ela segue
Me encantando,
Me parando,
Me entretendo...
... e tudo isso sem saber...
E eu sigo
Observando,
Aprendendo,
Admirando...
... mas sem ela perceber...
E ela segue
Inteligente,
Toda sexy,
Sapiente...
... me atraindo sem querer...
E eu sigo
Já cativo,
Dominado
E pensativo...
... vai que queira me querer?
E ela segue
Lá na dela,
Sem saber
Que eu existo...
... vou ter que me oferecer...
Se ela aceita
Vir comigo, 
Na verdade,
Eu que a sigo...
... vamos nos surpreender?

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O que tenho além de Ti?

"Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra." (Sl 73.25)

Antes de concluir as palavras acima, o salmista se vê num dilema profundo, e numa amargura indizível decorrente de observar o mal que impera no mundo.
Ele fica pasmo diante da prosperidade dos ímpios, que vivem regaladamente se ufanando de todas más obras de suas mãos, sem qualquer aflição de espírito que lhes conduza a sentir o peso de seus feitos. Olham para Deus com desdém, e ainda zombam diante de Sua aparente passividade com relação à impiedade que praticam. 
O salmista olha para o seu coração e para o coração daqueles que guardam um espírito sensível, e lê todas as reações químicas que seu corpo produz, fazendo sua alma sentir o fardo de eventuais feitos maus que tenha executado. Enquanto os homens normais são visitados pela culpa, pelo remorso, pela dor decorrente do erro, os ímpios nada sentem e, por isso, se alegram na sua maldade. De fato, a maldade dos ímpios é o seu playground, seu vício, seu ópio, seu deleite, sua paixão!
O pior é que, percebendo que o espírito dos homens maus não é afligido por tudo que operam em seus ardis, o salmista chega ao cúmulo de invejá-los! Assim pode ser com qualquer um de nós enquanto observamos, perplexos, a prosperidade dos ímpios. 
Mas, por graça, quando volta à lucidez e, deixando de fitar o olhos na maldade que se multiplica e faz os ímpios prosperarem, volta a olhar para a infinita bondade que habita no Senhor e dEle emana, o salmista se rende e confessa as palvras registradas no verso 25, as quais cito novamente: "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra."
A verdade é que a perplexidade ante a maldade que se multiplica no mundo tem o poder de nos conduzir à insanidade. Por isso, devemos firmar nosso olhar naquEle que é bom, a fim de experimentarmos dEle, e só assim fazermos coro com o salmista... Nada há nessa terra que desperte em mim um desejo mais forte, do que o Senhor. E no céu não é o ouro, nem a beleza, e nem o extraordinário que me prende coração, mas tão somente o Senhor, que é meu, posto que O tenho, porquanto eu também sou dEle, e Ele me tem! Nesse contexto, a terra é céu, pois Ele é nosso galardão e nossa herança. E o céu é apenas o gozo da Eternidade na qual habitaremos nEle, que hoje habita em nós!


domingo, 11 de agosto de 2019

O "Evangelho" publicitário



O "EVANGELHO" PUBLICITÁRIO!

Quem não entende o Evangelho tenderá a aprender diversos malabarismos e pirotecnias a fim de, aplicando-os, chamar a atenção à mensagem de um outro "evangelho". A partir disso, esse outro "evangelho" dependerá da eloquência, da manifestação artística, musical e de tudo mais. É um teatro para chamar a atenção; é um pantomima para atrair os olhares; é uma dancinha legal para contagiar a galera; é uma caixa de som na rua para o grito do "pregador" ficar mais audível e irritante; é uma oração forte para convencer os incautos; é uma "profecia" positivista para motivar os imbecis; é uma boa banda de música, para emocionar a plateia; é uma massagem de ego para derreter e enaltecer autocomplacentes; é um determinismo torpe esbravejado para exaltar os arrogantes.

O verdadeiro Evangelho, em contrapartida, não é dependente de nenhuma estratégia humana. O verdadeiro Evangelho se manifesta na sinceridade das relações humanas; na caridade e no altruísmo desinteressado da exaltação e da honra pessoal; no olhar que não inveja, mas deseja o bem; no ouvir que é paciente e atento seguido de uma falar que, no amor, expõe verdade, ainda que seja desconfortável e exortativa; é o agir secreto em prol do próximo com espírito subserviente e reverente; é a imparcialidade não inerte, manifesta em prol da verdade que defende o oprimido e faz justiça ao necessitado; é o amor simples e dedicado que confunde até mesmo o inimigo, ajuntando brasas em sua cabeça; é a oração humilde, secreta, que intercede pelo bem, clama pela misericórdia e anseia pela justiça. Diante de ações como essas, não há espaço para inventar, ou para pirotecnizar, e o Evangelho, com seu poder de salvar todo aquele que crê, se estende em verdade e simplicidade; em escândalo por conta da liberdade; em poder e em autenticidade; em coragem e em perplexidade.

Deixo claro que não sou contra qualquer manifestação artística. Contudo, o Evangelho nunca dependerá de nada disso! Deus nunca quis publicidade com o Evangelho, senão o Evangelho seria apenas um artigo publicitário. Seu propósito, contudo, é muito mais profundo: É revelar o Evangelho na vida de todo aquele que crê! Quando você efetivamente vive o Evangelho, muitos se convencerão e se converterão à mensagem que ressoa de sua vida. Reitero que eu não desejo que você seja um objeto de amostragem, de publicidade de um outro "evangelho", pois o Evangelho não é propaganda. Antes, eu desejo que você seja um sujeito que revela o Evangelho em tudo o que você é, fazendo com que Cristo seja engrandecido tanto na sua vida, quanto na sua morte!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Sobre vídeo games e Graça




SOBRE VÍDEO GAMES E GRAÇA

A maioria das pessoas não faz ideia das revoluções que são decorrentes justamente das limitações. Sou apaixonado por games, e assistir a história desse jogo, lançado há 40 anos, quase 3 antes do meu nascimento, faz o coração pulsar!
A inteligência, criatividade e até mesmo a ousadia do desenvolvedor do jogo em colocar até mesmo sua assinatura escondida dos donos da empresa que o contrataram para criá-lo, é absurdamente fantástica!
A história é tão empolgante quanto o jogo o foi! E, um vez, conhecida a história, o jogo torna a ser empolgante para qualquer um que seja minimamente um entusiasta dos games.
Steven Spielberg, ao lançar no ano de 2018 o filme Jogador n° 1, faz menção a esse game clássico, que representa a quebra de diversas regras relacionadas às condições precárias que o console Atari 2600 apresentava, até mesmo ao absurdo de deixar, conforme já dito, uma assinatura tão minimamente escondida, que poderia nunca ter sido revelada! Logo, a ousadia do desenvolvedor representaria, nos nossos dias, a fama e a utilização do game em um filme de grande bilheteria, dirigido por ninguém mais, ninguém menos que o grande Spielberg! 
Em outras palavras, o desenvolvedor do game se mitificou esconder sua assinatura de modo ousado!
Tudo isso é para nós uma parábola fantástica acerca do que a limitação pode desencadear! Por isso, vejo um fascínio tão absurdo em Deus pela fraqueza, pela limitação, de sorte que, quando estamos fracos (limitados), então estamos fortes!
Seria loucura a história fantástico de um game transformar-se, para mim, numa parábola que se relaciona à vida espiritual? Pra você pode até ser. Entretanto, eu tenho me acostumado a  ser frequentemente surpreendido pela Graça em sua multiforme manifestação! 
Agora, sem mais blá, blá, blá, assista a esse vídeo fascinante e se surpreenda com a simplicidade, ousadia e criatividade que imortalizou o clássico Adventure!
Link para o vídeo: https://youtu.be/UYPRjBi6PO8

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Um momento, uma semente, e tudo muda!



UM MOMENTO, UMA SEMENTE E TUDO MUDA!

Estava sentado à mesa em meu trabalho, frente ao computador, quando um senhor, que eu já havia atendido algumas vezes, se aproximou e me cumprimentou.
Ao vê-lo, notei que estava magro e que seu semblante havia envelhecido vários anos em poucos meses. Assim, cordialmente, perguntei como ele estava. Ele respondeu que não ia bem. Que havia perdido mais de 20 quilos. Então perguntei o que houve? E ele me disse que sua vida virou de pernas para o ar de um dia para o outro. Que estava destruída. Tudo aconteceu devido ao seu filho, um rapaz de 27 anos, ter se envolvido em caminhos errados e que, há dois meses, num confronto com a polícia, ficou paraplégico após um tiro atingir sua coluna.
Logo em seguida aquele pai começou a xingar seu filho, dizendo que ele destruiu a sua vida. Recordo-me alguns meses antes de ver este senhor sorrindo, pegando empréstimo para viajar com uma mulher mais nova, com quem vivia, e curtindo a vida. Naquele momento, entretanto, estava arrasado, destruído, despedaçado. Até mesmo a mulher lhe abandonou em seu momento de "desgraça".
Mas a forma como ele falava do filho evidenciou o quanto ele, para viver sua vida ao seu bel prazer, negligenciou o relacionamento paterno. Não estou tirando a responsabilidade do rapaz, que por suas escolhas agora terá que viver com sequelas irremediáveis, sem os movimentos da cintura para baixo, mas o papel do pai é imprescindível para a formação e consolidação do caráter.
Certa vez, convidado para dar uma palavra na formatura de minha filha do ensino infantil, quando ela tinha 5 anos, tentei deixar claro aos pais e mães, ali presentes, que aquele momento era único, e que não poderiam deixá-lo passar. Que naquela idade, eles tinham diante de si um presente indescritível e que deveriam se empenhar em criar seus filhos com amor e disciplina. Quantos pais e mães não choram hoje porque esse momento já se foi? Quantos experimentam hoje as consequências de seu descaso com os filhos na mais tenra idade!
O fato é que cada um é responsável pelo que semeia. Todos os dias, a cada momento, inevitavelmente, semeamos! Tão certo quanto o nascer do sol, colheremos!
Aquele pai colhe a dor e a revolta de ver o que seu filho tem colhido. Aquele filho colhe sequelas que não têm mais volta! Um momento, uma semente, e tudo muda!
Pense nisso!

Publicado em 2016.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Não andeis ansiosos

Há um esforço mental que devemos buscar realizá-lo a cada instante: firmar-se no presente. Normalmente divagamos em problemas inexistentes, posto que residem no passado, ou nem existirão no futuro, e perdemos o Hoje. Por isso, reaja contra a ansiedade que te aprisiona no futuro que não é, ou contra o remorso e culpa que te aprisionam no passado que já deixou de ser.
Firme-se no agora, agora; imediatamente! 
Do contrário, a vida vai passar, e você não vai viver, pois, em sua existência, você residiu somente o "não lugar", seja passado ou futuro.
Então vai lamentar, e será assombrado pela nostalgia que te culpa por não ter aproveitado o que poderia ter vivido, ou pela preocupação com o futuro que é sempre incerto.
A certeza é o agora. A vida também o é. Basta a cada dia o seu mal. Vencer a ansiedade é um esforço ininterrupto, a todo instante; e deixar a culpa, é também um esforço. 
Nosso futuro está guardado naquEle que é. Do nosso passado de pecados e erros, Ele nem se lembra mais. Agora, a Sua grande dádiva para conosco é o dia chamado Hoje!
Pense nisso, e comece a trabalhar sua mente para viver o agora, fora das amarras do porvir e do que se foi!

NaquEle que é o mesmo ontem, hoje e eternamente,

Jordanny

segunda-feira, 24 de junho de 2019



O caminho do amor é pavimentado pela segurança da provisão. Vejo tanta gente fazendo planos egoístas como, por exemplo, ganhar na loteria, e justificando na alegação de que poderá ajudar outras tantas pessoas. O fato é que, enquanto você ama, Deus provê o que é necessário para ajudar a outrem que, porventura, cruze o seu caminho. 
Até um mendigo encontra condições para isso. Não obstante, já testemunhei pessoas que, segundo a aparência, não tinham praticamente nada a oferecer e que ofertavam justamente o que tinham. Há quem, não tendo nada, oferta a si mesmo!
Aliás, não foi assim com Cristo? Ele deixou a Sua glória e se entregou, pois sabia que nem a Sua glória e a abundância do que havia em seu estado original seriam maiores se comparados à Sua oferta: Ele mesmo!
Fazemos planos. Juntamos grana. Abastecemo-nos e nos programamos para o dia de amanhã. É uma característica natural de cada um de nós. Enquanto isso, justificamos nossa falta de amor sob a desculpa de que, se tivéssemos condições, faríamos mais.
O que eu gostaria que você entendesse, é que ele te dá as condições necessárias, independentemente do que você tenha, posto que, pra Ele, importa o que você é, e a sua disposição em se entregar em amor, todas as vezes que for necessário.
Em outras palavras, Ele já nos proveu com tudo o que é necessário para a experiência da oferta, em amor. 
Por isso repito: o caminho do amor é pavimentado pela segurança da provisão.

terça-feira, 23 de abril de 2019



DOUTRINADOS EM HOGWARTS

Toda espiritualidade que Jesus nos ensinou não se parecia em nada com o que hoje é exaltado e chamado de espiritual nos ajuntamentos evangélicos.

Acredito que os crentes da atualidade são doutrinados em Hogwarts, a escola de bruxaria e magia de Harry Potter. Por isso, o que imaginam ser "espiritual" beira mais um filme de ficção, ou um conto dos mais absurdos. Cristo nos revelou tudo o que podia ser revelado concernente ao Reino dos Céus sempre discorrendo acerca das coisas mais naturais possíveis. 

Ao falar de ansiedade, nos apresenta os passarinhos e os lírios dos campos. Ao falar da mensagem que enraíza em nossos corações, nos exemplifica com o simples ato de semear em diversos tipos de campos. Ao nos conduzir a refletir acerca do amor de Deus manifesto a alguém que se arrepende, ele ilustra o relacionamento de um pai com dois filhos, na maravilhosa parábola do filho pródigo. Ao tratar de nossas petições junto ao Pai, ele nos conta a história de uma mulher que, insistentemente, pede que um juiz julgue sua causa. Quando inquirido acerca de quem é o próximos que devemos amar, ele nos relata a maravilhosa história do bom samaritano. Ao tratar do encontro da Igreja com Cristo, nos conta a parábola das dez virgens. Quando quis nos ensinar sobre a solidez da nossa fé, trouxe-nos a história de dois homens que edificaram suas casas: um sobre a rocha e outro sobre a areia. Quando mencionou o cuidado que Ele tem conosco, utilizou a analogia das ovelhas que ouvem a voz do Bom Pastor e do Bom Pastor, que dá a vida pelas suas ovelhas.

Toda a espiritualidade revelada em Cristo e por Cristo, se caracteriza pela simplicidade e pela naturalidade. Essa é a grande verdade central do Evangelho. E qualquer "espiritualidade" que se firme fora da simplicidade que encontramos em Cristo, ainda que faça chover milagres; ou que emocione; ou que revele os mais diversos dons de línguas; ou que se diga ter poder de adestrar, expulsar, ou submeter demônios; ou que grite num microfone fazendo a plateia rodopiar, cair, pular; é, na verdade, magia! Não passa de magia que se auto-intitula poder de Deus! 

Infelizmente, é justamente essa pseudo-espiritualidade que inunda as famosas campanhas de libertação, de cura, de milagres, dentre outras praticadas pelas igrejas evangélicas. É esse tipo de pseudo-espiritualidade que encontramos nos "encontros" com Deus, retiros de impacto e movimentos afins. É esse tipo de magia e feitiçaria que é praticada nesses "atos proféticos" e demais invencionices humanas. É triste saber que tudo isso é chamado de "poder de Deus", mas não passa de teias de ilusão para aprisionar os incautos.

Meu conselho modesto e humilde é que você leia os evangelhos e se permita perceber que, em Cristo, tudo é incrivelmente simples e, por isso, tão rejeitado! Sim, meus amigos, não esqueçam que Cristo foi o mais rejeitado dentre os homens. Não seria diferente com relação à Sua doutrina e à verdadeira espiritualidade!

Que sejamos espirituais, pois o homem espiritual discerne tudo bem! Essa é minha oração!

Jordanny.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

AMOR DE BICHO IGUAL A AMOR DE FILHO?



As coisas se distorceram a um nível nunca imaginado! Amor de uma mãe para com um filho não era pra ter comparação por vários fatores.
O principal desses é a facilidade que há em se amar um ser a partir do fato de que esse ser será sempre mais submisso e dependente. Nesse sentido, um cachorro, por seu intelecto débil em relação ao ser humano, sempre será mais obediente, menos exigente, mais afável. Já um filho cresce. E quando cresce vai se tornando independente quanto à forma de pensar, agir, e ser. Desse modo, o amor materno e paterno se torna o desafio da aceitação de que o filho pode se tornar totalmente diferente das projeções dos pais; de que o filho pode contrariá-los de modo mais intenso; de que o filho pode magoá-los com palavras, atos ou gestos. Nisso, o desafio de amar apesar de tudo que o filho venha a ser e fazer, faz como que a pessoa amadureça em amor.
Amar bichinho é fácil. Nossa geração aprendeu a fazer isso até com Tamagoche (sei lá se se escreve assim) e com o Pou do celular. Cachorro não te magoa com palavras; cachorro não para de te dar atenção; cachorro só te desobedece com coisas bobas. Agora gente não! Pessoa é imprevisível mesmo. Amar gente é evoluir em amor. Amar bicho é engatinhar no universo de, no máximo, gostar.
Mas vivemos no tempo das facilidades, onde as pessoas vão preferir bicho à gente! Vão deixar de ter filhos, pra adotar gato, passarinho, cachorrinho, tartaruga. Vão preferir o caminho mais fácil onde se magoam menos!
Essa é uma geração mole, que não entendeu que o amor é sofredor: tudo sofre, tudo crê, tudo suporta!
Por isso, está tudo trocado! É de doer o coração ver uma matéria como essa. É a radiografia do nosso egoísmo; da nossa moleza; da nossa frouxidão!
Que geração ridícula essa nossa!
Ame gente; ame, sobretudo, gente! Tenham filhos! Adotem filhos de verdade! Filho gente; não filho animal!
A escritura não disse: Crescei e criai cachorrinhos. Disse: Crescei e multiplicai! A experiência do amor de Deus só nasce nesse ambiente relacional. Paulo entendeu isso tão bem que gerou mais filhos do que o próprio Salomão com suas 700 esposas e 300 concubinas, ainda que tenha vivido como um celibatário! Ele soube bem o que era crescer e multiplicar. Ele soube, como ninguém, o que é o amor que suporta, crê e sofre!

sexta-feira, 8 de março de 2019

Mulher, virtuosa mulher!

MULHER, VIRTUOSA MULHER!

Tua beleza fez constelações se curvarem;
Tua fragilidade fez fortes caírem;
Tua amabilidade fez moribundos se levantarem;
Tua humildade fez orgulhosos se prostrarem;
Tua sinceridade fez mentirosos se envergonharem;
Tua garra fez ociosos te invejarem;
Tua luta fez fortalezas ruírem;
Tua inteligência fez os tolos te odiarem;
Tua delicadeza fez durões se partirem;
Tua sabedoria fez gerações te honrarem;
Teu sorriso fez corações desfalecerem;
Teu olhar profundo fez cabeças se curvarem;
Teu conselho fez bons filhos prosperarem;
Tua voz fez angustiados se acalmarem;
Tua coragem fez impérios de horror fenecerem;
Tua bondade fez algozes se aquietarem;
Tua sensibilidade fez “machões" chorarem;
Tua lágrima fez corações se quebrantarem;
Tua companhia fez dos pobres os mais ricos;
Tua ausência fez dos ricos os mais pobres;
Teu coração fez desolados se abrigarem...
Ó, mulher, quão grandes feitos
No silêncio concluíste!
Seria louco o homem que não se permitisse
Ver e, a ti, reverenciar!
Incumbe a nós o dever de te amar;
E amar é, sobretudo, respeitar!
Continue, nos detalhes, a nos ensinar;
E que prosperem sempre os teus dias,
Para que a vida assim siga
Em perpétua harmonia
Com o mais sublime significado
Que tu dás ao que, de fato,
É ser humano!


Jordanny.