sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 9

Soneto do Horizonte

Aqui e ali posso fugir de quiser onde?
Pois lá e de cá não sei sentir e ouvir o vento
E em mim (sem mim) opera sempre a lei do tempo
De per si me então perco... Adiante o horizonte

Que é alvo meu, mas, atrevido, se esconde
Sei que o não pego – estando à vista me contento
E no existir o persegui-lo é meu alento
De lá e de cá o quanto me achego se põe longe.

Talvez os olhos me enganem quanto ao fim
- Não sei se ao certo a paz ou dor ali reside
Mas nunca fujo sempre e sigo no caminho

E no fim chego não chegando ao fim da linha
Já que é certo que o incerto é regra, sim!
E que o previsto no imprevisto ali consiste.


Jordanny Silva

1 comentários:

Anselmo disse...

A paz do Senhor Jesus Cristo meu irmão!
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Paz!