sexta-feira, 10 de junho de 2016

Aforismos e poesias: Lúcidos devaneios - Parte 29

FORA DAS REGRAS

Inspiro fundo ao ver longe a inspiração:
Eis-me, à deriva no mar das reticências,
Sem pensamentos que ilustrem minha essência;
Atordoado por vagas vozes da solidão...

Já nem preocupo com a métrica, ou divisão;
Não me sei poeta, fatigado às aparências;
Troco as rimas ricas e pobres, rasgo a decência
De meus sonetos amadores, ou dores-paixão?

Sei das regras, mas nas regras não me sei;
Sei da força de um verso senil, fraco;
Sei que o bom saber me diz que não sei nada!

Quis saber do vento apenas que voei,
Mas cheguei à conclusão que é tudo vácuo:
Solidão, furtas-me a brisa, mesmo a inspirada...

Gama-DF, em 10 de junho de 2016.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Aforismos e poesias: Lúcidos devaneios - Parte 28

CRUZADA

Eis na linha a aparência do que era fim,
onde os limites se traçavam ao horizonte.
Eis na linha uma expectativa frágil
onde os olhos em vão regozijavam.
Mas o espaço e tempo não a definiram
e esta mesma linha se fez mastro
que às mãos, de boas obras, sustentaram;
e ali escandalosamente perfuradas,
aos mais vis os corações flamaram.
Mas não fora numa linha definida a história,
já que a vida não é só o imediato,
e em amor que dos céus à terra é derramado,
verticalizando do olhar o nosso alcance
vem cruzando em grande força o horizonte.
Assim o destino humano vem traçado
em dois riscos de rubra cor manchados;
em qual caminho, sobre a sombra,
há logo os pés furados
que nos sustentam e convidam
a morrer e a viver, posto que a Vida
que abunda, em Sua morte concebida,
nos religa, estimula e nos ensina
que até mesmo a própria morte foi vencida!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aforismos e poesias: Lúcidos devaneios - Parte 27

JUSTO NO AMOR

Foi bem ali que encontrei a divisa,
pois de repente o sentido a si fez,
- eu que me via perdido, e talvez,
entre a fronteira da morte, na vida

quis encontrar-me em razões concebidas,
da irrazoável resposta aos "porquês",
e assim tentava cobrir minha nudez! -
justo no amor que a quem se ama dedica,

entre os que sabem, e os outros vagantes
que não enxergam na simplicidade
o habitat natural do compreender,

qual via que a alegria garante!
E assim trilharmos tal curso. A verdade
é o nosso guia, o caminho a viver!

Gama - DF, abril de 2016.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O EVANGELHO...


O EVANGELHO...

O Evangelho só é viável para quem tem fé. Digo viável, porque o Evangelho é a via, o caminho a ser trilhado por todo aquele que crê. Não há Evangelho onde há inércia. Nessa via, não se pode parar. Tem-se que caminhar. Por isso friso: O Evangelho só é viável, transitável para quem tem fé. Aos que não têm fé, ainda que julguem tê-la, o Evangelho é a via da insanidade; é o caminho da loucura; é a frustração imediata ante o anseio imediatista; é a perplexidade produzida pela confusão da desesperança.

Mas, ainda assim, o Evangelho continua indefinível e inexplicável até mesmo para os que creem. É Graça indizível; é amor inefável; é comunhão e alegria inexprimíveis. Entretanto, sendo indefinível, o Evangelho é definidor: Define o caráter, o ser, o não ser, a vida e a morte. Define, aos que creem, que a Vida habita neles e que um dia eles habitarão na Vida Eterna. Aos que não creem, define que a morte habita neles e um dia eles habitarão eternamente na morte. Por isso, o Evangelho é indefinivelmente definidor de tudo e de todos.

O Evangelho é segurança plena e inabalável ao que crê. Entenda bem: Para os que creem no Evangelho não há qualquer expressão ou possibilidade de risco. No Evangelho eu não arrisco perder: Eu decido perder! Eu considero perda e refugo tudo aquilo que é definido pelo mundo como arriscado. Assim, pela fé, o risco é completamente anulado para os que creem no poder Evangelho.

No Evangelho a Justiça de Deus se revela de fé em fé, posto que está escrito: O justo viverá pela fé. O Evangelho só é viável para quem tem fé!

Para reflexão: Romanos 1: 16 e 17!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Aforismos e poesias: Lúcidos devaneios - Parte 26


Rendição

Num doce amargo de um culto ao ego
elevo o olhar – vão – ao monte Orgulho
de denso solo rochoso, duro;
donde o auxílio, aos prantos, peço...

E num tremor, pois, intenso, quedo
sem entender mais o já futuro
fendido ser mau, que é nada e tudo;
tão vivo e frágil, tal qual um feto...

Eis a linguagem do que é eterno,
eternizada na terna vida,
de sinais rudes, jeito dorido:

Adaga fria de fio de ferro,
que não se pode ser impedida,
a traspassar-me o “eu-inimigo”...

Gama – DF, 23 de junho de 2014.


Jordanny Silva

Andando por "via das dúvidas"...


ANDANDO POR "VIA DAS DÚVIDAS"!

Quando você faz ou deixa de fazer algo por "via das dúvidas", certamente, peca. A "via das dúvidas" é o caminho contrário à fé, que é firme fundamento (certeza) do que se espera e evidência do que não se vê (Hb 11.1).

Não trato aqui da prudência requerida nas ações dos cautelosos. A prudência não se baseia na "via das dúvidas", mas na possibilidade ou probabilidade de algo acontecer ou não, a partir de evidências claras que apontam e fundamentam esse discernimento.

Na "via das dúvidas", contudo, caminham os intelectualmente preguiçosos que não se prestam a pesquisar, esquadrinhar, comparar e verificar a verdade dos fatos. Na "via das dúvidas" caminham os medrosos, ou frouxos, os covardes de plantão.

Reitero que a "via das dúvidas" é o caminho oposto à verdadeira fé. O problema da "via das dúvidas", conforme assevera Paulo, é que o que não provém de fé, é pecado!


"Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado." (Rm 14.22, 23)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!!




FELIZ NATAL!!!

Jesus nasce sempre num lugar simples, num ambiente de humildade! Um coração soberbo, cheio das riquezas e do luxo da arrogância não é apropriado para o Rei dos reis nascer. Não é no brilho das árvores de natal que Ele revela a Sua glória. É na simplicidade de um olhar; num sorriso contagiante; no choro secreto; no calor de um abraço sincero. 

Há belos hotéis e casas luxuosas que hoje estão muito cheias para receber uma virgem grávida e seu humilde esposo. Mas, se naquele lugarzinho ocupado por feno e com o cheiro de animais tiver espaço para Ele, então esse lugar se faz o lugar ideal para o Momento dos momentos.

Aquela estalagem pode ser o seu e o meu coração? Deixemos que Ele nasça em nós!

É o que desejo a você, nEle,

Jordanny.