sexta-feira, 13 de março de 2009

"Autoridades" inquestionáveis? - Parte 2

Fatos que muitos esquecem... (Assista ao vídeo)

Nota: Amados, utilizei o vídeo apenas para trazer um pouco da verdade ao povo de Deus. Infelizmente, o autor do vídeo (que o disponibilizou no youtube), utilizou-se de algumas palavras baixas nas legendas. Mas, retirando-se isso, é interessante levarmos o restante em consideração.

(I Tm. 4:1,2; II Tm. 3:13; 4: 3,4) - MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

Textos sugeridos: "Autoridades" inquestionáveis? - Parte 1, Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 1 e Parte 2.

Vídeo extraído do youtube "Edir Macedo ensina a roubar".

(Rm. 1:16) - Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Entretanto há "evangelhos" que envergonham o povo de Deus...

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Autoridades" inquestionáveis? - Parte 1

Vocês já observaram como, atualmente, existe uma espécie de “desespero” por parte de alguns pastores e líderes da igreja, no tocante a manterem sua “autoridade” intocável sobre os liderados e congregados de suas denominações? Não questiono aqui, especificamente, o dever que os verdadeiros cristãos têm em respeitar às autoridades (Rm. 13: 1-7). Entretanto, muitas dessas ditas "autoridades", principalmente no meio religioso, absolutizam o “poder”, que dizem ter recebido de Deus, a tal ponto de compreenderem que, o simples fato de serem questionadas quanto à doutrina que apresentam à igreja, significa insubmissão por parte de seus liderados. Um pouco estranho, não? Algumas vezes tenho visto “pastores” voltarem para seus liderados e dizerem-lhes: se você não fizer o que eu tenho dito estará debaixo de maldição. Outros “pastores” apontam àqueles que se levantam contra as distorções doutrinárias que vêm sendo pregadas e desferem palavras ameaçadoras do tipo “não toqueis no ungido de Deus”, “você está atraindo condenação para a sua vida por ser insubmisso”.

Para se ter uma idéia do que estou falando, certa vez, uma pessoa chegou até seu pastor (pastor não, “apóstolo”!), e disse que gostaria de mudar de igreja. Este “pastor” disse a ele que, não o autorizava e, se mesmo assim ele mudasse de igreja, estaria saindo debaixo de maldição. A que ponto nós chegamos! Até parece que tal pastor teria mesmo o “poder” de lançar maldição sobre tal irmão (Quanto a este assunto aconselho que os irmãos leiam o livro “Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria”, do pastor Ciro Sanches Zibordi, editado pela CPAD). Quanta apostasia e distorção das verdades bíblicas! O incrível é perceber que, mesmo diante destes desvios, as pessoas têm seguido, cegamente, a líderes que se afastaram do compromisso verdadeiro com a Palavra (II Tm. 3:13). Querem compreender um pouco mais acerca do perfil destes ditos “homens de Deus”?

Quando vejo episódios como esse, na verdade, o que percebo é uma total insegurança por parte do líder, no tocante à autoridade em que está revestido. Tal insegurança se dá por alguns motivos, dentre os quais explanarei a seguir:

1) O primeiro motivo é a falta de conhecimento (Mt. 22:29). O desconhecimento da Palavra de Deus é tão sério, que pode até gerar destruição entre o povo de Deus (Os. 4:6). Muitos líderes, atualmente, não se dedicam ao estudo da Palavra. A Bíblia é essencial na vida de todo servo de Deus. E a liderança tem o dever de conhecê-la e manejá-la bem (II Tm. 2:15).

2) Falta de unção do Espírito Santo, que é o poder de Deus (I Co. 2: 4,5; I Ts. 5: 19). A unção do Espírito Santo é essencial na vida do pastor. Se não estiver em comunhão com o Espírito, nada lhe adiantará, pois o homem, por si mesmo, não tem poder de convencimento (Jo. 16: 7,8). Aquele que já não vive sob a unção do Espírito, ou começa a se utilizar de meios humanos (emoções; filosofias; ciências) a fim de conseguir trazer o público ao convencimento, o que é muito perigoso, ou traz uma mensagem sem vida.

3) Acréscimos ao texto bíblico. Existem líderes que até são conhecedores da Palavra de Deus, mas preferem reter-se a explicações lógicas vinculadas à ciência, filosofia e psicologia chegando, muitas vezes, a acrescentar coisas que não estão na Bíblia. Isso é um erro! A filosofia humana é perigosa, e não deve ser o objeto fundamental das pregações (I Co. 2: 4,5). Ademais, não devemos ir além do que está escrito (I Co. 4:6).


Não obstante, muitos desses acréscimos à Palavra se dão ao fato de darmos ouvidos a determinadas pregações, sem, contudo, confrontarmos, em seguida, com o texto sagrado. Acho conveniente, após ouvir qualquer explanação da palavra, levantar a seguinte questão: “Contudo, o que diz a Escritura?” (Gl. 4: 30). Acerca deste tema, recomendo os livros “Erros que os pregadores devem evitar” e “Mais erros que os pregadores devem evitar”, também do Pr. Ciro Zibordi, editados pela CPAD.

Como conseqüência da inobservância destes três requisitos básicos, os líderes passam a aceitar toda sorte de doutrina em suas igrejas, deixando-se levar por espíritos enganadores e, muitas das vezes, por doutrinas de demônios (I Tm. 4:1). Logo, necessitam de argumentações vazias e de apelos (para não dizer ameaças) para que seus liderados os obedeçam, aplicando, como bem entendem, textos como Rm. 13 1-7 e fazendo menção de diversas “maldições” decorrentes da insubmissão.

Amados, não deixo de lado a Palavra de Deus. Sou conhecedor de diversos textos que nos informam acerca da sujeição e obediência às autoridades, inclusive daqueles que se direcionam explicitamente aos pastores (Hb. 13: 17). Mas a autoridade pastoral obedece à unção do Espírito Santo, e não a unção de homens. O ministério e os dons são dados pelo Espírito, a quem Ele quer, e não pelo homem (I Co. 12:4-11). Alguns acreditam que, pelo fato de terem sido ungidos pelo pastor Fulano de Tal, dentro da igreja tal, tornaram-se super-homens. Quanta ignorância e arrogância (I Pe. 5:1-3)! A Palavra nos exorta a conservarmos o dom e a doutrina de Deus sobre nossas vidas (Ap. 3:11; I Tm. 4:14; II Tm. 1:6). Uma vez que o pastor se afasta da fonte primária de autoridade (a Palavra do Deus vivo), automaticamente ele optou por não ter mais a autoridade de Deus (I Tm. 4:2) sobre sua vida. E a consequência dessa apostasia, é que um dia esse "servo de deus" será vomitado da boca do Deus verdadeiro (Ap. 3: 16; Mt. 7: 21-23) sofrendo um juízo muito mais duro (Tg. 3:1).

Não estou afirmando que os pastores e líderes não podem errar (I Jo. 2:1). Entretanto, sabemos que, aquele líder que se conserva segundo a Palavra de Deus, sendo piedoso, seguidor da justiça, da fé do amor, da paciência e da mansidão (I Tm. 6:11; I Tm. 4:7; I Tm. 4:8), tem humildade para se arrepender e voltar de onde errou (Ap. 2:5). Nisso ainda é mais confirmada a sua autoridade. Não obstante, o obreiro do deve manter-se firme à Palavra de Deus “para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt. 1:9). É essa fidelidade que reveste o líder de autoridade. Ao mesmo tempo deve depender do Espírito Santo, dando testemunho do que prega (I Co. 1: 5,6).

Ainda quanto à obediência, percebemos que devemos ser submissos, sobretudo, a Deus (At. 5:29), tratando com respeito as lideranças episcopais, mas não deixando de denunciar, a luz das Sagradas Escrituras, desvios doutrinários, chamando-os, sempre que possível ao arrependimento (Ap. 2:5).

Alguns podem até argumentar: “Ora, Jordanny, você está incitando muitos à rebeldia, que é um pecado gravíssimo”. O pecado de rebeldia se apresenta, camuflado, na apostasia. A apostasia não é um afastamento dos fundamentos da fé? Logo, a apostasia é rebeldia contra o próprio Deus, gerando terríveis conseqüências (Jr. 2: 19; 5:6; 8:5). A questão que aqui levanto é: devo seguir, cegamente, uma liderança que se afastou dos parâmetros de fé, genuinamente revelados na Palavra? Devo lançar-me na
idolatria góspel, angariando, para mim, doutores segundo a minha concupiscência (II Tm. 4:3)? Devo aceitar qualquer tipo de manifestação evangélica que não tenha confronto com o mundo só para agradar meu pastor?

Renovemos, pois, o nosso entendimento e nos afastemos do padrão desse século (Rm. 12:2), e o Senhor, que é misericordioso, nos revelará Sua soberana vontade, arrancando-nos da cegueira espiritual por meio da verdade (Jo. 17:17; 8:32).

A paz do Senhor a todos!
Jordanny Silva

quinta-feira, 5 de março de 2009

Tira dúvidas - A mulher apanhada em adultério era Maria Madalena?


Estes dias, em um diálogo com uma irmã em Cristo, notei que ainda existem dúvidas e falsas compreensões acerca de temas inseridos na Palavra de Deus, aparentemente, simples. Apesar de algumas pessoas chegarem até mim, dizendo que algumas peculiaridades e considerações, quando relacionados a questões aparentemente irrelevantes, não acrescentam nada na fé, tenho aprendido que não podemos ir além do que está escrito (I Co. 4: 6). Afinal, a nossa regra de fé é a Palavra de Deus, e esta deve ser interpretada e compreendida corretamente para que guie e ilumine todo o nosso viver (Sl. 119: 105).

A confusão que atingia esta irmã era concernente à Maria Madalena ser a mesma mulher apanhada em adultério, bem como a mulher que ungiu Jesus em Betânia. Dessa forma, alvejando trazer àqueles, que não se atentaram às peculiaridades de cada um dos episódios, uma compreensão do assunto, passo à análise, segundo a Palavra de Deus.

Quem era Maria Madalena?

No evangelho segundo escreveu Mateus, Maria Madalena aparece como sendo uma das mulheres que, de longe, acompanhavam a crucificação de Cristo (Mt. 27: 55, 56) a qual O seguiu desde a Galiléia. Logo em seguida, Mateus informa que Maria Madalena se pôs sentada, defronte ao túmulo em que Cristo foi sepultado (Mt. 27: 61). Ela, juntamente com a outra Maria, também foi uma das primeiras testemunhas que viram o sepulcro vazio, de modo que o anjo do Senhor lhes informou que Jesus havia ressuscitado (Mt. 28: 1, 5).

No evangelho segundo escreveu Marcos, nós nos aproximamos mais da compreensão de quem foi Maria Madalena. Novamente, nos chega a informação de que Maria Madalena acompanhou a crucificação, acompanhando o Mestre desde a Galiléia (Mc. 15: 40, 41). Maria Madalena, junto com Maria mãe de José e Tiago, observam onde o corpo de Jesus é sepultado (Mc. 15: 47). Por conseguinte, Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e Salomé, compram, no sábado, aroma a fim de ungir o corpo de Cristo (Mc. 16: 1). Neste evangelho, percebemos que Jesus apareceu, primeiramente, à Maria Madalena (Mc. 16: 9). Perceba que Maria Madalena não se confunde com a mulher pega em adultério (Jo. 8: 1-11), visto que aquela foi liberta pelo Senhor de espíritos malignos (sete demônios).

No evangelho segundo escreveu Lucas as informações de Marcos são corroboradas. Neste evangelho, nos é informado que Maria, chamada Madalena, era possessa por sete espíritos malignos, e que o Senhor Jesus a havia libertado (Lc. 8: 2). Depois, Maria Madalena aparece após a ressurreição de Cristo (Lc. 24: 10).

No evangelho segundo escreveu o apóstolo João, Maria Madalena é mencionada acompanhando a crucificação (Jo. 19: 25), indo ao sepulcro pela madrugada (Jo. 20: 1) e anunciando aos discípulos que Cristo ressuscitou (Jo. 20: 18).

Por conseguinte, quem era a mulher pega em adultério?

A mulher pega em adultério é mencionada em Jo. 8: 1-11, não mais havendo referências acerca dela nas escrituras, e não se confunde com Maria Madalena; esta foi liberta por Cristo por estar possessa por sete demônios.

Quem é a mulher que ungiu Jesus em Betânia?

A unção de Cristo em Betânia é informada nos evangelhos segundo escreveu Mateus (Mt. 26: 6-12), Marcos (Mc. 14: 1-10) e João (Jo. 12: 1-11). Entretanto, somente no evangelho segundo escreveu João é que obtemos a identidade dessa mulher. Observamos que esta Maria era irmã de Lázaro, a quem Jesus ressuscitara dentre os mortos (Jo. 11: 19; 43). Seu nome, como sendo a mulher que ungiu a Jesus com o conteúdo do vaso se alabastro, é apresentado em Jo. 12: 3. Esta Maria, contudo não se confunde com Maria Madalena, visto que esta última acompanhava Jesus desde a Galiléia (Mt. 27: 55, 56; Mc. 15: 40, 41), enquanto aquela mantinha domicílio, em Betânia (Jo. 11: 20), junto com sua irmã Marta e seu irmão Lázaro.

Minha intenção aqui é tirar algumas confusões que, apesar de simples e aparentemente insignificantes, têm levados muitos servos de Deus a cometerem erros na interpretação das Sagradas Escrituras, ou mesmo com invenções e acréscimos ao texto sagrado. Espero ter ajudado a alguns.

A paz do Senhor a todos.

Jordanny Silva

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 2

As várias faces da idolatria...
(II Timóteo 4:3) - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
Vídeo extraído do youtube:
Nota: Apesar de o autor do vídeo abaixo ter dado "nome aos bois" (o que particulamente não julgo muito ético), é possível obter um olhar crítico sobre o caminho que a igreja evangélica tem tomado.

Jordanny Silva

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 1


Idolatria Evangélica - O povo de Deus ou o "deus" do povo?


Você quer aprender a criar um deus!? Isso mesmo! Um deus do jeito que você quiser! Se for de sua preferência, construa um altar para adorá-lo! Caso você não seja muito devoto, adore-o de acordo com a sua agenda (se houver um espacinho!?)! Esse deus é tudo que você sempre sonhou! E ele está pronto a sonhar os teus sonhos! A desejar os teus desejos! A viver segundo o teu querer (afinal ele é alimentado pelo teu ego)! Ah! Você está duvidando de que tenha este poder criacionista? Aproxime-se então! Vou te ensinar, passo a passo este processo de criação! Já pensou: um deus criado por você!? Quem será mais poderoso nessa história: você ou ele!? Mas, antes de tudo, algumas considerações...

A idolatria patente ao homem...

A contumácia do homem em desobedecer a Deus tem gerado, desde épocas mais remotas, diversos absurdos. Não obstante, é perceptível a dificuldade do homem em submeter-se à vontade soberana de Deus. Isso se dá por alguns motivos, dentre os quais, tentaremos compreender hoje.

Mas, para o entendimento mais profundo da abordagem aqui sugerida, deveremos analisar, à luz da Palavra de Deus, um pouco da natureza humana.

O homem foi criado para uma finalidade precípua: adorar e louvar ao Senhor (Mt. 4: 10; Lc. 4: 8). Entretanto, ao experimentar o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, a natureza essencial do homem foi completamente arrancada (Gn. 3: 6). Observe que o homem come tal fruto acreditando na possibilidade de tornar-se igual a Deus, conforme havia sido sugerido pela serpente (Gn. 3: 5). Isso revela um pecado semelhante ao de Satanás, o qual também quis ser como Deus.

Como é sabido, a partir daquele momento, o homem decaiu. Mas esta queda não modificou por completo a composição humana, ao passo que, ainda assim, haveria uma intensa necessidade de buscar algo ou alguma coisa que pudesse preencher o vazio de Deus, a fim de ser adorada. É a partir daí que começa surgir a idolatria. Precisamos compreender que, no lugar onde originariamente habitava o Espírito do Senhor (Gn. 2: 7), começou a habitar o pecado.

Muitos acreditam que o pecado é, tão somente uma coisa impregnada na natureza humana. Entretanto, o pecado é um ser que habita no homem. Se não, vejamos:
(Romanos 7:17) - De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. (Ênfase adicionada)
Observem que o pecado habita no homem caído. Percebemos então que o pecado não é um objeto, mas sim um ser. Um objeto não habita. Já o ser habita. E este ser passa a fazer parte na natureza do homem. (Salmos 51:5) - Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Esta questão é um pouco lógica visto que, a partir do momento que Deus deixa de habitar o homem, algo ou alguma coisa ocupará o Seu lugar (Mt. 12: 43-45), surgindo, assim, a idolatria.

Nesse passo, a idolatria inserta no mundo é algo fácil de ser notada. Porém, a idolatria maquiada no seio do “povo de Deus”, é mais complicada de ser constatada e arrancada. Dito isso, façamos a leitura e análise do seguinte texto:

(Êxodo 32:1-4) - MAS vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. (Ênfase adicionada)

O texto em destaque revela uma conhecida passagem histórica contemporânea a Moisés, sendo ele um dos personagens. Em resumo a este episódio, Moisés havia subido ao monte Sinai, onde recebera, diretamente de Deus, a Legislação que regulamentaria o povo de Israel. Ocorre que a demora de Moisés, gerou desespero no povo, o qual, seguindo uma influência rebelde que existia no meio deles, assegurou para si um novo deus, à semelhança do que há na terra, para que fosse adorado.

O interessante, mesmo, é ver o relato descrito no verso 24:
(Êxodo 32:24) - Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro. (Ênfase adicionada)
Percebe-se, aqui, claramente, o material utilizado para a confecção de um deus: ouro. O ouro denota, não só para os tempos modernos, mas também para os povos antigos, algo de valor, precioso, relacionado à riqueza. Isso se aplica à nossa vida espiritual. Normalmente, quando nos afastamos de Deus, em face da desesperança advinda de uma fé subtraída de fundamento sólido (Palavra do Deus Vivo), ajuntamos aquilo que nos é valioso e criamos um deus que visa atender, fielmente, às nossas expectativas e caprichos.

Criamos, por exemplo, um deus emotivo, que se ocupa no amor segundo o padrão humano; um deus que se apaixona e que te faz apaixonar-se por ele; um deus completamente almático, cheio de fantasias dramáticas e emocionais; um deus, às vezes, até lúdico, que não perde a oportunidade de fazer sua platéia rir-se de suas “palhaçadas” fundamentadas em passagens bíblicas descontextualizadas (quando não alteradas e distorcidas).

Chegamos a criar um deus, tão semelhante a nós mesmos, que é capaz de sonhar conosco e de nos fazer fruto dos seus sonhos; um deus capaz sonhar e desejar as minhas vontades; este mesmo deus gera sonhos em seus corações e se submete às determinações de seus “súditos”, visto que é dependente da criatividade destes. A questão que me vem à mente é: quem é o súdito de quem nessa brincadeira?

Nós unimos tudo aquilo é importante para nós (riquezas emocionais, sentimentais ou materiais), e começamos no processo de fundição. A Palavra de Deus, neste processo, não passa de uma ferramenta pronta a ser interpretada, utilizada, alterada e aplicada segundo a nossa conveniência. Diante de quaisquer pontos de divergência entre o nosso QUERER e o querer de Deus, escolhemos o primeiro em detrimento do segundo. Simples assim! Está feito o nosso novo deus: amigo do nosso ego; à semelhança do nosso orgulho e da nossa corrupção.

O terrível é perceber a igreja evangélica atual tem se afundado nesse mecanismo:

* Alguns criam um deus carrasco, que submete seus súditos a um jugo quase impossível de ser carregado em troca da segurança de ter uma casa garantida num lugar melhor. Esse deus tem prazer em punir, humilhar publicamente àquele que errou. Esse deus, ainda, tem prazer em condenar, pisar, vomitar qualquer um que não venha a se adequar a seus parâmetros de usos e costumes, por mais absurdos que sejam.

* Em contrapartida, outros criam um deus extremamente compreensivo, que não liga com o pecado, nem tampouco com a mistura de seus "filhos" com as coisas mundanas e passageiras. Um deus que nos permite fazer tudo o que quisermos; desde que nos seja, psicologicamente, saudável. Um deus que acha tudo normal e natural (até uma cervejinha, bem geladinha, no fim de semana). Um deus que valoriza nossos sentimentos e paixões infames. Um deus que, por intermédio da graça, legitimou todo tipo de imoralidade e apostasia no seio da igreja.

Poderia passar dias falando dos deuses criados pela igreja evangélica, mas sinto-me obrigado a falar acerca do Deus verdadeiro, que é Soberano! O Deus Criador dos céus e da terra (Gn. 1: 1), não se submete à vontade do homem (Jó 4: 17), pois conhece as limitações deste último (Is. 55: 8, 9). O Deus onipotente não se afasta dos princípios e da Palavra deixada por Ele (Lc. 21: 33), porque Ele é a Palavra (Jo. 1: 1, 14). O Deus soberano, mesmo amando o pecador (Jo. 3: 16), não admite o pecado, exigindo de nós que o amamos obediência (I Sm. 15: 22) e santidade (Hb. 12: 14). O Grande Eu Sou, nos exorta a não nos conformarmos (amoldarmos) com o padrão deste século (Rm. 12: 2), mas, sim, a mantermos e fazermos a diferença exalando o perfume de Cristo (II Co. 2: 14 – 17), requerendo bom testemunho (I Pe. 3: 11, 12; II Co. 3: 1-6), por meio dos frutos do Espírito (Gl. 5: 22). O verdadeiro Deus não é só fundamentalista (pois não se afasta da Sua Palavra), é também o fundamento (Sl. 62: 7; 86: 26; 95: 1) da nossa fé e da nossa esperança (Hb. 11: 1). Este Deus não atende aos caprichos do homem, reservando-Se a cumprir a Sua Vontade. Glórias a este Deus, o Deus verdadeiro!

Se você tem percebido em quão densas trevas o mundo se encontra; se você, mesmo crente, que tem percebido os desvios constantes do chamado “povo de Deus”; hoje é o melhor dia para o arrependimento. Hoje é melhor dia para retornar aos fundamentos de fé! Tome essa decisão hoje mesmo ou, se preferir, continue criando um deus de mentira, frágil e impotente...

Um forte abraço a todos e a Paz do Senhor!

Jordanny Silva

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Acerca da Lei e da Graça


Em tópicos anteriores nós tratamos da injustiça e corrupção do homem em relação à legislação e à própria aplicação da justiça segundo o seu entendimento. Concluímos pela falência humana e pela soberania e infalibilidade divina. Entretanto, sinto-me motivado a tecer algumas considerações acerca da Lei e da Graça de Deus, baseado em estudos que fiz. Boa leitura a todos!


I) Lei e o pecado

O Apóstolo Paulo em sua carta escrita aos Romanos do Capítulo 7, consigna algumas considerações acerca da Lei e do pecado. É comum colocarmos a culpa da existência do pecado na lei. Chegamos a acreditar que, se não houvesse Lei, não haveria pecado. Entretanto, vemo-nos obrigados a questionar se o pecado depende ou não da Lei.

Lendo a carta de Paulo, chegamos a algumas conclusões: na verdade, não é o pecado que depende da Lei; mas, e ao contrário, a Lei existe por causa do pecado. Veja que este texto bíblico apenas nos informa que a Lei, por ser boa, nos tira da ignorância e, por intermédio dela, nos tornamos cientes da existência do pecado. Para podermos compreender melhor, imaginemos um crime de homicídio: o assassinato de Abel, pelas mãos de Caim, dependeu da existência da lei? Foi necessário instituir uma lei que proibisse o homicídio para que o pecado de matar alguém viesse a existir? A resposta é clara: não.

Desse modo, o ato de homicídio existe independentemente da Lei. A Lei apenas legitima a punibilidade à transgressão. Veja que a Lei foi instituída para garantir a segurança daqueles que não praticam o pecado. Ou seja, a Lei, quando nos informa “não matarás”, na verdade, apenas assegurou àqueles que não cometem o ato de homicídio de serem afligidos em seu direito à vida.

Amados, o que quero dizer com tudo isso? A Lei de Deus não é ruim. E, tampouco, criou o pecado. A Lei de Deus tipificou os atos contrários à Sua vontade. Tais atos, consequentemente, receberam a nomenclatura de pecado. A Palavra nos informa que a Lei de Deus é boa e o pecado é mau. A Lei existe para nos trazer segurança contra os pecadores. Na verdade, a Lei existe para os infratores.

II) A Lei e a Justiça

Ora, mas se a Lei é boa, devemos então viver sob o jugo da Lei? O que significa viver sob o jugo da Lei? Para responder a esta indagação é necessário, também, compreender o que vem a ser a Justiça. Em um sentido mais restrito (por tratar-se da Justiça Divina) e, compreendendo-se que a Lei é boa, há que se entender a Justiça como sendo o ato de aplicação da Lei. Ou seja, para aplicação da Justiça deve haver o exercício jurisdicional (juris = direito; dictio = dizer). Deus, como o Justo Juiz é quem detém o poder jurisdicional sobre sua Lei. Entretanto, o inimigo é também conhecedor da Lei do Senhor e quer que a mesma seja aplicada a quem for infrator.

Desse modo, viver sob o jugo da Lei é o mesmo que estar subordinado à aplicação da Lei, por intermédio da Justiça, sobre nossas vidas. Entretanto, que conseqüências a incidência e aplicação da Lei traz pras nossas vidas? A palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus. Como disse antes, a Lei é para os infratores, pois, necessariamente, os que infringem a Lei suportarão as sanções advindas deste ato. Contudo, todos nós somos infratores. Conclui-se, portanto, que todos nós somos dignos de condenação quando estamos debaixo da Lei.

III) A Lei e a Justificação

Ao tratar do tema “Justificação”, gostaria de, primeiramente, trazer uma rápida noção de direito penal. Um crime, segundo a definição do Código Penal, é um fato típico (pré-definido na lei) e antijurídico (ilícito). Entretanto, o caráter ilícito do crime pode ser afastado caso o ato praticado pelo agente seja justificado. Dentre as hipóteses de justificação, em relação à lei penal brasileira, nós temos a legítima defesa. Uma pessoa que, por exemplo, mata outrem a fim de salvaguardar sua própria vida, está justificado em relação a sua atitude homicida. Compreenda que o fato típico “matar alguém” pré-definido na norma penal ocorreu, mas por ter sido em legítima defesa, é afastado o caráter ilícito (antijurídico), estando, portanto, justificado tal ato.

A justificação no contexto bíblico ocorre de forma semelhante. Jesus cumpriu a Lei em sua integralidade e também cumpriu a Justiça. O cumprimento da Lei existe quando não há infração. Cristo Jesus (Cordeiro Santo) não infringiu a lei pré-estabelecida. Ora, já compreendemos que a Justiça é a aplicação das sanções da Lei em face de seus infratores. A Palavra de Deus nos informa, em Isaías 53, que Cristo levou sobre si todos os nossos pecados e as nossas iniqüidades. Na verdade, a condenação que surgia por intermédio da Justiça foi imposta e aplicada sobre Jesus. Desse modo, a Justiça foi inteiramente cumprida por meio do sacrifício vicário de Cristo. Vejamos que a Lei continua sendo válida, porém, a sanção penal não é mais aplicável àqueles que não vivem sob o seu jugo.

IV) A Lei e a Carne

Dando continuidade à interpretação do texto disposto em Romanos 7, compreendemos que a finalidade precípua da Lei, a qual é o instrumento que traz o conhecimento acerca do pecado, é limitar a carne. Portanto, todos aqueles que estão na carne encontram-se sob o jugo da Lei, ao passo que esta é aplicada por intermédio da Justiça. Não obstante, quando o indivíduo se encontra na carne, é travada uma guerra interna entre o “querer” e o “efetuar”. Note-se que a Lei atinge o “querer”, que é bom. Já a carne, que é má, dirige o “efetuar”. Diante disso, o “efetuar” da carne é o “não querer” do espírito. Por isso Paulo se expressa da seguinte forma: “o que quero fazer não faço; e o que eu faço é o meu não querer”.

Enquanto estamos na carne somos sujeitos às sanções da Lei, e significa dizer que estamos sob o jugo da Lei. Na carne, somos escravos do pecado e, ao mesmo tempo, réus de condenação. Importa suscitar que Paulo nos informa que o tempo da ignorância não será levado em conta. Tal ignorância está relacionada à Lei e não ao pecado. Note-se que, ao conhecermos a Lei, automaticamente nos tornamos, também, cientes do pecado.

V) CONCLUSÃO - A Graça que provém de Cristo

O Apóstolo Paulo inicia o capítulo 8 da carta escrita aos cristãos de Roma dizendo o seguinte: “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Ora, nisso está a nossa diferença, e por isso dizemos que já não estamos sob o jugo da Lei.

Quando estamos em Cristo, e se realmente estamos em Cristo, a Lei não se aplica a nenhum de nós. Primeiramente porque, sabendo que a Lei foi criada como uma forma de limitação para a nossa carne, já fomos sepultados com Jesus em sua morte, ou seja, a carne já não vive. Eis que tudo novo se fez. E este novo homem que ressurge é espiritual. Se, portanto, estamos no Espírito, já não pendemos para a carne e o pecado já não nos escraviza.

Em segundo lugar concluímos que Cristo já cumpriu a Lei, com a obediência, e a Justiça com o seu sacrifício na Cruz do Calvário, desse modo, para nós que estamos n’Ele, a sanção penal (aqui entendida como aplicação da Lei em face do infrator) já foi executada. Somos, pois, justificados em Cristo. A Justificação nos alcançou. A Justiça passa a fazer parte da nossa natureza. Em Rm. 5:20 lemos o seguinte: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;”.

Para Glória de Deus, não há mais condenação para nós que estamos em Cristo. Se realmente você está no Espírito o teu “querer” se torna o teu “efetuar”, ou seja, a Lei se confirma em nós, pelas nossas ações. Vivamos a liberdade conquistada pela Graça! Vivamos a liberdade concedida pelo Espírito! A paz do Senhor a todos!

Referências Bíblicas
Texto Chave

Rm. 7: 7-25; Gn. 4:8; Êx. 20:13; 1Tm. 1: 9; Sl. 89: 14; Pv. 13: 6; Pv. 21: 15; Is. 54: 17; Rm. 5: 17; Rm. 10: 4; Rm. 3: 23; Is. 53: 5; 1Co. 15: 45; At. 17: 30.

Deus abençoe a todos!

Jordanny Silva

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sonhos, sonhos e mais sonhos... É hora de acordar!


Hoje estão em alta as questões pertinentes aos sonhos. Muitos homens de Deus têm se levantado com mensagens focadas neste tema. Entretanto, fazem-se necessários alguns cuidados para que não haja frustrações entre o povo de Deus em face da má interpretação bíblica acerca deste assunto. Desse modo, preocupado com o que as interpretações equivocadas podem gerar, senti-me motivado a tecer algumas informações que o Senhor tem ministrado em nossos corações.

Gostaria de explanar, por conseguinte, acerca do seguinte texto bíblico, por sinal muito conhecido, registrado no livro dos Salmos, capítulo 37, verso 4: “Deleita-te no Senhor e Ele concederá os desejos do teu coração”.

Passemos à análise do texto citado:
Se interpretarmos esta passagem bíblica equivocadamente, e sem uma visão profunda do assunto, aparentemente tudo que desejarmos nos será concedido, porém, para que tal preceito seja concretizado em nós, em sua totalidade, é preciso compreendermos alguns aspectos relevantes para que recebamos as bênçãos que provém de Deus.

PROFECIA OU MOTIVAÇÃO?

Entretanto, antes de tudo, gostaria de tecer algumas considerações acerca de diversas profecias que têm surgido no meio do povo de Deus que têm tido cunho muito mais motivacional do que, efetivamente, divina e, logo mais, retornaremos à compreensão do texto informado anteriormente.

Hoje, vemos o tempo todo palavras do tipo: “Não desista, Deus vai te dar tudo que você quiser! Sonhe sempre, pois o Senhor tem compromisso em realizar os teus sonhos! Deus realizará todos os teus sonhos, determine, é direito seu!”
É comum vermos este tipo de pregação, porém, devemos ter cuidado com tais expressões. Muitas das vezes o que aparenta ser uma profecia, não passa de uma palavra motivacional, e até contrária à vontade de Deus.

Podemos perceber que isso aconteceu nos tempos do rei Davi. Se lermos a passagem consignada em II Samuel 7, percebemos um profeta do Senhor chamado Natã, agindo fora da vontade de Deus e direcionando uma mensagem, não profética, mas tão somente motivacional ao rei Davi. Façamos então a leitura dos versos 1, 2 e três do capítulo 7 de II Samuel:

“E SUCEDEU que, estando o rei Davi em sua casa, e tendo o SENHOR lhe dado descanso de todos os seus inimigos em redor, Disse o rei ao profeta Natã: Eis que eu moro em casa de cedro, e a arca de Deus mora dentro de cortinas. E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo.”

O profeta, movido pela emoção e pelas palavras que o rei Davi havia dito, precipitadamente citou uma profecia motivacional fora dos planos divinos. Veja que a intenção do coração de Davi em construir o templo para o Senhor, aparentemente, fazia parte da vontade de Deus. A intenção era, sobremaneira, louvável. Isso foi o que levou o vidente Natã a encorajá-lo em seus planos. Note que Natã, apesar de ser profeta, precipitou-se. Contudo, naquela mesma noite o Senhor revelou ao profeta a Sua vontade e ordenou que ele dissesse ao rei Davi que não seria ele quem construiria o templo do Senhor.

Porém, o que quero dizer? Que as pregações atuais estão todas erradas? Que não devemos dar crédito as pregações e profecias relacionadas a sonhos? De maneira nenhuma. Apenas quero que compreendamos que as profecias devem ser postas à prova, se não, vejamos: (I Tes. 5: 19-21) “Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.”

Mesmos os ministros de Deus cometem erro. Acabamos de ver o exemplo com o profeta Natã. Ele não deixou de ser profeta, ou tornou-se desacreditado, por ter proferido uma “palavra profética” fora da vontade de Deus. Ele teve, ainda, humildade para reconsiderar o que havia falado ao rei Davi.

Tenhamos, pois, cuidado com as palavras motivacionais, movidas pela emoção do momento. Contudo, continuemos com os estudos acerca do tema: sonhos.

O texto citado no preâmbulo nos informa que, ao nos deleitarmos no Senhor, os desejos do nosso coração são atendidos. Contudo, mais uma vez, questiono: Deus tem compromisso em realizar os meus sonhos? Se a resposta é verdadeira, porque existem tantas pessoas, que vivem na igreja, frustradas por não alcançarem aquilo que desejavam? Inicialmente, e pasmém, vou informar que Deus não tem compromisso com os sonhos e desejos do coração de ninguém. O compromisso d Deus é com a Palavra d’Ele: (Lucas 21:33) - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

Desse modo, para que os nossos planos e anseios sejam realizados, eles devem estar de acordo com a Vontade de Deus. Não se trata de soberania da minha vontade, ou mesmo, a minha vontade tornar-se a vontade de Deus; trata-se de soberania da Vontade de Deus e, de mesmo modo, a Vontade de Deus é que deve se tornar minha vontade.

Porém, como conhecer a vontade de Deus para que ela se torne minha vontade? A Palavra nos informa que a vontade de Deus deve estar no nosso coração. Para conhecermos a vontade de Deus devemos conhecer a Deus. Existe um sentido lógico para se ter o conhecimento da vontade de Deus. O primeiro passo é intimidade. Jesus é a Palavra. Se conhecermos a Palavra, passamos então a compreender a vontade de Deus. A Palavra nos tira de ignorância e nos deixa cientes do pecado. Entretanto, não basta conhecer a Palavra (Lei). Em Salmos 119:11 está escrito: “Escondi a Tua Palavra em meu coração, para não pecar contra Ti”. Porém, o que significa esconder a Palavra no coração?

A expressão “coração”, na forma usada, tem o significado de desejo, de vontade intensa. Desse modo, guardar a Palavra junto ao coração, significa passar a desejar e a cumprir a Vontade de Deus. Quando estamos, verdadeiramente, em Cristo, a Vontade de Deus passa a ser os nossos anseios e desejos. Desse modo, quando nos deleitamos no Senhor, Ele nos concede os desejos de nosso coração, por que os nossos desejos são a Vontade de Deus. O nosso querer é o nosso efetuar. Não basta conhecer a vontade de Deus; devemos desejar, buscar, almejar a Vontade de Deus. Conhecendo e desejando a Vontade de Deus, não existe possibilidade para frustrações, pois Deus tem compromisso com a Palavra d’Ele, e Ele há de realizar a Sua Vontade.

Que todos nós venhamos a buscar tanto compreender quanto desejar a Vontade de Deus. Busquemos intimidade com Ele por meio da meditação na Palavra, da oração, adoração, jejum. Conheçamos e prossigamos em conhecer a Deus. Os sonhos, só podem ser realizados, se partirem do centro da Vontade de Deus. (João 4: 34 – “A minha comida (o meu desejo, a minha necessidade) é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”

Quais têm sido os teus planos? Quais têm sido os teus anseios? Você tem desejado a vontade de Deus?

Abraços a todos! Espero ter ajudado na compreensão e meditação da Palavra. A Paz do Senhor!

Jordanny Silva