sábado, 28 de março de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 4


Os verdadeiros adoradores: uma reflexão sobre a "adoração" que vem sendo praticada nas igrejas evangélicas

Qual rumo a igreja evangélica tem tomado? Você já se perguntou? Ouvimos o tempo todo pessoas dizendo: “Faço parte de uma geração de adoradores extravagantes”, ou mesmo, “sou completamente apaixonado por Cristo”. Porém, os cristãos da atualidade têm consciência do que é a verdadeira adoração? Estaremos analisando, à luz da Palavra de Deus, o que vem a ser a verdadeira adoração, a fim de entendermos em que contexto nós, evangélicos, estamos inseridos na atual conjuntura.

* Para ajudar na compreensão, leia:


A alguns dias venho relutando em meu interior para postar este artigo que agora apresento. Sei que alguns, talvez de minha própria igreja, vão se armar em face do que tenho a escrever. Poderão, quem sabe, até dizer que eu esteja blasfemando ou esteja assumindo uma postura legalista. Mesmo assim, gostaria que as pessoas que viessem a ler esta postagem, assumissem uma postura de investigação, para confirmarem se procede ou não do Senhor Jesus. Creio em meu coração, por mais que venha enfrentar algumas críticas, que este é o momento de apresentar estas conclusões que o Espírito Santo tem feito arder em meu coração.

Consignadas tais considerações, vamos ao assunto aqui proposto. Para isso, recomendo que nós façamos a leitura da passagem bíblica abaixo:

(João 4: 23,24) - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (ênfase adicionada)

Neste conhecido texto, Jesus nos informa as características dos verdadeiros adoradores: “... e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”. Entretanto, o que significa adorar ao Senhor em espírito e em verdade.

Para compreendermos, é, primeiramente, interessante entendermos em que consiste a composição humana. O homem é formado por espírito, alma e corpo: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo. (I Ts 5:23). (ênfase adicionada)
Qual a diferença entre corpo, alma e espírito?

Quanto ao CORPO, percebemos que se trata desta “casca” material que serve de habitação para a nossa alma e o nosso espírito. O destino do corpo, caso não participemos do arrebatamento (1Ts. 4:13-18), é o pó (Ec. 12:7). Em analogia ao tabernáculo verotestamentário, o corpo simboliza o átrio, ou pátio exterior.

Na ALMA, por sua vez, reside o nosso intelecto (Sl. 49:3; Pv. 15:32; 19:8), a nossa vontade e desejos (Jó 31:9; Sl. 37:4; 40:8), e os nossos sentimentos (Jó 7:11; Sl. 13:2; 25:17; 38:8; Mt. 12:34). A paixão, por exemplo, revela-se como um sentimento egoísta, desesperado, insano e, às vezes, irracional (Gl. 5:24). Diante disso, até te pergunto: você se considera “apaixonado(a)” por Cristo? O Senhor espera de nós muito mais do que uma “paixão”. Quanto a esse assunto, procure, dentre as características do fruto do Espírito, se existe alguma menção à “paixão” (Gl. 5:22). Você encontrou? A resposta é evidente: Não! Agora, faça uma reflexão de sua vida; você tem frutificado no Espírito, ou você vive de emoções? Se você não tem frutificado, este é o momento de refletir sobre tua vida com Deus (Jo. 15:1-11).

Por conseguinte, o nosso ESPÍRITO revela o contato mais próximo que temos com Deus. Em analogia ao templo onde era colocada a Arca da Aliança, o espírito significa Lugar Santíssimo, onde está a presença de Deus (Ex. 26:33-37; 1Rs. 8:6). O espírito é o sopro de Deus sobre as nossas vidas (Gn. 2:7); é a semelhança do Deus vivo. O espírito é regenerado quando nascemos de novo em Cristo Jesus (Jo. 3:5; Tt. 3:5). Sendo espirituais é que conquistamos as promessas direcionadas à igreja (2Ts. 2:16).

Entendido isso, percebemos, como visto antes, que o verdadeiro adorador, adora ao Senhor em espírito e em verdade. Contudo, o que temos visto atualmente? É só você observar! A maioria dos “louvores” e “hinos” que são cantados nas igrejas tem uma conotação muito mais almática (sic) do que espiritual. Observe o padrão das letras que têm sido compostas atualmente: “sonhos”; “você é capaz”; “não desista”; aparenta-se mais a uma sessão psicoterapêutica, com uma intensa busca por auto-ajuda. Tais hinos parecem ser mais inspirados em livros seculares, tais como, “O segredo”, do que na Verdade infalível da Palavra de Deus.

Muitos não percebem, mas tais cânticos têm atingido um padrão mais emocional, do que espiritual. E qual a conseqüência disso? As questões espirituais se discernem espiritualmente (1Co. 2:14), e não de acordo com o intelecto, a vontade ou as emoções humanas. Como resultado, diversos equívocos doutrinários têm sido propagados por meio dessa “onda” de “adoração extravagante”. Muitos que seguem esse vendaval adotam termos como: estou “desesperado” por Deus”! Veja, neste exemplo, que tal expressão é completamente dissonante do contexto bíblico, pois quem está em Cristo não tem por quê se desesperar. Pelo contrário, quem está em Jesus, está firmado na Rocha (Mt. 7:24). Cristo é a Rocha da nossa salvação (2Sm 22:47; Sl. 62:2; 95:1).

Para se ter uma idéia, estes dias visitando um site patrocinado por um grupo de “adoradores extravagantes”, ao observar uma apostila que eles disponibilizam ao público, havia diversos rituais, alguns voltados para o tema “libertação”, que mais se aparentavam a um procedimento de exorcismo. Juntamente com toda essa distorção e acréscimo à Palavra de Deus, há diversos vídeos que acompanham algumas músicas de “adoração”, onde pessoas são, aparentemente, curadas (apesar de não haver nenhuma comprovação de quaisquer milagres), havendo diversas manifestações de cunho muito mais emocional do que espiritual. Pelo que se tem observado, as pessoas que estão “afogadas” nessa “adoração extravagante”, empolgam-se de tal maneira, que acabam saindo dos padrões normais do culto, segundo o apóstolo Paulo nos ensina (1Co. 14).

Mas, não é o objetivo deste artigo, entrar profundamente nestas questões. Reserva-se, o presente, a analisar, segundo as Escrituras, o que vem a ser o verdadeiro adorador.

Compreendemos, segundo o texto base (Jo. 4:24), que convém que os verdadeiros adoradores, adorem ao Senhor em espírito e em verdade. Já traçamos algumas informações acerca do caráter espiritual da adoração (de modo que a adoração não parte nem do corpo e nem da alma, porém, do espírito), mas há também o caráter verdadeiro da adoração. Quando nos aprofundamos no estudo do tema percebemos, primeiramente, que a verdadeira adoração deve ser segundo a Palavra. Ora, a verdade não é a Palavra? (Jo. 17:17). Os verdadeiros adoradores adoram segundo os padrões das Escrituras Sagradas. Isso é adorar em VERDADE! Observamos que o próprio apóstolo Paulo nos exorta a não irmos “além do que está escrito” (1Co. 4:6). Se nós atentarmos, perceberemos que grande parte das canções entoadas dentro das igrejas, além de distorcer algumas verdades bíblicas, muitas das vezes, chega a se firmar em invencionices, frisando, com veemência, a questão emocional.

Por que nos distanciarmos da Palavra da Verdade (Jr. 6:16; Ap. 2:5)? Certa vez um jovem cristão me disse que estava compondo diversas músicas para lançar em seu álbum. Ele chegou a me dizer que não queria mencionar o nome de Jesus, ou mesmo, palavras que informavam diretamente a sua fé, em seu CD, para não afastar o seu público alvo, que era composto por não crentes. Aparentemente, parecia-me uma estratégia interessante para se ganhar almas. Mas, ao fazer uma análise mais minuciosa, percebi que uma parte das bandas e grupos musicais “góspel”, tem buscado muito mais crescer em fama, do que glorificar o nome de Cristo (Is. 42:8). O bojo de suas intenções reais revela, sem duvidar, um sentimento de vergonha pelo Evangelho de Cristo. Amados, não podemos, em hipótese alguma, nos envergonhar deste evangelho maravilhoso. Ele consiste em salvação para todo aquele que crer (Rm. 1:16).

Quando escrevemos uma canção, inspirada verdadeiramente pelo Espírito Santo, o padrão utilizado é a Palavra da Verdade, a mensagem é o Evangelho da Salvação e o objetivo é a edificação do Reino de Deus (Ef. 1:13; Mt. 6:33).

Amados, a reflexão que eu gostaria de trazer aqui hoje, é se você, como cristão nascido de novo, tem andado segundo a carne, cheio de paixões, desesperos e extravagância desordenada, ou tem caminhado segundo o Espírito (Rm. 8:1)? Você tem baseado a tua vida na inerrante Palavra de Deus (a Verdade), ou tem sido levado por ventos de doutrinas (Ef. 4:14)? Já não somos envolvidos por nossa forma de pensar, nossas emoções e nossos desejos passados; vivemos, sim, com uma mente renovada e dominada pelo Espírito (Rm. 12:2), que desperta em nós um desejo ardente por fazer a vontade de Deus (Jo. 4:34), adorando-O em ESPÍRITO e em VERDADE.

Em breve, se Deus assim nos permitir, aprofundaremos no assunto. A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

segunda-feira, 23 de março de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 3

Por que servir ao Deus verdadeiro? O que minha vida ganha com isso? Não é mais fácil ter um "deus" que atenda às minhas vontades? Meu caro leitor, não se trata de ganhar a vida, mas sim de perdê-la! Para servir o Deus verdadeiro, você precisa negar a si mesmo, negar as suas vontades! Que o vídeo abaixo edifique, de alguma forma, a sua vida:






Entregar-se TOTALMENTE ao verdadeiro Deus é uma decisão necessária que você precisa tomar para que seja salvo! Caso contrário, você passará o resto da vida criando um "deus" segundo os teus desejos e a tua medíocre forma de pensar e que te conduzirá, pelo caminho largo, à morte... Pare de viver de "achismos" e "sonhos", viva segundo a Palavra de Deus que é a VERDADE ABSOLUTA!


Indico para você a leitura das seguintes postagens: Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 1; Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 2; Sonhos, sonhos e mais sonhos... é hora de acordar; Eu posso transformar o mundo?; A apostasia dos últimos dias.


A paz do Senhor!


Jordanny Silva

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ponto de vista - Aborto, caso Alagoinha

Este mês foi marcado pelo famoso caso que aconteceu na cidade de Alagoinha – PE, e que repercutiu de uma forma intensa, fazendo todos pensarem e opinarem acerca do assunto. Entretanto, se vocês observaram a grande parte das posições, induzidas pela mídia manipuladora, perceberam as seguintes conclusões:

1) Uma comoção em relação à garota em face da violência vivida, e aos seus pais por terem vivido uma situação tão terrível (com evidente razão);
2) Um ódio insano contra o agressor, o qual não poderia levar outro adjetivo melhor do que “monstro”;
3) Uma indignação geral contra a decisão da igreja Católica, prolatada por meio de sua liderança episcopal;
4) Uma exaltação da equipe médica que realizou o aborto, em face de serem estes os “heróis” compreensivos que agiram debaixo da lei (aliás, como diz o ditado, “fora da lei não há salvação”) e em observância às análises médicas que concluíram que havia risco se a gravidez fosse levada adiante.

Antes de dar continuidade à posição aqui apresentada, gostaria de informar que, normalmente, não gosto de referir-me a questões muito recentes, visto que, normalmente, o prazo para uma análise mais sucinta é curto, podendo haver uma conclusão equivocada. Contudo, dada a repercussão, achei devido tecer algumas considerações, observando algumas partes intrigantes do caso à luz da lei do homem e, principalmente, da Lei de Deus (Bíblia). Para isso, utilizarei as proposições acima, delimitadas.

A comoção em relação ao sofrimento da criança violentada e de sua família

Em relação à vítima do ato de violência, não há como deixar de se comover. Trata-se de uma criança que teve arrancada de si, por um ato tão brutal, o direito sobre seu corpo, em relação à sexualidade. Como pai, acredito que consigo imaginar um pouco do que os pais dessa garota sentiram ao tomarem ciência de todo o ocorrido. Porém, o servo de Deus não deve discernir tais questões por meio da alma, onde estão inseridas as emoções humanas (Jr. 17:9), pois corre o risco de cometer males e injustiças terríveis; pelo contrário, o cristão nascido de novo deve discernir espiritualmente (1Co 2:14), à luz da Palavra de Deus, por mais que seja contra o seu intelecto almático(sic). Logo, no julgamento deste caso, é necessário que nos apartemos, até certo grau, do nosso intelecto, que dita regras éticas e morais deturpadas, e das nossas emoções que tornam turvas e embaçadas a nossa visão e nos vinculemos aos preceitos bíblicos. Devemos, contudo, orar para que esta família seja alcançada pela resplandecente graça e amor (Tt. 2:11) de Deus, a fim de ser consolada pelo Espírito Santo (At. 9:31) neste momento de dificuldade. Dito isso, prossigamos em uma breve análise ao ocorrido.

O ódio incitado contra o agressor

É evidente que o crime cometido pelo agressor foi muito grave. E, segundo a legislação penal vigente, deve, ele, ser punido. Entretanto, o caráter punitivo da sociedade ultrapassa o dever de cumprir a sanção penal, desencadeando uma “rotulação” ao criminoso, o qual passa a ser insuscetível de perdão. Isso mesmo! É o espírito de vingança que acompanha uma ênfase na emoção social em relação à ação ilícita do acusado de ter cometido o crime – o que se agrava pelos fatos que se extraem do caso posto a análise. E isso é justificável em face da incompreensão que a maioria das pessoas tem do aspecto espiritual e bíblico-normativo.

Conquanto haja entre a população brasileira um ímpeto vingativo, que requer a punição, como sendo a justa medida em relação à aplicação da justiça, o cristão verdadeiro deve seguir o exemplo do Mestre (Lc. 23:34; Mc 11:25,26). Não falo aqui de avalizar o pecado, mas sim de apresentar amor pelo pecador (Lc 5:32; 3:16). Alguns devem estar pensando: - É fácil pra você dizer isso, Jordanny, já que não foi a sua filha. Contudo, o direcionamento desta postagem não é àqueles que não experimentaram o novo nascimento, mas sim àqueles que se julgam servos do Deus altíssimo, nascidos de novo por meio da regeneração e da renovação do Espírito (Tt. 3:5). Também não afasto aqui o caráter punitivo a ser aplicado sobre esse infrator. Junto à lei humana aquele homem, uma vez julgado, poderá ter sua punição cumprida. Porém, junto a Deus, é necessário que este se arrependa para que tenha parte no Reino. E, esta, deve ser a nossa oração como servos de Deus (Lc. 15:7,10), por mais que se apresente contrária à nossa razão humana. E se, como homens e mulheres de Deus, não agirmos assim, somos, conjuntamente a este pecador, iníquos (Is. 59:2), estando, pois, separados do Senhor.

Indignação geral contra a igreja Católica

Não sou católico, pois são evidentes os absurdos doutrinários e o afastamento desta religião dos preceitos descritos na Palavra de Deus. Entretanto, em um país que se diz, majoritariamente, católico, fico abismado com o fato de haver tanta contestação em relação à decisão desta igreja, no tocante a excomungar os praticantes do ato abortivo. Ora, a igreja Católica, ao contrário de nós evangélicos, não se fundamenta na Bíblia como regra de fé, mas sim nos preceitos papais. Se, portanto, dentre os pecados capitais (aqueles que levam a pessoa diretamente ao inferno, sem que tenha a oportunidade de “purificar-se” no “purgatório”), está o homicídio; e a tal instituição concebe que a vida existe desde a sua conceição, a interrupção da vida pela ação humana, mesmo antes do nascimento, tem como conseqüência o excomungo. Esta regra administrativa se aplica à igreja Católica e, necessariamente, aos seus fiéis. Logo, uma pessoa que se diz católica e não aceita tais preceitos, deve rever seus conceitos e, ou aceitar os ditames institucionais, ou mudar de religião. Não leva a nada discutir os equívocos éticos e práticos da decisão episcopal católica. Aliás, se houvesse na liderança, dessa igreja, temor do Senhor, com certeza já teria retornado a prática e observânica da Bíblia.

A “heróica” atuação equipe médica apoiada pelo IMIP

Que decisão fantástica teve a equipe médica juntamente ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco) em interromper a gravidez! Congratulações! É tão mais fácil para a consciência fazer aquilo que o clamor público deseja, não? Ademais, nós temos aqui um fato extremamente relevante: a vida de uma menina contra a patética existência de dois embriões... Já imaginou! Uma vida em jogo por causa de duas coisinhas tão insignificantes! Não temos dúvidas que foi acertada tal decisão médica! Aliás, e repito, não passam de dois meros embriõezinhos!

Frisa-se também que, apesar de o aborto estar tipificado no Código Penal em seus artigos 124 a 127, comportando um espacinho entre os “crimes contra a vida”, nos casos previstos no artigo 128, é plenamente lícita a prática do aborto, desde que, ou haja risco de vida para a gestante, ou proveniente de estupro desde que tenha o consentimento dos pais. Nesse caso, novamente a equipe médica, com apoio do IMIP, agiu prontamente e legitimamente! Veja que, mesmo que não houvesse consentimento dos pais, já estava decidido que a gravidez gerava risco para a criança; ou seja, há atuação mais lídima? Também, não há dúvidas quanto a consentimento dos pais da garota, não é mesmo?

Já tá (sic) bom demais! Cansei de ironizar! Agora, falando sério...
Primeiramente devemos considerar qual vida é mais importante: da mãe; ou dos “embriões”? Observou que, para trazer uma conotação de inferioridade, é só trocar o termo “bebê em formação”, ou mesmo “vida em formação”, por “embriões”? Um nascituro não é entendido com um ser humano? Interessante é que o próprio Código Civil resguarda, quando relacionado a direitos patrimoniais, a criança desde a concepção (art. 2º); quer dizer, a proteção não está relacionada à vida, mas sim ao dinheiro. Para se ter uma idéia, o aborto é tratado, pela legislação, de forma diferente do homicídio, até quanto à penalidade.

Agora, vamos fazer uma mudança proposital para que você perceba que, as palavras utilizadas para se convalidar um aborto, são previamente escolhidas a fim de retirar o sentido real, arrancando o afeto e comoção que, naturalmente, existiria: “O que é mais importante, duas vidas inocentes, completamente indefesas, que estão sendo geradas e que não têm culpa alguma de todo o ocorrido; ou a vida de uma hospedeira?”

Notou que a simples substituição das expressões dá outro sentimento para o caso em discussão? Perceba que é dessa forma que o sistema maligno tem extraído de nós os afetos naturais (2Tm 3:2,3). Entendam que não há intenção aqui de se levantar contra a vida dessa criança que foi terrivelmente violentada, porém, a mídia, sabe publicar as palavras certas a fim de levar o clamor público a pensar da forma que ela quer.

Dessa forma, e retomando o assunto, não seria o aborto uma espécie de homicídio? Quer saber: responder isso sob a ótica humana gera mais e mais equívoco; logo, tentaremos analisar algumas questões a luz da Palavra de Deus, que é perfeita e infalível.

Biblicamente, a origem da vida se dá pela concepção, ainda que sejamos gerados em pecado (Sl 51:5). Deus dá tanta importância à vida que está sendo gerada, que chega a proteger-nos enquanto ainda estamos no ventre de nossa mãe (Sl 139:13). Os olhos de Deus estão atentos à vida humana desde o momento em que é gerada, ainda sem forma (Sl 139:16), dando-a sustento (Sl 71:6). Percebemos que Deus se importa com o homem de uma forma muito especial, desde o ventre materno (Is 49:1). O próprio Senhor Jesus, já era cheio do Espírito Santo ainda enquanto estava sendo gerado (Lc 1:15). Na verdade, para Deus não há distinção entre o pecado de homicídio e o aborto; ambos são homicídios. E a Bíblia é enfática ao combater o homicídio, apresentando uma dura pena aos praticantes desse pecado (Ap. 21:8; 22:15).

Não intento, por meio desta postagem, adentrar na questão ética, visto que, como homem que sou, poderia acabar decidindo de acordo com o “consenso manipulado”, passando a acreditar na “inerrante ciência” (1Tm 6:20), ou mesmo nas filosofias humanistas (1Co 2:4,5; Rm 12:2), passando a tolerar o pecado, que tem como conseqüência, a morte (Rm 6:23). Apenas tenho apresentado a questão de uma ótica bíblica. E, contra o que está Escrito, não há argumentos (1Co 4:6; 2Tm 3:16), mas, e tão somente, o dever de obediência. Assevero que o verdadeiro servo de Deus não deve se deixar levar por preceitos eticamente definidos pela humanidade corrompida; deve, sim, guiar-se pela Palavra (Sl 119:105), que é a verdade absoluta (Jo 17:17) em termos de fé e de prática, a fim de herdar a vida eterna (Jo 3:16; 11:21; 14:6).

Por fim, quer saber um pouco mais do que a mídia não publicou? Clique
AQUI!

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Autoridades" inquestionáveis? - Parte 2

Fatos que muitos esquecem... (Assista ao vídeo)

Nota: Amados, utilizei o vídeo apenas para trazer um pouco da verdade ao povo de Deus. Infelizmente, o autor do vídeo (que o disponibilizou no youtube), utilizou-se de algumas palavras baixas nas legendas. Mas, retirando-se isso, é interessante levarmos o restante em consideração.

(I Tm. 4:1,2; II Tm. 3:13; 4: 3,4) - MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.

Textos sugeridos: "Autoridades" inquestionáveis? - Parte 1, Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 1 e Parte 2.

Vídeo extraído do youtube "Edir Macedo ensina a roubar".

(Rm. 1:16) - Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Entretanto há "evangelhos" que envergonham o povo de Deus...

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Autoridades" inquestionáveis? - Parte 1

Vocês já observaram como, atualmente, existe uma espécie de “desespero” por parte de alguns pastores e líderes da igreja, no tocante a manterem sua “autoridade” intocável sobre os liderados e congregados de suas denominações? Não questiono aqui, especificamente, o dever que os verdadeiros cristãos têm em respeitar às autoridades (Rm. 13: 1-7). Entretanto, muitas dessas ditas "autoridades", principalmente no meio religioso, absolutizam o “poder”, que dizem ter recebido de Deus, a tal ponto de compreenderem que, o simples fato de serem questionadas quanto à doutrina que apresentam à igreja, significa insubmissão por parte de seus liderados. Um pouco estranho, não? Algumas vezes tenho visto “pastores” voltarem para seus liderados e dizerem-lhes: se você não fizer o que eu tenho dito estará debaixo de maldição. Outros “pastores” apontam àqueles que se levantam contra as distorções doutrinárias que vêm sendo pregadas e desferem palavras ameaçadoras do tipo “não toqueis no ungido de Deus”, “você está atraindo condenação para a sua vida por ser insubmisso”.

Para se ter uma idéia do que estou falando, certa vez, uma pessoa chegou até seu pastor (pastor não, “apóstolo”!), e disse que gostaria de mudar de igreja. Este “pastor” disse a ele que, não o autorizava e, se mesmo assim ele mudasse de igreja, estaria saindo debaixo de maldição. A que ponto nós chegamos! Até parece que tal pastor teria mesmo o “poder” de lançar maldição sobre tal irmão (Quanto a este assunto aconselho que os irmãos leiam o livro “Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria”, do pastor Ciro Sanches Zibordi, editado pela CPAD). Quanta apostasia e distorção das verdades bíblicas! O incrível é perceber que, mesmo diante destes desvios, as pessoas têm seguido, cegamente, a líderes que se afastaram do compromisso verdadeiro com a Palavra (II Tm. 3:13). Querem compreender um pouco mais acerca do perfil destes ditos “homens de Deus”?

Quando vejo episódios como esse, na verdade, o que percebo é uma total insegurança por parte do líder, no tocante à autoridade em que está revestido. Tal insegurança se dá por alguns motivos, dentre os quais explanarei a seguir:

1) O primeiro motivo é a falta de conhecimento (Mt. 22:29). O desconhecimento da Palavra de Deus é tão sério, que pode até gerar destruição entre o povo de Deus (Os. 4:6). Muitos líderes, atualmente, não se dedicam ao estudo da Palavra. A Bíblia é essencial na vida de todo servo de Deus. E a liderança tem o dever de conhecê-la e manejá-la bem (II Tm. 2:15).

2) Falta de unção do Espírito Santo, que é o poder de Deus (I Co. 2: 4,5; I Ts. 5: 19). A unção do Espírito Santo é essencial na vida do pastor. Se não estiver em comunhão com o Espírito, nada lhe adiantará, pois o homem, por si mesmo, não tem poder de convencimento (Jo. 16: 7,8). Aquele que já não vive sob a unção do Espírito, ou começa a se utilizar de meios humanos (emoções; filosofias; ciências) a fim de conseguir trazer o público ao convencimento, o que é muito perigoso, ou traz uma mensagem sem vida.

3) Acréscimos ao texto bíblico. Existem líderes que até são conhecedores da Palavra de Deus, mas preferem reter-se a explicações lógicas vinculadas à ciência, filosofia e psicologia chegando, muitas vezes, a acrescentar coisas que não estão na Bíblia. Isso é um erro! A filosofia humana é perigosa, e não deve ser o objeto fundamental das pregações (I Co. 2: 4,5). Ademais, não devemos ir além do que está escrito (I Co. 4:6).


Não obstante, muitos desses acréscimos à Palavra se dão ao fato de darmos ouvidos a determinadas pregações, sem, contudo, confrontarmos, em seguida, com o texto sagrado. Acho conveniente, após ouvir qualquer explanação da palavra, levantar a seguinte questão: “Contudo, o que diz a Escritura?” (Gl. 4: 30). Acerca deste tema, recomendo os livros “Erros que os pregadores devem evitar” e “Mais erros que os pregadores devem evitar”, também do Pr. Ciro Zibordi, editados pela CPAD.

Como conseqüência da inobservância destes três requisitos básicos, os líderes passam a aceitar toda sorte de doutrina em suas igrejas, deixando-se levar por espíritos enganadores e, muitas das vezes, por doutrinas de demônios (I Tm. 4:1). Logo, necessitam de argumentações vazias e de apelos (para não dizer ameaças) para que seus liderados os obedeçam, aplicando, como bem entendem, textos como Rm. 13 1-7 e fazendo menção de diversas “maldições” decorrentes da insubmissão.

Amados, não deixo de lado a Palavra de Deus. Sou conhecedor de diversos textos que nos informam acerca da sujeição e obediência às autoridades, inclusive daqueles que se direcionam explicitamente aos pastores (Hb. 13: 17). Mas a autoridade pastoral obedece à unção do Espírito Santo, e não a unção de homens. O ministério e os dons são dados pelo Espírito, a quem Ele quer, e não pelo homem (I Co. 12:4-11). Alguns acreditam que, pelo fato de terem sido ungidos pelo pastor Fulano de Tal, dentro da igreja tal, tornaram-se super-homens. Quanta ignorância e arrogância (I Pe. 5:1-3)! A Palavra nos exorta a conservarmos o dom e a doutrina de Deus sobre nossas vidas (Ap. 3:11; I Tm. 4:14; II Tm. 1:6). Uma vez que o pastor se afasta da fonte primária de autoridade (a Palavra do Deus vivo), automaticamente ele optou por não ter mais a autoridade de Deus (I Tm. 4:2) sobre sua vida. E a consequência dessa apostasia, é que um dia esse "servo de deus" será vomitado da boca do Deus verdadeiro (Ap. 3: 16; Mt. 7: 21-23) sofrendo um juízo muito mais duro (Tg. 3:1).

Não estou afirmando que os pastores e líderes não podem errar (I Jo. 2:1). Entretanto, sabemos que, aquele líder que se conserva segundo a Palavra de Deus, sendo piedoso, seguidor da justiça, da fé do amor, da paciência e da mansidão (I Tm. 6:11; I Tm. 4:7; I Tm. 4:8), tem humildade para se arrepender e voltar de onde errou (Ap. 2:5). Nisso ainda é mais confirmada a sua autoridade. Não obstante, o obreiro do deve manter-se firme à Palavra de Deus “para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tt. 1:9). É essa fidelidade que reveste o líder de autoridade. Ao mesmo tempo deve depender do Espírito Santo, dando testemunho do que prega (I Co. 1: 5,6).

Ainda quanto à obediência, percebemos que devemos ser submissos, sobretudo, a Deus (At. 5:29), tratando com respeito as lideranças episcopais, mas não deixando de denunciar, a luz das Sagradas Escrituras, desvios doutrinários, chamando-os, sempre que possível ao arrependimento (Ap. 2:5).

Alguns podem até argumentar: “Ora, Jordanny, você está incitando muitos à rebeldia, que é um pecado gravíssimo”. O pecado de rebeldia se apresenta, camuflado, na apostasia. A apostasia não é um afastamento dos fundamentos da fé? Logo, a apostasia é rebeldia contra o próprio Deus, gerando terríveis conseqüências (Jr. 2: 19; 5:6; 8:5). A questão que aqui levanto é: devo seguir, cegamente, uma liderança que se afastou dos parâmetros de fé, genuinamente revelados na Palavra? Devo lançar-me na
idolatria góspel, angariando, para mim, doutores segundo a minha concupiscência (II Tm. 4:3)? Devo aceitar qualquer tipo de manifestação evangélica que não tenha confronto com o mundo só para agradar meu pastor?

Renovemos, pois, o nosso entendimento e nos afastemos do padrão desse século (Rm. 12:2), e o Senhor, que é misericordioso, nos revelará Sua soberana vontade, arrancando-nos da cegueira espiritual por meio da verdade (Jo. 17:17; 8:32).

A paz do Senhor a todos!
Jordanny Silva

quinta-feira, 5 de março de 2009

Tira dúvidas - A mulher apanhada em adultério era Maria Madalena?


Estes dias, em um diálogo com uma irmã em Cristo, notei que ainda existem dúvidas e falsas compreensões acerca de temas inseridos na Palavra de Deus, aparentemente, simples. Apesar de algumas pessoas chegarem até mim, dizendo que algumas peculiaridades e considerações, quando relacionados a questões aparentemente irrelevantes, não acrescentam nada na fé, tenho aprendido que não podemos ir além do que está escrito (I Co. 4: 6). Afinal, a nossa regra de fé é a Palavra de Deus, e esta deve ser interpretada e compreendida corretamente para que guie e ilumine todo o nosso viver (Sl. 119: 105).

A confusão que atingia esta irmã era concernente à Maria Madalena ser a mesma mulher apanhada em adultério, bem como a mulher que ungiu Jesus em Betânia. Dessa forma, alvejando trazer àqueles, que não se atentaram às peculiaridades de cada um dos episódios, uma compreensão do assunto, passo à análise, segundo a Palavra de Deus.

Quem era Maria Madalena?

No evangelho segundo escreveu Mateus, Maria Madalena aparece como sendo uma das mulheres que, de longe, acompanhavam a crucificação de Cristo (Mt. 27: 55, 56) a qual O seguiu desde a Galiléia. Logo em seguida, Mateus informa que Maria Madalena se pôs sentada, defronte ao túmulo em que Cristo foi sepultado (Mt. 27: 61). Ela, juntamente com a outra Maria, também foi uma das primeiras testemunhas que viram o sepulcro vazio, de modo que o anjo do Senhor lhes informou que Jesus havia ressuscitado (Mt. 28: 1, 5).

No evangelho segundo escreveu Marcos, nós nos aproximamos mais da compreensão de quem foi Maria Madalena. Novamente, nos chega a informação de que Maria Madalena acompanhou a crucificação, acompanhando o Mestre desde a Galiléia (Mc. 15: 40, 41). Maria Madalena, junto com Maria mãe de José e Tiago, observam onde o corpo de Jesus é sepultado (Mc. 15: 47). Por conseguinte, Maria Madalena, Maria mãe de Jesus e Salomé, compram, no sábado, aroma a fim de ungir o corpo de Cristo (Mc. 16: 1). Neste evangelho, percebemos que Jesus apareceu, primeiramente, à Maria Madalena (Mc. 16: 9). Perceba que Maria Madalena não se confunde com a mulher pega em adultério (Jo. 8: 1-11), visto que aquela foi liberta pelo Senhor de espíritos malignos (sete demônios).

No evangelho segundo escreveu Lucas as informações de Marcos são corroboradas. Neste evangelho, nos é informado que Maria, chamada Madalena, era possessa por sete espíritos malignos, e que o Senhor Jesus a havia libertado (Lc. 8: 2). Depois, Maria Madalena aparece após a ressurreição de Cristo (Lc. 24: 10).

No evangelho segundo escreveu o apóstolo João, Maria Madalena é mencionada acompanhando a crucificação (Jo. 19: 25), indo ao sepulcro pela madrugada (Jo. 20: 1) e anunciando aos discípulos que Cristo ressuscitou (Jo. 20: 18).

Por conseguinte, quem era a mulher pega em adultério?

A mulher pega em adultério é mencionada em Jo. 8: 1-11, não mais havendo referências acerca dela nas escrituras, e não se confunde com Maria Madalena; esta foi liberta por Cristo por estar possessa por sete demônios.

Quem é a mulher que ungiu Jesus em Betânia?

A unção de Cristo em Betânia é informada nos evangelhos segundo escreveu Mateus (Mt. 26: 6-12), Marcos (Mc. 14: 1-10) e João (Jo. 12: 1-11). Entretanto, somente no evangelho segundo escreveu João é que obtemos a identidade dessa mulher. Observamos que esta Maria era irmã de Lázaro, a quem Jesus ressuscitara dentre os mortos (Jo. 11: 19; 43). Seu nome, como sendo a mulher que ungiu a Jesus com o conteúdo do vaso se alabastro, é apresentado em Jo. 12: 3. Esta Maria, contudo não se confunde com Maria Madalena, visto que esta última acompanhava Jesus desde a Galiléia (Mt. 27: 55, 56; Mc. 15: 40, 41), enquanto aquela mantinha domicílio, em Betânia (Jo. 11: 20), junto com sua irmã Marta e seu irmão Lázaro.

Minha intenção aqui é tirar algumas confusões que, apesar de simples e aparentemente insignificantes, têm levados muitos servos de Deus a cometerem erros na interpretação das Sagradas Escrituras, ou mesmo com invenções e acréscimos ao texto sagrado. Espero ter ajudado a alguns.

A paz do Senhor a todos.

Jordanny Silva

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 2

As várias faces da idolatria...
(II Timóteo 4:3) - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
Vídeo extraído do youtube:
Nota: Apesar de o autor do vídeo abaixo ter dado "nome aos bois" (o que particulamente não julgo muito ético), é possível obter um olhar crítico sobre o caminho que a igreja evangélica tem tomado.

Jordanny Silva