segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vida abundante: o refrigério para a alma - Parte 1


Caros leitores,


Os males de cunho emocional e psíquico têm se alastrado por grande parte da sociedade moderna. É comum vermos pessoas deprimidas ou com algum tipo de estresse. A maioria delas não consegue perceber as conseqüências desastrosas destas questões no meio da sociedade e, por isso, deixa de lado uma busca pela solução da problemática.

Para se ter uma idéia da grandeza do problema, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3.000 (três mil) pessoas se suicidam por dia. Ainda, segundo tal pesquisa, em média, para cada pessoa que consuma o suicídio existem vinte que tentaram. Ou seja, diariamente nós temos 60.000 pessoas tentando suicídio com mais 3.000 consumados. Seguindo essa estimativa, nós termos, a cada 2 segundos, uma tentativa de suicídio; e a cada 29 segundos, um suicídio consumado no mundo.

Buscando solução para o problema, a psicologia tem publicado diversas idéias e teses que tentam explicar de vários pontos de vista os motivos para a depressão, traumas, angústias. Não obstante, há, a cada dia que passa, mais teólogos envolvidos com o estudo da psicologia, buscando aplicar algumas de suas técnicas no seio da igreja a fim de se obter uma melhora nesse quadro. Nesse sentido, percebe-se, dentro das livrarias evangélicas, o crescimento de vendas e de procura por livros de auto-ajuda.

O que muitos não têm percebido, é que a solução não está na psicologia segundo o conhecimento humano, mas sim da psicologia segundo o conhecimento de Deus. Percebemos livros de auto-ajuda, mas não vemos as pessoas buscando a ajuda do alto. Enquanto a psicologia moderna aposta na potencialidade do homem para a resolução de seus conflitos e traumas interiores, a Palavra de Deus nos chama a viver sob a dependência total de Deus.

É sob esta ótica que daremos início a uma seqüência de ministrações. Com base nas Escrituras Sagradas, aprendemos a como lidar com problemas de cunho emocional, percorrendo desde sua a origem e apontando uma solução prática.

O nosso desafio é aprender/falando do Caminho para a solução da problemática. Praticar estes ensinamentos caberá a cada um que, pacientemente, se dedicar a leitura dos textos que serão postados em seqüência. Cremos, porém, que o Senhor nos dará forças para vivermos, ainda neste mundo, apesar de todas as aflições, uma boa medida da vida abundante que Jesus Cristo nos prometeu.

Para isso nós iniciaremos toda a sequência de ministrações com um texto que revela o conteúdo mortal inserido na sabedoria humana. Leiam com atenção e que o Senhor nos revele, por meio de Seu Espírito, mais um pouco de Sua infinita sabedoria!


Para iniciar o estudo clique no texto abaixo:




Um grande abraço, bons estudos e a paz do Senhor a todos!


Jordanny Silva

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tira dúvidas - "Autoridades" inquestionáveis?

Neste novo tópico do "Tira dúvidas" estarei publicando a resposta a uma pergunta do Matheus consignada na postagem "Autoridades" inquestionáveis - Parte 1. Recomendo a leitura do tópico pelo link informado no texto sublinhado.

A pergunta do Matheus era a seguinte:

“Jordanny,

Achei muito bom esse artigo sobre ‘As nossas autoridades dentro da igreja’. Você esclareceu muito mais meu entendimento sobre as lideranças. Por muitas vezes já vi pessoas que talvez não estavam bem no seu ministério e pediram a seu pastor para mudarem de igreja. Então o pastor disse que se elas fossem para outro ministério, estariam saindo em rebeldia. Quando enfrentamos essas situações, qual é a melhor coisa a fazer?

Paz e graça.

Matheus”

Minha resposta:

Prezado Matheus,
Primeiramente agradeço sua visita a este espaço. Perguntas como esta que você, hoje, nos direciona são muito importantes para que alguns assuntos distorcidos sejam esclarecidos à luz da Palavra de Deus.

É pertinente a sua dúvida, e a mesma está relacionada ao fato de haver, na maior parte dos crentes, uma espécie de medo quanto às palavras de "maldição". Devo asseverar antes de tudo, que essa informação de que nós temos o poder de “amaldiçoar” com as nossas palavras, no sentido de haver um “poder mágico” naquilo que dizemos, é, inegavelmente, uma falácia (mentira, invencionice), advinda da má interpretação das Escrituras, ou mesmo, distorção intencional da Palavra que alguns líderes religiosos fazem, a fim de dominar seus liderados por meio do “mecanismo do medo” (1 Pe 5:2,3).

Estes “lideres religiosos” utilizam, errônea e fraudulosamente, a passagem descrita no livro de Tiago, no capítulo 3, versos 9 e 10, a fim de corroborar suas pretensões e sustentar sua “autoridade” por meio do terror.
Para compreendermos bem, é necessário fazermos leitura da passagem informada acima:

(Tiago 3:8-10) – “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.”

É um equívoco dizer que o termo “maldição” na forma utilizada acima, descreve um “poder mágico” que uma liderança tem de prejudicar a vida de outrem. Se você observar bem o sentido da expressão “maldição”, na forma utilizada, perceberá que esta revela a idéia de maldizer; ou seja, falar mal da pessoa. Observe bem o que está escrito: “com ela (a língua) bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens” (v. 9). O que significa bendizer? É o mesmo que abençoar? Não! Bendizer significa “falar bem de alguém”, no caso, Deus. Da mesma maneira, a idéia de “maldição”, seguindo este contexto, significa “falar mal de alguém”. Do contrário, você teria o poder de até abençoar a Deus. Te pergunto: você pode abençoar a Deus? Evidente que não. Na verdade nós não podemos abençoar ninguém. É Deus quem nos abençoa.

Acredito que a explanação anterior já te trouxe um pouco da compreensão do tema. Entretanto, você me fez uma pergunta relacionada à rebeldia; dessa forma tentarei responder, também, a luz das Sagradas Escrituras. Primeiramente, é evidente que muitos cristãos saem da igreja em face de sua rebeldia; ou seja, não conseguem aceitar a doutrina que está sendo pregada, mesmo que seja essencialmente bíblica, e acabam ficando “magoados” (Hb. 12:15) com o pastor, e “pulam fora” da igreja, ainda por cima falando mal. Neste caso, os tais cristãos magoados, rebelaram-se, não diretamente, contra a autoridade do pastor; mas sim contra a autoridade da Palavra de Deus; o que é muito mais grave. Eu posso te afirmar que o pastor que tem convicção em seu coração que está pregando, na essência e com verdade e piedade, a Palavra do Deus vivo, não irá nem chegar a tais crentes para laçar-lhes pelo “medo”, com ameaças do tipo: “você está debaixo de rebeldia” ou “debaixo de maldição”. Não é necessário a este pastor usar-se de tais argumentações. Tal pastor tem convicção que é o Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8), não havendo necessidade de nenhuma intimidação para segurar algum crente em sua igreja.

Porém, quando estamos diante de líderes religiosos que se afastaram da Palavra do Senhor; que já não pregam segundo à Verdade e Justiça; os quais, mesmo após a advertência acerca das distorções e falsificações do evangelho que estão sendo aplicadas dentro da igreja, decidem não mudar de atitude e voltar de onde erraram (Ap. 2:5); aí, sim, não resta outra alternativa a não ser mudar daquela igreja, ou denominação. E, posso te afirmar, com convicção, que aquele crente, que decidiu sair daquela igreja, não estará saindo debaixo de rebeldia.
Agora, há casos em que a pessoa está saindo da igreja de forma amistosa, sem estar chateado com o pastor ou mesmo com os membros da igreja. Nesse caso, tenho certeza que a liderança, que tem a fiel convicção de estar servindo ao Deus Todo-poderoso, não precisará intimidar a este crente; tal pastor, normalmente, mesmo com o pesar no coração, respeitará o livre arbítrio de sua ovelha, orando para que Deus o esteja acompanhando em sua nova trajetória.

A paz do Senhor, meu caro amigo! Espero ter ajudado na compreensão. Quaisquer dúvidas, fique à vontade para registrá-las deste espaço.

(Textos revisados)

Jordanny Silva

sexta-feira, 3 de abril de 2009

"Autoridades" inquestionáveis? - Parte 3

Almas ou números?


Muitos pastores e líderes têm negligenciado, em nome da fama e das riquezas, o ministério que Deus lhes confiou. Grande parte da liderança das igrejas, atualmente, na ânsia de crescer em números, esquecem-se do quanto os céus se alegram quando um pecador se arrepende verdadeiramente (Lc 15.10); esquecem-se do quanto as almas têm sofrido longe do amor do Senhor. Em razão da quantidade, muitos têm esquecido de ensinar a sã doutrina. A estes, o juízo é muito mais duro (Tg 3.1). Segue abaixo uma das várias orientações da Palavra à liderança, no tocante a cuidar do rebanho.


(I Pedro 5:1-4) - AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.


Antes de assistir ao vídeo tire um tempo para ler o artigo abaixo:



Que o vídeo possa te fazer refletir e te edificar...




A paz do Senhor a todos!


Jordanny Silva

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 5

Em continuidade à série "Façamos um "deus" à nossa semelhança", deixo o vídeo abaixo para a meditação. Recomendo que você tire um tempo para conhecer as seguintes postagens:
Por que não voltamos à simplicidade do evangelho?
(II Corintios 11:3) - Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.
(II Timóteo 4:3a) - Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina;

Fonte: Voltemos ao Evangelho

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

terça-feira, 31 de março de 2009

Para distrair um pouco...


(Efésios 4:14) - Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. (ênfase adicionada)


DÚVIDAS PASCAIS

- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!

- Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... era melhor, sim... ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?

- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?

- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.

- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na quarta-feira.

- Não! Morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Ui...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai Coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

Luis Fernando Veríssimo

sábado, 28 de março de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 4


Os verdadeiros adoradores: uma reflexão sobre a "adoração" que vem sendo praticada nas igrejas evangélicas

Qual rumo a igreja evangélica tem tomado? Você já se perguntou? Ouvimos o tempo todo pessoas dizendo: “Faço parte de uma geração de adoradores extravagantes”, ou mesmo, “sou completamente apaixonado por Cristo”. Porém, os cristãos da atualidade têm consciência do que é a verdadeira adoração? Estaremos analisando, à luz da Palavra de Deus, o que vem a ser a verdadeira adoração, a fim de entendermos em que contexto nós, evangélicos, estamos inseridos na atual conjuntura.

* Para ajudar na compreensão, leia:


A alguns dias venho relutando em meu interior para postar este artigo que agora apresento. Sei que alguns, talvez de minha própria igreja, vão se armar em face do que tenho a escrever. Poderão, quem sabe, até dizer que eu esteja blasfemando ou esteja assumindo uma postura legalista. Mesmo assim, gostaria que as pessoas que viessem a ler esta postagem, assumissem uma postura de investigação, para confirmarem se procede ou não do Senhor Jesus. Creio em meu coração, por mais que venha enfrentar algumas críticas, que este é o momento de apresentar estas conclusões que o Espírito Santo tem feito arder em meu coração.

Consignadas tais considerações, vamos ao assunto aqui proposto. Para isso, recomendo que nós façamos a leitura da passagem bíblica abaixo:

(João 4: 23,24) - Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (ênfase adicionada)

Neste conhecido texto, Jesus nos informa as características dos verdadeiros adoradores: “... e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”. Entretanto, o que significa adorar ao Senhor em espírito e em verdade.

Para compreendermos, é, primeiramente, interessante entendermos em que consiste a composição humana. O homem é formado por espírito, alma e corpo: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo. (I Ts 5:23). (ênfase adicionada)
Qual a diferença entre corpo, alma e espírito?

Quanto ao CORPO, percebemos que se trata desta “casca” material que serve de habitação para a nossa alma e o nosso espírito. O destino do corpo, caso não participemos do arrebatamento (1Ts. 4:13-18), é o pó (Ec. 12:7). Em analogia ao tabernáculo verotestamentário, o corpo simboliza o átrio, ou pátio exterior.

Na ALMA, por sua vez, reside o nosso intelecto (Sl. 49:3; Pv. 15:32; 19:8), a nossa vontade e desejos (Jó 31:9; Sl. 37:4; 40:8), e os nossos sentimentos (Jó 7:11; Sl. 13:2; 25:17; 38:8; Mt. 12:34). A paixão, por exemplo, revela-se como um sentimento egoísta, desesperado, insano e, às vezes, irracional (Gl. 5:24). Diante disso, até te pergunto: você se considera “apaixonado(a)” por Cristo? O Senhor espera de nós muito mais do que uma “paixão”. Quanto a esse assunto, procure, dentre as características do fruto do Espírito, se existe alguma menção à “paixão” (Gl. 5:22). Você encontrou? A resposta é evidente: Não! Agora, faça uma reflexão de sua vida; você tem frutificado no Espírito, ou você vive de emoções? Se você não tem frutificado, este é o momento de refletir sobre tua vida com Deus (Jo. 15:1-11).

Por conseguinte, o nosso ESPÍRITO revela o contato mais próximo que temos com Deus. Em analogia ao templo onde era colocada a Arca da Aliança, o espírito significa Lugar Santíssimo, onde está a presença de Deus (Ex. 26:33-37; 1Rs. 8:6). O espírito é o sopro de Deus sobre as nossas vidas (Gn. 2:7); é a semelhança do Deus vivo. O espírito é regenerado quando nascemos de novo em Cristo Jesus (Jo. 3:5; Tt. 3:5). Sendo espirituais é que conquistamos as promessas direcionadas à igreja (2Ts. 2:16).

Entendido isso, percebemos, como visto antes, que o verdadeiro adorador, adora ao Senhor em espírito e em verdade. Contudo, o que temos visto atualmente? É só você observar! A maioria dos “louvores” e “hinos” que são cantados nas igrejas tem uma conotação muito mais almática (sic) do que espiritual. Observe o padrão das letras que têm sido compostas atualmente: “sonhos”; “você é capaz”; “não desista”; aparenta-se mais a uma sessão psicoterapêutica, com uma intensa busca por auto-ajuda. Tais hinos parecem ser mais inspirados em livros seculares, tais como, “O segredo”, do que na Verdade infalível da Palavra de Deus.

Muitos não percebem, mas tais cânticos têm atingido um padrão mais emocional, do que espiritual. E qual a conseqüência disso? As questões espirituais se discernem espiritualmente (1Co. 2:14), e não de acordo com o intelecto, a vontade ou as emoções humanas. Como resultado, diversos equívocos doutrinários têm sido propagados por meio dessa “onda” de “adoração extravagante”. Muitos que seguem esse vendaval adotam termos como: estou “desesperado” por Deus”! Veja, neste exemplo, que tal expressão é completamente dissonante do contexto bíblico, pois quem está em Cristo não tem por quê se desesperar. Pelo contrário, quem está em Jesus, está firmado na Rocha (Mt. 7:24). Cristo é a Rocha da nossa salvação (2Sm 22:47; Sl. 62:2; 95:1).

Para se ter uma idéia, estes dias visitando um site patrocinado por um grupo de “adoradores extravagantes”, ao observar uma apostila que eles disponibilizam ao público, havia diversos rituais, alguns voltados para o tema “libertação”, que mais se aparentavam a um procedimento de exorcismo. Juntamente com toda essa distorção e acréscimo à Palavra de Deus, há diversos vídeos que acompanham algumas músicas de “adoração”, onde pessoas são, aparentemente, curadas (apesar de não haver nenhuma comprovação de quaisquer milagres), havendo diversas manifestações de cunho muito mais emocional do que espiritual. Pelo que se tem observado, as pessoas que estão “afogadas” nessa “adoração extravagante”, empolgam-se de tal maneira, que acabam saindo dos padrões normais do culto, segundo o apóstolo Paulo nos ensina (1Co. 14).

Mas, não é o objetivo deste artigo, entrar profundamente nestas questões. Reserva-se, o presente, a analisar, segundo as Escrituras, o que vem a ser o verdadeiro adorador.

Compreendemos, segundo o texto base (Jo. 4:24), que convém que os verdadeiros adoradores, adorem ao Senhor em espírito e em verdade. Já traçamos algumas informações acerca do caráter espiritual da adoração (de modo que a adoração não parte nem do corpo e nem da alma, porém, do espírito), mas há também o caráter verdadeiro da adoração. Quando nos aprofundamos no estudo do tema percebemos, primeiramente, que a verdadeira adoração deve ser segundo a Palavra. Ora, a verdade não é a Palavra? (Jo. 17:17). Os verdadeiros adoradores adoram segundo os padrões das Escrituras Sagradas. Isso é adorar em VERDADE! Observamos que o próprio apóstolo Paulo nos exorta a não irmos “além do que está escrito” (1Co. 4:6). Se nós atentarmos, perceberemos que grande parte das canções entoadas dentro das igrejas, além de distorcer algumas verdades bíblicas, muitas das vezes, chega a se firmar em invencionices, frisando, com veemência, a questão emocional.

Por que nos distanciarmos da Palavra da Verdade (Jr. 6:16; Ap. 2:5)? Certa vez um jovem cristão me disse que estava compondo diversas músicas para lançar em seu álbum. Ele chegou a me dizer que não queria mencionar o nome de Jesus, ou mesmo, palavras que informavam diretamente a sua fé, em seu CD, para não afastar o seu público alvo, que era composto por não crentes. Aparentemente, parecia-me uma estratégia interessante para se ganhar almas. Mas, ao fazer uma análise mais minuciosa, percebi que uma parte das bandas e grupos musicais “góspel”, tem buscado muito mais crescer em fama, do que glorificar o nome de Cristo (Is. 42:8). O bojo de suas intenções reais revela, sem duvidar, um sentimento de vergonha pelo Evangelho de Cristo. Amados, não podemos, em hipótese alguma, nos envergonhar deste evangelho maravilhoso. Ele consiste em salvação para todo aquele que crer (Rm. 1:16).

Quando escrevemos uma canção, inspirada verdadeiramente pelo Espírito Santo, o padrão utilizado é a Palavra da Verdade, a mensagem é o Evangelho da Salvação e o objetivo é a edificação do Reino de Deus (Ef. 1:13; Mt. 6:33).

Amados, a reflexão que eu gostaria de trazer aqui hoje, é se você, como cristão nascido de novo, tem andado segundo a carne, cheio de paixões, desesperos e extravagância desordenada, ou tem caminhado segundo o Espírito (Rm. 8:1)? Você tem baseado a tua vida na inerrante Palavra de Deus (a Verdade), ou tem sido levado por ventos de doutrinas (Ef. 4:14)? Já não somos envolvidos por nossa forma de pensar, nossas emoções e nossos desejos passados; vivemos, sim, com uma mente renovada e dominada pelo Espírito (Rm. 12:2), que desperta em nós um desejo ardente por fazer a vontade de Deus (Jo. 4:34), adorando-O em ESPÍRITO e em VERDADE.

Em breve, se Deus assim nos permitir, aprofundaremos no assunto. A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

segunda-feira, 23 de março de 2009

Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 3

Por que servir ao Deus verdadeiro? O que minha vida ganha com isso? Não é mais fácil ter um "deus" que atenda às minhas vontades? Meu caro leitor, não se trata de ganhar a vida, mas sim de perdê-la! Para servir o Deus verdadeiro, você precisa negar a si mesmo, negar as suas vontades! Que o vídeo abaixo edifique, de alguma forma, a sua vida:






Entregar-se TOTALMENTE ao verdadeiro Deus é uma decisão necessária que você precisa tomar para que seja salvo! Caso contrário, você passará o resto da vida criando um "deus" segundo os teus desejos e a tua medíocre forma de pensar e que te conduzirá, pelo caminho largo, à morte... Pare de viver de "achismos" e "sonhos", viva segundo a Palavra de Deus que é a VERDADE ABSOLUTA!


Indico para você a leitura das seguintes postagens: Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 1; Façamos um "deus" à nossa semelhança - Parte 2; Sonhos, sonhos e mais sonhos... é hora de acordar; Eu posso transformar o mundo?; A apostasia dos últimos dias.


A paz do Senhor!


Jordanny Silva