quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Acerca da Lei e da Graça


Em tópicos anteriores nós tratamos da injustiça e corrupção do homem em relação à legislação e à própria aplicação da justiça segundo o seu entendimento. Concluímos pela falência humana e pela soberania e infalibilidade divina. Entretanto, sinto-me motivado a tecer algumas considerações acerca da Lei e da Graça de Deus, baseado em estudos que fiz. Boa leitura a todos!


I) Lei e o pecado

O Apóstolo Paulo em sua carta escrita aos Romanos do Capítulo 7, consigna algumas considerações acerca da Lei e do pecado. É comum colocarmos a culpa da existência do pecado na lei. Chegamos a acreditar que, se não houvesse Lei, não haveria pecado. Entretanto, vemo-nos obrigados a questionar se o pecado depende ou não da Lei.

Lendo a carta de Paulo, chegamos a algumas conclusões: na verdade, não é o pecado que depende da Lei; mas, e ao contrário, a Lei existe por causa do pecado. Veja que este texto bíblico apenas nos informa que a Lei, por ser boa, nos tira da ignorância e, por intermédio dela, nos tornamos cientes da existência do pecado. Para podermos compreender melhor, imaginemos um crime de homicídio: o assassinato de Abel, pelas mãos de Caim, dependeu da existência da lei? Foi necessário instituir uma lei que proibisse o homicídio para que o pecado de matar alguém viesse a existir? A resposta é clara: não.

Desse modo, o ato de homicídio existe independentemente da Lei. A Lei apenas legitima a punibilidade à transgressão. Veja que a Lei foi instituída para garantir a segurança daqueles que não praticam o pecado. Ou seja, a Lei, quando nos informa “não matarás”, na verdade, apenas assegurou àqueles que não cometem o ato de homicídio de serem afligidos em seu direito à vida.

Amados, o que quero dizer com tudo isso? A Lei de Deus não é ruim. E, tampouco, criou o pecado. A Lei de Deus tipificou os atos contrários à Sua vontade. Tais atos, consequentemente, receberam a nomenclatura de pecado. A Palavra nos informa que a Lei de Deus é boa e o pecado é mau. A Lei existe para nos trazer segurança contra os pecadores. Na verdade, a Lei existe para os infratores.

II) A Lei e a Justiça

Ora, mas se a Lei é boa, devemos então viver sob o jugo da Lei? O que significa viver sob o jugo da Lei? Para responder a esta indagação é necessário, também, compreender o que vem a ser a Justiça. Em um sentido mais restrito (por tratar-se da Justiça Divina) e, compreendendo-se que a Lei é boa, há que se entender a Justiça como sendo o ato de aplicação da Lei. Ou seja, para aplicação da Justiça deve haver o exercício jurisdicional (juris = direito; dictio = dizer). Deus, como o Justo Juiz é quem detém o poder jurisdicional sobre sua Lei. Entretanto, o inimigo é também conhecedor da Lei do Senhor e quer que a mesma seja aplicada a quem for infrator.

Desse modo, viver sob o jugo da Lei é o mesmo que estar subordinado à aplicação da Lei, por intermédio da Justiça, sobre nossas vidas. Entretanto, que conseqüências a incidência e aplicação da Lei traz pras nossas vidas? A palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus. Como disse antes, a Lei é para os infratores, pois, necessariamente, os que infringem a Lei suportarão as sanções advindas deste ato. Contudo, todos nós somos infratores. Conclui-se, portanto, que todos nós somos dignos de condenação quando estamos debaixo da Lei.

III) A Lei e a Justificação

Ao tratar do tema “Justificação”, gostaria de, primeiramente, trazer uma rápida noção de direito penal. Um crime, segundo a definição do Código Penal, é um fato típico (pré-definido na lei) e antijurídico (ilícito). Entretanto, o caráter ilícito do crime pode ser afastado caso o ato praticado pelo agente seja justificado. Dentre as hipóteses de justificação, em relação à lei penal brasileira, nós temos a legítima defesa. Uma pessoa que, por exemplo, mata outrem a fim de salvaguardar sua própria vida, está justificado em relação a sua atitude homicida. Compreenda que o fato típico “matar alguém” pré-definido na norma penal ocorreu, mas por ter sido em legítima defesa, é afastado o caráter ilícito (antijurídico), estando, portanto, justificado tal ato.

A justificação no contexto bíblico ocorre de forma semelhante. Jesus cumpriu a Lei em sua integralidade e também cumpriu a Justiça. O cumprimento da Lei existe quando não há infração. Cristo Jesus (Cordeiro Santo) não infringiu a lei pré-estabelecida. Ora, já compreendemos que a Justiça é a aplicação das sanções da Lei em face de seus infratores. A Palavra de Deus nos informa, em Isaías 53, que Cristo levou sobre si todos os nossos pecados e as nossas iniqüidades. Na verdade, a condenação que surgia por intermédio da Justiça foi imposta e aplicada sobre Jesus. Desse modo, a Justiça foi inteiramente cumprida por meio do sacrifício vicário de Cristo. Vejamos que a Lei continua sendo válida, porém, a sanção penal não é mais aplicável àqueles que não vivem sob o seu jugo.

IV) A Lei e a Carne

Dando continuidade à interpretação do texto disposto em Romanos 7, compreendemos que a finalidade precípua da Lei, a qual é o instrumento que traz o conhecimento acerca do pecado, é limitar a carne. Portanto, todos aqueles que estão na carne encontram-se sob o jugo da Lei, ao passo que esta é aplicada por intermédio da Justiça. Não obstante, quando o indivíduo se encontra na carne, é travada uma guerra interna entre o “querer” e o “efetuar”. Note-se que a Lei atinge o “querer”, que é bom. Já a carne, que é má, dirige o “efetuar”. Diante disso, o “efetuar” da carne é o “não querer” do espírito. Por isso Paulo se expressa da seguinte forma: “o que quero fazer não faço; e o que eu faço é o meu não querer”.

Enquanto estamos na carne somos sujeitos às sanções da Lei, e significa dizer que estamos sob o jugo da Lei. Na carne, somos escravos do pecado e, ao mesmo tempo, réus de condenação. Importa suscitar que Paulo nos informa que o tempo da ignorância não será levado em conta. Tal ignorância está relacionada à Lei e não ao pecado. Note-se que, ao conhecermos a Lei, automaticamente nos tornamos, também, cientes do pecado.

V) CONCLUSÃO - A Graça que provém de Cristo

O Apóstolo Paulo inicia o capítulo 8 da carta escrita aos cristãos de Roma dizendo o seguinte: “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Ora, nisso está a nossa diferença, e por isso dizemos que já não estamos sob o jugo da Lei.

Quando estamos em Cristo, e se realmente estamos em Cristo, a Lei não se aplica a nenhum de nós. Primeiramente porque, sabendo que a Lei foi criada como uma forma de limitação para a nossa carne, já fomos sepultados com Jesus em sua morte, ou seja, a carne já não vive. Eis que tudo novo se fez. E este novo homem que ressurge é espiritual. Se, portanto, estamos no Espírito, já não pendemos para a carne e o pecado já não nos escraviza.

Em segundo lugar concluímos que Cristo já cumpriu a Lei, com a obediência, e a Justiça com o seu sacrifício na Cruz do Calvário, desse modo, para nós que estamos n’Ele, a sanção penal (aqui entendida como aplicação da Lei em face do infrator) já foi executada. Somos, pois, justificados em Cristo. A Justificação nos alcançou. A Justiça passa a fazer parte da nossa natureza. Em Rm. 5:20 lemos o seguinte: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;”.

Para Glória de Deus, não há mais condenação para nós que estamos em Cristo. Se realmente você está no Espírito o teu “querer” se torna o teu “efetuar”, ou seja, a Lei se confirma em nós, pelas nossas ações. Vivamos a liberdade conquistada pela Graça! Vivamos a liberdade concedida pelo Espírito! A paz do Senhor a todos!

Referências Bíblicas
Texto Chave

Rm. 7: 7-25; Gn. 4:8; Êx. 20:13; 1Tm. 1: 9; Sl. 89: 14; Pv. 13: 6; Pv. 21: 15; Is. 54: 17; Rm. 5: 17; Rm. 10: 4; Rm. 3: 23; Is. 53: 5; 1Co. 15: 45; At. 17: 30.

Deus abençoe a todos!

Jordanny Silva

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sonhos, sonhos e mais sonhos... É hora de acordar!


Hoje estão em alta as questões pertinentes aos sonhos. Muitos homens de Deus têm se levantado com mensagens focadas neste tema. Entretanto, fazem-se necessários alguns cuidados para que não haja frustrações entre o povo de Deus em face da má interpretação bíblica acerca deste assunto. Desse modo, preocupado com o que as interpretações equivocadas podem gerar, senti-me motivado a tecer algumas informações que o Senhor tem ministrado em nossos corações.

Gostaria de explanar, por conseguinte, acerca do seguinte texto bíblico, por sinal muito conhecido, registrado no livro dos Salmos, capítulo 37, verso 4: “Deleita-te no Senhor e Ele concederá os desejos do teu coração”.

Passemos à análise do texto citado:
Se interpretarmos esta passagem bíblica equivocadamente, e sem uma visão profunda do assunto, aparentemente tudo que desejarmos nos será concedido, porém, para que tal preceito seja concretizado em nós, em sua totalidade, é preciso compreendermos alguns aspectos relevantes para que recebamos as bênçãos que provém de Deus.

PROFECIA OU MOTIVAÇÃO?

Entretanto, antes de tudo, gostaria de tecer algumas considerações acerca de diversas profecias que têm surgido no meio do povo de Deus que têm tido cunho muito mais motivacional do que, efetivamente, divina e, logo mais, retornaremos à compreensão do texto informado anteriormente.

Hoje, vemos o tempo todo palavras do tipo: “Não desista, Deus vai te dar tudo que você quiser! Sonhe sempre, pois o Senhor tem compromisso em realizar os teus sonhos! Deus realizará todos os teus sonhos, determine, é direito seu!”
É comum vermos este tipo de pregação, porém, devemos ter cuidado com tais expressões. Muitas das vezes o que aparenta ser uma profecia, não passa de uma palavra motivacional, e até contrária à vontade de Deus.

Podemos perceber que isso aconteceu nos tempos do rei Davi. Se lermos a passagem consignada em II Samuel 7, percebemos um profeta do Senhor chamado Natã, agindo fora da vontade de Deus e direcionando uma mensagem, não profética, mas tão somente motivacional ao rei Davi. Façamos então a leitura dos versos 1, 2 e três do capítulo 7 de II Samuel:

“E SUCEDEU que, estando o rei Davi em sua casa, e tendo o SENHOR lhe dado descanso de todos os seus inimigos em redor, Disse o rei ao profeta Natã: Eis que eu moro em casa de cedro, e a arca de Deus mora dentro de cortinas. E disse Natã ao rei: Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo.”

O profeta, movido pela emoção e pelas palavras que o rei Davi havia dito, precipitadamente citou uma profecia motivacional fora dos planos divinos. Veja que a intenção do coração de Davi em construir o templo para o Senhor, aparentemente, fazia parte da vontade de Deus. A intenção era, sobremaneira, louvável. Isso foi o que levou o vidente Natã a encorajá-lo em seus planos. Note que Natã, apesar de ser profeta, precipitou-se. Contudo, naquela mesma noite o Senhor revelou ao profeta a Sua vontade e ordenou que ele dissesse ao rei Davi que não seria ele quem construiria o templo do Senhor.

Porém, o que quero dizer? Que as pregações atuais estão todas erradas? Que não devemos dar crédito as pregações e profecias relacionadas a sonhos? De maneira nenhuma. Apenas quero que compreendamos que as profecias devem ser postas à prova, se não, vejamos: (I Tes. 5: 19-21) “Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.”

Mesmos os ministros de Deus cometem erro. Acabamos de ver o exemplo com o profeta Natã. Ele não deixou de ser profeta, ou tornou-se desacreditado, por ter proferido uma “palavra profética” fora da vontade de Deus. Ele teve, ainda, humildade para reconsiderar o que havia falado ao rei Davi.

Tenhamos, pois, cuidado com as palavras motivacionais, movidas pela emoção do momento. Contudo, continuemos com os estudos acerca do tema: sonhos.

O texto citado no preâmbulo nos informa que, ao nos deleitarmos no Senhor, os desejos do nosso coração são atendidos. Contudo, mais uma vez, questiono: Deus tem compromisso em realizar os meus sonhos? Se a resposta é verdadeira, porque existem tantas pessoas, que vivem na igreja, frustradas por não alcançarem aquilo que desejavam? Inicialmente, e pasmém, vou informar que Deus não tem compromisso com os sonhos e desejos do coração de ninguém. O compromisso d Deus é com a Palavra d’Ele: (Lucas 21:33) - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

Desse modo, para que os nossos planos e anseios sejam realizados, eles devem estar de acordo com a Vontade de Deus. Não se trata de soberania da minha vontade, ou mesmo, a minha vontade tornar-se a vontade de Deus; trata-se de soberania da Vontade de Deus e, de mesmo modo, a Vontade de Deus é que deve se tornar minha vontade.

Porém, como conhecer a vontade de Deus para que ela se torne minha vontade? A Palavra nos informa que a vontade de Deus deve estar no nosso coração. Para conhecermos a vontade de Deus devemos conhecer a Deus. Existe um sentido lógico para se ter o conhecimento da vontade de Deus. O primeiro passo é intimidade. Jesus é a Palavra. Se conhecermos a Palavra, passamos então a compreender a vontade de Deus. A Palavra nos tira de ignorância e nos deixa cientes do pecado. Entretanto, não basta conhecer a Palavra (Lei). Em Salmos 119:11 está escrito: “Escondi a Tua Palavra em meu coração, para não pecar contra Ti”. Porém, o que significa esconder a Palavra no coração?

A expressão “coração”, na forma usada, tem o significado de desejo, de vontade intensa. Desse modo, guardar a Palavra junto ao coração, significa passar a desejar e a cumprir a Vontade de Deus. Quando estamos, verdadeiramente, em Cristo, a Vontade de Deus passa a ser os nossos anseios e desejos. Desse modo, quando nos deleitamos no Senhor, Ele nos concede os desejos de nosso coração, por que os nossos desejos são a Vontade de Deus. O nosso querer é o nosso efetuar. Não basta conhecer a vontade de Deus; devemos desejar, buscar, almejar a Vontade de Deus. Conhecendo e desejando a Vontade de Deus, não existe possibilidade para frustrações, pois Deus tem compromisso com a Palavra d’Ele, e Ele há de realizar a Sua Vontade.

Que todos nós venhamos a buscar tanto compreender quanto desejar a Vontade de Deus. Busquemos intimidade com Ele por meio da meditação na Palavra, da oração, adoração, jejum. Conheçamos e prossigamos em conhecer a Deus. Os sonhos, só podem ser realizados, se partirem do centro da Vontade de Deus. (João 4: 34 – “A minha comida (o meu desejo, a minha necessidade) é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.”

Quais têm sido os teus planos? Quais têm sido os teus anseios? Você tem desejado a vontade de Deus?

Abraços a todos! Espero ter ajudado na compreensão e meditação da Palavra. A Paz do Senhor!

Jordanny Silva

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Enfoque bíblico-jurídico: A Lei e a Justiça do Homem


(Efésios 6:12) - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

O que me motivou a escrever acerca do presente tema, foi um artigo publicado no mês de dezembro de 2008, na revista publicada pela OAB/DF, intitulada “Voz do Advogado”, de autoria do Sr. Walter do Carmo Barletta, advogado e Conselheiro seccional da OAB/DF.

Neste artigo, intitulado “O juiz que queremos”, o ilustríssimo Dr. Walter Barletta, aborda um ponto de vista acadêmico, que acompanha a maioria dos juristas deste país, concernente à submissão do juiz à lei, no tocante às suas decisões. Como já citado em artigo anteriormente publicado neste blog (Síndrome de Papai Noel – tudo vai melhorar?), o Brasil é constituído em Estado democrático de direito, em que todos devem se submeter à lei. Nesse liame, o Dr. Walter Barletta, defende que o juiz tem o dever de aplicar a norma vigente, não cabendo ao juiz decidir em contradição à lei, sob pena de afrontar e desagregar o Estado Democrático de Direito, retirando assim a segurança que a norma nos traz. Dessa forma, não cabe, neste Estado, um juiz justiceiro, mas sim um juiz justo, qual seja: aquele que tem sua sentença submissa à lei; vez que, “fora da lei não há salvação”.

No final do artigo publicado pelo Dr. Walter Barletta, nós lemos o seguinte: “E que, diante disso tudo, a questão, é saber se queremos trocar o juiz aplicador do direito encontrado na lei para fazer justiça pelo juiz justiceiro eventualmente apoiado no direito achado na rua, onde também mora a turba sedenta que submeteu o julgador Pôncio Pilatos”.

Primeiramente, devo ressaltar que a colocação do Dr. Walter Barletta, seria inteiramente aplicável se a norma positiva fosse um eficaz instrumento de segurança jurídica, ou melhor, de justiça verdadeira. Entretanto, ao que se percebe, a norma tem sido uma ferramenta apta a selecionar e aplicar o interesse de alguns, em detrimento da maioria que vive atolada na ignorância. E não pense que a maior parte da população brasileira se vê sem acesso ao conhecimento por sua culpa particular, pelo contrário: a maioria de pessoas, que não têm acesso a uma educação de qualidade, existe em virtude de uns poucos egoístas que, além de guardarem em suas posses a maior parte da riqueza deste país, ainda usurpam, de forma maquiavélica, o fruto do trabalho dos demais, induzindo-os e empurrando-os às trevas do não-saber.

Se analisarmos bem o contexto em que as leis humanas são criadas e aplicadas, perceberemos que a iniqüidade patente à essência na nossa natureza corrupta, é que dita o processo legislativo, em seu bojo ideológico. Para se ter uma idéia do que estou falando, examinemos o seguinte: Uma norma criada para escravizar a maioria da população não poderia deixar de receber, dos maiores interessados (aristocratas), uma autoridade suprema, a que todos nós devamos submissão. Esta é uma questão muito lógica, caros leitores, se você pudesse criar uma regra de conduta que atendesse seus interesses pessoais, não seria ótimo que todos os outros fossem súditos à sua lei particular? É o mesmo que você construir uma fortaleza normativa própria, impenetrável, onde a maioria da população ficasse de fora. Conveniente, não?
É assim que o acervo normativo é criado pelo homem. Uns poucos escravizam a maioria, e ainda conservam a autoridade coercitiva a ponto de fazer com que todos cumpram a injustiça. Sob esta ótica, o Brasil é um Estado Democrático de Direito ou um Estado de Direito Aristocrático?

Traçados tais argumentos, pergunto se existe, efetivamente, verdade na afirmação “fora da lei não há salvação”. E, diante de uma lei que enaltece a iniquidade, devemos acreditar em segurança jurídica?

É também, prudente, manifestar desconfiança à vontade do povo vez que, este, foi quem submeteu a decisão de Pôncio Pilatos, a qual condenou Cristo e libertou Barrabás? Veja que aqueles que levaram à frente a decisão pela crucificação de Cristo não foram, exatamente, o povo, mas sim uma aristocracia que detinha a autoridade sobre a hermenêutica jurídica dos hebreus, interpretando e aplicando a Lei mosaica segundo o interesse de um reduzido grupo de pessoas, deixando a ermo o restante do povo, que era manipulado e escravizado em virtude da ignorância (tenho uma “leve” sensação que o quadro não mudou muito após, quase, dois mil anos).

(Efésios 6:12) - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século;

Ao lermos com atenção o texto bíblico acima, percebemos que a lei, meus caros, é uma evidente potestade a serviço do deus deste século. E, nesse sentido, devemos sim, lutar contra toda legislação que se apresente injusta e fora do contexto real da situação de nosso povo. Entretanto, nessa luta não utilizamos armas materiais, mas sim armas espirituais. A espada do Espírito, que é a denúncia profética fundamentada na Palavra de Deus, é nossa melhor arma. É por isso que não me calo diante das evidentes injustiças regulamentadas por nosso podre acervo legislativo.

Também não aposto na existência de juízes justiceiros que, apesar de não se submeterem à legislação corrompida, vivem debaixo de um manto de arrogância, acreditando ser detentores e donos da verdade, agindo, muitas das vezes, parcialmente, a fim de alimentar sua fome egocêntrica. O homem é, por natureza, corrupto. Logo, não há que se esperar da humanidade decisões 100% acertadas.

Contudo, eu te convido para experimentar a perfeita Lei do Senhor Jesus. Ele é legislador, advogado, Rei e juiz. E seus atos e decisões são perfeitos. Caso você tenha percebido que, no homem, não há solução para o mundo, passe a compreender, buscar e depender de Deus. Ele sim, é justo, e há de julgar o mundo segundo a Sua santa justiça. A paz do Senhor a todos e espero ter clareado um pouco o entendimento de alguns para perceberem em quão densas trevas se encontra a humanidade. Em breve estaremos postando mais argumentações que apontam e denunciam a corrupção inserta no bojo de grande parte de nossa legislação. Um grande abraço a todos!

Jordanny Silva

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Dos filhos deste solo és...


(João 15:19) - Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.
Anteriormente, escrevi um artigo acerca da injustiça e imoralidade que tem sido o grande império normativo que disciplina, regula e orienta o Brasil, e, porque não dizer, o mundo. A imoralidade nos textos legais e a legitimação da injustiça e mentira têm sido as grandes norteadoras de nossa sociedade corrompida. O Brasil, meus caros, é uma nação corrompida e terrivelmente usada pelo maligno. Esses dias, eu observava uma propaganda que tinha os seguintes dizeres: “Orgulho de ser brasileiro”. A pergunta que ficou no meu interior e que não quis calar foi a seguinte: “Por que eu devo ter orgulho de ser brasileiro?”. Ora, os defensores dessa ideologia acreditam que o Brasil é a nossa “mãe pátria”, e por esse motivo deve ser defendida até a morte. Aliás, não é isso que reza o nosso hino nacional? Mas, essa “mãe pátria” deve, realmente, ser defendida até a morte?

Primeiramente, observemos o seguinte: o ofício de uma mãe responsável é garantir com eficácia a subsistência de seus filhos. Os filhos normalmente são sustentados pelas mães e não as mães pelos filhos. De mesma maneira, uma mãe que abandona seu filho, isolando-o no ermo da miséria, perde sobre a criança a legitimidade, quando não chega a matá-lo. Em analogia, meus caros, esse é o papel que a mãe pátria vem desempenhando. Apenas uns poucos de seus filhos é que são bem alimentados em suas grandes mamas (riquezas). O restante vive completo abandono. E o pior é que, estes filhos que vivem abandonados têm o dever de sustentar esta mãe irresponsável.

Para se ter uma idéia, veja a quantidade tributos que pagamos: Alguns dados do livro Carregando o Elefante, de Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder, revelam que uma pessoa que recebe um salário de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) paga, diretamente, para o governo, aproximadamente, 35% (trinta e cinco por cento) de imposto; ou seja, se você ganha R$ 5.000,00 (cinco mil reais), R$ 1.750,00 (hum mil, setecentos e cinqüenta reais) já são do governo; e, não pára por aí; com os outros R$ 3.250,00 você comprará produtos e pagará pela prestação de diversos serviços; porém, em cada produto e serviço está embutido cerca de 40% (quarenta por cento) de encargos tributários; ou seja, mais R$ 1.300,00 (hum mil e trezentos reais) ficam para o governo; restam para você apenas R$ 1.950,00 (hum mil, novecentos e cinqüenta reais). O que eu acho engraçado, é que a nossa “mãe pátria”, mesmo comendo mais de 60% (sessenta por cento) de tudo que você produz, não te dá serviços com qualidade, tais como saúde, educação para os seus filhos, lazer, habitação e dignidade. Ou seja, com os outros R$ 1.950,00 (hum mil, novecentos e cinqüenta reais) que te restaram, você ainda vai ter que pagar escola, e planos de saúde para você e sua família, caso não queira depender dos podres serviços estatais; e lá se vão mais, aproximadamente, R$ 1.200,00 (hum mil e duzentos reais), gastos com estes serviços essenciais. No final, o que sobrou pra você? Apenas R$ 750,00 (setecentos e cinqüenta reais). Você produziu R$ 5.000,00 (cinco mil reais) e ficou com, tão somente, R$ 750,00 (setecentos e cinqüenta reais). E a sua grande “mãezinha”, chamada Brasil, ficou com R$ 3.050,00 (três mil e cinqüenta reais) do que você, com o suor do teu rosto, produziu. É brincadeira? Quando eu cito algumas das injustiças legitimadas pelo poder público, alguns ainda pensam que isso não os atinge diretamente.

É por esse, e outros motivos, que eu não me vejo filho deste país injusto, cruel, mentiroso e desumano chamado Brasil, a não ser, que eu seja considerado um bastardo. E não é só no Brasil que reina a corrupção. O mundo todo está infestado de maldade, inverdades e ilusões.

Essa “mãe pátria” tem se vendido para as instituições financeiras, tecnocratas da economia, e toda a “aristocracia” que detém o poder econômico. Essa “mãe pátria” tem se prostituído com todo tipo de corrupção, legitimando e regulamentando o exercício e prática de todo tipo de imoralidade, injustiça e mentira. A “mãe pátria”, caros leitores, não passa de uma prostituta irresponsável que deixa um número infindável de filhos a morrer sem saneamento básico, sem hospitais eficientes, sem uma justiça rápida e verdadeira. Essa “mãe pátria” percebeu sua incapacidade e falência, e tem buscado refúgio na mais baixa prostituição, vendendo seus recursos e riquezas; permitindo que qualquer um que aqui entre, mame em seus grandes seios sem deixar nada para seus filhos repudiados.

Sinceramente, eu não me considero mais pertencente à nação brasileira. E, ideologicamente, abdico do título de filho da “amada mãe gentil”. Sou estrangeiro neste país que tem se afundado em densas trevas. Para explicar o que eu venho tentando dizer, passarei a falar da nação a que pertenço.

Vejamos, primeiramente, o conceito de soberania: a soberania, segundo Jean Bodin, é um poder supremo, incontrastável, não submetido a nenhum outro poder, revestida das seguintes características: una, absoluta, indivisível, inalienável, imprescritível, irrevogável, perpétua.

É dessa forma que são reconhecidas as nações que compõem o globo terrestre. Assim, observando-se tal conceito, e perceptível que uma nação não necessita de um território específico no planeta terra. A nação pode existir independentemente de um território. O mais forte caráter de uma nação é o poder supremo que não se submete a nenhum outro. Seguindo-se essa perspectiva, considero-me cidadão da nação celestial: aquela nação instituída pelo Deus Todo Poderoso. Veja que essa nação exerce um poder supremo, incontrastável, com sua própria Lei, a qual é perfeita e justa. A soberania de Deus, com o principado do Mestre Jesus Cristo, o qual vive e reina para todo sempre, revela o Sol da Justiça e da verdadeira Paz. A Lei deste país distante é boa para nos corrigir e refrigera a nossa alma. Em nosso Governador e Rei Supremo, temos refúgio e somos fortalecidos. Todas as nossas necessidades são atendidas no Reino de Deus; é necessário apenas que o busquemos, juntamente com sua Justiça.
(Mateus 6:33) - Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Uma vez resgatado e eleito cidadão dos Céus (Ef. 2: 19), já não me conformo com a injustiça e maldade que opera neste mundo de trevas. Recuso-me a ser filho deste mundo, mas sou chamado de filho da luz. Não há nada que me prenda a este mundo iníquo, pois já estou inserido em Cristo, que me salvou, purificou-me e resgatou-me do mal.
(Atos 13:17) - O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra do Egito; e com braço poderoso os tirou dela;
Hoje, quando olho a minha volta, percebo o quão estranho é o mundo que me cerca. Poderia dizer, como servo de Deus, que é impossível adaptar-me a este mundo. A Bíblia compara, analogicamente, o mundo ao Egito. Desse modo, o fato de os verdadeiros cristãos sentirem-se estranhos ao mundo é perfeitamente explicado seguindo a compreensão bíblica. É por isso que nós, verdadeiros cristãos, não nos amoldamos ao padrão desse mundo, mas mantemos nossas mentes renovadas e nosso entendimento transformado segundo a Santa Palavra de Deus.

Se você já não suporta este império de injustiça e maldade que domina nosso país e o mundo, venha fazer parte da nação que irá reinar com Cristo na Nova Jerusalém, onde o gozo e a justiça serão eternos. Não tenha medo de tomar essa decisão, os benefícios são inimagináveis. Creio que, com este texto, você tem percebido em quão terríveis trevas e maldade está inserida a nação brasileiro e todo o mundo. Este mundo já está perdido. Mas você pode ter como garantia a vida eterna ao lado d’Aquele que sempre te amou, ao ponto de dar a Sua vida para ter você junto a Ele. Jesus Cristo te ama e tem um lugar preparado, junto a Ele, para todos os seus eleitos. A Justiça de Deus irá reinar eternamente. Faça parte conosco dessa nação. Sejamos concidadãos dos Céus. Deus te abençoe!

A paz do Senhor a todos!
Jordanny Silva

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tecnolatria - A Caixa de Pandora


(II Co 4:4; Jo 8: 32,36) - nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus... E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Estes dias, relendo o primeiro capítulo do Evangelho segundo escreveu o apóstolo João, relembrei uma conclusão já observada por muitos: a resposta à origem de todas as coisas está no Verbo; o Verbo, por sua vez, é a Verdade que liberta. Conseqüentemente, alcançamos respostas ao passo que nos aproximamos da Verdade.


Logo, comecei a analisar o porquê de a humanidade estar inserta em tão grande engano. A resposta veio nitidamente em minha mente: a estratégia da Grande Serpente é extremamente eficiente. O único objetivo do adversário é tirar o foco, do homem, da Verdade; qual a conseqüência disso?! Deixar o homem totalmente perdido em uma escuridão sem precedentes.

Diante disso, percebemos que Satanás se utiliza de vários meios para atingir esta finalidade. Dentre estes meios, como foco do nosso assunto de hoje, encontra-se a confecção de um novo “deus” que corresponderá aos anseios do homem de uma forma simples, mesmo que ilógica, provocando uma sensação de prazer e poder diante de pseudo-verdades muito bem (apesar de sua conotação maligna) elaboradas. Trataremos, nesse sentido, da TELEVISÃO, que eu preferi chamar de “Caixa de Pandora”.

A TV é, bem resumidamente, uma caixa colocada em um lugar estratégico de nossa sala a fim de ser cultuada por horas durante nossos dias. “Você disse CULTUADA, Jordanny?”. Sim! É exatamente isso que você leu. Analise quantas horas, em média, um brasileiro fica diante da TV. Quantos livros poderiam ser lidos neste tempo? Quantas boas-obras poderiam ser realizadas neste período? Quão avanço poder-se-ia ser aplicado na educação dos filhos? Quanto conhecimento acerca da Verdade poderia ser conquistado?

Mas você deve estar se perguntando o porquê comparei a TV à mitológica “Caixa de Pandora”. É meu dever explicar-lhes: a expressão “Caixa de Pandora” é, mormente, utilizada para tratar de algo que, apesar de ser curioso, é perigoso de ser revelado. O mito, retirado da cultura grega, trata da história da filha primogênita de Zeus, chamada Pandora. A filha de Zeus guardava dentro desta ânfora suas lembranças de seu primeiro amor, Narciso, o qual se apaixonou por seu reflexo não dando mais atenção à Pandora. Mas não eram apenas as más lembranças de seu primeiro amor, o conteúdo da caixa; havia também um colar presenteado a Pandora por seu pai Zeus, que fora usado por Prometeu, o qual fora penalizado por 30.000 anos tendo suas vísceras comidas em face de ter, em desobediência, dado ao homem o fogo. Nesta “caixa” estavam contidos segredos terríveis.

Em comparação, a TV, com suas diversas atrações, conquista a curiosidade de um expansivo grupo de pessoas. Há programações para todas as idades, raças, credos, gêneros e gostos. Entretanto, ao despertar a curiosidade do indivíduo, o contato com a TV, paradoxalmente, revela engano, imoralidade, violência, dissensões, traições, rebeldia, feitiçaria, supervalorização da aparência em detrimento da essência etc. São estes alguns dos males revelados nessa terrível “caixa” que atrai nossos olhos curiosos, e roubam a nossa vida. Como afirmado antes, a finalidade precípua do adversário de nossas almas é retirar a nossa visão da luz e nos lançar em tenras trevas. E após, somos abandonados na erma escuridão da depressão, tristeza, desespero e morte.

Malignamente, assim ecoa a voz do Inimigo: “Aproximem-se! Senhoras e senhores: Apresento-vos a verdade acerca de vossas origens! Apresento-vos a verdade acerca de vossos sentimentos e emoções! Apresento-vos a verdade acerca de vossos instintos! Apresento-vos a verdade acerca de vossos anseios! Apresento-vos a verdade acerca de vossas vontades! Apresento-vos a verdade acerca da Verdade! Apresento-vos a origem da verdade! Aqui vocês terão as respostas! Aqui, vós escolhereis a verdade! Aqui tudo é possível! Aqui vós tereis os prazeres! Aqui vós provareis das paixões! Aqui vós tereis a glória! Emocionem-se diante do vosso deus super-poderoso que vos indica o espaçoso caminho para a intensa felicidade! Aproximem-se e abram a Caixa de Pandora!”.

(João 10:10) - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
O que o diabo não explicou a ninguém, é que o problema de se abrir a “Caixa de Pandora” está nos males que ali estão depositados. É por meio destes mecanismos de engano que o deus deste século tem nos distanciado da Verdade e, conseqüentemente, roubado a liberdade que lhe é por direito em Cristo Jesus.

Alguns podem se contrapor às argumentações aqui dispostas afirmando que a mídia tem incentivado à leitura. Contudo, se nós verificarmos atentamente, até a literatura indicada pela TV é escolhida a dedo para que haja um controle sobre nossa forma de pensar. Isso é tão verdade que no site da Rede Globo existe um espaço para que o feiticeiro Paulo Coelho, insira suas “iluminadas” conclusões da vida, moral, conduta e ética. As emissoras de TV incentivam as crianças a lerem contos e histórias infantis que são contaminados com feitiçaria e todo tipo de magia transcendental e demoníaca. E você ainda acredita nas verdades reveladas pela “Caixa de Pandora”?

Essa “Caixa” influencia todo o contexto político, social, filosófico e ideológico de seus súditos adoradores. Quer um exemplo? Por meio da psicologia social, até a forma de você criar os seus filhos (segundo nos manda a Palavra), torna-se equivocada e errônea. Não obstante, esses dias eu via uma propagando de uma famosa revista eletrônica que vem ao ar todos os domingos, que tem diversos conteúdos “fandrásticos”, trazendo justificativas “científicas” da dificuldade da criança em receber o não. Em conclusão a tal tema, renomados especialistas na área da psicologia infantil defendem a tese de que essa “rebeldia” (o fato de as crianças terem dificuldade em aceitar o não) deve ser respeitada pelos pais para que não seja prejudicada a capacidade criativa da criança, e ela seja mais preparada para se adaptar a sociedade contemporânea. Em outras palavras, o seu dever de educar seu filho está prejudicado pela consciência manipulada da sociedade.

O incrível é perceber o poder que essa “Caixa de Pandora” tem sobre o senso crítico de seus súditos. Estes chegam a crer que toda informação revelada pela TV é a essência da verdade. A poderosa “Caixa” vai além: cria a verdade segundo os seus interesses. Assim, se você quiser saber qual será a próxima “verdade fabricada”, é só conhecer nas mãos de quem está o domínio sobre a mídia. Quer ter uma idéia do que estou falando? Tire um tempo e assista os seguintes documentários dispostos o Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=JA9bPyd1RKQ
http://www.youtube.com/watch?v=m0m1rmi-Ooc
http://www.youtube.com/watch?v=pAfAkTFs7wI
http://www.youtube.com/watch?v=mERhb-SDnMo

Agora, não culpe apenas essa emissora em especial por todos os flagrantes crimes contra a sua liberdade de pensamento. Toda a mídia globalizada não traz verdades em si, mas tão somente enganos e manipulação da informação. Eles nos fazem acreditar no que lhes é conveniente; e nós, insertos na ignorância devidamente planejada, nos tornamos vassalos de um sistema corrupto e imoral. Eles roubam de nós a Verdade, a dignidade, a individualidade, a liberdade. É possível imaginar quem é o dominador da “Caixa de Pandora”?

E se isso que lhes estou a falar não condisser com a verdade? É simples, meu caro, novamente o inimigo lançará a isca da curiosidade e, se você estiver incauto, será novamente hipnotizado pelo “canto das sereias”, tornando-se mais um súdito de seu novo deus: a TELEVISÃO. E você prestará culto a este deus diariamente sufocando o agir do Espírito Santo e da santa Palavra de Deus; e você ainda influenciará seus filhos e familiares para o caminho da adoração à “Caixa”; e o centro da sua casa já não será o Deus soberano, mas sim uma “Caixa” que dita as regras de comportamento e de caráter de todos que estão a sua volta.

(João 1:5; 10: 10b) - E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.
Chegou a hora de você dar um basta, meu amigo. Não seja um fantoche do adversário de nossas almas. Entregue tua vida a Jesus. Ele é a Verdade que te livrará das densas trevas que teu ser se vê atolado. Ele te tirará do engano à medida que você se dedicar a conhecê-Lo. E você O conhece por meio de Sua Palavra, a Bíblia Sagrada. E você, meu caro irmão em Cristo, dedique-se mais às coisas do alto não permitindo que o diabo roube a autoridade que o Senhor te deu. Que essa palavras sejam de alerta e de incentivo. Render seu tempo e sua liberdade de pensamento a uma “Caixa” é apenas mais uma forma de idolatria; contudo, uma idolatria tecnológica: uma tecnolatria.
A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Síndrome de Papai Noel: tudo vai melhorar? "Hô, hô, hô"


É possível acreditar que este mundo vai melhorar?

(II Corintios 4:4) - nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.

Quando me formei e comecei a exercer minha profissão, a visão utópica que adquiri na academia encheu-me de sonhos e projetos. Entretanto, com pouco tempo de trabalho percebi que praticamente toda aquela visão de mundo que me conquistara, na verdade não passava de uma “lenda” que foi construída, digamos que até “maquiavelicamente”, com o propósito de nos tirar o foco da realidade.

A verdade é que nunca cheguei a acreditar, efetivamente, na justiça humana. Mas acreditava que eu, fazendo a diferença, poderia fazer valer a justiça. Por um curto prazo continuei com este credo, até perceber que o mundo já se vê completamente perdido em seus atos e nas conseqüências de seus erros. Percebi que o mundo conseguiu criar mecanismos que impossibilitam o exercício da justiça e legitimam a imoralidade. Em resumo, percebi que eu era uma formiguinha tentando erguer um asteróide do tamanho da lua que atingiu e esmagou a humanidade.

Entretanto, simplesmente expressar minhas frustrações sem explicar o motivo das mesmas, não lhas reveste de sustentação e respaldo. Assim, sinto-me obrigado a falar um pouco de alguns dos motivos de tanta decepção com o mundo.

(João 8:44) - Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.
A legitimação da imoralidade, da mentira e da injustiça.
A Lei... fonte máxima de autoridade em nosso país. Principalmente por sermos um país “democrático de direito”. Tudo e todos nós temos o dever constitucional de nos submetermos à autoridade legal. A lei deve ser obedecida e a insubmissão gera, inequivocadamente, sanções e penalidades. É simples assim, meu caro amigo. Uma lei extremamente justa está completamente exaltada neste projeto constitucional! Como evoluímos... Está tudo ótimo... Chegamos ao clímax da democracia... Contudo, o problema se dá, numa análise bem simples, quando a lei é demasiadamente injusta – se bem que o homem vem a séculos tentando definir o conceito de justiça e ainda não alcançou um denominador comum. Uma lei injusta, imoral, que objetiva privilegiar determinada classe dominante, nesse sistema “perfeito” – pasmem, prezados amigos – adquire total proteção do estado e produz os mesmos efeitos até que, eventualmente, seja impugnada. Ou seja, esta lei, eivada de imoralidade, é autoridade sobre nossas vidas e nos impõe o dever de submissão e obediência! É isso mesmo que você está pensando! A injustiça se torna um dever a ser cumprido pelo cidadão, e caso não seja cumprido gera sanções...


(Lucas 16:9) - E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos.
Estes dias, enquanto analisava estas questões práticas, relembrava-me que, a título de brincadeira, eu pegava a palavra “democracia” e dizia: - Kratia, quer dizer poder; logo demokratia quer dizer “poder que emana do DEMO (demônio)”. Sei que etimologicamente a palavra “democracia” significa “poder que emana do povo”. Porém, na prática, aquela brincadeira se mostra verdadeira ao passo que, o poder, na verdade, não emana do povo, mas sim de um grupo de pessoas que malignamente conspiram contra o povo. Estes, meus caros leitores, são os nossos políticos. Grande parte deles (para não dizer a maioria) age de contrariamente ao interesse do povo; de modo que, uns assumem uma postura ativa de corrupção e defesa dos interesses de uma “aristocracia” que detém o poder econômico; enquanto outros, passivamente (quem cala consente), aceitam as propostas empurradas “goela abaixo”; há também aqueles que se opõem apenas para cumprir o protocolo “tese + antítese = síntese” e, por meio do consenso manipulado, chegam à conclusão mais favorável aos interesse dessa “aristocracia”; por fim, existem, em mínima escala, aqueles que efetivamente defendem o interesse do esquecido povo.

Querem um exemplo de legalização da mentira? Vamos falar, então, do Direito Processual Civil... Ah, que ramo maravilhoso de atuação! Como é belo o direito processual! Por meio do direito de ação buscamos a tutela jurisdicional, para que seja aplicada a norma positiva ao caso concreto; a norma positiva é (ou melhor, devia ser) um recorte do retrato social, disposto, abstratamente no bojo legislativo; lembrando que dentro desse mecanismo, como forte respaldo à legislação processual civil, está a verossimilhança... Quem não é conhecedor da matéria, deve pensar – Nossa, Jordanny, você falou grego agora!... Mas explicar-lhes-ei, meus amigos, na prática, como funciona e, se houver algum profissional do ramo jurídico ainda entorpecido com a maravilhosa teoria acadêmica, fique a vontade para contra-argumentar. Vamos citar a verossimilhança: a verossimilhança se diferencia de verdade real; a verossimilhança é a verdade aparente; ela está consubstanciada no acervo probatório apresentado pelas partes (autor/réu) no momento oportuno. Quando eu digo “momento oportuno”, significa o seguinte: se você não apresentar as provas no momento determinado pelo magistrado, posteriormente, em regra, não poderá mais ser juntadas aos autos do processo. Em outras palavras, a verdade real, essencial, justiça (chame do que você quiser) fica inteiramente prejudicada perdendo espaço para a verdade aparente (nome bonitinho que o direito arranjou para legitimar a mentira e o engano). Mesmo que juiz tenha conhecimento das provas, em virtude de estas terem sido juntadas ao processo fora do prazo, ele deve desconsiderá-las e determinar que sejam retiradas (desentranhadas) dos autos processuais. Brincadeira? Não isso é realmente o que acontece e que os profissionais do direito ainda acham o máximo. Os juristas trazem diversos argumentos para justificar esta “legitimação da mentira”. Mas – se querem saber minha opinião – todos estes argumentos juntos não passam de desculpas diante da INCAPACIDADE do Estado de cumprir com seu dever de atender com eficiência, eficácia e celeridade a demanda social. Isso mesmo, o Estado tentando remediar sua FALÊNCIA e INCOMPETÊNCIA em prestar o serviço jurisdicional, aprova um método para o exercício deste “direito de ação”, que não se preocupa com a verdade ou justiça, mas sim com a solução do conflito. Quem é que ganha com isso? Os desonestos. Os famosos “aristocratas” que detém o poder econômico, que podem pagar um número infindável de advogados (bem como de juízes, desembargadores, ministros etc.) a fim de ganhar a ação, não por meio da justiça, mas por meio da injustiça. – É..., você deve estar pensando, Renato Russo tinha razão quando perguntou: “Que país é este?”.

(Isaías 59:4) - Ninguém há que clame pela justiça, nem ninguém que compareça em juízo pela verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniqüidade.
Até agora, aparentemente, eu mencionei tão somente o legislativo. Entretanto, o próprio poder judiciário também participa dessa comercialização da injustiça. Nossos “amigos” juízes... Certa vez um advogado chegou até minha pessoa e disse: “Jordanny, o advogado pensa que é Deus; já o juiz tem certeza que é”. Aquela frase soou como um sino em minha mente, em face de sua verdade prática. Não sei se vocês já participaram de uma audiência; pois bem, vou explicar, normalmente, o que acontece. As partes (autor/réu) são chamadas à sala de audiência sentando-se uma em frente a outra: de um lado o autor e do outro o réu. O juiz, normalmente fica em uma espécie de tribuna e porta-se, o tempo todo, como superior às partes. Se bem que esta superioridade, de fato, não existe. Pelo contrário, o juiz está a serviço das partes. É um ministro das partes. Mas, por que os juízes ainda se portam como superiores às partes? Dizia Lord Acton que o poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. Essa poderia ser uma das explicações. Estar revestido da autoridade jurisdicional pode mexer muito com o ego de uma pessoa. A conseqüência disso é a arrogância. Logo, temos no poder judiciário um enorme número de arrogantes. Homens que já se acham donos da razão e que, por esse motivo, esquecem-se de analisar e julgar com justiça. E, quando estamos diante de um juiz justo, este ainda se vê obstruído pela lex imorale.
(Romanos 1:25) - Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.

Mas, não é só o poder que corrompe. O homem já é formado em iniqüidade e concebido em pecado. Se analisarmos segundo o contexto bíblico, o poder é apenas mais uma das ferramentas da corrupção inerente à sua própria natureza. Observe a desonestidade e violência presentes em todos os âmbitos da sociedade. A injustiça passou a fazer parte da natureza humana. Guerras, rumores de guerras. Você realmente acredita que existe solução a nível macro? A corrupção atinge todas as classes sociais. A humanidade está cheia de ira, ódio, dissensões, intrigas, imoralidade em todos os padrões. A mentira faz parte do comum vocabulário de toda a humanidade. A idolatria alcançou patamares altíssimos: ela tem sido incentivada pelos próprios evangélicos. A humanidade tem se alimentado da carne apodrecida e cheia de vermes, nos corpos dos deuses mortos e ídolos venerados. E a digestão dessa carne podre leva à doença e, por final, à morte. A humanidade está doente e pra essa doença, sinto dizer, não há cura. O próprio Deus, percebendo o grau de corrupção da humanidade, nos eventos apocalípticos derramará o cálice de sua ira sobre todo o mundo. E só serão salvos uns poucos: aqueles que viverem segundo à vontade de Deus que nos é revelada, pelo Espírito, em Seu Filho Cristo Jesus.

O que quero dizer com isso tudo? Acreditar que o mundo vai melhorar, sem a intervenção de Deus, é o mesmo que acreditar em Papai Noel e no Coelhinho da Páscoa. Isso mesmo! E, quando Deus intervir, para aqueles que não creram em Seu nome, haverá choro e ranger de dentes. O cálice da ira de Deus se derramará e mui amargo é o seu sabor. A intervenção divina terá um poder de destruição nunca visto antes.

Não quero, com estas palavras te assustar, caro leitor. Quero te dar esperança em um mundo que não tem esperança. E o nome dessa esperança é Jesus Cristo. Hoje ainda é tempo de se arrepender. Hoje ainda é tempo de acreditar na salvação obtida por Cristo Jesus. O pouco que explanei, nesta oportunidade, nos mostra apenas a ponta do iceberg de corrupção em que se afunda a humanidade. Crer em Jesus Cristo é a única solução. De maneira alguma convido vocês para uma revolução. Faço o convite para a transformação do teu entendimento, para que você experimente a BOA, PERFEITA e AGRADÁVEL vontade de Deus. Enquanto o mundo vive a depravada injustiça, Deus é a justiça. Jesus Cristo é justo e há de julgar o mundo segundo a sua santa justiça! Não acredite na melhor deste mundo corrupto, mas creia em Deus que preparou para nós uma morada nas regiões celestiais onde reina a Justiça e o Amor! Creia no Senhor Jesus e você e sua casa serão salvos! Este mundo juntamente com seus amantes receberá, do Senhor Jesus, terrível condenação. Mas nós, viveremos eternamente ao lado do Pai que nos amou e nos deu Seu Filho para nos resgatar do pecado. Tome essa decisão!
(Marcos 16:16) - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ganhar almas para o Reino: O que Jesus nos ordenou?


Uma das expressões mais conhecidas pela cultura ocidental, aplicada quando uma pessoa age de forma ardil, é “maquiavélico”. Tal expressão tem sido utilizada em relação a pessoas ou atitudes, eivadas de malícia e plenamente pré-programadas com o intuito de alcançar determinada finalidade. Mas, de onde se originou tal expressão? A maioria de nós já sabe, mas, ainda assim, trarei um breve resumo para nos situarmos.

Nicolau Maquiavel (Niccolò Machiavelli) nasceu em 1469 e morreu em 1527. Era poeta, historiador, diplomata e também músico. Foi um grande nome do movimento conhecido como Renascimento. Entretanto, uma de suas mais famosas obras foi “O Príncipe”. Nesta obra, lida por diversos seguimentos políticos, Maquiavel chega à famigerada afirmação de que “os fins justificam os meios”.

Entretanto, você deve estar perguntando o porquê destas informações e o que elas têm a ver com o tema proposto. Muito simples, meu caro leitor: diga-me um dos grandes objetivos que você tem como servo de Deus, aqui nesta terra? Acredito que, dentre as respostas, estará: ganhar almas para o Reino de Deus. Esta é uma das finalidades. Ocorre, porém, que muitos seguem o princípio maquiavélico de que “os fins justificam os meios” no intuito de conquistar almas o Reino de Deus. Desse modo, e como já informado em artigo anteriormente publicado, valeria tudo. Contudo, não é essa posição asseverada por Cristo na propagação do Reino. Se não, vejamos:

Procure em toda a Palavra alguma ordem direta do Mestre com as seguintes expressões: Ide e ganhai almas. Encontrou alguma passagem do tipo? Não! E porque não? Porque Cristo não utiliza os fins para justificarem os meios. Pelo contrário, somos justificados, ou não, pelos meios que nós utilizamos. Por esse motivo é que Ele não nos ordena, diretamente, ganhar almas. A ordem divina é para que preguemos/anunciemos o evangelho a toda criatura.
(Marcos 16:15) - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Perceba que eu não estou afirmando que Jesus não incentiva o ganho de almas. Pelo contrário, Deus se importa com as pessoas que serão transformadas pela loucura da pregação. E mais, a finalidade do anúncio do evangelho é, exatamente, a conquista de vidas para o Reino. Contudo, a Palavra nos indica, primeiramente, os meios para se ganhar almas. E estes meios são: anunciar o evangelho; ser testemunha de Cristo; ter uma vida, e caráter, transformado a fim de gerar influência nas pessoas. A conseqüência disso tudo é lógica, seremos excelentes pescadores de homens, visto que estaremos revestidos da autoridade de Cristo sobre nossas vidas.

Veja que, se a ordem direta fosse o ganho de almas, então os meios para se fazer isso não teriam importância diante de Deus e não gerariam nenhum tipo de juízo sobre a má representação do evangelho.

“É, Jordanny, - alguns podem dizer - você pode até estar certo. Entretanto, por que Paulo na carta aos Filipenses diz que o importante é que Jesus seja anunciado, independentemente da maneira: Seja por inveja; por verdade; por porfia?”

A resposta é muito simples, e próprio texto logo mais traz a explicação. Mesmo que o evangelho seja pregado por contenda, ou por inveja; o Espírito Santo opera em nós, por meio do ministério intercessório, trazendo salvação; e, segundo Sua vontade, não permitindo que a confusão e engano nos alcance. Contudo, Paulo alerta acerca do anúncio do evangelho fora da sã doutrina:
(Gálatas 1:8-9) - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

Como afirmado anteriormente, Deus não utiliza os fins (ganhar almas para o Reino), para justificar os meios. Por esse motivo é que Jesus nos adverte:
(Mateus 7:21 - 23) - Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

Ser justificado significa tornar-se isento de condenação. Se, em termos bíblicos, os fins justificassem os meios, então, o simples fato de ganhar almas para o Senhor Jesus seria suficiente à justificação. Entretanto, somos justificados por meio da fé em Cristo Jesus. Um dos sinais que evidenciam um salvo de um não-salvo, é o fato de o primeiro esforçar-se para fazer a vontade de Deus; conquanto, o segundo não se preocupa com a santificação e nova vida em Cristo.

Após toda essa análise, concluímos o seguinte: importa, sim, que o evangelho seja pregado, independente da maneira. Entretanto, o meio de anunciar o evangelho não traz justificação perante Deus; e, o Espírito Santo, atua em misericórdia tirando os Seus escolhidos da confusão e do engano daquele evangelho que é pregado de forma equivocada (de qualquer maneira). Dessa forma, aqueles que pregam o evangelho fora do que a Palavra ordena, serão considerados junto a Deus, anátemas, e o juízo que virá sobre eles é a condenação eterna. Portanto, anunciemos o evangelho segundo a Palavra nos ensina; o ganho de almas é conseqüência de nossa pregação!

A paz do Senhor a todos!


Jordanny Silva