terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ótima resposta a mais umas das muitas heresias pregadas pelo Marco Feliciano!!!

Deixo disponível uma autêntica resposta bíblica para mais uma das heresias apresentadas pelo Marco Feliciano! Que possa servir de alerta aos incautos que vivem se deixando levar pelos grandes pregadores de nossa época... Cuidado, amados! Cuidado!
Batalhemos pela fé genuína! Batalhemos por um evangelho verdadeiro!!! Chega de heresia e invenção!
Para assistir no youtube clique AQUI!




domingo, 24 de janeiro de 2010

Carta aos apologistas - parte 2: Um chamado para boas obras!


Hoje no culto à noite, por diversas vezes notei o Espírito Santo falando autenticamente comigo. Em algumas delas até relutei em meu interior para não aceitar; mas não posso deixar de perceber que, quando a Palavra de Deus é direcionada às nossas vidas, não há como resistir.


Desse modo, decidi postar o presente texto. Primeiramente, devo asseverar que sempre tenho me identificado com diversos dos textos apologéticos. Aliás, todos os cristãos são convidados a batalharem pela fé genuína, em Cristo Jesus (Jd v. 3). O próprio Cristo se posicionou contra falsos mestres e falsos doutores com uma autoridade espiritual extraordinária.

Vejo muitos apologistas apresentando questões que, como pano de fundo, não revela o caráter de servidão e submissão à Palavra; mas o fazem apenas por vanglória. Vejo vários apologistas (incluo-me nesse rol) criticando e criticando pastores, obreiros e pregadores do evangelho em face de seus erros doutrinários, e concordo que isso deve ser feito. Contudo, um argumento válido e incontestável só alcança respaldo na verdade, quando se posiciona acerca de algo ou de alguém, por seu completo. Assim, percebo que tenho sido muito falho.

Diante disso, o que vou dizer e com todas as palavras, mesmo que alguns apologistas venham me atacar com veemência, não se revela um pedido de desculpas por ter apresentado, em alguns momentos em minhas pregações e textos escritos, erros doutrinários; apenas representa um reconhecimento pessoal de minha falha argumentativa ao não focar o que, muitos desses que foram objeto de minhas análises (seja por pregação verbal ou formal), têm feito enquanto um punhado de apologistas tem apenas se apresentado inerte.

Gostaria de frisar que, grande parte dos apologistas, não vive um verdadeiro evangelho voltado para o amor ao próximo. Atacamos e atacamos diversas igrejas, pastores e preleitores que, em relação ao amor ao próximo, têm feito muito mais do que um punhado de nós juntos. Vocês podem até dizer que, enquanto explanamos os abusos doutrinários, estamos demonstrando preocupação para com o nosso próximo; até certo grau eu posso concordar. Mas o que vejo é que a maioria de nós faz muito menos por meio de nossas críticas do que o verdadeiro evangelho exige de nós. Como diz o apóstolo Tiago, a fé sem obras é fé morta. E o que grande parte de nós, apologistas, temos feito, é viver um evangelho de profundo conhecimento, mas rasa em negação do próprio egoísmo e de atitude.

Apontamos os erros doutrinários de homens como René Terra Nova, Marcos Feliciano; de ministérios como a igreja Batista da Lagoinha, Sara Nossa Terra; mas, em demonstração de amor ao próximo e de preocupação com a questão social, num país que tem sofrido com a fome e a miséria, estamos muito distantes dele.

Agradeço a Deus que, por meio do Pb. Edson Rogeri, em nosso culto nesse domingo, percebi um grande ponto de falha em todos nós que temos nos empenhado no ministério apologético. Somos ótimos para criticar, e dedicamos um enorme espaço em nossos textos e púlpitos, para criticar; mas somos escusos ao apresentar os projetos e trabalhos que têm feito a diferença na vida de muitas pessoas que passam por necessidade. A própria Bíblia nos exorta a tomarmos uma atitude de auxílio em relação aos que passam por necessidade. Temos deixado de lado o primeiro amor. Sei que o principal, biblicamente falando, é cuidarmos da vida espiritual; mas temos nos esquecido que, uma pessoa que está passando por uma necessidade física, normalmente não conseguirá concentrar-se no que importa, enquanto estiver morrendo de fome. Nesse sentido, devo dizer que, grande parte das igrejas neopentecostais está dando de dez a zero na maioria dos apologistas. Viver um evangelho sem testemunho de boas obras, é viver um evangelho falso e tão corrupto quanto um evangelho que não se baseia na Palavra. Aliás, um evangelho sem testemunho de boas obras, não encontra fundamento algum na Palavra de Deus. Acredito que muitos que têm pregado heresias o têm feito por ignorância; e os desígnios do coração dos tais só serão revelados por Deus. Em contrapartida, muitos de nós, que somos apologistas, nos vinculamos a uma parte da doutrina bíblica, abandonando, conscientemente, a outra parte. Lanço, pois, a seguinte pergunta: será que não seremos, no último dia, desconhecidos por Deus? A justificativa de que sempre tivemos zelo pela Palavra de Deus, em questões doutrinárias, revelará absurda mentira de nossa parte, uma vez que temos consciência de que a Palavra nos ordena a vivermos o amor por meio das boas obras, dentre as quais, está a ajuda aos necessitados.

Somos todos hipócritas em grande parte do tempo. Considero-me um apologista e continuarei denunciando abusos doutrinários; mas não posso deixar de denunciar pontos em que eu mesmo tenho sido falho e que a maioria dos apologistas também têm sido.

Fica o presente texto para reflexão! Creio que não há necessidade de citar textos bíblicos a fim de corroborar o que escrevi: a própria consciência de muitos irá fazer o trabalho. Se não, creio que o Espírito Santo trabalhará o convencimento!

Gostaria, por fim, que você desse uma lida no texto: Carta aos apologistas - Parte 1


A paz do Senhor a todos!!!


Jordanny Silva

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Prólogo de refutação ao Encontro - O que negaríamos pela Verdade?

Admiro-me da capacidade que temos de negar a Verdade em face de nosso orgulho ou do que temos de maior valor em nossas vidas... A negação da Verdade é algo muito mais comum do se imagina... Quando insistimos em algo que está em desacordo com a Palavra, negamos a Verdade... O problema em nossa contumaz negação da Verdade, é que, se não nos arrependermos, um dia seremos negados por Ela... Mas se negarmos as outras coisas, por mais importantes que sejam, por amor à Verdade, um dia seremos recebidos por Ela... A grande questão acerca da Verdade, meus caros, é que Ela não é um objeto a ser conquistado, senão a teríamos por merecimento; a Verdade é um Sujeito a quem deveríamos submissão e para quem deveríamos viver, a quem alcançamos por graça... Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida... O que seríamos capazes de negar pela Verdade??? Pensem nisso!

Jordanny Silva

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

2010: Uma mensagem otimista!


Alguns que me conhecem bem, ao lerem o título desta postagem, devem ter dado um pulo da cadeira e perguntado, o que está havendo com o Jordanny? Entretanto e, na verdade, este título apenas foi escrito para chamar a atenção da galera que depende de uma mensagem “positiva” tal como o viciado depende de uma dose cada vez mais forte de uma droga para se manter em um estado de ilusão... É incrível o ponto em que nós chegamos; a nossa dependência de Deus foi trocada pela dependência em palavras de conforto e com um toque de otimismo, que nos leva a um estágio cada vez mais profundo de entorpecimento mental, fazendo-nos acreditar, diariamente, que tudo vai melhorar. É muita ilusão fabricada, demoniacamente, com o único propósito de condicionar a mente da maior parte das pessoas para acreditarem em uma falsa realidade... E o pior é que esse tipo de mensagem vende mais do que qualquer coisa neste mundo! Lembro de um trecho do livro “1984” de George Orwell, que fala acerca da Loteria, o qual é apresentado a seguir:

“Estavam falando da Loteria. A uns trinta metros de distância, Winston olhou para trás. Ainda discutiam, rosto apaixonado, febril. A Loteria, com seus enormes prêmios semanais, era o acontecimento público a que os proles davam a maior atenção. Era provável que houvesse milhões de proles para quem a Loteria era o principal senão o único motivo de continuar a viver. Era o seu deleite, sua loucura, seu anódino, seu estimulante intelectual. Quando se tratava da Loteria, até gente que mal sabia ler e escrever fazia intrincados cálculos e fantásticas proezas de memória. Havia um exército de homens que ganhava a vida graças à simples venda de sistemas, previsões e amuletos. Winston nada tinha que ver com a exploração da Loteria, que era administrada pelo Ministério da Fartura, mas sabia (como sabiam todos do Partido) que em grande parte os prêmios eram imaginários. Na realidade, só eram pagas pequenas quantias, sendo pessoas inexistentes os ganhadores da sorte grande. Na ausência de qualquer intercomunicação real entre uma parte e outra da Oceania, não era difícil arranjar isso.” (Grifo meu)

Esse pequeno trecho do livro acima citado, nos dá uma idéia de como a nossa sociedade vive: dia após dia, sendo alimentados por ilusões e esperanças construídas com o intuito único de nos afastar da realidade. Ah! Com é bom fugir da realidade! Não critico aqui o fato de se acreditar que um dia, mediante a justiça sobrenatural de Deus, iremos experimentar um mundo completamente diferente deste em que vivemos. Essa é uma promessa que não falhará! Contudo, nosso fundamento de fé e de esperança está na Palavra e tudo que foge ao contexto e determinação insertos na Palavra é mentira e ilusório! A Palavra não traça qualquer melhoria para este mundo até a volta do Senhor Jesus... Logo, acreditar em uma palavra otimista de que em 2010 tudo vai melhorar é quase que colocar-se em contradição com a própria Bíblia! Acredito, sim, que em 2010 coisas realmente boas podem acontecer na sua vida, mas, de um aspecto macro e, seguindo uma lógica bíblica, toda a situação mundial vai continuar piorando e, quem sabe, até mesmo você pode ser atingido. Logo, a mensagem que atinge o aspecto mais “positivo”, conotativamente falando, é aquela que realça a realidade e a verdade em relação às condições mundiais atuais, as quais seguem, segundo o propósito divino, para um colapso nunca antes experimentado pela humanidade.

Alguns vão argumentar: nossa, Jordanny, como você é negativo? E eu posso responder de forma categórica com algumas perguntas: Qual a sua idéia acerca do que é negativo ou positivo? Qual a sua idéia acerca do que otimismo e pessimismo? Sabia que se você ler a Bíblia, segundo o padrão humano, ela representa um dos livros mais pessimistas e negativos que existem? Você sabia que o próprio Cristo apresentou uma mensagem completamente negativa em relação ao padrão humano? Você prefere crer e viver a verdade, ou prefere depender de uma dosagem cada vez maior de “palavras positivas” para entorpecer sua mente e distanciar-se da realidade nua e crua que está diante dos seus olhos? A decisão está em você, continuar vivendo com dosagem cada vez maior de um positivismo demoníaco, ou viver a realidade do evangelho e a esperança tão somente em Cristo... A sua fé está respaldada nas palavras positivas e otimistas que saem da sua boca, ou no Deus que proferiu e determinou o juízo a este mundo corrupto e que se deteriora mais, dia após dia, como um corpo em fase de putrefação?

Desejo um 2010 de alegria plena pelo conhecimento e experimento da Verdade e não pela utilização de doses cada vez mais intensas de ilusões e apresentados por esse positivismo podre que nega e eficácia da Palavra de Deus!

O tempo de mudança, caro ledor, é hoje! Não se deixe enganar por palavras transbordantes de emoção, mas vazias de verdade! Viva a plenitude da verdade de Cristo e em Cristo!

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Por que muitos pregadores e cantores estão priorizando as teorias de Augusto Cury?


Link para a postagem original, clique AQUI!


Folheie um livro de autoajuda do respeitado psiquiatra, cientista e autor de best-sellers Augusto Cury e você descobrirá de onde vem a inspiração para mensagens da moda, pregadas ou cantadas, como “Ouse sonhar”, “Seja um sonhador”, “Sonhador não morre”, “Não desista dos seus sonhos”, etc.

Segundo as teorias do acadêmico Augusto Cury, um sonhador não precisa de Deus, necessariamente. Basta sonhar. “Se os seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil” (Nunca Desista de seus Sonhos, p.11). Ou seja, tudo gira em torno da capacidade de sonhar.

A Palavra do Senhor, entretanto, mostra que a vontade de Deus está acima dos nossos sonhos, ainda que não seja pecado ter projetos e desejos. José, que é um dos personagens mais citados pelos pregadores de autoajuda, nunca sonhou — de olhos abertos — que seria o governador do Egito, mas recebeu Ajuda do Alto, sendo conduzido a tal posição.

“Nunca desista dos seus sonhos”, diz Cury. Mas isso não vale para o salvo. Se for preciso desistir de projetos, ainda que sejam bons, a fim de agradar a Deus, devemos fazer isso. Davi e Paulo, por exemplo, abandonaram seus excelentes sonhos (planos), para cumprir a prioritária vontade do Senhor (2 Sm 7; At 16.6-10). Afinal, “Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR, a resposta da boca” (Pv 16.1).

É claro que podemos sonhar de olhos abertos! Mas sabemos que o nosso Deus pode nos abençoar além do que sonhamos. Não é isso que está escrito em Efésios 3.20? “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”.

As teorias de Augusto Cury fundamentam-se na valorização das potencialidades humanas, e não na dependência do poder de Deus (1 Pe 5.6; 2 Co 4.7). Veja: “Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances” (Nunca Desista de seus Sonhos, p.11).

Na verdade, os sintomas enumerados por Cury são de pessoas que não têm a certeza da salvação através de Jesus Cristo! Afinal, foi Ele mesmo, o Senhor, quem falou: “sem mim nada podereis fazer” (Jo 15.5). Sem Ele, os melhores sonhos são insuficientes para nos tornar felizes.

Cury também afirma: “A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, e a ausência dos sonhos transforma milionários em mendigos. A presença de sonhos faz de idosos, jovens, e a ausência de sonhos faz dos jovens, idosos” (Nunca Desista de seus Sonhos, p.12). Será que os milhões de miseráveis, que vivem sobretudo no continente africano, não sonham?

O aludido cientista ignora que o que pode fazer uma pessoa verdadeiramente feliz é o Senhor Jesus habitando a sua vida (Jo 14.23). “Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades” (Nunca Desista de seus Sonhos, p.12).

É claro que a uma pessoa que não conhece o Senhor Jesus as teorias de Augusto Cury parecerão um achado, uma grande descoberta. Mas não se justifica o fato de os pregadores e cantores (e seus compositores) — que se dizem seguidores do Senhor Jesus — abraçarem a autoajuda, ignorando que, para o salvo, a Ajuda do Alto é muito mais valiosa e prioritária. Não sabem eles que é o Senhor quem renova as nossas forças (Is 40.28-31) e dirige os nossos passos (Sl 37.23), ao contrário do que afirma Cury?

Por que vários pregadores e cantores insistem em trocar a permanente Ajuda do Alto pela ilusória autoajuda? Das duas, uma: ou eles ainda não entenderam o que é o evangelho (e, nesse caso, são eles salvos, verdadeiramente?); ou estão enganando o povo de Deus por causa da avareza (2 Pe 2.1-3). Afinal, a autoajuda é imediatista, antropocêntrica, e seus conceitos, agradáveis aos ouvidos (2 Tm 4.1-5).

É triste, mas as principais celebridades evangélicas — pregadores e cantores — não querem saber da cruz de Cristo e seus auspiciosos e maravilhosos efeitos. Preferem o jargão da autoajuda, que gira em torno de sonhos que jamais vão morrer, mudança de história, vitória com sabor de mel ante a vergonha dos desafetos, etc.

Não há dúvidas de que a maioria das pessoas valoriza mais os bordões da moda, como “Acredite nos seus sonhos”, do que esta verdade eterna: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará” (Sl 37.5). Mas, ao contrário do que assevera a autoajuda, não devemos ser dirigidos pelo nosso eu, e sim pelo Senhor, o nosso Ajudador (Lc 9.23; Hb 13.5,6). Que os pregadores não se esqueçam do que está escrito em Tito 2.1: “Tu, porém, fala o que convém a sã doutrina”.

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Não Desperdice o Seu Pulpito!

Estamos cansados de tanto engodo empurrado goela-abaixo dos nossos irmãos em Cristo! Acho realmente incrível o fato de diversos pastores e obreiros terem ciência de algumas heresias, mas fazerem vistas grossas. Outros vão além: pregam de tudo, menos acerca da Palavra... Seria essa a nova face do evangelho de Cristo? Por que tanto engano e inverdades levadas como se verdade fossem? Pastores, vocês compreendem a seriedade do ministério de vocês?
Que o vídeo abaixo possa nos fazer refletir:

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Poder do Evangelho e os Sofismas da Nossa Época


Por Dave Hunt


A santidade e a justiça de Deus exigem que os pecadores sejam eternamente separados dEle. Ser cortado completa e eternamente daquele Amor pelo qual se foi criado equivalerá a arder com uma sede que se tornará cada vez mais insuportável. Mesmo assim, Deus, graciosa e gratuitamente oferece salvação dessa que é a mais terrível condenação. "O evangelho da graça de Deus" declara que Deus se tornou homem através de um nascimento virginal; que esse homem-Deus imaculado morreu pelos nossos pecados, satisfazendo Sua própria justiça através do sofrimento do castigo eterno que nós merecemos; que Ele ressuscitou ao terceiro dia; e que todos aqueles que crêem nEle são perdoados e recebem a vida eterna como um dom gratuito. A salvação é tão simples – e maravilhosa –; ela deve ser pregada com essa simplicidade.


O Evangelho puro que convence os ouvintes

Não são as credenciais acadêmicas, a oratória brilhante ou a persuasão do pregador, porém o Evangelho puro que convence os ouvintes. Não devemos atentar para sabedoria humana e zelo, a fim de embelezar, melhorar, ou de qualquer forma fazer o Evangelho mais atrativo para os perdidos. O Evangelho, apresentado em sua imutável pureza, é a mensagem que o Espírito Santo honra convencendo e dando convicção àqueles que O ouvem (Jo 16.8-11). Essa verdade deve voltar a concentrar a atenção dos evangélicos!


Ao contrário da crença popular, perícia na pregação (a "homilética" ensinada no seminário) não tem capacidade de ajudar, antes atrapalha a comunicação do Evangelho. O domínio da oratória ou das técnicas de vendas mais recentes pode ser útil numa profissão secular, mas não "na loucura da pregação". A não ser que tais metodologias e capacidades sejam colocadas de lado para proclamar a verdade de Deus, elas obscurecem o Evangelho.

Mesmo que o acima exposto possa parecer uma perspectiva extremista e anti-intelectual, tal foi o ensinamento e a prática do apóstolo Paulo. Rabino bem instruído, Paulo era, sem dúvida, um eloqüente orador que podia influenciar qualquer platéia. Todavia, na pregação do Evangelho, ele deliberadamente deixava de lado a "ostentação de linguagem" (1 Co 2.1) e cuidadosamente evitava as "palavras ensinadas pela sabedoria humana" (v. 13). Sabendo que suas próprias idéias, embelezamentos e habilidades persuasivas eram empecilhos ao invés de auxílios, o grande apóstolo ficou diante de sua audiência "em fraqueza, temor e grande tremor" (v. 3). Devemos proceder da mesma forma.


Paulo declarou que a sabedoria de palavra anula a cruz de Cristo (comp. 1 Co 1.17). Portanto, ele determinou que sua pregação não consistiria em "linguagem persuasiva de sabedoria [humana], mas em demonstração do Espírito e de poder" para que a fé de seus convertidos "não se apoiasse em sabedoria humana; e, sim, no poder de Deus" (1 Co 2.4-5). Todavia, muitos cristãos bem-intencionados fazem exatamente o que Paulo evitava, convencidos de que o Evangelho e o Espírito Santo necessitam da ajuda do conhecimento, da persuasão psicológica e de uma embalagem promocional moderna. Conseqüentemente, a fé de muitos crentes hoje está firmada na sabedoria humana em vez de no poder de Deus – podendo assim, da mesma forma, ser minada por argumentos humanos.

Comprometimento e negação do Evangelho


O Evangelho está sendo comprometido e até mesmo negado por muitos cristãos confessos. Os termos "espiritual" ou "espiritualidade" legitimam muito engano. "Espiritualidade" agora é evidenciada pelo ecumenismo e realçada pelas técnicas da Nova Era. A revista evangélica americana Christianity Today (Cristianismo Hoje) de 11/8/93 referiu-se favoravelmente a respeito de um movimento rumo à maturidade espiritual aparentemente muito espalhado. Infelizmente, na sua promoção de "espiritualidade moderna", a Christianity Today apela para Richard Foster e suas técnicas de "oração contemplativa", que envolvem a passividade e a visualização ensinadas por ocultistas como Inácio de Loyola (fundador dos jesuítas) e Agnes Sanford (veja os livros "A Sedução do Cristianismo" e "Escapando da Sedução"). Muitos artigos [da revista] sustentam que o catolicismo romano faz parte de um "cristianismo sadio".


Introduzindo um artigo principal, o editor executivo da Christianity Today exalta o místico católico romano Thomas Merton por ter aberto um caminho para um relacionamento mais profundo com Deus, embora Merton, um seguidor da Nova Era, rejeitasse o Evangelho, sem cuja aceitação não se pode conhecer a Deus.


Motivação da pregação do Evangelho: o amor

Não são metodologias ou técnicas, mas verdade e amor que iniciam e amadurecem a vida espiritual no crente. Tampouco o genuíno amor por Deus e pelos outros pode brotar de qualquer outra coisa a não ser da aceitação e do reconhecimento do Evangelho (1 Jo 4.19). Aquela "velha história" revela o amor de Deus. Aqueles que a pregam em verdade devem ser motivados e fortalecidos por esse mesmo amor.


Bem, talvez você diga: "Eu não sou pastor ou pregador, e, assim sendo, recomendações tratando da pregação do Evangelho não se aplicam ao meu caso." "A loucura da pregação" inclui compartilhar de Cristo por sobre a cerca com um vizinho, ou com um amigo pelo telefone. O mandamento de Cristo para "pregar o evangelho" e "fazer discípulos" – a chamada "Grande Comissão" de Marcos 16.15 e Mateus 28.18-20 – se aplica igualmente a qualquer cristão do passado, do presente ou do futuro. Esse fato está claro nas palavras de Cristo, "ensinando-os (aos convertidos) a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado" (Mt 28.20). Os primeiros discípulos de Cristo deveriam ensinar seus convertidos a obedecer cada mandamento que Ele tinha dado a eles – incluindo pregar o Evangelho e ensinar seus convertidos a obedecer todos os mandamentos de Cristo igualmente. E assim até chegar aos nossos dias. Nós também devemos obedecer a tudo quanto Ele ordenou aos primeiros doze.


Cada convertido a Cristo é ordenado e fortalecido pelo Espírito Santo

Essas afirmações de Cristo corrigem uma quantidade de enganos populares, tais como a idéia de que Seus ensinamentos nos quatro Evangelhos são apenas para Israel, ou apenas para serem obedecidos no Milênio, e, assim sendo, não seriam para a Igreja hoje. Também fica eliminada a idéia de que "o evangelho do reino" que Cristo e Seus discípulos pregaram antes da cruz é, de alguma maneira, diferente daquele que é pregado para nós hoje. E uma das principais fontes do engano católico romano – que o papa é o sucessor de Pedro e que somente os integrantes da hierarquia de padres, bispos, cardeais, etc. são os sucessores dos outros apóstolos – também é desmentida. Cada convertido a Cristo é igualmente ordenado e fortalecido pelo Espírito Santo para obedecer tudo o que Cristo ordenou aos doze primeiros e conseqüentemente a agir usando toda a capacidade pela qual Ele os treinou e os comissionou.

Novos métodos e inovações


O Evangelho é a única solução para o problema do efeito destrutivo do pecado na vida diária. Ainda assim, muitos evangélicos perderam sua fé no poder do Evangelho e imaginam que algo mais é necessário; sejam programas atrativos, aconselhamento psicológico ou novas revelações de profetas modernos. Paulo se referiu à "loucura da pregação" porque o Evangelho simples que ele pregava era desprezado. O mesmo acontece em nossos dias.


Em contraste com a simplicidade e pureza do Evangelho apresentado nas Escrituras, novos métodos e inovações estão sendo empregados hoje. O Evangelho não é mais considerado como suficiente por si próprio. Atualmente é ensinado que crer no Evangelho poderá deixar hostes de demônios escondidos interiormente, remanescentes de pecados passados ou até mesmo de gerações anteriores. A Bíblia chama aquele que crê no Evangelho de "nova criatura" em Cristo; para quem "as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17; Gl 6.15). Negando essa clara verdade, "ministérios de libertação" têm surgido em grande número para expulsar os demônios dos cristãos.


A Batalha espiritual


O Evangelho simples foi tudo o que os apóstolos precisaram e usaram. Ainda assim, muito tem sido acrescentado hoje em dia. Considere, por exemplo, a nova crença de que muitos cristãos (especialmente missionários regressantes) que passam por uma crise de "estresse" ou "esgotamento" desenvolvem múltiplas personalidades – outra heresia da psicologia. De acordo com o que se alega, a "libertação" se dá quando cada uma dessas personalidades é levada a crer em Cristo para a salvação! Estreitamente relacionado a isso está o "mapeamento espiritual", outra nova "febre" que Christianity Today chama de "uma técnica complicada e controvertida desenvolvida pelo missiólogo C. Peter Wagner, que alega poder identificar as fortalezas satânicas numa cidade..."

Há algum tempo lemos sobre a "Conferência Norte-Americana de Mapeamento Espiritual" que oferecia "uma metodologia para descobrir obstáculos específicos para ganhar almas nas localidades norte-americanas":


A conferência foi promovida pelo "Sentinel Group" ("Grupo Sentinela") de Lynnwood (Estado de Washington, EUA), e atraiu 130 pastores, líderes leigos, e missionários convidados de 30 estados e províncias... A "crescente influência das novas e poderosas forças espirituais no continente" necessitam de tal pesquisa, disse o presidente do "Grupo Sentinela", George Otis, Jr... Um Guia de Mapeamento Espiritual distribuído na conferência esboçava maneiras pelas quais os participantes poderiam pesquisar, através de muita oração, os grilhões sociais, a escravidão, e as barreiras espirituais de suas respectivas comunidades. (NIRR)


Algumas questões se levantam imediatamente. Novas forças espirituais? Existe uma nova espécie de demônios mais inteligentes ou poderosos do que aqueles enfrentados pela igreja primitiva? Se o Evangelho necessita de tal ajuda, por que a Bíblia não menciona nada disso? Por que esses métodos não foram praticados nem ensinados por Cristo e pelos apóstolos? Como Paulo poderia ter "transtornado o mundo" (At 17.6) através da evangelização do Império Romano pagão, sem empregar essas técnicas? Paulo teria alcançado maior sucesso se tivesse usado "mapeamento espiritual" e empregado a nova "metodologia para descobrir obstáculos específicos para ganhar almas"?


Os casos de Corinto e Éfeso


Corinto, a cidade grega mais esplendorosa e próspera, o centro do comércio entre o Oriente e o Ocidente, claramente era tão escravizada por Satanás quanto qualquer cidade hoje em dia. O culto de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, cujo exemplo mítico encorajou promiscuidade sexual e perversão, há muito havia florescido ali. Quando Paulo desembarcou em Corinto (por volta de 50 d.C.), o grandioso templo de colunas de Apolo tinha dominado o centro comercial da cidade (onde a maior parte da carne vendida para consumo era primeiramente oferecida aos ídolos) por 600 anos. Ainda assim, não encontramos nenhum indício de que Paulo tenha se empenhado no "mapeamento espiritual" das forças demoníacas em Corinto. Ele confiava que o Evangelho, única e exclusivamente, poderia resgatar os pagãos das garras de Satanás: "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado" (1 Co 2.2).

Ou considere a cidade de Éfeso, cuja riqueza se devia, em grande parte, à venda de imagens da deusa Diana. O templo dela era o centro da vida em Éfeso e, como em todas as situações de idolatria, envolvia prostituição, orgias sexuais e toda sorte de depravações. Se alguma vez um povo foi aprisionado por Satanás e seus subordinados, estes foram os efésios. Mesmo sem "mapeamento espiritual" ou outras técnicas de "libertação" promovidas atualmente, multidões vieram a Cristo e a igreja formada ali esteve entre as mais fortes e verdadeiras. Sim, Paulo os fez lembrar que a batalha da qual participavam não era contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades, contra as forças espirituais do mal espalhadas nas regiões celestiais (Efésios 6.10-12). Contudo, ele não deu qualquer indício de que essas forças demoníacas devessem ser mapeadas ou rastreadas, ou que as técnicas psicológicas para tratamento com personalidades múltiplas devessem ser empregadas. Os crentes deveriam permanecer firmes na fé, vestidos com a armadura de Deus, sua única arma, "a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" (v. 17).


A experiência espiritual mais elevada

A "velha história de Jesus e seu amor", como diz o clássico hino, "é sempre nova" e mais amada por "aqueles que a conhecem melhor." Nós nunca iremos avançar, nem mesmo na eternidade, a uma experiência espiritual ou um entendimento mais elevado do que aqueles produzidos pela fé no Evangelho simples que nos salva. O fato de que Deus nos amou tanto, a ponto de se tornar homem, e, mesmo odiado, rejeitado, desprezado e crucificado, ter morrido em nosso lugar para reconciliar os pecadores consigo mesmo sempre será, para as almas resgatadas, a fonte de amor, alegria e adoração no céu. Por toda a eternidade nunca teremos uma canção mais nova ou melhor do que a "velha história" que sempre é nova.


"Digno és... porque foste morto e com o teu sangue [nos] compraste para Deus", é o mais elevado louvor possível para os redimidos na presença de Deus (Ap 5.9). Nisso consiste o segredo da alegria daqueles que habitam o céu. Por que, então, alguns cristãos andam deprimidos, inseguros, egoístas, terrenos no modo de pensar e faltos de amor, alegria, paz e vitória em Cristo? A "velha história de Jesus e Seu amor" se tornou, de fato, velha para eles, negligenciada e esquecida. Eles não necessitam de aconselhamento psicológico, mas de um retorno ao seu "primeiro amor" (Ap 2.4). Nós precisamos meditar incessantemente sobre essa verdade supremamente maravilhosa, o simples Evangelho, que sozinho inflama o amor genuíno e a gratidão sincera que devemos, continuamente, expressar a nosso Senhor.

É louvável se alguém, preocupado em conhecer melhor a Deus, estuda grego. Contudo, se a habilidade nessa língua fosse essencial para conhecer a Palavra de Deus e viver uma vida cristã mais frutífera, então seria de se esperar que os gregos fossem o povo mais parecido com Cristo e o mais frutífero dentre todos, e Deus exigiria de nós todos a capacidade de falar grego. Obviamente os gregos nos dias de Cristo e de Paulo conheciam sua língua nativa muito melhor do que os estudantes modernos desse idioma, mas, mesmo assim, eles enfrentaram tanta dificuldade para viverem uma vida cristã quanto qualquer outro. O relacionamento de amor que Deus deseja carece apenas de um coração sincero e confiante no qual possa crescer.


"Oh!, o mais maravilhoso de tudo...", disse um compositor, "é que Deus me ama!" Isso é tão simples que até mesmo uma criança pode crê-lo, mas tão profundo que levaremos toda a eternidade para começar a sondar as profundezas desse amor! O amor de Deus é revelado no fato de ter Cristo morrido em nosso lugar! Certamente aqueles que experimentaram esse amor devem ser impelidos, pelo mesmo amor, a falarem a outros sobre a salvação disponível através da graça de Deus. Somente esse reconhecimento do amor e da graça de Deus, impelido pelo Evangelho, é que transforma pecadores em santos alegres e vitoriosos – e continua a manter esses santos na alegria e na vitória agora e para sempre.