quarta-feira, 23 de junho de 2021

A Rainha e o Plebeu


A Rainha e o Plebeu

Mil vidas que outrora vi antes de conhecer
O olhar colhido que foi junto aos bosques de ébanos
E eis-me volvido à infância que será enquanto éramos
No retorno às lembranças de um entardecer

Contemplava a nobreza a adornar o teu ser
Singela a beleza que impelia-me ao êxodo
Teus palácios com cedros erguidos do Líbano
São o refúgio daquele que em ti quis nascer

E um plebeu que tão pouco tem, à realeza
Oferece a virtude que brota de si
E assim doa suas mãos, braços, peito e regaço

E lançado ao abismo da vil incerteza
Já cativo, ferido e rendido por ti
Agarrou-se à esperança de em ti ter o afago.

Gama, 23 de junho de 2021.
 



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