sábado, 16 de março de 2013

O Valor de uma única Alma!




O VALOR DE UMA ÚNICA ALMA!


Quem sabe o valor e o peso que é cuidar de uma única alma, tem muito temor de Deus antes de desejar multidões e mais multidões para sua congregação local! Antes, orará por mais obreiros verdadeiros, valorosos e corajosos para o auxílio nos campos... Não fugirá de multidões, mas se renderá diante de Cristo, para que sua capacidade limitada não seja obstáculo ou matadouro de almas sedentas! Cada alma se fará importantíssima! O número não será seu motivador, mas o amor por cada vidinha a ser cuidada lhe fará tremer e temer a possibilidade do fracasso mediante a falta de perseverança e longanimidade... 

Quem sabe o valor e o peso de cuidar de uma única alma, não se preocupará em pregar o evangelho para ganhar pessoas para a sua denominação em particular. Antes, sua preocupação é despertar os corações para Cristo, ainda que muitos destes sirvam o ministério em outro lugar. Como bem disse a missionária Isaíra: Os que conosco ficarem, são ovelhas; os que saírem para outros trabalhos, cheios de Cristo, são missionários. 

Quem sabe o valor e o peso de cuidar de uma única alma, rogará ao Pai, em nome de Jesus, para que seu ego seja posto cada vez mais de lado. Desse modo, a alegria de um crescimento numérico nunca poderá sobrepujar a tristeza da perda de uma vida que, porventura, se desvie do Caminho, que é Jesus! O crescimento numérico nunca será aceito e refletido como orgulho; mas como mais peso e mais responsabilidade! É Graça de Deus, sim! Mas é angústia e também mais entrega e dedicação! Ele sabe que o Senhor dá a cada um segundo a sua capacidade sempre dependente de Quem o capacita. Entretanto, também sabe que, a quem mais é dado, mais é cobrado!

Se é tão difícil cuidar de uma única alma, quão mais pesado é o zelo por mais de uma? Ó, Deus! O Senhor nos conhece muito bem! Que o nosso ego não se exalte, exalando assim um evangelho irresponsável, inconsistente e, desse modo, consequentemente inconsequente! Que tenhamos sempre em mente o temor e o tremor necessário para que nos dediquemos a cuidar daqueles a que o Senhor nos tem capacitado cuidar! Que nenhum além do Teu soberano propósito seja concedido aos nossos cuidados, para que não desestruturemos Tua inexprimível obra por orgulho e arrogância descuidada; e que nenhum aquém do Teu soberano propósito seja concedido aos nossos cuidados, para que não profanemos o Teu glorioso nome com nossa omissão! Que não haja, assim, no meio do Teu povo desídia e nem ciúme denominacional; que haja sempre um coração inclinado para o Teu amor e para o Teu propósito, a fim de que Teu nome seja, em todas essas circunstâncias, glorificado!

Que o amor seja a nossa motivação e a nossa consciência em Cristo e de Cristo, para que nunca pensemos acerca de nós mesmos além do que convém, principalmente, no que tange ao cuidado e ao zelo por vidas!

Te amo, meu Deus e meu Rei; Vida da minha tão pequena e limitadíssima vida!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Vai um camelinho fresquinho aí?




PÁSCOA chegando e me perguntam: Comer ovo de páscoa é pecado? Pois bem! 

Eu vejo um tempo onde a oração tem que ser "forte" determinando a bênção, a vitória; decretando conquista de território; batendo no peito e gritando alto num manifesto altamente egocêntrico. Aqui, não há mais espaço para o sussurro secreto e poderoso da oração feita no seu quarto, de preferência com as portas fechadas, apenas diante do Pai, que te vê... 

Eu vejo superstições sendo aclamadas como verdades bíblicas pós-nova-aliança, de onde maldições hereditárias de 1º, 2º, 3º e 4º prospectam medo em seus espectadores; somando-se a isso mais fábulas que fazem as pessoas viverem num surto de pavor, com medo de mau olhado, inveja, macumba, do encosto e de outras coisas...

Eu vejo um evangelho antropocêntrico onde o que importa é "Viver a virada em MINHA vida", uma vez que "EU [já] tenho a marca da promessa" e, por isso, o "Deus do Impossível" nunca vai desistir de MIM; aqui o EU, o MEU, o MIM e a MINHA tomam a forma central da nossa "adoração" apontando quem verdadeiramente é adorado nessa história...

Eu vejo um incentivo demasiado na força do homem; é o tempo do VOCÊ PODE; acredite em VOCÊ mesmo; a SUA força interior te fará alcançar o impossível, ainda mais junto de Deus. Assim, a fé é desviada para o homem e não para o Criador do homem...

Eu vejo um incentivo para que se conquiste o melhor dessa terra por meio de uma prosperidade que exalta o sucesso, no mesmo nível do sucesso do mundo; é a riqueza e a prosperidade que ditam o nível de fidelidade... Aqui, o que se recebe de bom é recompensa de fidelidade; é por merecimento, uma vez que eu somente recebi porque EU fui FIEL... Onde está a GRAÇA nesse evangelho?

Eu vejo um tempo onde a Cruz foi trocada pelo entretenimento; tem-se que chamar a atenção das pessoas por meio de todo o tipo de pirotecnia a fim de que, de alguma forma, alcancem a salvação... Essa é a mesma pirotecnia que ateia fogo na "Kiss Interior", matando nossos jovens diante de uma ilusão, uma projeção de Cristo que está a quilômetros de ser o verdadeiro Cristo... Onde está o ARREPENDIMENTO?

Eu vejo um tempo onde os cristãos se acham a última coca-cola do deserto, de sorte a humildade e a humilhação não é mais perseguida, nem motivada; o que se motiva é um triunfalismo profano, onde o reconhecimento, a titularização, a promoção do "eu" se tornam o tema central de nossos púlpitos...

Eu vejo um tempo onde a Palavra é pouco lida e entendida, e as experiências místicas são exaltadas e transformadas em verdade. Aqui, a Verdade que liberta é trocada pela verdadinha que aprisiona, maquia, engana e mata por envenenamento...

Eu vejo uma adoração que finge ser profética, trazendo pro seu conteúdo vários aparatos instrumentais, shofares, e requintes das mais sofisticadas; recheado de "atos proféticos" que são necessários para ativar a "fé" das pessoas. Aqui, a glória de Cristo já não fica evidente; o que fica evidente é a técnica utilizada para se chegar ao "mover"... Tempo de VENDILHÕES?

Eu vejo uma geração que não está nem aí pela santidade, manifesta por meio da Palavra da Verdade; está aí pelos embalos noturnos; está preocupada com o tênis novo; com a roupa e com o carro transado que lhes oportunizará uma transa qualquer ao final dessa noite...

E aí, me perguntam: Comer ovo de páscoa é pecado? Que Cristo nos responda!

"Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo." (Mateus 23: 24).

Em Cristo,

Jordanny Silva


domingo, 10 de março de 2013

Marco Feliciano é racista?

No embate que se levanta, quanto ao que o Marco Feliciano disse acerca da maldição lançada por Noé e que supostamente repousa sobre os africanos, sem querer tratar do tema de modo político - porquanto o ativismo gay, defendido pela força midiática, nesse momento tenta transformar um erro doutrinário em racismo - há a necessidade de olharmos para a questão com o foco bíblico. Por esse motivo, aqui vai uma excelente resposta bíblica e teológica a mais um dos erros doutrinários proferidos por esse pastor e deputado.


Por fim, tenho que registrar que o problema que circunda a eleição do Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos é muito mais profunda. A posição teológica dele, quanto a esse assunto, é falha e totalmente falsa. Mas, ao que se percebe, não tem conotação racista, como estão tentando impor como verdade. É antibíblica, antiética e falaciosa, porém, não racista. Quem for inteligente, perceberá que ele não se levanta contra a raça negra ou contra os aidéticos etc.; apenas se posiciona de modo completamente equivocado em relação a uma questão bíblica e teológica. 

Não concordar com a teologia dele é uma coisa; agora tentar difamar o peso de suas palavras é outra completamente diferente. A inferência do que foi dito pode realmente dar base para qualquer lunático achar que o negro é amaldiçoado. Mas a Bíblia toda está cercada de conteúdos que, convenientemente descontextualizados, provocam absurdos dos mais variados em nome de Deus! Logo e mais uma vez reitero: Não se pode confundir a intenção do que foi dito com o erro doutrinário! Tenho certeza que ele não quis dar uma conotação racista ou discriminatória, apesar de ter sido, mais uma vez, infeliz em sua teologia. 

É hora de vigilância e prudência! 

A paz do Senhor a todos!



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Evangelismo nas ruas...

Abaixo segue o vídeo do evangelismo organizado pela juventude de minha igreja. Tem apenas uma parte do trabalho realizado no dia 23 de fevereiro de 2013. Era uma equipe de 15 pessoas cheias do Espírito Santo e contagiadas pela paixão do Evangelho, prontas para anunciar as boas novas de salvação!


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Aforismos e poesias: Lúcidos devaneios - Parte 22




Nicho da dor

Calabouço de paredes frias
e de umidade que avança em mofo;
sobre as úlceras rastejam as larvas
asquerosas, companheiras únicas.
Ao som que vem das sombras
carregado de arrepios e temores,
a negra nuvem baixa impiedosa;
logo salta aos olhos expressão de angústia,
medo e dor que cada vez mais perto
cobrem porquanto revelam tão vil realidade.
Nesse ardor de penúria e lamentos,
sempre opta pela solidão,
que é amiga e que repele e atrai aos desalentos;
que é cura e vírus; antídoto e veneno.
Tudo para que não sejas aqui reclusa,
já que o sofrer teu inda é a mais vil sensação.
Quais memórias de outrora,
donde nas fontes da esperança se nadava...
Mas agora a sequidão do ser lambeu suas águas;
e donde se bebia em abundância
hoje os lábios se lançam às poças, ao chão:
Chão rachado de cancros e cicatrizes.
Ali não há sombras de alívio;
há somente as do horror.
O aroma nostálgico das recordações
faz retorcer de azia,
e corrói ao âmago das entranhas que se fazem ser...
E ao horizonte que se põe além,
não se veem sonhos nem desejos sãos,
a não ser a sepultura,
que é doçura em taças amargas...

Jordanny Silva

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Adoecidos e Adormecidos - Parte 6




Capítulo 5 – As ilusões e os embaraços da vida.

            Após trazer uma definição exata do conceito de fé, consignando exemplos inesquecíveis num rol sublime de heróis da fé, sabiamente nos advertiu o escritor aos Hebreus:

PORTANTO nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. (Hb 12.1-2) [Ênfase adicionada]

            O propósito de se tratar, num mesmo capítulo, das ilusões e dos embaraços da vida, respalda-se no fato de que todo tipo de entrave, embaraço, frustração ou mesmo, desejo vão que atinge os nossos corações, têm como escopo algum tipo de ilusão. A ilusão é, por natureza, viciosa. Ela traz consigo a obcecação. E o que é a obcecação? É uma visão turva, dissonante da verdade. O obcecado é aquele indivíduo que está rendido à cegueira. Ele acredita que pode ver, mas está cego. No livro de Apocalipse, a carta endereçada à igreja de Laodiceia aponta para esse problema:

Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; (Ap 3.17)

            A obcecação, a nível espiritual, acontece quando não conseguimos mais enxergar o que tem valor espiritual, e passamos a nos firmar no que é passageiro. O cristão é convidado a ser um visionário. Isso mesmo! A nossa visão não está condicionada aos limites dessa existência horizontal; desse mundo simplesmente palpável. Qualquer manifestação de fé que supervaloriza as questões materiais é falha e representa uma forma de obcecação.

            Veja que a igreja de Laodiceia assim se afirmava: “Eu sou riquíssima! Estou cercada de prosperidade! A minha teologia é cheia do glamour materialista! Sou reconhecida pela grandeza dos meus templos e pelas contas bancárias de meus membros!” A resposta a essa visão aproximada da teologia da prosperidade foi a seguinte: “Você na verdade está privada da autêntica Graça de nosso Senhor Jesus. Isso porque a sua miséria se expressa na própria natureza daquilo em que se fundamenta a sua fé e a sua confiança, que são as riquezas perecíveis dessa vida. Assim, você, na verdade, experimenta uma pobreza interior ímpar, por conta da soberba de suas palavras. Está cega, limitada e fadada à fronteira da diminuta e passageira glória manifesta nessa temporalidade vã!”.

            Uma vida um tanto confortável ao padrão humano, pode ser uma vida de extrema miséria espiritual. Por esse motivo há tantos cristãos que não estão preparados para o momento de dor. Qualquer sofrimento que a vida lhe impinge já é suficiente para colocar em cheque a sua fé, fazendo que duvidem do próprio Deus. A consequência é uma escancarada impiedade e incredulidade, mesmo diante de sinais fantásticos da presença de Deus.

            E como esses crentes materialistas normalmente respondem ao momento de tribulação, ao deserto que precisam enfrentar? Muitos têm respondido com a apostasia, com o abandono da fé.

            Entretanto, qual seria o segredo para ter uma fé genuína e inabalável? O texto que introduz este capítulo nos informa: Deixar os embaraços e o pecado e olhar para Jesus, Autor e Consumador da fé. Isso parece ser simples, mas muitos não entendem o que significa olhar para Jesus. O que se tem visto na atualidade é que muitos não têm olhado para o Cristo verdadeiro; antes têm olhado para um arquétipo baseado nas especificidades desse mundo perdido; ou mesmo para aquilo que a religião pinta como sendo o Cristo, e, assim, as expectativas são facilmente frustradas. Nisso se baseia a grande ilusão.

            A grande verdade é que, quando um Cristo falso é apresentado ao coração humano, automaticamente, a fé daquela pessoa não passa de uma falácia; de um engano terrível. Contudo, quando o verdadeiro Cristo é apresentado e recebido na vida de alguém, a fé aceita se faz firme e floresce mesmo no mais inóspito deserto. Porém, qual é o Cristo verdadeiro?

O verdadeiro Cristo.

Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. (Hb 12.2)

            A primeira característica de Jesus descrita pelo escritor aos Hebreus nos informa que Ele é o Autor e Consumador da fé. Isso revela a Sua soberania, inclusive, em relação ao fato de que uma pessoa só alcança a confiança nEle por meio de Sua vontade. É Ele que nos escolhe e não o contrário (Jo 15.16). É Ele que nos ama antes, para que assim nós O amemos (1Jo 4.19). Dessa forma, é Cristo que produz e dá início ao caminho de fé traçado pelo coração humano e, também, é quem o conduz ao fim deste glorioso caminho (Fp 1.6).

            E por onde esse caminho de fé passa? Esse não será diferente do caminho de nosso Mestre. Esse caminho passa pela alegria da perfeita, agradável e boa vontade de Deus (Rm 12.2) que nos apresenta a cruz como escolha, anseio e necessidade para que se alcance a vida eterna (Lc 9.23). A cruz e as provações precisam ser motivo de grande alegria para cristão.

            Mas o verdadeiro Cristo não foi derrotado pela Cruz. Pelo contrário, Ele alcançou vitória por meio da Cruz e demonstra isso plenamente no fato de Sua ressurreição. A ressurreição deve ser um dos fundamentos da fé cristã, pois sem esta toda a nossa fé se faz vã (1Co 15.14). E para a Sua glória, Ele está assentado à destra do Trono de Deus. Glória a Deus!

            Olhe para Jesus consciente de que a cruz é um instrumento de glória na vida de todos aqueles que O amam, mas também consciente de que Ele é soberano e está assentado à direita de nosso amado Deus. Tenha convicção que Ele, que deu início à nossa fé, é fiel para completar a obra e consumá-la em nossas vidas! Glória ao nome de Jesus!