segunda-feira, 16 de abril de 2012

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 15




Lágrimas

Contradiz-se o que sinto,
De lacunas me preencho,
É quando as lágrimas cobrem
Vãos, vazios.
Rubra face umedecida
Que aos sussurros algo dita,
E os ouve o coração atento.
Mas há essência surda,
Que é também coração morto
Ou estrangeiro da emoção:
Ao alarido que dos olhos
Salta aguado e regando,
Não entende a linguagem,
Não decifra sua razão.
Tal surdez tem alto preço,
Pois nela o amor se faz incompreensível
E onde o amor é inexperimentável.
E se as lágrimas não expressam verdade,
E aos intentos mais profundos ocultam,
Neste oculto se revela
A alma miserável,
Que, se ganha o que deseja,
Vê perdido o que precisa,
E, insensível, nem percebe.
Já nas lágrimas sinceras
Muito há que se ler e ver e sentir:
Lê-se amor-canto em poesia;
Veem-se teias-esperança,
Quais tecidas são prisões
De saudade, que é nó forte;
Na emoção do reencontro,
Pintam a tela da alegria,
Temperando a alma insípida,
Colorindo a solidão;
Emudecem o eloquente
E ao sabido fazem tolo;
A memória ganha vida
E se faz dramaturgia;
Tornam o canto de ninar
Nas mais belas sinfonias.
Sim, são frágeis e singelas!
Sim, são ricas e são nobres!
Sim, são meigas e são fortes!
Sim, são caras e gratuitas!
Pois são simples e simplesmente,
Lágrimas...





Para reflexão: "O choro pode durar uma noite, mas alegria vem pela manhã". Salmos 30.5b


Gama – DF, 22 de março de 2012.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 14




Liberdade

Quando o olhar mais atento encontrar o limite
Quando não mais ouvirmos, bem suave, à voz
Quando a paz ou o sorrir perder chão para o algoz
E a verdade mostrar a maldade que existe

Que nos olhos, ações e palavras, reside
Manifesta na vida, e na alma; em nós
Inspirando, o pecado não nos deixa a sós
Donde nem mesmo há fuga, pois, em nós, persiste

Lembra da amarga Cruz, lembra da vil vergonha!
Lembra do Inocente e do fel, do madeiro!
Lembra o preço da paz que advém do castigo!

Pois dali redenção no amor, sim, emana
Enxertados ao Caule alguns zambujeiros
Aos quais sempre, o bom Mestre, lhes chama: amigos!

Jordanny Silva
Gama – DF, 13 de fevereiro de 2012.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 13

Posso te ouvir

Posso ouvir meu coração...
Bem baixinho, quase num sussurro
O som de uma respiração,
Que é mais pesada a cada instante
Posso ouvir meu coração...
Numa dor que nasce no peito
E vai à garganta:
É como engolir espinhos...
Posso ouvir meu coração...
Fontes nascem em meus olhos
E delas as águas seguem
Nas linhas da face agora há riachos
(Nos trilhos do amor, talvez, cansaço)
Posso ouvir meu coração...
Canção triste que reverba
No vazio da alma ecoa
E estremece as paredes do meu ser
Posso ouvir meu coração...
Nas sinas do rosto já há rios
Que alcançam a boca,
Que nos lábios brilham
E à língua salgam...
Posso ouvir meu coração...
Então me aperto forte
Então me encolho
Em soluços...
Posso ouvir meu coração...
Mas preferiria, tão somente,
Ouvir o teu e sentir o teu enquanto seria,
Por um momento e mais uma vez, teu...
Posso ouvir meu coração...
Já não estás aqui
Já não és de mim
Seguiste um caminho que,
Meu mestre, Agora, não me permite ir
Posso ouvir meu coração...
Por um minuto só,
Seria possível
Tocar-te como sempre fiz?
Posso ouvir meu coração...
Que entoa o som da nostalgia:
Teu riso que era minha música;
Teu abraço que era minha sinfonia;
Teus olhos que me eram regentes...
Posso ouvir meu coração...
Na lembrança ainda toca
E dali, nunca cessará,
Teu ninar, teu chorar,
Teu sorrir, teu falar...
Pois, mesmo não estando aqui,
Posso te ouvir...
E poderei enquanto viver
Porquanto hoje e sempre e ainda
Posso te ouvir em meu coração...


Jordanny Silva

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 12


Lua Branca

Em ti, ó Lua Branca, quero dormir
e, quem sabe, ver... Quem sabe?
No teu amor repousar a cabeça
e, quem sabe, ver... Quem sabe?
Voaria além dos montes
e, quem sabe, veria... Quem sabe além?
E se não é possível voar
sonharia contigo?
De lá, quem sabe, veria...
E se eu chorar
quem sabe das lágrimas
pérolas eu colha
e te faça um colar, ó Lua Branca...
E, quem sabe, veja... Quem sabe?
Em teus braços, doce Lua Branca,
deleitar e me esconder da noite
e, quem sabe, ver... Quem sabe?
De névoas, alma minha, hás cercada...
Já não te vejo, Lua Branca,
mas sei que sonhas além das nuvens...
Quero ir a ti
e, quem sabe, ver... Quem sabe?
Guie-me, Lua Branca, para onde há descanso!
Pois as névoas te tornaram gris
mas sei que és pálida além do vapor,
talvez pela distância.
Por que, ó Senhor dos ventos,
trouxeste as densas nuvens?
Querias ocultá-la de mim?
Porém, ainda te vejo, Lua Branca,
por janelas que do céu se abrem...
Minhas súplicas e esperanças
correm para ti, Senhor dos ventos:
Sopre para longe a neblina...
E quem sabe eu veja... Quem sabe?
Ilumine minha noite, Lua Branca,
com a luz que há em ti, mas, sei, não é tua...
Permita-me vê-la, Senhor dos ventos!
Permita-me tê-la, Senhor da luzes!
E quem sabe eu veja... Quem sabe?


Gama – DF, 30 de dezembro de 2011.

Jordanny Silva

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 9



CAPÍTULO 7 – O Problema da Fé Deturpada


Quem não já conheceu alguém que, numa espécie de desencargo de consciência, se expressou dizendo: “Estou fazendo a obra de Deus!”? Contudo, no atual contexto evangélico, até que ponto essa expressão alcança verdade?


Nós, que somos cristãos, vinculados à reforma protestante ou mesmo aos demais seguimentos evangélicos, cremos em absoluto que o que salva é a fé em Jesus Cristo, e não as obras. Já foi demonstrado nesse de modo extenuante que, conquanto sejamos salvos pela fé, a finalidade da nossa salvação é as boas obras. Em curtas palavras: não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras!


Contudo, há a necessidade de se manter um fundamento doutrinário não só coerente, mas imprescindivelmente decorrente da Palavra da Verdade. São nas Escrituras que encontramos a nossa regra de fé e de prática. Logo, as distorções doutrinárias têm, inequivocamente, alcance negativo na profissão de fé do cristão. Ou seja, uma igreja doutrinariamente fraca, ou mesmo equivocada, gera cristãos imaturos e, muitas das vezes, não salvos em Cristo Jesus: cristãos apenas nominais. Estes não se mostram capacitados a vencer em paciência à provação e têm, mormente, uma visão turva, raquítica, ou equivocada acerca da natureza de Deus. Daí a necessidade de o corpo ministerial de qualquer que seja a denominação evangélica, observar com todo esmero e minuciosidade, se a doutrina apresentada pela congregação está fundamentada na Bíblia Sagrada.


Uma fé errônea desencadeia uma série de atos igualmente errôneos por parte da congregação. Ou seja, a profissão de fé pode até ser sincera, mas não terá uma manifestação efetivamente adequada à boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2). E o que normalmente ocorre, é que os crentes dessa igreja passam a enganar-se achando estar fazendo a obra de Deus, mas apenas caminham desenvolvendo-se nas obras da carne. Não obstante, temos visto, ao contrário do exemplo de mansidão e humildade de Cristo (Mt 11.29; Fp 2.5-8), uma crescente arrogância e prepotência no meio dos cristãos.


Junto ao orgulho carnal manifestado por esse tipo de cristianismo, aumenta-se o número de dissensões, facções, intrigas, falcatruas, estelionatos, frustrações e tudo mais que se possa imaginar de ruim no meio das denominações ditas evangélicas. A consequência é um descrédito crescente em relação à fé cristã, principalmente a verdadeira, que se fulcra na inerrante Palavra de Deus.


Mais uma vez a autoridade que nos foi outorgada, enquanto embaixadores de Cristo, se vê abalada mediante, exclusivamente, a um testemunho que, apesar de rogar para si o título de cristão, não passa de carnal. O poder que Cristo nos outorgou, por nossa culpa, tem se transformado em motivo de chacotas em programas de humor, em músicas seculares, em críticas por parte de inúmeros “pensadores” contemporâneos. O próprio nome de Cristo já não gera temor nos corações; pelo contrário, tem se tornado risível ao público secular expressões do tipo: “o sangue de Jesus tem poder”; “em nome de Jesus”. É triste imaginar que chegamos a esse patamar e, por incrível que pode parecer, a culpa reside em um evangelho falsificado, inoperante, arrogante e idiotizado que sai da boca de muitos que se dizem cristãos.


Enquanto isso, quando a fé bíblica é apresentada ao mundo, enfrenta uma barreira na consciência e nos corações. Na mente dos ouvintes incrédulos segue logo uma gama de imagens de tudo aquilo que escandaliza e desonra o nome de nosso Senhor. Tudo isso porque temos profanado o sangue da aliança com uma falsificação do evangelho baseada em nossas concupiscências! Isso me faz lembrar o que nos exorta o escritor de Hebreus:


“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.” (Hb 10.29-31)


O grande problema, e reitero, é que esse “cristianismo” crescente é muito mais atrativo do que o verdadeiro cristianismo, pois vai de encontro direto com os desejos de nossa mente decaída. Enquanto isso, infelizmente, milhões de pessoas não têm encontrado o verdadeiro amor de Cristo, sendo enganadas por falsas promessas, por profecias irresponsáveis que apenas geram decepções.


O bem que devia fluir de nossas vidas por meio do Espírito Santo, é substituído por experiências absurdas; por comportamentos egoístas; por emoções vazias de ação. Tudo isso é vão. São vendavais de doutrinas que atingem ferinamente cristãos imaturos, inconstantes e carnais (Ef 4.14).


A mediocridade desse “cristianismo” é manifesta na crença de que o simples fato de ir à igreja no fim de semana, ou participar de um grupo de jovens, varões ou irmãs, já representa cuidado para com a obra de Deus. Ora, agir assim é como cobrir-se de um manto religioso retalhado que, no fim das contas, não tapa o frio da iniquidade que se opera interna e externamente a cada homem e mulher que habita esta existência aqui. Acreditar, simplesmente, que participar de um ministério de louvor, ou da classe de escola dominical, ou cantar junto com um conjunto de mocidade, ou dançar em um ministério de coreografia congregacional, é estar fazendo a obra de Deus é tão absurdo quanto crer que um câncer no cérebro pode ser curado com a aplicação de morfina: alivia um pouco a dor da consciência, mas não afasta a morte inevitável.


Outros acreditam que fazem a obra de Deus por estar o tempo todo falando para os outros de Deus. Não me posiciono contra a pregação do evangelho em todas as suas formas possíveis, inclusive por meio da arte musical, teatral ou qualquer outra. Mas o que realmente fala ao coração incrédulo é a mensagem do testemunho! Meras palavras acerca de Deus podem não comovem o coração de alguém, mas atitude cristã incomoda; ajunta brasas na cabeça do descrente (Rm 20.21). E da atitude do crente em Cristo deve-se esperar, justamente, o inesperado: o amor (Mt 5.39-48).


Como já dito, a deficiência na compreensão dos fundamentos da fé bíblica apontam para falta de expressão efetiva do cristianismo na atualidade. Alguns podem até argumentar que os evangélicos, no Brasil, têm significativa expressão. Mas essa não é a realidade. Temos, sim, expressão política, quantitativa, comercial. É inegável, por exemplo, que várias cadeiras parlamentares são ocupadas por evangélicos. De mesmo modo, são muitos cristãos atuando em altos cargos da administração pública e do empresariado secular. Contudo, o que esse alcance tem representado no meio secular? Temos refletido a glória de Deus, ou apenas elevado nosso poderio, nosso domínio? Tenho lá as minhas dúvidas.


Para se ter uma ideia, junto às camadas políticas os evangélicos representam bem a defesa dos interesses relativos à igreja. Porém, tenho percebido que não há altruísmo, apenas classicismo. O que quero dizer é que são poucos os parlamentares evangélicos que se preocupam com questões desvinculadas do interesse específico da classe evangélica. Isso já revela que a preocupação do cristão atual é apenas com assuntos relativos ao seu bem estar, ao seu conforto.


Chama atenção dos poderes midiáticos, principalmente televisivos, o aumento perceptível do número de evangélicos. Há poucos anos atrás já somávamos o equivalente a vinte dois milhões de cristãos que professavam a fé evangélica em todo país. Com isso, o nosso orgulho mais uma vez é enaltecido porquanto a nossa expressividade numérica se vê majorada. Entretanto, deveríamos mais uma vez nos gloriar de tudo isso? Com um exército de 22 milhões de evangélicos, que rogam arrogantemente para si uma autoridade exponencialmente superior a dos que estão no mundo, as desigualdades sociais de nosso país não eram para ter minorado de maneira significativa? Se a nossa realidade reflete outro resultado, fica claro como a luz do dia que há algo errado com a nossa fé. Ou seja: ou o problema reside na fé fundamentalmente cristã, que seria então vã, vazia, ineficaz e ineficiente; ou o problema reside em nós mesmos que não a temos compreendido e vivido, pelo menos, em seus princípios fundamentais. A história nos tem convencido de que a segunda alternativa é mais provável. A falha está em nós, em nossa incapacidade de nos examinarmos a nós mesmos, em nossa contumácia em não examinarmos a nossa pragmática religiosa. Essa displicência tem feito com que muitos acreditem ser salvos enquanto caminham, apressadamente, pelo caminho largo.


Essa nova pragmática cristã que busca resultados numericamente visíveis cria uma vasta literatura baseada na ciência humana. São, por exemplo, técnicas empresariais aplicadas ao desenvolvimento da igreja, com estudos específicos, inclusive, na localidade onde se pretende iniciar um trabalho evangelístico. Desse modo, conforme os dizeres dos comerciantes, “o cliente sempre tem razão”. Em outras palavras, já não importa agradar a Deus, mas aos homens. E a expansão desse cristianismo é envolto num sincretismo de filosofias, ideias, métodos, sentimentos, culturas e tudo mais que se possa imaginar. Não faço aqui apologia a um asceticismo pleno, mas convido ao raciocínio acerca do que realmente é conveniente ao verdadeiro evangelho (1Co 6.12; 10.23).


A santidade tão exaltada no texto sagrado é posta de lado por uma conveniência maquiavélica, afinal “os fins justificam os meios”. Se a igreja tem crescido, se as ofertas e dízimos estão aumentando, então está dando certo; se há um notável quórum, estamos assim debaixo da vontade de Deus; estamos, enfim, fazendo a obra de Deus! Seria essa uma verdade? Verdade eu tenho certeza, em Cristo, que não é; porém, é uma realidade lastimável.


Em lugar de santos, em Cristo Jesus, tem crescido o número de estelionatários que se dizem cristãos. Estes trazem uma mensagem apelativa que mexe com a esperança dos espectadores, os quais apostam todas as suas fichas naquela “verdade”; e se não der certo o problema não reside no emissor da mensagem, mas no ouvinte que não teve fé suficiente para receber seu “milagre”. Para clarear o que se pretende argumentar, a pouco mais de um ano assistia a uma reportagem na TV aberta que analisava alguns supostos milagres ocorridos em núcleos pentecostais. Havia um homem que se dizia pastor e que tinha uma filha, ainda criança, que avocava para si dons miraculosos de cura. Pois bem, em uma das reuniões dessa igreja – que por sinal estava cheia de espectadores – se achegou um jovem que era portador de um tumor maligno. O culto se desenrolou como num espetáculo de supostos milagres e curas, ocasião em que foi afirmado que aquele rapaz havia sido curado definitivamente de seu câncer. Ocorre, contudo, que poucos dias depois aquele moço veio a falecer e, quando o pastor foi inquirido acerca desse fato, a resposta foi a seguinte: “Aquele rapaz recebeu a cura, mas não teve fé o suficiente para segurar aquela cura”. Fiquei tão estupefato com aquela afirmação, que me deu vontade de exigir, como cidadão, a prisão daquele homem que se dizia pastor. Ora, então, após ter sido garantida a sua cura de modo irresponsável, a morte daquele rapaz ainda era sua culpa, por não ter segurado a cura por meio da fé?


É assustador imaginar que esse tipo de pregação alcança um número extremamente maior de espectadores do que o verdadeiro evangelho. Ao mesmo tempo, para quem tem um mínimo de inteligência – e, com segurança bíblica, posso afirmar que os filhos das trevas são mais prudentes que os filhos da luz (Lc 16.8) – esse tipo de cristianismo é nauseante, tanto para os que participam da Igreja de Cristo, quanto para os que estão de fora.


Por outro lado, a fé em Cristo não se apresenta por emocionalismo apelativo e irracional, ou por métodos complicados e extenuantes. Representa, sim, atitudes espirituais: palavras cheias de discernimento (1Co 2.14-16); ouvidos mais atentos do que bocas displicentes (Tg 1.19); línguas voltadas a bendizer até mesmo àqueles que nos maldizem (Tg 3.2-10; 1Pe 3.9,10); olhos purificados, distantes do julgamento temerário (Mt 7.1; 6.23; Lc 6.37; Tg 4.11; Jo 7.24), voltados, porém, para o que edifica; mãos estendidas a quem necessita de ajuda, pois esse é o próximo a quem Deus nos oportuniza amar (Lc 10.27-37); guardar e perseverar na doutrina, e na oração e no partir do pão (At 2.42); não ultrapassar o que nos diz a Palavra da Verdade (1Co 4.6); crescer, dia após dia, na graça e no conhecimento de Cristo (2Pe 3.18). Tudo isso que foi citado importa, inequivocamente, na obra de Deus. Esta, por sua vez, não se manifesta como um seguimento religioso moralista confinado a quatro paredes, mas como um caminho a ser percorrido por todo salvo em Cristo Jesus, e de alcance incalculável neste mundo decaído! Glória ao nome do Senhor!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 8



CAPÍTULO 6 - Qual Tem Sido a Preocupação do Crente da Atualidade?




Em proporção ao desenvolvimento tecnológico e científico da atualidade, encontramos o aumento de falsos mestres e falsos profetas. Tudo isso foi profetizado por Cristo, bem como pelos diversos escritores do Novo Testamento (Mt 7.15; 24.11; 2Co 11.5; 2Ts 2.3-15; 1Tm 4.1-4; 2Tm 3.1-5; 4.3,4 etc.). A apostasia generalizada é a regra dos últimos dias e é o que temos testemunhado. Não obstante, as próprias mensagens são focadas muito mais no homem do que no próprio Deus. O que verdadeiramente acontece, é que o número de falsos mestres aumenta segundo o próprio interesse de seus expectadores, fãs e admiradores. Esta é uma verdade irrefutável!




É, por exemplo, crescente a procura por livros cristãos voltados para a auto-ajuda. De mesmo modo, dentro das igrejas assistimos a uma pregação triunfalista, onde cristãos se julgam tão senhores de si, que passam a determinar bênçãos e a decretar vitórias. Tais crentes se julgam deuses, com poderes especiais e quase absolutos, albergados por uma fé que se baseia no poder da fé.




Nos ajuntamentos evangélicos, ao contrário do exemplo de Cristo, o que vemos é um grande número de pessoas que se dizem cristãs, cheias de arrogância, cheias de si. Parece um bando de crianças mimadas acostumadas a caprichos com um Deus a sua mercê, para atender todos os desejos de seus coraçõezinhos. Apostam na prosperidade material e no sucesso nas finanças e na vida pessoal como sendo o propósito principal e inegociável sobre o qual Deus lhes colocou. Logo, berram que o sucesso, o dinheiro e/ou a fama são seus direitos e que Deus lhes dará custe o que custar. Ao mesmo tempo, apresentam um novo tipo de fidelidade baseada em barganhas onde os dízimos e eventuais ofertas cumprem o papel implícito, ou às vezes explícito, de fazer com que Deus lhes abençoe. Vão à igreja e se julgam adoradores extravagantes, mas são vazios de Deus e cheios de si. Adotam símbolos judaizantes, dos mais variados possíveis, e rogam para si os direitos prometidos à nação de Israel, valendo-se dos tais amuletos como pontos de contato para o aumento de sua fé. Dão ênfase, em suas pregações, ao poder de Deus, mas se esquecem de pregar a fraqueza de Deus: Cristo e a cruz (que para os tais é escândalo). São invejosos, consumistas, cobiçosos, insaciáveis e estupidamente otimistas.




Deleitam-se em seus prazeres e esquecem-se do restante do mundo. Querem os melhores concursos públicos, os melhores cargos e empregos, os melhores salários; tudo para seu próprio deleite (Tg 4.1-3). Aplaudem mais às conquistas atreladas a bens materiais, como automóveis, casas, viagens e afins, do que a salvação das almas perdidas. Quando alguns manifestam certo regozijo com a conversão de um pecador, este está muito mais voltado para os números, para as metas de crescimento do que efetivamente para o resgate daquela vida.




Tornam-se supersticiosos, acreditando que se algo não está dando certo em suas vidas é por conta de olho grande, mandingas e encantamentos mil. Dizem que as dificuldades são resultantes de diversos tipos de maldições voluntárias e involuntárias, hereditárias, individuais e coletivas. Não são capazes de perceber que o sacrifício na cruz do calvário quebrou a maldição da lei (Gl 3.13). O evangelho da cruz é para os tais escândalo visto que estão obcecados pelo judaísmo, não pela lei em si, mas pela glória terreal a exemplo dos tempos de Salomão. Isolam textos bíblicos e exalam uma arrogância poética dizendo-se mais que vencedores, mas não sendo capazes de prevalecer perante a mais tenra das provações. Aliás, qualquer tribulação que venham a experimentar é fruto da falta de fé, ou de maldições, ou de feitiço ou de qualquer outra coisa; ao invés de ser fruto para o aperfeiçoamento (Tg 1.2-4; Rm 5.3-5).




Criam os mais diversos tipos de ídolos: cantores, músicas, pregadores, bandas e tudo mais. São toalhinhas com suor santo; água com poder sobrenatural; portal da bênção; arca da aliança para o milagre; paletó com a unção do “cai, cai”; azeite de Jerusalém. Há até mesmo vinhetas de uma produtora musical famosa que diz: “Você adora, a ...... toca”! Efetivamente, os cristãos atuais adoram, mas não o Deus absoluto. Adoram seu estilo de vida. Adoram suas convicções pessoais! Adoram o seu eu! Adoram suas contas bancárias recheadas de verdinhas!




Alvejam ao patamar da mídia comercial gospel a fim de viverem o glamour e o sucesso que ali é oferecido. Ajuntam-se desesperadamente para assistir a missionários que avocam para si um poder sobrenatural de cura, adivinhação, e milagres de preferência de ordem financeira. Atrelam-se a campanhas intermináveis de libertação onde são infectados por mais engodo e por manifestações espirituais duvidosas (Ef 4.14).




Muitos aprendem a crer nos “absolutos” que lhes convém, relativizando e negociando todo o restante. Na verdade, são cristãos nominais e absolutamente incrédulos uma vez que só se associam a determinada profissão de fé “por via das dúvidas”. E essas dúvidas são as mais variadas. Iniciam-se em relação, primeiramente, à ortodoxia da fé! Tais cristãos mal entendem o que é graça ou justificação, dentro do que a Revelação nos permitiu compreender; o que é salvação; o que é nova vida em Cristo; o que é evangelho do Reino; o que é confiança absoluta e plena em um Deus Todo-Poderoso! É uma safra de cristãos ignorantes, fitados em uma pragmática recheada de propósitos vãos, numerários, egocêntricos, imbecilizados!




Para manterem-se firmes nestes propósitos, atestam e colecionam frases de intenso efeito para o ego, mas vazias de verdade quando contrastadas com a Palavra de Deus. Vinculam-se a um otimismo idiotizado, onde gritam como que hipnotizados frases do tipo: “Este é o ano da colheita”; “Este é o ano da vitória”; “Este é o ano da conquista”; “Este é o ano da...” etc.. Chegam ao absurdo de acreditar que a repetição dessas frases terá um efeito mágico e o que observamos é que a grande maioria que vive dentro dessas igrejas não recebe o esperado. Enquanto isso, os líderes de tais denominações, engordam-se materialmente e almaticamente! Enchem-se de orgulho diante de um rebanho sem pastor! São cegos guiando cegos. Ambos iludidos com fábulas e mais fábulas vivendo o contexto do Velho Testamento que é apenas sombra, enquanto a revelação absoluta e majestosa do Cristo Ressurreto é esquecida.




Cristo, nesse viés, alcança uma figura de mero herói de historinhas dos quadrinhos infantis. Um substituto que, sabe lá porque e pra quê, se entregou e nos salvou. Verteu Seu precioso sangue para que pudéssemos arrogantemente invocar direitos legais advindos de uma herança eterna, mas que tem muito mais valor aqui, nessa vã temporalidade. É aqui que estes querem viver o “melhor” de Deus; ou melhor: o melhor do deus deste século (2Co 4.4).




Estes amontoam, para si, mestres e doutores segundo suas próprias concupiscências e conveniências (2Tm 4.3). O que tiver a pregação mais bonitinha, enfeitadinha, adocicadinha, mais facilzinha de se viver, ou pelo menos de se entender, ganha o título de profeta; de o homem mais sábio de nosso tempo! As profecias, por sua vez, são tão doces... Não denunciam o pecado, porém, trazem uma conotação positiva, bem adequada ao buraco negro inabitável de nosso ego! E a consequência dessas “profetadas”, são expectativas frustradas! São sonhozinhos que morrem e se ressuscitam ao som de uma canção qualquer de “restituição”! E novamente, outra dose de ilusão e de otimismo para mentes débeis é injetada nas veias destes cristãos já viciados nesse positivismo podre que ganha o título de pregação e, muito pior, de evangelho!




Há uma alta gama de ébrios, não do Espírito Santo, mas de um – na visão de Hegel – Zeitgeist (“espírito que rege o século”), induzidos pela necessidade do que é palpável, visível para que possam crer. Vivem ao mesmo tempo entorpecidos por uma fé infundada, vazia, obscura; que depende de métodos para se alcançar seu ápice. E a partir daí iniciam-se os catálogos e títulos de maior vendagem nesse mercado negro onde a fé é falsificada e contrabandeada: “101 degraus para se obter sucesso financeiro”; “dez passos para mudar a sua história” etc. A sobriedade, a coragem e disposição de buscar a Verdade são trocadas pelo conformismo e comodismo do American dream (sonho americano). Nesse patamar, o Cristo que passam a pregar e a crer, não passa de um contrato de adesão que lhes garante a “salvação”, ou pelo menos ameniza a culpa da consciência. E se iniciam outros dizeres arrogantes: “eu sou salvo; eu já ACEITEI Jesus”! O problema é que o verdadeiro Jesus não os aceitou: os tem vomitado! Há a necessidade de sobriedade! (1Ts 5.4-10).




As ditas músicas de adoração... Muitos dos ajuntamentos evangélicos atuais têm semelhança com o conto do “Flautista de Hamelin”[1], onde com uma flauta encantada várias crianças são seqüestradas da cidade tendo, aparentemente, o mesmo destino dos ratos que foram afogados. Não obstante, enquanto as canções da moda são entoadas, um grande número de pessoas fica hipnotizado diante de um “mover”, que lhe arranca a possibilidade de raciocinar sobre coisas simples como, por exemplo, a letra da música que é cantada. E alguns fazem dessas letras verdadeiras doutrinas e estilos de vida: “eu tenho a marca da promessa”; “eu quero de volta o que é meu” etc. Isso me faz questionar se seria, efetivamente, um cântico de adoração ou uma “adorada canção” entoada. E os “adoradores” ficam extasiados, freneticamente contagiados. Caem, gritam, riem, uivam, mas esse “mover” caminha poucos metros para fora da igreja, e novamente seus participantes rendem-se a uma fé inerte, inativa, morta. Ainda defendem que isto é obra do Espírito Santo, mas o próprio sentimento egoísta de prazer que lhes envolve já revela dissonância com o fruto do Espírito. São, portanto e, tão somente, prólogos de vaidade.




Nos “moveres” da atualidade, há muita pirotecnia; muito barulho; mas pouco fogo consistente. Ao exemplo dos fogos de artifício, estes sobem e explodem chamando a atenção, mas sua chama logo se esvai. Assim são estes novos cristãos e ajuntamentos: sua chama é curta e depende de uma pólvora que se consome rapidamente. Em pouco tempo se veem desmotivados, desanimados, desesperados. Já o combustível do Espírito, eterniza-se dentro de cada um de nós; vai além das línguas dos anjos ou dos homens; vai além de qualquer sacrifício que algum de nós possa realizar; vai além das profecias e da própria fé: é o amor de Deus derramado sobre nós (1Co 13; Rm 5.5). Acerca desse combustível tratarei no tópico ulterior.






----------
[1] Conto folclórico escrito pelos Irmãos Grimm.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 7









CAPÍTULO 5 - Cartas Escritas e Lidas




“Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2Co 3.2-6) [Ênfases adicionadas]




Somos cartas escritas. Mas a grande diferença entre nós e uma correspondência comum, é o endereçamento que transcende o pessoal e se direciona a todos os homens. Ser consciente dessa diferença é essencial para que a nossa fé tenha impacto nesse mundo perdido. Temos, enquanto cartas escritas, a função de expressar mediante um viver reto todo o conteúdo da nova aliança. Em outras palavras, o novo testamento é manifesto por meio de nossas vidas. Isso traduz uma responsabilidade sobrenatural que só é possível mediante a graça do Senhor.




Ao mesmo tempo, ao contrário dos fariseus hipócritas tão confrontados por Cristo, não expressamos uma teologia vazia, baseada em um conteúdo moral impossível de se viver. Não! Como bem observado por Paulo no texto a que se fez referência, Deus nos capacita a sermos ministros da nova aliança, não segundo a lei veterotestamentária, mas segundo a vida que se manifesta por meio do fruto do Espírito.




Somos, portanto, observados por todos que estão a nossa volta. Vivemos em um imenso “Big Brother”, onde o mundo lê a nossa vida e espera de nós testemunho convergente com o que professamos. Não há, pois, espaço para mau testemunho e, se esses existem, a consequência é o descrédito exponencial em relação a nossa fé. A gravidade disso aponta para a crescente apostasia observada nos dias atuais (2Ts 2.3; 1Tm 4.1; 2Tm 3.1-7; 4.1-4). Não obstante, o próprio Cristo chega a exclamar: “Quando, porém, vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8).




A crise de fé acompanha a crise de piedade. Na verdade, a piedade deve ser exercitada pelo servo do Senhor (1Tm 4.7,8). É justamente na piedade que se revela a verdadeira religião, conforme nos ensina Tiago:




“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” (Tg 1.27)




Ao contrário do que vemos atualmente dentro da maioria dos ajuntamentos evangélicos, a religião verdadeira não se manifesta por meio de ritos complexos ou invencionices baseadas em fábulas. É representada pelo amor aos necessitados. Essa religião grita alto, chama a atenção e convence o pecador do amor de Deus revelado em Seu Filho, Jesus Cristo.




Testemunhamos um crescente número de teólogos e estudiosos da palavra de Deus. Isso é algo bom! Contudo, o que não podemos é ter um grande número de teóricos que interpretam a Palavra, mas não a praticam (Tg 1.23-25).




É crescente, por exemplo, o mercado de livros no meio evangélico. Junto com isso aumenta-se o número de pregadores itinerantes, que vivem desse comércio. Enquanto isso, mais e mais a palavra tem sido mercadejada, fazendo com que alguns vivam confortavelmente os frutos do evangelho, mas poucos recursos adquiridos por meio desse comércio são aplicados em obras sociais; em projetos que atendam a menos favorecidos. A consequência é que o evangelho tem se tornado confortável para os que colhem os seus frutos, mas são poucos os que desejam realmente sofrer por ele. Quem dera se alguns desses pregadores adotassem o entendimento de Paulo: “de graça recebi; de graça dou”! Mas essa não é a nossa realidade.




Esse quadro todo representa um sacerdócio da letra morta. Têm-se ministros que se entregam a “moveres”, outros que mostram uma teologia plausível, mas pouca prática do amor. Grande maioria aquecida pelo frio vil metal.




De mesmo modo, majora-se a quantidade de músicos e cantores no mundo gospel que vive confortavelmente, com cachês expressivos. Novamente, percebe-se que pouco do que se ganha é aplicado em obras sociais. E quando isso é feito, parece que é apenas para desencargo de consciência, ou para tentar trazer uma aparência de piedade. Tempos estranhos são estes, não é mesmo? Com tudo isso, boas oportunidades de testemunho têm sido perdidas.




Se porventura, a igreja começar a viver o testemunho que se opera por altruísmo e caridade, provavelmente o quadro mudará. Não se pode chegar a uma igreja completamente pura, doutrinariamente falando, mas se pode caminhar nesse sentido, desde que observadas as obras do amor, a doutrina, a oração e a santidade.




No livro de Apocalipse temos o exemplo de sete igrejas, onde apenas duas são aprovadas por Deus (Ap 2 – 3). Sabendo que as características apresentadas ali se aplicam ao nosso tempo, citarei a título de exemplo, quatro dessas igrejas.




A primeira igreja apresentada é Éfeso. Conquanto esta igreja tenha sido elogiada por seu cuidado para com a doutrina, demonstrando forte conteúdo apologético no combate a falsos mestres, foi ainda assim exortada a retornar ao primeiro amor (Ap 2.1-7). Não seria esse o caso de inúmeros apologistas da atualidade que, apesar de demonstrar zelo para com a sã doutrina, pecam por não se mobilizarem em amor? Retorno às obras do amor é necessidade para a salvação. Como já demonstrado, a fé sem obras é morta. Sendo, pois, a fé essencial à justificação, a fé inoperante resulta em perdição.




A segunda igreja que citarei é a de Laodiceia (Ap 3.14-22). Vemos essa igreja adornada de prosperidade material. Uma igreja que se julga triunfalista e detentora de uma auto-suficiência aparentemente invejável. Mas a verdade é que não passa de uma comunidade desgraçada, pobre, cega e nua. É uma igreja que adotou um sincretismo tão perigoso que já perdeu sua característica essencial: ser sal e luz do mundo. Por esse motivo está a ponto de ser vomitada da boca de Deus. Essa igreja tem se adequado perfeitamente à nossa realidade. Triste verdade é essa...




Temos, a contra-senso, as igrejas de Esmirna e de Filadélfia. Esmirna é sofredora. Compõe-se de mártires dispostos a darem a própria vida pelo testemunho do evangelho. A sua pobreza material representa riqueza e peso de glória diante de Deus (2Co 4.17). De mesmo modo, a sua tribulação manifesta a sua fidelidade ao Senhor. É sofredora, disposta a prisões e mantém-se fiel até a morte, por isso, tem a garantia da coroa da vida.




Filadélfia, semelhantemente, demonstra paciência e zelo pela Palavra. Em coerência com o conselho do salmista, esta igreja guarda a palavra do Senhor em seu coração (Sl 119.11). Por esse motivo será resguardada do momento de tribulação que virá sobre toda a Terra. Que grande promessa é essa!




Sejamos como essas duas igrejas que apresentam um testemunho puro, santo e verdadeiro. Esse testemunho, sem palavras, responde aos confrontos e ataques do mundo. Esse testemunho revela o caráter precípuo do cristianismo: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo! Glória ao nome do Senhor!