quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 4









CAPÍTULO 2 - As árvores e os frutos




Por toda a Palavra da Verdade, percebemos menção explícita às boas obras manifestas por intermédio da graça de Deus. Nos evangelhos, Jesus, por analogia, utiliza o termo “frutos”. É assim, por exemplo, que Ele discursa, conforme registrado no evangelho segundo escreveu Mateus:




“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mt 7.15-20)[Ênfase adicionada]




Nesse texto fica evidenciada a importância das boas obras como manifestação do caráter e da fé individual. Não é o objetivo aqui, ainda, falar acerca dos falsos profetas. Mas a analogia descrita pelo Mestre é suficiente para clarear e fundamentar a opinião exposta no presente trabalho. Ora, observa-se que a natureza dos frutos (obras) está completamente vinculada à natureza das árvores (pessoa que as pratica).




Em relação à natureza das árvores, Paulo clareia nosso entendimento na carta escrita aos Romanos, informando que todos nós somos, originalmente por conta do pecado do primeiro Adão, por natureza pecadores (Rm 5.12-21; 7.14-19; 3.23). Ora, em Cristo, nascemos de novo e recebemos com isso uma nova natureza (Jo 3.3-8). Essa nova natureza vincula-se e depende do nosso Senhor Jesus, pois Ele é a videira verdadeira e nós somos os ramos, como bem registrou o apóstolo João (Jo 15.1-8). Neste texto, a que se fez referência, percebemos que as obras glorificam ao Pai (v. 8), e determinam a posição de discípulo, ou não, do Mestre Jesus. De mesmo modo, os frutos não são gerados por causa dos ramos, mas por causa da raiz, sendo totalmente dependentes desta. Logo, não há como nos gloriarmos, sendo apenas ramos que, uma vez cortados, só servem para o fogo. Nenhuma dessas obras, ou frutos, nasce de nós, mas parte do Senhor Jesus tendo a cada um de nós somente como instrumentos (Jo 15.5).




Paulo, em analogia semelhante, diz que alguns dos ramos naturais (judeus) da Oliveira (Cristo) foram quebrados, de sorte que no lugar destes foram enxertados ramos do zambujeiro (nós, os gentios), tornando-os, pois, participantes de Sua raiz e seiva (Rm 11.16,17). É evidente que, uma vez enxertados em Cristo, somos capacitados a frutificar no Espírito (Gl 5.22). Acerca da possibilidade de gloriar-se por termos sido enxertados no lugar dos ramos naturais (judeus), Paulo nos traz a seguinte exortação:




“Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.” (Rm 11.18-22)






Impressiona como a doutrina bíblica é perfeita e se completa, sem contradizer-se em um único ponto, enquanto é exposta nas Escrituras Sagradas. Aqui, por exemplo, vemos total coerência com a carta paulina dirigida aos crentes de Éfeso, conforme já citado, em que fica claro que a salvação é dom de Deus e não vem de obras para que ninguém se glorie (Ef 2.8,9). Se há, pois, manifestação de boas obras por meio do servo de Deus, isso é consequência imediata e necessária de sua ligação à raiz, que é Cristo. Fora dEle, não podemos absolutamente nada (Jo 15.5). Aliás, quaisquer manifestações de boas obras ou justiças sem ligação direta em Jesus Cristo, não têm valor algum, já sendo totalmente contaminadas por nossa natureza. Assim se manifesta o Senhor por meio do profeta Isaías:




“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam.” (Is 64.6) [Ênfase adicionada]




Não há sequer valor em quaisquer obras de justiça que sejam feitas distante do Senhor. Para uma aprimorada compreensão desse texto, há que se relevar que a expressão “trapo de imundícia” refere-se ao absorvente feminino comumente utilizado naquela época, que era um pedaço de tecido. Desse modo, após utilizado, este absorvente tinha mais algum proveito? Não! Servia apenas para conter a hemorragia proveniente do tempo de impureza da mulher e, pasmem, a imundícia foi comparada a nós. Conclui-se, portanto, que as boas obras ou justiças praticadas fora de Cristo, só servem para maquiar, para esconder a iniquidade que participa de nossa natureza pecaminosa (somos como o imundo).



domingo, 18 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 3






CAPÍTULO 1 - Fé e Obras




A fé é requisito essencial à justificação e consequente salvação do homem (Rm 5.1,2; Ef 2.8-10). Quando falamos da lei, na forma do Velho Testamento, é evidente que a fé para a justificação se opera independente de suas obras. Porém, reitero: a fé que justifica o homem não se submete às obras da lei (Rm 3.20; 4.1-25). Isso não significa dizer que a fé se desvincula das obras manifestas por intermédio da graça de Deus. Segundo a doutrina bíblica das dispensações, vivemos hoje a “dispensação da graça de Deus” (Ef 3.2-6). Ocasião que nasce sob o ministério de Cristo na Terra, com sua morte e ressurreição na Cruz do calvário.




Logo, mediante a fé, surgem deveres arraigados e edificados no amor (Rm 13.8; Gl 3.12-14). É evidente que nós não somos salvos por conta das boas obras ou, como poderia colocar, do testemunho que manifestamos. Mas somos salvos para as boas obras e para o testemunho. Nesse sentido se manifestou o doutor dos gentios:







“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.8-10) [Ênfase adicionada]




Nesse texto, a doutrina de Paulo manifesta total coerência com a doutrina de Tiago, irmão de Jesus, quanto às obras. Veja que a nossa criação em Cristo (v. 10) manifesta uma finalidade que participa de modo indissociável da fé e da consequente salvação. Fomos, sim, criados em Cristo para as boas obras. Esse texto não revela outra finalidade. É evidente que, implicitamente, percebe-se nesse texto a Glória de Deus como finalidade da salvação do crente. Assim, as boas obras glorificam a Deus e não a nós mesmos. Por isso, não somos salvos pelas obras – “para que ninguém se glorie” –, mas para as boas obras, que glorificam a Deus.




As obras, portanto, apesar de não ser o motivo da salvação do homem, revelam-se essenciais, não podendo ser subtraídas do conceito bíblico de salvação em toda a sua abrangência. Nesse sentido, o apóstolo Tiago se manifesta:




“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tg 2.14-18) [Ênfase adicionada]




Nesse texto, percebemos que a manifestação de poder inerente à fé se dá de modo exclusivo por meio das obras. Assim, as obras é que autenticam o selo da salvação do homem. É a evidência clara e inequívoca de que aquele homem foi justificado pela Graça de Deus.




Ainda, em conclusão a este texto, Tiago traz a analogia do corpo sem o espírito, demonstrando que a fé sem obras vegeta, é inativa: é morta (Tg 2.26).




Contrastando as afirmações de Paulo com as de Tiago, o ledor desatento poderia afirmar que os dois entram em evidente contradição. Entretanto, e devo reiterar, quando o apóstolo Paulo diz que a fé é que justifica e não as obras, estava sendo específico quanto às obras da lei. Estas, como dito anteriormente, não se confundem com as obras manifestas por intermédio da graça.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 2






A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO



INTRODUÇÃO






Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. (1Jo 5.4)




Grande número de evangélicos se estremece ao pensar que um casal[1] homossexual, ao ser elevado ao patamar de entidade familiar por decisão do Supremo Tribunal Federal, poderá adotar uma criança que levará o nome de ambos em seu registro – já que se abriu precedente para o casamento homossexual no STJ – e será criada já acostumada com a ideia de que o relacionamento de seus pais adotivos é tão ou, dada a peculiaridade de sua educação, talvez mais natural do que um relacionamento heterossexual. Realmente, pensar nisso gera significativo desconforto.




Não obstante, os evangélicos e conservadores acham um absurdo extremo, a possibilidade de toda a formação dessa criança ser deturpada e adequada ao antinatural, afirmando que, atitude como essa, é uma afronta à família, destruindo-a em todas as suas bases. É inequívoco que, biblicamente, a relação homossexual é contrária aos planos divinos. É assustador também pensar que uma criança poderá ser influenciada a tal ponto de, até mesmo, em alguns casos, optar pela homossexualidade num determinado momento de sua vida.




Diante disso, há inúmeros cristãos se posicionando em defesa da verdade bíblica inegociável que, se contrapondo ao pecado em todas as suas formas, denuncia abominável a prática do homossexualismo.




A título de exemplo, certa vez vi um cristão defender que a probabilidade de essa criança sofrer eventual abuso sexual é majorada em face de os seus pais já manifestarem distúrbio de natureza comportamental, revelado em sua opção pela homossexualidade. Tal argumentação foi contestada diretamente por defensores da liberdade homossexual, apontando que, dentro das igrejas, há vários casos em que líderes religiosos já se viram envolvidos com escândalos de tal estirpe. E não há como se contrapor a essa realidade.




Vários outros argumentos desposados pela comunidade evangélica não têm alcançado proporção significativa junto às pessoas do mundo, que já se veem preparadas a responder à altura e com fundamento plausível às posições cristãs.




Entretanto, o que isso tudo tem a ver com o título do presente trabalho e com o texto indicado acima? Eu diria que tudo. A fraqueza do cristianismo atual inicia-se e fundamenta-se na sua fé. Por isso, faz-se necessário pormenorizar a visão bíblica de fé, para depois dar continuidade à reflexão.






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[1] Utilizo-me do termo “casal” em face da conotação atual que tem sido dada a essa expressão, que hoje abrange a relação homossexual. É evidente que, biblicamente, a terminologia se mostra inaplicável.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 1







PRÓLOGO



Como a Fé Cristã pode responder de forma vitoriosa ao avanço do mundanismo?



No mês de outubro de 2011, lia em um portal da internet notícia que divulgava a decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, em relação a um pleito que alvejava a autorização para um casamento homossexual. Essa notícia, no dia em que a li, estava acompanhada de mais de 160 comentários onde alguns de seus autores consignavam congratulações pela inédita decisão daquele órgão, enquanto outros, aparentemente em minoria, revelavam sua indignação em face do acórdão, tendo em vista estar em desacordo com preceitos religiosos.



Nesses comentários, as argumentações de ambos os lados eram repetitivas e não traziam nada de mais peculiar que pudesse chamar a atenção do leitor; apenas servindo de alimento às convicções pessoais e/ou coletivas dos que ali se manifestavam. Mas algo me chamou a atenção: todas as vezes que vi um cristão conservador se posicionar, evidentemente em oposição à decisão, era este seguido de ataques que, enquanto manifestavam certa carga de ódio, acompanhavam justificáveis e, muitas das vezes, incontestáveis argumentações. Estas, por sua vez, eram direcionadas quase sempre ao testemunho cristão.



Sem muito esforço intelectual, observei que tudo isso servia para reforçar a fraqueza e impotência da igreja cristã em relação ao sistema que nos cerca, visto que a fé cristã brasileira, quando confrontada, tem se revelado vazia e inoperante. Desse modo, gostaria de levantar questões que atingem ferinamente o comportamento cristão atual, principalmente quando relacionado ao testemunho de fé. Para muitos, este trabalho pode trazer a impressão de que eu estou fortalecendo as ideologias homossexuais. Para outros, poderá um absurdo, pois aparentemente nega a grande defesa de Paulo: de que somos justificados pela fé. Entretanto, com a reflexão aqui proposta, oro para que haja uma mudança expressiva em nosso meio, para que quaisquer argumentações mundanas sejam destruídas diante, paradoxalmente, de o mais eloquente silêncio, que grita altissonante: o testemunho!





Gama – DF, 02 de novembro de 2011.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Não percam! Em breve: "A Vitória que Vence o Mundo"!


Não gosto muito de jargões sensacionalistas, mas às vezes é importante utilizá-los para chamar a atenção do leitor, como é o caso do título dessa postagem. Mas devo algumas explicações a todos que, eventualmente, acompanham o trabalho que disponibilizo neste espaço. Pois bem, o fato é que estive bastante recluso este ano devido ao intenso trabalho enquanto dava início a um novo escritório de advocacia com uma nova parceria... Foi um laborioso processo de transação. Por esse motivo, não postei muitos textos de cunho apologético. Mas não pensem que eu amoleci... Pelo contrário, apenas estou com menos tempo para produção.

Contudo, iniciarei uma sequência de postagens de um texto que tenho trabalhado, que trata do avanço e da vitória que o mundo tem tido sobre a igreja evangélica brasileira. Devido ao serviço secular, pretendo finalizá-lo até segunda-feira da semana que vem. A partir de então, postá-lo-ei em partes para que facilite a leitura. Também disponibilizarei para download. Agradeço a todos que sempre passam por este espaço! Apesar de não estar postando com frequência tenho acompanhado sempre o trabalho de meus amigos, por meio de seus blogs.

Deus abençoe a todos!

Em Cristo,

Jordanny Silva

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 11




Flores

O tom suave e o aroma insinuaram,
e o que foi rastro fez-se agora evidência,
que descortina e manifesta toda essência
das pretensões que bem no peito se guardavam.

Já as cores fortes e pulsantes, pois, gritaram:
- Não tenho medo, que se explodam as aparências!
Sou réu confesso, pelo amor acorrentado,
de uma história que se finda em reticências...

Se a colisão dos lábios é culpa das flores,
à permanência é responsável o espinho,
pois não se faz só de alegria um caminho;

no intenso amor são tão normais algumas pedras,
e o que se pode esperar do amor de dores
é que ele vença o tempo e dure muitas eras...


Jordanny Silva
Gama – DF, 27 de novembro de 2011.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lembrança de um grande amigo...








Hoje fazem exatos 11 (onze) anos que meu grande amigo, Josué Rodrigues Neves, partiu para o Senhor.

Deixou muitas saudades visto que passou por esta existência marcando os nossos corações. Lembro-me de suas brincadeiras, de suas caras e bocas e o jeito moleque que conquistava qualquer um que o conhecia. Tinha ele 26 anos (como me corrigiu minha amiga Geyse Ambrósio) quando um acidente nos privou de sua alegre companhia. Recordo-me que, no seu último aniversário, a juventude Renovação enviou à porta de sua casa um carro de som para homenageá-lo, o que não o constrangeu nem um pouco. Depois ainda brincamos como crianças, dançando o check-check (acho que era esse o nome da dança).

Lembro-me de seu amor por seu Estado, Tocantins, e em especial por Palmas, manifesto numa foto que ele deixava a vista de todos em seu quarto, quando ainda morava em uma quite na quadra 4 do Setor Sul do Gama – DF. Em seu computador havia várias plantas e desenhos, pois seu desejo era tornar-se engenheiro arquitetônico. Creio que alguns daqueles desenhos nunca irão se apagar de minha mente. Recordo-me, também, do jornalzinho idealizado, construído e editado por sua mente criativa, onde havia várias matérias de interesse da igreja e da mocidade Renovação.

Infelizmente, na noite de 06 de outubro do ano 2000, devido à imprudência de um taxista que tentou uma ultrapassagem pelo acostamento, o carro em que Josué estava foi arremessado contra um ônibus ocasionando a morte dele e de outros dois jovens. Sobreviveu, por milagre, apenas o motorista do carro em que Josué se encontrava, Alan José da Costa. A partir daquele triste dia, três mães não mais sentiriam o afago de seus filhos, cujos nomes trago à memória: André Santos de Oliveira, Arlan de Souza Lima e, meu grande amigo, Josué Rodrigues Neves.

Não posso deixar de citar minha indignação ao saber que o condutor do táxi que deu causa a todo o acidente, cumpriu a pena de 2 (dois) anos, 4 (quatro) meses e 24 (quatro) dias de detenção, no regime aberto, e – pasmem! – teve sua carteira de habilitação suspensa por apenas 2 (dois) meses e 12 (doze) dias, conforme acórdão prolatado no dia 10 de maio de 2007, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Apelação Criminal nº 2001.08.1.001207-3).

As nossas lágrimas, porém, foram estancadas pela esperança de um reencontro que, de modo singelo, expressei numa canção:

Um olhar sem direção
Ao ouvir uma canção
Muitas lembranças vêm e vão
Seria um adeus, ou não?
Palavras que às vezes dão
Uma pontada ao coração
Tornam mais forte a petição
Por um reencontro entre irmãos

Uma saudade que não cessa
Uma esperança que é certa

Aos que partiram até breve,
Que aos que ficaram nunca cesse
O amor de Deus que prevalece.
A união que nos aquece
Consola àquele que carece
De uma palavra ou uma prece
Tal qual o querer que se persegue
De um grande amigo não se esquece.

A todos vocês que têm grandes amigos, cultivem esse momento e curtam uns aos outros. O mais importante de tudo é cultivarem essa amizade na presença do Eterno, para que, nem mesmo a distância ou a morte, possam separá-los do amor que se revelará infinito, tanto em tempo quanto em profundidade, quando não mais estivermos nesse plano.

Em breve nos encontraremos de novo! Assim creio; assim espero!


Jordanny Silva