quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Vitória que Vence o Mundo - Parte 1







PRÓLOGO



Como a Fé Cristã pode responder de forma vitoriosa ao avanço do mundanismo?



No mês de outubro de 2011, lia em um portal da internet notícia que divulgava a decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, em relação a um pleito que alvejava a autorização para um casamento homossexual. Essa notícia, no dia em que a li, estava acompanhada de mais de 160 comentários onde alguns de seus autores consignavam congratulações pela inédita decisão daquele órgão, enquanto outros, aparentemente em minoria, revelavam sua indignação em face do acórdão, tendo em vista estar em desacordo com preceitos religiosos.



Nesses comentários, as argumentações de ambos os lados eram repetitivas e não traziam nada de mais peculiar que pudesse chamar a atenção do leitor; apenas servindo de alimento às convicções pessoais e/ou coletivas dos que ali se manifestavam. Mas algo me chamou a atenção: todas as vezes que vi um cristão conservador se posicionar, evidentemente em oposição à decisão, era este seguido de ataques que, enquanto manifestavam certa carga de ódio, acompanhavam justificáveis e, muitas das vezes, incontestáveis argumentações. Estas, por sua vez, eram direcionadas quase sempre ao testemunho cristão.



Sem muito esforço intelectual, observei que tudo isso servia para reforçar a fraqueza e impotência da igreja cristã em relação ao sistema que nos cerca, visto que a fé cristã brasileira, quando confrontada, tem se revelado vazia e inoperante. Desse modo, gostaria de levantar questões que atingem ferinamente o comportamento cristão atual, principalmente quando relacionado ao testemunho de fé. Para muitos, este trabalho pode trazer a impressão de que eu estou fortalecendo as ideologias homossexuais. Para outros, poderá um absurdo, pois aparentemente nega a grande defesa de Paulo: de que somos justificados pela fé. Entretanto, com a reflexão aqui proposta, oro para que haja uma mudança expressiva em nosso meio, para que quaisquer argumentações mundanas sejam destruídas diante, paradoxalmente, de o mais eloquente silêncio, que grita altissonante: o testemunho!





Gama – DF, 02 de novembro de 2011.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Não percam! Em breve: "A Vitória que Vence o Mundo"!


Não gosto muito de jargões sensacionalistas, mas às vezes é importante utilizá-los para chamar a atenção do leitor, como é o caso do título dessa postagem. Mas devo algumas explicações a todos que, eventualmente, acompanham o trabalho que disponibilizo neste espaço. Pois bem, o fato é que estive bastante recluso este ano devido ao intenso trabalho enquanto dava início a um novo escritório de advocacia com uma nova parceria... Foi um laborioso processo de transação. Por esse motivo, não postei muitos textos de cunho apologético. Mas não pensem que eu amoleci... Pelo contrário, apenas estou com menos tempo para produção.

Contudo, iniciarei uma sequência de postagens de um texto que tenho trabalhado, que trata do avanço e da vitória que o mundo tem tido sobre a igreja evangélica brasileira. Devido ao serviço secular, pretendo finalizá-lo até segunda-feira da semana que vem. A partir de então, postá-lo-ei em partes para que facilite a leitura. Também disponibilizarei para download. Agradeço a todos que sempre passam por este espaço! Apesar de não estar postando com frequência tenho acompanhado sempre o trabalho de meus amigos, por meio de seus blogs.

Deus abençoe a todos!

Em Cristo,

Jordanny Silva

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 11




Flores

O tom suave e o aroma insinuaram,
e o que foi rastro fez-se agora evidência,
que descortina e manifesta toda essência
das pretensões que bem no peito se guardavam.

Já as cores fortes e pulsantes, pois, gritaram:
- Não tenho medo, que se explodam as aparências!
Sou réu confesso, pelo amor acorrentado,
de uma história que se finda em reticências...

Se a colisão dos lábios é culpa das flores,
à permanência é responsável o espinho,
pois não se faz só de alegria um caminho;

no intenso amor são tão normais algumas pedras,
e o que se pode esperar do amor de dores
é que ele vença o tempo e dure muitas eras...


Jordanny Silva
Gama – DF, 27 de novembro de 2011.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Lembrança de um grande amigo...








Hoje fazem exatos 11 (onze) anos que meu grande amigo, Josué Rodrigues Neves, partiu para o Senhor.

Deixou muitas saudades visto que passou por esta existência marcando os nossos corações. Lembro-me de suas brincadeiras, de suas caras e bocas e o jeito moleque que conquistava qualquer um que o conhecia. Tinha ele 26 anos (como me corrigiu minha amiga Geyse Ambrósio) quando um acidente nos privou de sua alegre companhia. Recordo-me que, no seu último aniversário, a juventude Renovação enviou à porta de sua casa um carro de som para homenageá-lo, o que não o constrangeu nem um pouco. Depois ainda brincamos como crianças, dançando o check-check (acho que era esse o nome da dança).

Lembro-me de seu amor por seu Estado, Tocantins, e em especial por Palmas, manifesto numa foto que ele deixava a vista de todos em seu quarto, quando ainda morava em uma quite na quadra 4 do Setor Sul do Gama – DF. Em seu computador havia várias plantas e desenhos, pois seu desejo era tornar-se engenheiro arquitetônico. Creio que alguns daqueles desenhos nunca irão se apagar de minha mente. Recordo-me, também, do jornalzinho idealizado, construído e editado por sua mente criativa, onde havia várias matérias de interesse da igreja e da mocidade Renovação.

Infelizmente, na noite de 06 de outubro do ano 2000, devido à imprudência de um taxista que tentou uma ultrapassagem pelo acostamento, o carro em que Josué estava foi arremessado contra um ônibus ocasionando a morte dele e de outros dois jovens. Sobreviveu, por milagre, apenas o motorista do carro em que Josué se encontrava, Alan José da Costa. A partir daquele triste dia, três mães não mais sentiriam o afago de seus filhos, cujos nomes trago à memória: André Santos de Oliveira, Arlan de Souza Lima e, meu grande amigo, Josué Rodrigues Neves.

Não posso deixar de citar minha indignação ao saber que o condutor do táxi que deu causa a todo o acidente, cumpriu a pena de 2 (dois) anos, 4 (quatro) meses e 24 (quatro) dias de detenção, no regime aberto, e – pasmem! – teve sua carteira de habilitação suspensa por apenas 2 (dois) meses e 12 (doze) dias, conforme acórdão prolatado no dia 10 de maio de 2007, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (Apelação Criminal nº 2001.08.1.001207-3).

As nossas lágrimas, porém, foram estancadas pela esperança de um reencontro que, de modo singelo, expressei numa canção:

Um olhar sem direção
Ao ouvir uma canção
Muitas lembranças vêm e vão
Seria um adeus, ou não?
Palavras que às vezes dão
Uma pontada ao coração
Tornam mais forte a petição
Por um reencontro entre irmãos

Uma saudade que não cessa
Uma esperança que é certa

Aos que partiram até breve,
Que aos que ficaram nunca cesse
O amor de Deus que prevalece.
A união que nos aquece
Consola àquele que carece
De uma palavra ou uma prece
Tal qual o querer que se persegue
De um grande amigo não se esquece.

A todos vocês que têm grandes amigos, cultivem esse momento e curtam uns aos outros. O mais importante de tudo é cultivarem essa amizade na presença do Eterno, para que, nem mesmo a distância ou a morte, possam separá-los do amor que se revelará infinito, tanto em tempo quanto em profundidade, quando não mais estivermos nesse plano.

Em breve nos encontraremos de novo! Assim creio; assim espero!


Jordanny Silva

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 9



Horizonte

Aqui e ali posso fugir de quiser onde?
Pois lá e de cá não sei sentir e ouvir o vento,
e em mim (sem mim) opera sempre a lei do tempo;
de per si me então perco... Adiante o horizonte,

que é alvo meu, mas, atrevido, se esconde;
sei que o não pego – estando à vista me contento;
e no existir o persegui-lo é meu alento:
De lá e de cá o quanto me achego se põe longe.

Talvez os olhos me enganem quanto ao fim,
- Não sei se ao certo a paz ou dor ali reside -
mas nunca fujo sempre e sigo no caminho,

e no fim chego não chegando ao fim da linha;
já que é certo que o incerto é regra, sim!
E que o previsto no imprevisto ali consiste.

Jordanny Silva

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 8

Querer
Quisera eu querer o que queres,
mas meu querer não quer o que quero
Quando quero ao bem querer.

Quisera eu querer o que queres
e me quiseste, a mim,
que só queria aos meus quereres.

Quisera eu querer o que queres
e me quiseste com bem querer
mesmo eu não sendo o que querias.

Quisera eu querer o que queres
e me quiseste num bem querer
sem que eu quisesse o que querias.

Quisera eu querer o que queres
e quiseste que eu quisesse
querer-te como me queres.

Quisera eu querer o que queres,
mas ainda te quero num querer
que não te quer o quanto me queres.

Quisera eu querer o que queres
e hoje quero que o meu querer
te queira o quanto sou querido.

Não quero muito do que queria
e quero querer menos o que já quis,
mas já te quero e quero-te, já, e mais,
pois me quiseste, me queres e me quererás.



Jordanny Silva
Brasília – DF, 16 de agosto de 2011.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 7

Esta publicação é dedicada a todos os papais e, em especial, aos seguintes:





*Divino Aparecido (meu paizão) *Vovô Antônio Honório e vovô Pedrinho (in memorian) *Aos meus tios: Bernardo, Carmelito, José de Fátima, Moisés, Nelino, Nilson e Pr. Cacá *Ao meu irmão, primos e amigos: Jonny, Heberson, Marcelo, Pedrinho, Rick, Junior Sax *Aos irmãos de minha igreja (ICADI Gama e Novo Gama): Alex, Anivaldo, Elson, Eliziário, Inácio, Inailson, Mário, Marcos, Pr. Pedro, Tom e Wellington (o mais novo papai da ICADI) * E todos aqueles que têm feito a diferença no cuidado e zelo que Deus os confiou, inclusive gerando filhos espirituais. Abraços a todos e Feliz dia dos Pais!



Acima de tudo ao nosso Papai Soberano que tem cuidado de nós, nunca nos deixando ao léu! Glória e honra ao Teu Nome...



Soneto do amor paterno

Busquei zelar-te inocente o quanto pude
Sabendo que hás cercada em tão bravas ondas
De um mar que de revolto grandes pedras, conchas
Mostrou bela aparência – mas é vil e rude

Tentei trazer-te à visão da vida cônscia
Enquanto vi, de cá, à submersão tão triste
Do bravo ser teu, que em respirar insiste
Mas que ao orgulho cede e rende à arrogância

Se pedes minha ajuda, a boia do conselho
Te lanço e se ainda te não for suficiente
Me deito às águas frias mesmo que distantes

Pois meu pavor maior de te perder adiante
Faz-me sacrificar da vida até o enredo
No anseio de manter-te ao peito meu bem rente.

Jordanny Silva
Gama – DF, 09 de agosto de 2011.