terça-feira, 10 de maio de 2011

Dai aos gays o que é dos gays e a Deus o que é de Deus




Por Carlos Moreira



Via: Genizah






Introdução






Na última quinta-feira, através da publicação da revista Veja, nos deparamos com os detalhes da decisão inédita do Supremo Tribunal Federal sobre duas matérias de suma importância para o povo brasileiro.



No julgamento da primeira ação, proposta pelo governo do Rio, o STF reconheceu que as uniões homoafetivas – casais do mesmo sexo – passam a ter os mesmos direitos das uniões de casais heterossexuais. “O objetivo é que os servidores tenham assegurados benefícios como previdência, concessão de assistência médica e licença”.



A segunda ação dizia respeito a uma petição da Procuradoria-Geral da República. Ela reclamava “além do reconhecimento dos direitos civis de pessoas do mesmo sexo, declarar que uma união entre estas pessoas é uma entidade familiar”. Essa decisão, na prática, permite que tais casais possam, por exemplo, adotar filhos ou pleitear que seus relacionamentos sejam convertidos em casamentos.



Polêmicas a parte, pois após a decisão veio de imediato uma reação política quanto à competência do STF de tratar questões que deveriam ser, prioritariamente, conduzidas pelo Congresso Nacional, o que está diante de nossos olhos é o prenúncio de profundas mudanças que se estabelecerão no cenário sócio-cultural-religioso de nosso país.



Colocados estes pontos, surge à questão central da qual trata este artigo: “e nós, na condição de cristãos que somos, como devemos nos posicionar frente a estas decisões?”.



Instâncias de Poder na Época de Jesus



Antes de qualquer consideração, quero trazer-lhe uma porção das Escrituras: “Ele lhes disse: "Portanto, dêem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" Lc. 20:25. Para que você possa discernir a profundidade e as implicações da resposta de Jesus, é fundamental compreender as funções de duas instâncias político-religiosas da nação de Israel em Seu tempo: o Rei e o Sinédrio.



Desde o ano 4 a.C a Galiléia era governada por Herodes Antipas, que reinou até o ano 39 d.C. Ele era um déspota, dono absoluto de tudo, homem que não devia e não prestava contas a ninguém, além de não possuir ética alguma, contudo, por pertencer a uma linhagem “real”, era temido e aceito pela grande maioria do povo como autoridade política. Mas, na realidade, quem governava de fato a Palestina, desde 63 a.C., eram os romanos. De fato, Herodes era só uma marionete nas mãos do império, um “inocente” útil, uma figura caricata, aparentava ter poder, mas, na verdade, fazia apenas o que lhe era ordenado.



O Sinédrio, por outro lado, e de forma bem diferente, representava o supremo tribunal dos judeus em Jerusalém, uma espécie de senado, e sua influência se estendia tanto a Judéia quanto a Galiléia, além de possuir o controle do Templo. Sua função primordial era julgar assuntos da Lei quando surgia algum tipo de discórdia e sua decisão era final, não cabendo qualquer apelação. O Sinédrio era composto por 71 membros, sendo a grande maioria pertencente ao partido dos Saduceus, os quais representavam o poder, a nobreza e a riqueza.



Voltemos ao texto. Se você for ler todo o capítulo, perceberá que a discussão de Jesus é com mestres da Lei, sacerdotes e líderes religiosos. Eles queriam apanhar Jesus em algum tipo de contradição, fato que seria suficiente para levá-lo diante do Sinédrio (instância religiosa). Por outro lado, se ele cometesse algum tipo de transgressão civil, como um motim, poderia ser levado ao rei Herodes (instância política) e este, por sua vez, o encaminharia para ser julgado pela autoridade romana competente, no caso, Pilatos.



Mas a armadilha não funcionou. A resposta de Jesus deixou todo mundo de “calça curta”, foi um verdadeiro “xeque-mate”: “dêem a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Nela nem se podia encontrar violação contra o império, nem muito menos transgressão religiosa. A questão aqui é: Jesus ficou em cima do muro? Tendo sido ousado em tantas outras questões, “amarelou” nesta?



Eu sempre achei curioso o fato de Jesus não entrar no tema em si, de não questionar se o imposto era certo ou errado, justo ou injusto, devido ou não, se seu destino era para realizar o bem ou apenas para servir de instrumento de enriquecimento ilícito de uns poucos. Na verdade, Jesus fez uma dicotomia perfeita: separou a instância política dos preceitos da religião, e mesmo assim não deixou de pontuar o que era concernente ao Reino de Deus; na verdade, pôs cada coisa em seu devido lugar!



O Estado Moderno e a Igreja



Como devemos nos posicionar quanto às decisões do STF? Bem, antes de dizer o que penso, deixe-me trazer uma questão conceitual importante sobre a diferença que há entre o poder do Estado e o “poder” da Igreja.



Citando Gustavo Biscaia de Lacerda, Mestre em Sociologia Política pela Universidade Federal do Paraná, “a separação entre a Igreja e o Estado é um dos princípios basilares do Estado brasileiro e, na verdade, do moderno Estado de Direito. Embora em um primeiro instante pareça que ele refere-se apenas à impossibilidade de o Estado não professar nenhuma fé, ele tem outras aplicações. A separação entre Igreja e Estado não é apenas um princípio negativo, que veda ao Estado a profissão de fé ou à Igreja de intrometer-se nos assuntos estatais; na verdade, o que ele consagra é a laicidade nas questões públicas, no sentido de que não se faz – não se deve fazer – referência a religiões ao tratar-se das questões coletivas”.



“Traduzindo em miúdos”, no Brasil, desde a constituição de 1.891, Igreja e Estado são instituições separadas, que possuem suas próprias leis e jurisdições, e que não podem interferir uma nas ações da outra.



Eu estou certo de que nós teremos muitos protestos, em todo o país, quanto a estas decisões polêmica do STF. Várias instituições religiosas, tanto católicas quanto protestantes, se manifestarão contundentemente de forma contrária. Meu pensamento, todavia, é diferente, e aqui falo por mim mesmo, não sendo representante de nada nem de ninguém a não ser de minha própria consciência.



Parte do texto da ação impetrada pelo governo do Rio de Janeiro diz o seguinte: “... Não reconhecer essas uniões contraria princípios constitucionais como o direito à igualdade e à liberdade, além de ferir o princípio da dignidade da pessoa humana”.



Conclusão



Para mim, há duas formas de um cristão se posicionar frente a estas questões. A primeira é reconhecer o direito do Estado de fazer cumprir as leis, de agir de forma justa quanto à coletividade, de buscar o bem comum independentemente de raça, credo, cor, orientação sexual, ou qualquer outra questão que produza diferenciação, exclusão ou acepção.



Se você me perguntar se eu acho que os gays têm direito a dignidade, direito a receber benefícios aos quais, mediante a lei, façam jus, direito a ser tratados com equidade, eu lhes direi que sim, pois penso ser esta uma questão de Estado e que nos remete ao princípio inalienável da dignidade humana. O fato de discordar da forma como vivem do ponto de vista de sua orientação sexual não é motivo para desejar privá-los de seus direitos civis. E mais, acho que eles possuem os mesmos direitos dos adúlteros, dos mentirosos, dos facciosos, dos sonegadores do imposto de renda, dos avarentos, dos egoístas, dos jactanciosos e dos fofoqueiros. Fico por aqui para não ter de citar a lista de todos os pecados que cometemos, eu e você...



A segunda forma de responder a estas questões me retira do âmbito do Estado e me coloca dentro da “jurisdição” do Reino de Deus. Por esta perspectiva, se você me perguntar se um casal gay pode ser considerado uma “entidade familiar” eu lhe direi que não, pois isto fere um princípio das Escrituras onde Deus estabelece a família como sendo a união entre um homem e uma mulher. Ainda assim, terei de acatar a decisão do Estado, por ser ela de caráter civil, e por ser o Estado laico, mas dou-me ao direito de, na Igreja, pensar de forma diferente, não estabelecendo assim tal decisão como parâmetro ou padrão para a comunidade de fé.



E mais, sendo eu partícipe de uma sociedade democrática, dou-me ao direito de expor meu pensamento de que o Estado pode ir até certo ponto e de que o Evangelho, encarnado em Jesus, vai a partir de então, pois, sendo confrontados um contra o outro quanto a princípios estabelecidos nas Escrituras, “seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso” uma vez que “importa agradar primeiramente a Deus, e não aos homens”. Se esta conta ficar cara, e me cercear meu direito de liberdade, de exercício ministerial, gerar perseguição, ou seja lá o que for, terei uma grande oportunidade de provar qual a natureza, significado e propósito de minha fé.



Assim, resumindo, eu diria o seguinte: “daí aos gays o que é dos gays e a Deus o que é de Deus”. Não deixarei de pregar que o padrão das Sagradas Escrituras para a sexualidade humana é a união entre homem e mulher, mas também não permitirei que minha consciência seja cauterizada pela caducidade da “letra” que mata em detrimento do Espírito do Evangelho, não me darei ao desplante de "coar mosquitos e engolir camelos", não distorcerei a justiça sendo tendencioso por causa de questões que a Igreja condena, não ficarei cego quando o assunto tratar do que é justo quanto à dignidade humana em razão de preconceitos religiosos, pois fui chamado para ser portador da Graça, não do juízo, quero anunciar a Salvação, não a condenação, ser instrumento do Amor, não do ódio. Quem achar ruim, que vá fazer piquete na rua!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

PLC 122 - Não voto "não"! E nem "sim"!






Esta semana, certamente, foi ímpar na história mundial e também na história do Brasil devido a dois acontecimentos bem peculiares, mas que em nada, efetivamente, nos surpreendeu. O primeiro deles foi o anúncio, pelo governo americano, da “execução” de Osama Bin Laden que, por já ser tão procurado, era esperada a sua morte; o segundo foi a aprovação, nesta quinta-feira, pelo STF da união estável entre homossexuais, que também não nos supreendeu. Bem, não vou tratar do primeiro acontecimento até porque os dados que têm sido divulgados não são, até agora, suficientes para enrijecer minha opinião. Agora, acerca do segundo evento fatídico, gostaria de tecer algumas considerações.

Antes de tudo, circula amplamente nas redes de relacionamento, nos sites e na blogosfera cristã, grande discussão acerca do PLC 122. Creio que, nunca na história legislativa brasileira, os evangélicos se interessaram tanto por uma discussão legal como a que agora repercute. Talvez a explicação resida na democratização da informação e no indiscutível grau de alcance dos meios de comunicação. Logo, sendo religioso, não há como não se posicionar e os pontos de vista dos evangélicos são quase todos no mesmo sentido: contra  o PLC 122!

Não há, absolutamente, possibilidade de um verdadeiro cristão evangélico se posicionar favoravelmente ao dito projeto. Mas as manifestações revelam vários aspectos que me preocupam. Um destes respalda-se no medo que os evangélicos têm de serem privados de seu direito de se manifestar contra o pecado. Mas o que ocorre na prática, é que os evangélicos normalmente já tratam com olhar diferente o pecado do homossexualismo. – Como assim? – Você deve estar se perguntando. Digo que entre os cristãos evangélicos o que mais existe é discriminação em relação aos homossexuais. Não defendo aqui a inibição da pregação que denuncia o pecado, mas muitas das pregações têm tabelado o grau de gravidade do pecado. O que é muito pior! Tem uma pá de pastores por aí se levantando contra o movimento que os homossexuais têm impingido na defesa de seu direito de exercer, com garantias legais, suas práticas pecaminosas, mas vivem de cobiça em cobiça, adulterando por meio de seus pensamentos. Estes mantêm-se firmes unicamente pelo manto de moralidade que a religiosidade grita, vivendo um discurso que lhes eleva ao estado de supersantos, porém habitando em seu interior todo o tipo de mal denunciado por Cristo em Mateus 23.

O discurso moral manifesto por vários dos evangélicos representa muito mais uma tentativa desesperada e amedrontada de sofrer eventuais sanções pela causa do evangelho, do que uma busca para glorificar o nome de Cristo. Quando não, é apenas um discurso hipócrita que julga discernir o cisco que há no olho dos que vivem debaixo dessa prática pecaminosa, mas não se atentando para a trave que está em seus próprios olhos. Quer o exemplo? Busque as oportunidades que temos perdido em testemunhar uma pregação de amor, sem quaisquer discriminações, enquanto nos envolvemos por uma questão que busca defender nosso peculiar modo de pensar. Friso que em Deus não há qualquer tipo de discriminação e, ao mesmo tempo, há uma total transformação. O testemunho dos cristãos ao invés de gerar nos homossexuais o desejo de conhecer um Cristo que veio, senão, para salvar pecadores, como uma morte redentora capaz de transformar nossa morte, em ofensas e pecados, em vida, justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

O homossexual, tal como grande parte das outras almas que ainda não tiveram um encontro genuíno com nosso Senhor, devia ser amado. Quantas vezes temos visto os cristãos chorando para que Deus possa salvá-los? Quantas vezes uma igreja chorou e angustiou-se pelo caminho de pecado que tem conduzido homens e mulheres em suas concupiscências ao inferno? Quantas vezes os crentes acusadores têm se preocupado em ajudar aos homossexuais a vencer suas fraquezas, apresentando um Cristo que nos liberta do fardo do pecado e nos livra da ira vindoura que tanto merecemos? Ao contrário disso, temos apenas nos levantado contra os direitos que a classe homossexual avoca para si, mas não temos orado e nos humilhado diante de Deus para que venha a trazer aqueles a Sua gloriosa presença.

Ademais, o medo de uma eventual norma que tente nos calar é o que nos tem calado, e não a norma em si. Contudo, não há norma, nem mesmo situação politicamente correta, que cale os filhos da luz, ou densas trevas que ofusquem o brilho divino que reflete em suas faces. Tememos o quê? Devíamos nos humilhar em temor a Deus pelas almas que se perdem! Devíamos criar uma manifestação que receba com amor aos homossexuais, mas que traga uma palavra de transformação, viva e eficaz, que é a do evangelho! Devíamos nos colocar no lugar dessas vidas que têm sido tragadas pela escravidão de seus pecados, a fim de compreendermos um pouco do seu sofrimento e sofrermos juntos com elas, apresentando a elas o poder do evangelho! Será que a igreja não percebe que quanto mais lutamos contra eventuais direitos que os homossexuais têm invocado, mais nos afastamos da possibilidade de aproximação dos mesmos? Tenho por certo que, se a abordagem fosse transparente em amor por essas vidas, ainda que houvesse perseguição, este testemunho traria frutos de justiça, mediante a fé em Deus.

Não sou a favor do PLC 122 e da decisão unânime do STF e nem contra! Sou a favor de um clamor e de uma humilhação completa da igreja brasileira para essas almas, e outras, que se têm perdido no engano e em suas concupiscências! Eu, tal como eles, sou um pecador que, entretanto, foi transformado e salvo pela loucura da pregação que não buscava simplesmente a defesa e a comodidade da classe cristã; antes, buscava a salvação de perdidos!

A você, homossexual, se precisar de um amigo, de uma palavra ou de uma oração, conte comigo!

Sem medo do que possa vir, mas clamando para que Deus alcance a tantos quantos Ele quer alcançar,

Jordanny Silva

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aforismos e poesias: lúcidos devaneios - Parte 5

O Vento e a Árvore



(Ef 4.14; Mt 7.15-23)


Eu ouço um assovio e assisto ao chacoalhar
Denúncia em verdade de onde vem e vai
Quando uma, arrancada, igual à pluma cai...
As folhas, sem palavras, sussurram pelo ar


Assim os galhos falam e expressam um saber[1]
A colorir o vento mostrando o que não vejo
Até então oculto o vil e ardil desejo[2]...
Outrora a inércia e agora num mover


O grande movimento que o vento sagaz cria
Engana o desatento[3] que boquiaberto fica
Traz sensação de alívio da lida ao calor
Qual anestesiado: morfina em sua dor.[4]


Nas folhas vê-se o verde; no tronco a robustez
Que avoca a si beleza, orgulho e arrogância[5]
Por certo está na luz da torpe ignorância[6].
E o tão frondoso cedro crê que a si mesmo fez


Tal cedro atrai quem busca refúgio ou mesmo sombra...
São tantos[7], pois, os tais vivendo em desespero
Sedentos da verdade[8]; do amor que tira o medo[9].
Na angústia, obcecados por uma fé insana


Mas como discernir se é boa erva ou daninha?[10]
Se a essência da árvore está no que se colhe
Confira bem o fruto; discirna[11] até a brisa[12]
Pois vera salvação não é para o que dorme...[13]


Jordanny SilvaGama – DF, 18 de abril de 2011.



[1] Cl 2.8

[2] Ef 4.14b

[3] Mt 24.4; 2Ts 2.9-12

[4] 2Co 11.13,14

[5] 2Tm 3.1-5

[6] Mt 6.23b

[7] Rm 3.23

[8] Ap 21.6; Jo 8.32; 14.6; 17.17

[9] 1Jo 4.18

[10] At 17.10,11

[11] 1Co 2.14,15

[12] 1Ts 5.20-22

[13] 1Ts 5.5-10

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cristiano Nascimento: o crente de berço


Fonte: Púlpito Cristão

A favelinha do céu da Sarah Sheeva




Fonte: Genizah


Trecho de pregação (?) da Sarah Sheeva na PIV Guarulhos – SP:



“Vocês sabiam que o céu não é como falam? Você sabia que o lugar que você morará no céu depende da sua santidade aqui?

Tá, quer um exemplo? Minha filha, teve a chance de conhecer o evangelho mais cedo que eu, que só encontrei Jesus depois de adulta. Com certeza ela morará mais perto de Jesus que eu!

Isso mesmo! Eu tive uma vida de artista, cheio da podridão da fama, freqüentei várias religiões, decepcionei muito Deus ao longo da minha história, mas ela não: Cresceu ouvindo o evangelho, eu paguei e ela foi matriculada e seus estudos são numa escola evangélica, onde os professores anexam os ensinamentos de Deus aos ensinamentos normais. E mesmo lá, é radical, não quer namorar nem ficar de gracinha com nenhum menino.

Além disso, vive do meu lado e convive com pessoas como minha pastora, Ludmila Ferber. Ela procura viver uma vida integra.

Como vive assim, morará num lugar melhor que eu. Mas minha meta é ser santa para conseguir um lugar ótimo nas ruas de Deus.

O que você prefere? Morar no condomínio fechado ou na favelinha do céu? Dê seu dizimo, não namore – compromisse (na visão dos 12 no Brasil, compromissar é o relacionamento a dois, mas sem toques), honre seu pastor, seu apóstolo, porque a favelinha do céu é melhor que o hotel cinco estrelas do inferno!”


Este pessoal do G12 (MIR12, etc.) está escrevendo uma "briba" própria, definitivamente! E este capítulo ai do IPTU celestial é um primor. É bonitinho, mas é doutrinazinha para criança dormir. Bíblia ZERO!

É mais um exemplo do farisianismo, da doutrina deturpada dos discípulos do Terra Nova.

Eu conheci Sarah Sheeva, batemos um papo na EXPOCRISTÃ e gostei dela, mas lamento ouvir tanta bobagem de sua parte, mesmo que a intenção tenha sido boa.

Culpa destes líderes do G12 que parece que jogaram a Bíblia fora e a trocaram por um saco de biscoitos da sorte e um livro de treinamento da Amway!

Imaginem esta gente vendo Jesus assentado com prostitutas e publicanos, dizendo: Mestre, o Senhor não pode comer com esta gente!

- Tanto mais morar perto deles, quando convertidos tais irmãos de passado terrível, estivessem no Céu! Os caras iriam querer despejar Jesus!

Entre os últimos que serão os primeiros e a surpreendente hipótese de Terra Nova ir para o Céu, o patriarca iria querer uma morada melhor do que a de Paulo, risos. Afinal, Paulo assassinou cristãos. Agostinho, coitado, ia morar num puxadinho da casa do Edir Macedo.

O que será que esta tal Ludmila Feber prega aos seus discípulos que não os fazem ver e enxergar que o Senhor escolheu e resgatou homens ruins e com grandes erros no currículo, desde o início dos tempos, para fazer a diferença e liderar milhões de vaquinhas de presépio murmuradoras, séculos a fora.

Eu cá fico até sem graça de desfilar os incontáveis exemplos nas Sagradas Escrituras a derrubar esta teoria da favela celestial. Sinto pena de tanta ignorância. E me canso de ver santidade ser confundida com adesão a doutrinas comportamentais, isto desde o início dos tempos, por uma gente que não consegue, por mais que queira, ter um encontro real e libertador com o Senhor.

E pior! Por conta desta frustração, vivem suas vidas debaixo da falsa autoridade de "apóstolos e patriarcas" e nas calças apertadas dos uniformes públicos da santidade aparente, que muito fazem por sua reputação junto ao seu grupo e nada fazem a quem tem fome ou precisa ser resgatado.

Olhem para os lados raça de víboras! Olhem para o alvo! Vão pregar às prostitutas e aos ladrões drogados, afinal, se eles se converterem talvez te convidem para suas coberturas com piscina na Ipanema celestial, risos.

Vão aos presídios e hospitais, pois lá estão quem o Senhor lhes ordenou visitar.

Tirem os olhos do umbigo, despertem da hipocrisia.

Mas não! A ordem é: Siga cegamente o seu apóstolo!

E o que dizem? - Pague o dízimo, e não buline! *

Esta é a síntese do "evangelho" desta gente!

Faça-me o favor!


Danilo Fernandes

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz1BxgkKsKr
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike