domingo, 27 de junho de 2010

O Evangelho da Graça revela a desgraça!


Acho interessante que um dos conselhos mais incentivados pelo mundo atual é representado pelo seguinte jargão: o caminho para a felicidade está em conhecer melhor a si mesmo. A seqüência da crença nesse conselho informa que o mundo pode ser transformado se eu mudar a mim mesmo. Infelizmente, para mim, este “provérbio” não se aplica. Isso porque não há nada de interessante ou inspirador em mim mesmo que desperte minha curiosidade ou interesse por conhecer-me melhor. E, ao mesmo tempo, todas as vezes que busquei mudar a mim mesmo falhei: não consigo me mudar; é necessário que alguém ou algo me mude. Talvez seja por esse motivo que quase sempre que tenho oportunidade de ministrar, o tema a que mais me dedico é acerca da Graça. Sou fanático, obsessivo pelo Evangelho da Graça.

Alguns, talvez, pensem que o fato de eu sempre enfatizar a Graça em minhas pregações é motivado numa busca pessoal por um “evangelho” de facilidades. Mas, na realidade, o que mais me atrai no Evangelho da Graça é que, ao passo que me afasto da tentativa de me conhecer melhor e busco conhecer melhor AQUELE que é a razão da minha existência, paradoxalmente, quem eu verdadeiramente sou é revelado. E fico completamente boquiaberto com o que vejo: podridão, indignidade, miséria, falência, impotência e qualquer adjetivo detrator que passe pela sua mente. É exatamente assim que sou revelado... Logo, percebo que não tenho poder algum de mudar a mim mesmo, quanto mais mudar o mundo; este poder, definitivamente, não vem de mim.

Em outras palavras, o Evangelho da Graça, ao invés de elevar minha auto-estima, a reduz e a aniquila, deixando manifesto apenas o poder DAQUELE, único, que pode de algum me transformar. Assim só me resta uma singular pergunta: por que um Deus tão santo, puro, justo e bom se entregou por um miserável como eu? A resposta, caro ledor, está no seu Amor, ainda conhecido apenas em parte (1Co 13.12), que se manifesta incondicional e condicionalmente. “Como assim?” - Você deve estar se perguntando. E eu respondo: o Amor de Deus é incondicional no tocante à entrega que Ele fez pela humanidade (Jo 3.16), e condicional relativamente a quem poderá usufruir de suas misericórdias. Ou seja: só participarão dos benefícios infinitos desse ilimitado Amor, aqueles que crerem no Filho de Deus com o coração, para a justiça, e confessarem com a boca, para salvação (Rm 10.10).

Entretanto, esse mesmo Amor é que me deixa completamente constrangido tendo em vista o quanto sou indigno de ser aceito por Ele (2Co 5.14). Não obstante, quanto mais mergulho nesse Amor e conheço esse Deus de Amor, mais percebo o quanto sou imerecedor e glorifico ÀQUELE, único, que é digno de receber a honra e a glória.

Sócrates, segundo os escritos de Platão, dizia que a medida de sabedoria de um homem estava totalmente vinculada à sua consciência do não saber. Acredito que, utilizando-me da construção dessa frase socrática, em relação à Graça de Deus, poderia reescrevê-la da seguinte forma: a medida de compreensão de um homem, acerca da Graça, está totalmente vinculada à consciência da sua desgraça e falência pessoal. A Graça a nós manifesta e revelada por Deus, conseqüentemente, revela a nossa desgraça e, por meio dessa revelação, passa a nos moldar, mudar e santificar.

Quão grande é o Amor de Deus revelado a cada um de nós, pobres miseráveis! Quão grande Graça que reduz a nada, ao passo que me revela a minha miséria, quem eu sou, para que Ele cresça em mim. Você não se acha merecedor dessa Graça? Bem vindo ao clube! Eu tenho certeza de que não sou merecedor! Mas a pergunta chave é: você deseja ser participante dessa Graça? Então creia no Senhor Jesus e O receba em sua vida!

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva, servo e discípulo de Cristo mediante a indizível Graça do Criador; pastor segundo a Sua vontade soberana.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Apologética institucional, política, ególatra ou efetivamente Cristã?


Um dos campos mais crescentes do meio cristão, principalmente evangélico, são os blogs apologéticos. Até certo grau é muito bom ver que a maioria dos cristãos revela bom senso e cansou de ser marionete desses novos “moveres” e de todas as distorções que têm sido vomitadas como alimento espiritual, quando na verdade não passa de engodo peçonhento.


Entretanto, o que também tenho percebido é que alguns que buscam se destacar no meio apologético, o fazem por meio de uma apologia covarde, que se vendeu às convicções de instituição A ou B. Isso mesmo! Vejo alguns apologistas que se sentem no direito de apontar erros doutrinários de uns e de outros, mas se calam diante dos gritantes abusos, escândalos e manobras antiéticas que algumas instituições revelam. Qual seria o motivo? Bem o julgamento do motivo não cabe a mim! Mas dá a entender que o motivo de se silenciar, quando se trata de confrontar a podridão da instituição a que se vincula, seja convenção ou editora a que se filia, é o fato de se ter vendido, talvez não por preço em moeda, mas pelo valor da vaidade e do prestígio que adquiriu.


Percebo, por exemplo, incrível o grau de covardia de tais apologistas quando, ao invés, de batalharem pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd v.3), lutam por convicções institucionais e por ideias fixadas, não na inerrante Palavra do Deus vivo, mas sim nos usos, costumes e dogmas adotados pela instituição a que é vinculada. Diante disso, surge uma apologia que sai da Graça e entra em um legalismo institucional cheio de proibições e discussões infundadas. Quer um exemplo? Tais apologistas começam a se posicionar até mesmo contra expressões artísticas que, se vislumbradas sem preconceitos, ou mesmo sem conceitos confeccionados por uma visão turva e humana, podem ser instrumentos de propagação eficaz do evangelho. Não obstante, já vi apologistas se posicionando, não contra o conteúdo musical, mas contra estilo musical A, B ou C. O rock, nesse viés, é do diabo; o baião é capeta puro; e por aí vai! Parece até que esse tipo de apologética cristã busca glorificar o “deus” deste século, dando a ele demasiada honra criativa! É evidente que alguns estilos musicais, ou mesmo modismos, reduzem o próprio conceito de música à depravação, estupidez e imoralidade. Mas toda uma canção passa a se revelar como não adequada a um cristão dado o seu estilo?


Vejam que a apologia séria se baseia na Palavra e não em preconceitos, ou conceitos culturais turvamente adquiridos. Já vi apologista, por exemplo, valendo-se da ciência para criticar estilo A ou estilo B. Daí, o cristão que se vale do Rap para mandar uma mensagem de alerta autenticamente cristã, com uma amplitude de absorção e alcance muito mais abrangente que uma pregação normalmente atingiria, deve ser desconsiderado porque o estilo é pecado.


Mas não estou aqui para defender estilos musicais. O tema principal dessa postagem é trazer a tona um problema que tem crescido muito no meio cristão quando relacionado à apologética. Primeiramente, se um apologista se dispõe a criticar a nova pragmática adotada por esse pseudo-evangelho que se alastra de forma desastrosa e destruidora, deve também se dispor a apontar os equívocos de sua instituição, independente do risco de perder ou não influência. Em segundo lugar, muito do conteúdo apologético que tem sido apresentado atualmente, em vez de apontar com eficácia onde está alocado o erro, simplesmente discrimina um movimento por completo, destacando a própria metodologia como completamente antibíblica. Quer novamente um exemplo? Não sou gedozista, mas aponte-me alguma estratégia evangelística tão eficaz como o modelo celular? Sou contrário as doutrinas aplicadas pelo G-12, dentre as quais já destaquei inúmeras por meio de uma análise que apresentei do famigerado “Encontro com Deus”. Mas o bojo estratégico que a metodologia celular revela, concernente à criação de pontos evangelísticos de casa em casa é fantástico! Veja que o G-12 não redescobriu o Brasil quando apontou esse método; apenas buscou, lamentavelmente com pouco esmero e de forma muito reduzida, pelo menos um caminho seguido pela igreja primitiva, onde, ao invés de templos pomposos, a Igreja crescia em comunhão de casa em casa, ou pelo menos, nos lugares em que tinham oportunidade de se reunirem.


Mas, para os apologistas ególatras, qualquer manifestação que tenha o nome Células no meio, é furada, pecado, e tudo mais. Nesse mesmo jogo, também já vi até críticas infundadas contra a nomenclatura “ministério de louvor”; é evidente que o que mais se vê atualmente não são “ministérios” de louvor, mas criatórios de ídolos que sequer têm esmero com as doutrinas bíblicas na hora de criar suas canções. Mas, ao passo que alguns apologistas se revelam contrários a terminologia “ministério de louvor”, qual seria então o nome correto? Equipe de louvor? Engraçado! Mas para mim equipe mais se adéqua à visão de um time de futebol ou mesmo de uma empresa, do que à Igreja do Senhor... Na verdade, tudo que está relacionado ao culto, se analisado biblicamente, deveria receber o nome de ministério. Isso mesmo! Os serviços praticados na igreja, vinculados à liturgia, são ministérios! E não me venha com essa de que na Bíblia não tem nenhuma referência à existência de um “ministério de louvor”; tal argumentação não cola! De mesmo modo, na Bíblia não há qualquer menção de “equipe”, “conjunto” ou “grupo” de louvor. Tão somente são mencionados na consecução das atividades litúrgicas os salmos, as profecias, a pregação da Palavra etc. Em outras palavras, apologia que tenta prejudicar determinado conceito por meio do descaso, do uso de ironia sarcástica e ardil, simplesmente para tirar o foco do que efetivamente tal conceito representa, novamente, é covarde e infundada.


Apologética firme não defende ritos institucionais! Apologética livre pela verdade não cria e depois defende normas e leis litúrgicas peculiares a uma congregação local, mas tem seu espírito cativo na Graça libertadora e frutífera no Espírito (Gl 5.22)! Apologética séria confronta, sem medo de perder influência, até mesmo os erros praticados pela instituição a que se vincula o apologista! Apologética cristã é ministério profético que denuncia, sem reduzir determinada metodologia, a não ser que a própria metodologia fora dos preceitos bíblicos! Apologética cristã é dura de palavras, mas vazia de orgulho! Apologética fundamentalista é estratégica e não busca, desvinculada da fama e da influência; busca apenas agradar ao Deus Todo-Poderoso!


Que o Senhor possa trazer iluminação aos corações para que compreendam a presente exortação!


Em breve, se o Senhor nos permitir, estarei dando continuidade a esse tema!


Jordanny Silva

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Paulo chamado apóstolo ou Paulo, chamado para apóstolo?


A inversão de conceitos está entre as coisas que mais me admiram nos dias atuais. Ainda mais quando, imperceptivelmente, essa inversão se maquia de piedade e aponta para os títulos uma autoridade mística quase que intocável. É incrível perceber o quanto esse novo evangelho, que se desenvolve como uma praga mortífera, totalmente adequado ao mundo, servo do orgulho e da arrogância, tem sido engolido por multidões como se fosse o verdadeiro; e, a menção à autoridade que os “cabeças” desse evangelho apresentam, traz em seu escopo uma série de maldições e conseqüências maléficas para quem, lucidamente, o rejeita, ainda que de forma instintiva e irracional. É uma pena perceber tais líderes, chamados pastores, bispos ou apóstolos, que se enchem totalmente para dizer que são a “autoridade plena” de Deus aqui na terra.


O mais interessante é ver o desespero dos que ambicionam galgar degraus nesse jogo de poder evangélico, fazendo tudo, absolutamente, pelo reconhecimento pessoal e terreno, treinados segundo a semelhança luciferiana, que busca, como uma sanguessuga, o endeusamento pessoal, a fim de submeter outros tantos às suas façanhas peçonhentas e venenosas. Tais ambiciosos, estão tão iludidos por esse novo evangelho, que acabam acreditando que o verdadeiro significado da ambição episcopal adere-se mais ao reconhecimento terreal, sob um autoritarismo místico fundamentado em fábulas, do que em uma repúdia social, seguindo a mensagem profética do próprio Mestre (Jo 17.14).


Por meio desse novo evangelho é que o título dominou o ministério, e conseguimos criar, ao invés de cristãos, demônios sedentos pelo reconhecimento. É nisso que se vincula o desejo pela autoridade autoritária, que se afasta do padrão bíblico, aumentando o valor do título ministerial e minorando o valor do evangelho da Graça. Consequentemente, tais títulos se revelam como uma máscara, uma camuflagem, a fim de maquiar o verdadeiro monstro que está por trás dele. Muitos, nesse desejo nauseante, ostentam desesperada e insanamente, serem consagrados a pastores, bispos ou apóstolos, no afã de valerem-se desse título como ponto de autoritarismo, enganando e sendo enganados. Quanta ignorância! Não percebem que, na verdade, não existem no verdadeiro evangelho “Pastor Fulano”, “Bispo Beltrano” ou “Apóstolo Cicrano”... Pelo contrário, existem apenas servos bons e fiéis ou servos infiéis... Muitos, ao serem separados para pastores já se acham os donos do mundo; detentores de uma autoridade irrefutável, inabalável e inquestionável! E ai de quem não se submeter aos seus caprichos egocêntricos!!!


Paulo nos dá um verdadeiro exemplo do que é o verdadeiro chamado. Em suas cartas, não se apresenta como Apóstolo Paulo, mas sim como Paulo, apóstolo e servo. Ele revela a autoridade a que estava revestido por meio de seus sofrimentos, de suas tribulações e nas perseguições que vivenciou, arrancando de si mesmo qualquer pretensão de ser um super-homem. Pelo contrário, Paulo, sequer, entregou a Deus o seu melhor; mas buscou entregar-se totalmente a Ele, incluindo-se, principalmente, as suas fraquezas e necessidades. Paulo percebia que era exatamente em suas fraquezas que o poder de Deus era aperfeiçoado (2Co 12.9). Logo, me pergunto: por que estes novos pastores, bispos e apóstolos, buscam tanto apresentar sua autoridade por meio de seus títulos ao invés de autenticar seus ministérios por meio de suas fraquezas e necessidades? Por que buscam ser tão fortes, ao invés de serem tão fracos? Por que apontam o título na frente do próprio nome, quando na verdade o correto seria, em reconhecimento de sua humanidade falida, apontar primeiro o nome e, em seguida, o seu ministério?

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado PARA apóstolo, separado PARA o evangelho de Deus” (Rm 1.1).


Você almeja o episcopado ou o reconhecimento que um título, aparentemente episcopal, pode lhe auferir? Você é o Pastor Fulano de Tal ou é o Fulano de Tal, pastor segundo a vontade de Deus?

A paz do Senhor a todos!



Jordanny Silva,


Servo de Cristo, separado para pastor segundo a vontade de Deus!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Jus sanguini": o Direito de Sangue!!!

Em breve estaremos postando um texto explicativo... Por enquanto, fica o convite!!!

Assista ao vídeo abaixo:




Leia também:

Dos filhos deste solo és...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Eu amei um homossexual!



Eu tinha aproximadamente 17 anos, quando eu tive minha primeira experiência com um homossexual, lembro-me como se fosse ontem, eu ia pegar um ônibus para ir até minha igreja, como eu fazia todos os finais de semana. Era por volta das 18h00 e meu ônibus sairia em 30 min, foi quando eu avistei um senhor bem vestido e muito simpático, ele não tirava os olhos de mim, eu estava sentado em um banco perto do ônibus e ele mais afastado, quando ele começou a piscar para mim. Lembro que fiquei bastante constrangido, mas tomei coragem e o convidei para se sentar ao meu lado. Prontamente ele atendeu ao meu pedido, ele já veio logo segurando na minha mão, e começou a tocar no meu cabelo. Pois com o mesmo sorriso que o chamei eu falei para ele o seguinte:
_Tudo bem com você? Meu nome é Robert, qual é o seu nome?
_ Eu me chamo Marcos! Ele respondeu sorridente.
_Pois é eu só te chamei aqui porque eu queria que você soubesse que eu sou muito feliz!
Falei com um tom meio ousado.
_Eu já sei, você é feliz porque você tem muitos amigos assim “como eu”, por isso você é alegre!
Ele respondeu todo empolgado.
_Não exatamente, na verdade eu sou muito feliz, porque um dia eu fui “lavado e remido pelo sangue do Cordeiro”. É sobre Ele que eu gostaria de te falar.
Respondi com firmeza.
_A não!!! Você é crente? Só me faltava essa…
Ele respondeu tirando as suas mãos de mim, e um tanto indignado.Como em nenhum momento eu demonstrei algum tipo de preconceito, e eu queria conhecer a sua história, conversamos sobre a sua vida e também sobre a bíblia.
Interessante foi eu estar levando minha bíblia na mochila, uma Thompson antiga, ou seja, uma bíblia enorme. À medida que passava um amigo do Marcos ele dizia:
_O Fulano, vem aqui esse é o Robert, ele é crente e não tem preconceito, ele quer falar sobre a bíblia com a gente.Naquele domingo eu não fui para o culto na igreja, eu fiz meu próprio culto em um banco de rodoviária cercado de vários homossexuais, alguns sentados ao meu lado e outros sentados no chão, eu com a minha bíblia gigante no colo, as pessoas que desciam dos ônibus, ou passavam por lá paravam para ver o que estava acontecendo. Não me preocupei em falar sobre salvação, pois todos eles já conheciam a respeito de Jesus, eu apenas falei sobre o amor e graça de Deus, muitas sementes foram plantadas naquela noite.
Ao chegar em casa, eu chorei muito na ora de orar para dormir, o grande vazio e os valores distorcidos daqueles homens, me tocou profundamente. Eu questionei, porque nós cristãos nos calamos tanto para essas pessoas? Porque eles diziam que eu não tinha preconceito? Qual era a visão de um homossexual para com a igreja, e qual a visão da mesma para com eles? Porque nós cristãos nos fechamos para essas pessoas?
Deus me respondeu que eu poderia e deveria amar um homossexual, pois só através desse amor ele poderia se encontrar em Deus.Talvez você esteja pensando agora: Seria correto eu subir no púlpito de uma igreja e dizer que eu amo um homossexual ou uma prostituta?
Nos meus vários anos de experiência com re-socialização, e missões noturnas, eu descobri não só na teoria, mas na prática que se não houver amor, nunca haverá recuperação, pois somente o amor verdadeiro, aquele que vem do alto, de Deus, o que não se limita à raça crédulo ou sexualidade definida, é que pode trazer um homem novamente ao convívio da sociedade.
Ele ama incondicionalmente, mesmo quando nós não o merecemos, Ele ainda chora por nós, e sofre as nossas dores, porque ele odeia o pecado, mas sempre amou o pecador.
Eu não tenho problema algum em subir em um púlpito para dizer em alta voz que eu já amei, e ainda amo um homossexual, isso porque eu conheci um cara que não teve vergonha de subir nu em uma cruz, só para dizer que ama os homossexuais, os pedófilos, as prostitutas, os ladrões, os drogados, entre outros pecadores como eu e você.
Ainda hoje eu tenho muitos amigos, que cultivei nas ruas e nos prostíbulos, são eles travestis, prostitutas, drogados, alcoólatras, mendigos, clientes das drogas e da prostituição, verdadeiros desgraçados como eu, com a diferença de que eu fui alcançado pelo favor não merecido da parte de Deus. Isso não me torna mais ou menos amado por Deus, mas me da o privilégio de poder abençoar essas pessoas que também são queridas do Pai, quem os coloca à margem da sociedade somos nós, Deus os coloca como a coroa da criação a imagem e semelhança dEle mesmo.
Durante minha caminhada cristã eu percebi falhas em meu caráter, principalmente quando eu rotulava essas pessoas sem conhecer suas histórias de vida, talvez você se identifique com uma dessas falhas, e Deus esteja te chamando para um relacionamento mais profundo com Ele.
Descobri que se eu amo pessoas que supostamente tem uma vida santificada semelhante a minha pseudo-santidade, eu não passo de um homossexual gospel, tão somente porque a principal característica de um homossexual é que ele ama alguém do mesmo sexo, ou seja, alguém que se parece com ele. Se eu só quero amar meus irmãos da igreja, eu sou um homossexual gospel porque eu escolho amar quem é igual a mim.
Quando eu me encontro dentro de um sistema religioso, que nunca me permite enxergar a dor, os sofrimentos e as grandes desgraças do mundo e de quem esta ao meu lado, e eu me vendo para esse sistema, em troca de promessas que Deus nunca fez ou faria, quando quero buscar apenas bênçãos pessoais, eu não passo de uma prostituta gospel, pois eu nunca serei resposta para as mazelas do mundo ou voz contra injustiça, no lugar de lavar minha alma no sangue do Cordeiro, não somente para ser abençoado, mas para abençoar, eu lavo minhas mãos como Pilatos, nas águas sujas de um sistema religioso corrupto, que me ensina a buscar somente as bênçãos do Pai, mas muito pouco, o Pai que me dá essas mesmas bênçãos.
O interessante é que nesse sistema eu posso ser uma prostituta gospel, mas a prostituta de verdade sempre vai ser uma meretriz, o gay um sodomita efeminado, o mendigo um morador de rua beberrão, a imagem e semelhança de Deus será sempre atribuída aos que foram alcançados pela graça sublime, ou aos líderes religiosos que são semi-deuses na terra. Daí a razão de serem prósperos em tudo.
Descobri ainda que quando eu vou para uma igreja com o intuito somente de cantar desesperado, levantar minhas mãos e chorar, ficar anestesiado e entorpecido pelo chamado louvor espontâneo ou louvor extravagante, eu sinto muito mesmo, pois nós precisamos rever nossos conceitos sobre louvor e adoração. Quem sou eu para questionar a forma como se louva, acredito que essa função é dada ao Espírito Santo, o problema é que biblicamente nós adoramos a Deus com atitudes e não somente com cânticos chamados espirituais, se eu não vivo o que eu canto essas expressões de louvor são apenas uma grande viagem, uma ilusão. Quando isso ocorre, eu não passo de um drogado gospel.
Se eu sirvo a Deus, somente com o intuito de ganhar dinheiro, seja através de uma fé genuína ou ainda por formas escusas, através do evangelho de uma falsa prosperidade, este mesmo que você esta pensado, este que tem arrastado milhares de cristãos para o inferno do capitalismo. Eu com certeza sou um mendigo gospel, pois eu não entendo que sem o próximo não existe Evangelho do Reino, e que viver somente de prosperidade seja qual for a área que se aplique ela, na verdade é viver de migalhas e esmolas espirituais, o que Deus quer nos dar em termos de qualidade de vida é muito maior que ouro e prata, não depende e nunca dependeu dessas coisas ou de uma vida cheia de grandes vitórias e glórias, se Deus tem te prometido somente essas coisas, acho que estamos falando de deuses bem diferentes. Ter um relacionamento íntimo e profundo com o Criador, essa é a verdadeira prosperidade.
Ame incondicionalmente e com certeza você entenderá porque Deus te trouxe para este mundo, e assim será mais fácil você fugir desse mundo gospel.
Hoje eu oro pelo Fábio (Travesti que atende pelo nome de Yasmin), pelo Edílson (ex-presidiário que é soro positivo, contraiu HIV após um estupro na cadeia), pela Claudette (se prostitui para sustentar o vicio de merla e crak), pelo Mário ( perdeu o senso da razão e é tido como louco, porque mora a mais de 20 anos nas ruas), entre outros muitos que eu poderia citar, pessoas maravilhosas que o próprio Deus me deu o privilégio e a honra de poder amar e abraçar como verdadeiros amigos.
Perdoe-me se isso te incomoda, talvez Mateus 25:31-46 esteja rasgado ou riscado em sua bíblia, para não te incomodar também.Se você entende o que é Graça, e como ela somente inclui, não exclui, meus parabéns!
Você esta apto para viver os valores e os conceitos do Evangelho do Reino de Deus, baseado no texto bíblico citado de Mateus, aproveite e tire um tempinho para ir visitar Jesus Cristo em um hospital, em uma prisão ou qualquer outro lugar onde as margens da sociedade se concentram.
É legal quando nos lemos João 3:16 na ótica de I João 3:16.Para encerrar, sempre que eu vejo um homossexual seja um homem ou uma mulher na rua ou em qualquer lugar, eu fico muito tocado e faço sempre à mesma oração:
“Pai eu te peço, por favor, se eu tiver filhos, não permita que um deles se torne um homossexual, mas eu entendo que cada um escolhe seu próprio caminho e dará conta de si a Deus, como eu ouvi muitos exemplos de travestis que se diziam filhos de pastores ou filhos de crentes.
Pai se um filho meu escolher este caminho, ensina-me a amá-lo como o Senhor ama a todos nós…”
Robert Itamar Alves da Costa
JOCUM Floripa, a partir do Rio Fonte: http://www.jocumdf.com
Via: http://veshamegospel.blogspot.com/

quarta-feira, 19 de maio de 2010