sábado, 15 de maio de 2010

ILUSÃO: Por que o Inimigo consegue, com tanta eficácia, nos seduzir?


Uma das perguntas mais complexas de todos aqueles que se comprometeram com o Evangelho sem invenções e/ou concessões, está revelada no título desta postagem. Fico boquiaberto com a contumácia humana em ser iludido pelo que o inimigo nos oferece. É interessante que o padrão de ilusão chega a ser tão denso que, por muitas das vezes, chegamos a brigar e morrer por nossa ilusão.


Um dos diálogos da famosa produção hollywoodiana Matrix chega a mencionar que muitos seriam capazes de matar e até morrer, por aquele mundo de ilusão. Quem conhece a trilogia desse filme sabe que está vinculada a idéia do que sistema que é construído para que a nossa compreensão da Verdade seja deturpada. E nesse sentido, ficou muito bem demonstrado (apesar de subliminarmente a obra ter outras intenções). Mas onde está a explicação para tudo isso? Onde reside a explicação para vivermos e morrermos por nossas convicções pessoais?


A resposta a essa questão é extremamente densa e complexa. Entretanto, hoje irei me ater a um ponto: as sensações humanas. O inimigo se torna muito mais racional, olhando-se pelo padrão humano, devido ao fato de ele colocar suas “verdades” totalmente vinculadas às sensações palpáveis, físicas ou psicológicas, que sejam mais vívidas e afloradas. Exatamente isso! O inimigo, segundo a teosofia satânica, é um “deus” que nos permite experimentar tudo aquilo que está à nossa disposição física e psicológica, tal como o sexo, a paixão etc.; assim, crer na verdade, em face do que é sensitivo, é muito mais prazeroso e fácil, do que crer em um Deus que exalta o invisível e espiritual (2Co 4.18). Ora, é muito mais fácil viver o que é visível e tocável do que viver por fé. Viver por fé é viver independente do que há neste mundo.


Desse modo, encontramos um dos motivos que a apostasia tem conseguido adentrar com tanta facilidade dentro de nossas igrejas: os crentes têm buscado muito mais sensações físicas e psicológicas do que espiritualidade. Vamos ver se estou enganado? Por que, atualmente, sob a desculpa de se fazer um evangelismo de impacto, temos apresentado às pessoas o puro entretenimento? Quer mais? Por que os milagres têm sido muito mais motivadores da fé do que a Palavra? Somos tão dependentes desse mundo que passamos a ser dependentes do milagre físico e material, em detrimento da fé no Deus Todo-Poderoso! Vamos um pouquinho além? A espiritualidade dentro das igrejas evangélicas passou a ser confundida com esse frenesi apelidado de “re-té-té”, o qual se resume a um “movimento” totalmente emocional e sensitivo ao padrão almático. Exatamente isso, é melhor viver essa pseudo-espiritualidade, onde, após uma “ministração” de cunho psicológico que é focada na emoção humana, todos comecem a chorar e “falar em línguas” (deixo claro que não sou cessacionista), e a pular e gritar; e chamam isso de “liberdade no espírito”; dentro desse “culto” vale tudo: sorrir freneticamente (unção do riso), cair rolando (unção do cai-cai)! Tudo isso não passa de um CULTO ÀS SENSAÇÕES HUMANAS, que por natureza não se confunde com fé bíblica, ou mesmo com espiritualidade. Lembro que a verdadeira espiritualidade é construída sobre o discernimento (1Co 2.14,15); ou seja, o que passar disso é desordem irracional e carnal. A fé bíblica não se fundamenta no que é palpável, mas sim no que é invisível.


Mas sabe o que é mais incrível em todo esse processo, é perceber o quanto as pessoas vão lutar com unhas e dentes, não pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd v.3), mas sim por esses “moveres”. As pessoas chegam a ficar tão iludidas por essa pseudo-espiritualidade, que essa ilusão passa a se confundir com elas mesmas. Quer fazer um teste? Confronte biblicamente essas sensações que você vai ver os iludidos se levantando de forma audaz, e levando para o lado pessoal toda a defesa. Ora, o verdadeiro cristão, mesmo ciente e compromissado com sua fé, não leva para o lado pessoal as discussões visto que sabe responder, com mansidão e temor, a razão da sua esperança (1Pe 3.15). E se parte para o lado pessoal já revelou carnalidade!
Como disse antes, tais pessoas são capazes de matar e de morrer para defender essa ilusão. Entretanto, os pseudo-cristãos nunca morrerão fisicamente por essa fé; se não perderão seu maior tesouro que é este mundo físico. Porém, morrerão espiritualmente e matarão espiritualmente muitas pessoas em defesa dessa pseudo-espiritualidade.


Que o Senhor possa trazer revelação a estes! Não morram por um “mover”, por um “movimento” ou por uma “visão”! Se for pra morrer morra por Cristo; morra pela Verdade; morra pelo Caminho; morra pela Vida! Se for pra matar, que seja morta essa carne que nos corrompe e nos ilude por meio desse mundo de sensações que nos é posto à disposição!


Que Deus abençoe a todos!


Jordanny Silva

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A História Oculta do Mundo Islâmico: A Pedofilia do Hamas

* Fonte: Recebida por e-mail.
* A matéria em português pode ser lida também em "De Olho na Mídia".

Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", os "rebeldes", o mundo desconhece uma das histórias mais SÓRDIDAS de abuso infantil, torturas e sodomização do planeta, vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas, que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical. Infância perdida, abuso certo: ficaremos calados?
A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
"Nós estamos felizes em dizer à América que ela não pode nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas.
As garotas na pré-puberdade (pré-puberdade?????), que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
As fotos do casamento relatam o resto desta história repugnante. Noivas de 4 a 10 anos e presentes de $500.
O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta e quase todas em países muçulmanos.
Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.
Nesta hora até a miséria desaparece de Gaza: carros de luxo para meninas reduzidas a lixo.



A prática da pedofilia teria base e apoio do islã. O livro Sahih Bukhari em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas ocorreram aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda... (esta historia esta registrada oficialmente.)

Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:
Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.



Esta é a história que os media não contam, que o mundo cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos da mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Que Tal algumas Potestades Demoníacas Dentro dos Nossos Lares?


Recebido por e-mail. Autor desconhecido.


A SILENCIOSA INVESTIDA DA REDE GLOBO

Saudações amigos!

Dias atrás eu conversava com minha esposa sobre a programação da Rede Globo, do padrão de qualidade, da audiência, do investimento gigantesco em publicidade e das inúmeras repetidoras espalhadas no Brasil e no mundo.


Acontece que a Globo, com todo esse poder de penetração na sociedade e dentro de nossas casas, vem introduzindo, silenciosamente, uma cultura de libertinagem, traição, adultério e rompimento com a célula familiar de forma sutil. Com o advento do BBB10 a Globo conseguiu o que ela vinha tentando há muito tempo, o beijo gay ao vivo. Em duas cenas do BBB 10 aconteceram dois beijos Gay e quando um deles foi "líder" a produção do programa teve o cuidado de colocar sobre uma estante a foto do beijo, com isso a Globo faz com que seus fiéis telespectadores vejam o beijo gay como algo comum e engraçado, ou seja, aceitável.


Agora, nas novelas globais o beijo gay vai acontecer, induzindo esse comportamento aos jovens e adolescentes, induzindo legisladores a criarem leis que abonem tal comportamento. No mesmo BBB 10 uma das participantes declarou-se lésbica e com essa declaração todas as demais mulheres do programa se aproximaram dela sendo protagonizado o selinho lésbico no programa e todos os demais a apoiaram sob o manto sagrado do não preconceito. Na novela Viver a Vida o tema principal mostrado de forma engraçada e aceitável é a da traição e do adultério.


A Globo leva ao telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro ficando com sua namorada.A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueiro. Mas talvez, a investida mais evidente e absurda esta na novela das 6h, Cama de Gato.


A Globo superou todos os limites nessa novela ao colocar como tema uma música do grupo Titãs.


Na música, nenhuma linha de sua letra se consegue tirar algo de poético, de aconselhável pra vida ou de apoio.


A letra da música faz menção discarada do Inimigo de nossas almas que deseja entrar em nossa casa (coração) e destruir tudo, tirarem tudo do lugar (destruir a célula familiar e nossa fé). A música chega ao absurdo de dizer que devemos voltar à mesma prisão, a mesma vida de morte que vivíamos. Amados amigos, fica o alerta, às vezes nem nos damos conta do real propósito de uma novela, de um programa, de uma música, e como Jesus esta às portas, as coisas do mal estão cada vez mais evidentes e claras. Até os incrédulos estão percebendo que algo esta errado. Aproveito para trazer ao conhecimento a letra dessa música, cuidadosamente escolhida pela Globo para servir de tema da dita novela; música de abertura da novela.


Vamos deixar que entrem Que invadam o seu lar

Pedir que quebrem Que acabem com seu bem-estar

Vamos pedir que quebrem O que eu construi pra mim

Que joguem lixo Que destruam o meu jardim

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro

Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro

Vamos deixar que entrem Que invadam o meu quintal

Que sujem a casa E rasguem as roupas no varal

Vamos pedir que quebrem Sua sala de jantar

Que quebrem os móveis E queimem tudo o que restar

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro

Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro

O mesmo desespero

Vamos deixar que entrem Como uma interrogação

Até os inocentes Aqui já não tem perdão

Vamos pedir que quebrem Destruir qualquer certeza

Até o que é mesmo belo Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem E fiquem com o que você tem

Até o que é de todos Já não é de ninguém

Pedir que quebrem Mendigar pelas esquinas

Até o que é novo Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem Nada é como você pensa

Pedir que sentem Aos que entraram sem licença

Pedir que quebrem Que derrubem o meu muro

Atrás de tantas cercas Quem é que pode estar seguro?

Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro

Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno A mesma cela de prisão - a falta de futuro

O mesmo desespero


Imaginem tudo isso entrando em sua casa... Isso tudo é uma maldição.

Quando você liga sua televisão, você abre uma janela para entrar em sua casa coisas boas ou ruins - isso é uma questão de escolha.

Imaginem nossas crianças cantando isso? Trazendo isso pra dentro do coração e da alma dela? Imaginem você cantando isso?

Tente imaginar de onde o compositor dessa pérola tirou inspiração para compôr tamanha afronta?

A palavra de Deus é clara quando diz; quem esta de pé, veja que não caia. e ainda; examinai todas as coisas, retende o que é bom.

Ai pergunto, parafraseando a própria Bíblia; pode porventura vir alguma coisa boa da Rede Globo?

Pense nisso, anuncie isso, faça conhecer, livre alguns dessa humilhação, dessa opressão, dessa falta de futuro, dessa cela de prisão. Se você ama a sua família comente isso com os seus filhos e não deixe os seus amigos de fora. Esta situação não pode continuar.

PAZ E BEM.

Análise do "Encontro": é tremendo! - Índice Temático

Para facilitar a leitura, posto na oportunidade um Índice Temático:
Parte 1 - Prefácio e Introdução
Parte 2 - Uma breve História
Parte 3 - O Pré-Encontro
Parte 4 - O Encontro
1. Sexta Feira à noite - Peniel
Acerca da Confissão de pecados
Parte 5 - 2. Sábado 1ª Ministração: No Encontro Ampliamos a nossa Postura Espiritual
Parte 6 - 3. Sábado 2ª Ministração: O Pecado e suas Consequências
Parte 7a - 4. Sábado 3ª Ministração: Libertação
Um Breve Histórico de minha Experiência
Parte 7b - A Quebra de Maldições e as Maldições Hereditárias
Parte 7c - Minha Boca tem o Poder de Abençoar e Amaldiçoar?
Parte 7d - Chamando à Existência as Coisas Positivas?
Parte 8 - 5. Sábado 4ª Ministração: Cura Interior
Parte 9a - 6. Sábado 5ª Ministração: Os Sonhos de Deus
Profecia ou Motivação?
Parte 9b - Voltando ao Tema
Parte 9c - E os Sonhos de José?
Criando um "deus" Segundo os Nossos Caprichos
Parte 10a - 7. Sábado 6ª Ministração: Indo à Cruz
"Liberando" Perdão
Parte 10b - Xamanismo Dentro do Encontro?
Parte 10c - A Fogueira Santa: Pisando o Filho de Deus e Profanando o Sangue
Parte 11 - 8. Domingo 2ª Ministração: A Nova Vida em Cristo
Parte 12a - 9. Domingo 3ª Ministração: O Batismo no Espírito Santo
Testemunho Pessoal: A Unção do Riso e o Cair no Espírito
Parte 12b - Mais Aberrações: A Unção da Água
Considerações Finais Acerca do Batismo com o Espírito Santo
Parte 13 - Conclusão
Notas Bibliográficas

domingo, 2 de maio de 2010

Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 13


CONCLUSÃO

São diversos os temas do Encontro que ainda não foram tratados e analisados. Se for a vontade de Deus, creio que muito em breve estaremos abordando outras heresias e distorções que, displicentemente, têm se infiltrado no meio dos evangélicos e nos distanciado das inegáveis verdades dispostas no texto sagrado. Contudo, nosso objetivo precípuo, por meio do presente trabalho, é denunciar algumas das diversas distorções doutrinárias que vêm sendo praticadas no meio do povo de Deus, mais especificamente, no Encontro.

Também, revela-se como objetivos do presente trabalho, demonstrar para a nossa igreja, em especial, que uma análise das doutrinas aplicadas em nosso meio é mais do que necessária para nos mantermos “santos e irrepreensíveis para a volta de nosso Senhor” (Ef 1.4; Cl 1.22; 1Ts 3.13). Relembro sempre que o que nos santifica é a Palavra da Verdade (Jo 17.17); ou seja, todas as vezes que nos afastamos dos ditames e doutrinas reveladas na Palavra, nos contaminamos com falsos ensinos e somos conduzidos ao erro.

Oro, em humildade, para que o Espírito Santo nunca se afaste de nós. É Dele que dependemos, e Nele que está a nossa fé e esperança. Gostaria de agradecê-Lo do fundo da minha alma, pois o presente trabalho foi escrito com profunda dor e pesar, diante de diversas tribulações e angústias. Deus sabe o quanto tenho, particularmente, sofrido ao ver o estado degenerativo que a atual igreja tem alcançado. Mas creio que, se nos humilharmos, este Deus dos altos céus ouvirá o nosso clamor e, novamente, nos sarará a nossa terra, ou seja, o solo que há em nossos corações, e nos perdoará por nossa displicência e omissão diante dos abusos doutrinários que têm sido pregados em nosso meio, e nos fará prosperar em nossos caminhos até o dia em que formos apresentados a Ele (2Cr 7.14).

Que a presente admoestação seja recebida com amor, apesar de entristecer aos corações de muitos, a fim de que cresçamos no conhecimento de Deus (Os 6.3); esse é o único caminho para não perdermos nossa identidade e não sermos destruídos (Os 4.6).

Finalizo, pois, com as preces do apóstolo Paulo:

(1Ts 5.23) - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

BAY, David. Enganação do Anticristo: Magia Branca sendo praticada dentro da Igreja Cristã. Trad.: Ruth Marc. Fonte:
www.espada.eti.br

__________. A Ilusão Carismática: As Estranhas Doutrinas de Benny Hinn – Um poderoso xamã disfarçado de pastor – Parte 1. Fonte:
www.espada.eti.br

__________. Harry Potter – Realidade ou Apenas Fantasia? Ou Ambas as Coisas? Artigo que compõe o CD – A Espada do Espírito. Também pode ser encontrado no site
www.espada.eti.br

__________. Compreendendo os Segredos das Trevas – Proteja seus Filhos. Artigo extraído do CD adquirido junto ao administrador do site A espada do Espírito:
www.espada.eti.br

DOMINICK, Mac. Reconstruindo a Torre de Babel: O Lado obscuro da igreja com propósitos. Artigo retirado do site:
www.espada.eti.br

GILBERTO, Antônio. Teologia Sistemática Pentecostal. Pneumatologia: A Doutrina do Espírito Santo. 2 ed. CPAD : 2008.

HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em crise: Um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele tem de ser extirpado! CPAD : 2004. 4 ed. Tradução: João Marques Bentes.

HUNT, Dave. Escapando da sedução : retorno ao cristianismo bíblico / Dave Hunt; [tradução: Carlos Osvaldo Pinto]. – 2. ed. – Porto Alegre : Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, 1999.

SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. Cristologia – A Doutrina de Cristo. 2 ed. CPAD : 2008.

ZIBORDI, Ciro Sanches. Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria. Rio de Janeiro - RJ. CPAD, 2006.

Informações extraídas do artigo “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson, publicado pelo Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa, disponível pelo link:
http://www.chamada.com.br/mensagens/paixao.html

Definição extraída da Wikipedia podendo ser acessado pelo seguinte endereço:
http://pt.wikipedia.org/wiki/I-doser
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Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 12b


Mais Aberrações: A Unção da Água

Dando continuidade a esse breve relato, após tantos equívocos doutrinários e invencionices, ao final de todo esse “mover”, nós temos um momento que, normalmente, para os organizadores do Encontro, é muito especial. Não se contentando com tanto “fogo estranho”, ao final de tudo os participantes do Encontro são convidados a experimentarem a “unção da água”. Essa, talvez, seja uma das partes mais absurdas de todo o Encontro realizado por minha igreja (devo asseverar que tudo isso foi aprendido e copiado do Encontro organizado por outra igreja, não sendo invenção autenticamente nossa). Segundo o ministrante dessa “unção”, todos devem ficar ajoelhados, ou sentados no chão, pois a “unção” é tão grande que alguns podem se machucar ao caírem repentinamente em face do “poder” produzido pelo “contato” com a “água ungida”.

Segundo o que dizem dessa “unção da água”, muitos têm sido curados de diversas enfermidades, e outros têm alcançado libertação e até renovação espiritual por meio desse “mover”. Bem, acontece, normalmente, da seguinte forma. São trazidos alguns baldes cheios de água onde, previamente, o ministro fez uma oração ungindo a mesma. Em seguida, com todos de joelho, ou sentados no chão, inicia-se o espetáculo de imaturidade espiritual. Vários obreiros e ministros do Encontro pegam copos cheios com essa água e começam a lançar sobre as pessoas. Alguns são completamente encharcados. O importante é molhar todo mundo. O incrível é o que acontece com as pessoas no momento em que entram em contato com essa água: alguns caem no chão chorando e gritando freneticamente; outros começam a rolar no chão molhado; a equipe de trabalho fica circulando no meio de todos derramando água sobre todo mundo. Ao final, o ministro responsável pela “unção da água” passa a “ministrar” tal unção sobre toda a equipe de trabalho. Daí é aquela festança. Durante todo o tempo uma música é tocada a fim de ser “facilitado” todo o “mover”. É, realmente, um espetáculo. Para se ter uma idéia, mormente, antes de ser lançada a “água benta” sobre todos, o ministro responsável pergunta: - Vocês querem? – E o povo responde: - Quereeeemos!!!

Tudo isso me faz memorar os rituais católicos romanos onde as pessoas realmente confiam no “poder” da água benzida pelo padre. De mesmo modo, a única diferença, é que essa “água benta” é gospel. Amados, sejamos sinceros, é possível ser conivente com esse tipo de “mover”? Será que não percebemos o grau de idolatria a que chegamos? Essa “unção da água” alcança, por acaso, algum respaldo no texto sagrado? Qualquer semelhança com o rito católico não é de se admirar. Mas hoje, no meio evangélico tudo é tão normal; é rosa ungida; é arca do milagre; é sal grosso para espantar mal olhado; é cruz cheia do sangue de Cristo; é “água benta” do rio Jordão. São tantas, mais tantas invenções tiradas do espiritismo, do catolicismo, da feitiçaria, que, algumas vezes, já nem sabemos diferenciar um culto evangélico de uma reunião de candomblé, ou de qualquer outro ritual pagão. Contudo, eu ainda insisto em descobrir qual é a passagem bíblica que traz fundamento para a unção da “água benta”.

Segundo os defensores desse ritual que nada tem a ver com o verdadeiro Evangelho, o fundamento para utilização da “água” está no fato de, para algumas pessoas, a fé necessitar de um “canalizador”, um “ponto de contato”. O que seria um “canalizador” ou “ponto de contato”? Segundo o que testemunhei alguns dos “mais excelentes apóstolos”
[1] (2Co 11.5,13) falarem, “ponto de contato” é um facilitador da fé para aqueles que têm menos fé. Ou seja, a pessoa que sente dificuldade em ter fé, vale-se de algo que pode tocar, ver, sentir, ouvir ou experimentar a fim de alcançar aquele patamar de fé necessário para obter um resultado, que pode ser uma cura, uma libertação, uma bênção material, ou mesmo uma renovação espiritual. Logo, o “ponto de contato” consegue, simplesmente, facilitar o acesso da pessoa à fé. Dentre os textos mais utilizados por esses “mestres da fé”, nós temos a história descrita no evangelho segundo escreveu o apóstolo João, no capítulo 9. Tal história nos revela um tremendo milagre realizado pelo Mestre. Contudo, esse milagre é acompanhado por um modo bem peculiar. Segundo o texto, Jesus cuspiu na terra e, com a saliva, fez um lodo. Em seguida untou esse lodo nos olhos daquele cego de nascença e o ordenou que se lavasse no tanque de Siloé[2]. Após cumprir a determinação do Mestre, aquele jovem se viu curado e saiu a anunciar aquele milagre. É extraordinária a forma que a salvação alcançou a vida daquele jovem. Após ser inquirido pelos fariseus e, até mesmo, humilhado, ele reencontra Jesus e rende-se ao Salvador.

Para muitos, aquele ato de Cristo foi um “ponto de contato” para a fé daquele jovem, cego de nascença. Porém, o que muitos não percebem é que, com aquele ato, o Mestre não limita o poder do Espírito a um “ponto de contato”; pelo contrário, Cristo nos dá uma fantástica lição espiritual por meio desse milagre. É por esse motivo que o apóstolo João se vê compelido, pela revelação do Espírito, a trazer a nossa ciência o significado do nome Siloé, que é “o Enviado”. Quando estudamos acerca da pessoa de Jesus, descobrimos que o título de Cristo significa “o Ungido”, “o Enviado”; para entendermos bem essa conotação, gostaria de valer-me do texto seguinte:

Jesus Cristo – o nome completo – compõe-se do nome próprio Jesus e de um título: Cristo. Ligados, designam o Filho de Deus bendito, o Salvador universal. (...) “Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo”; “Eu seu que o Messias (que se chama Cristo) vem” (Jo 1.41;4,25). Estas passagens mostram que judeus e samaritanos tinham a mesma esperança redentora em relação ao Messias prometido aos pais pelo Deus de Israel. A ideia de um Messias (hb. mashiach, “Ungido”) para ser o Salvador ou Redentor de seu povo estava presente na mente dos povos, mesmo os que professavam diferentes religiões e crenças.[3]


Seguindo uma exegese simples, podemos observar que a intenção do Mestre em realizar o milagre daquela forma era nos trazer uma mensagem esplêndida, por meio daquele milagre. Ao cuspir na terra e formar um lodo e passar nos olhos daquele jovem, mandando-o em seguida, lavar-se no tanque de Siloé, Jesus nos afirmava, sem utilizar-se de palavras, que a obra redentora, capaz de nos arrancar da cegueira, dependia de nós nos lavarmos Naquele que foi Enviado por Deus para nos lavar. A Palavra é essa água que nos limpa, que lava a nossa mente (Ef 5.26); essa Palavra da verdade também nos santifica (Jo 17.17); o conhecimento dessa Verdade descortina os nossos olhos (2Co 3.13-16), e nos leva à libertação (Jo 8.32; 2Co 3.17). Todos nós temos que nos lavar no sangue do Cordeiro imaculado (1Jo 1.7). Jesus é a Palavra (Jo 1.1,14; 1Jo 1.1; Hb 4.12). O Cristo é o Enviado de Deus para a salvação de todo aquele que Nele crer (Jo 3.16; Mc 16.16).

Vemos, pois, que o Filho de Deus não dependia de um “ponto de contato” para realizar milagres. Ora, o Espírito do Senhor repousou sobre Cristo, de modo que não havia necessidade alguma de quaisquer tipos de artifícios para a realização de milagres, por meio de Jesus. Mesmo diante da incredulidade de muitos, o Mestre realizava milagres, independente de pontos de contato, como é o caso da ressurreição de Lázaro (Jo 11.1-41).

O conceito bíblico de fé não nos dá base para a utilização de “pontos de contato” ou “canalizadores”, a fim de avalizarmos milagres ou manifestações paranormais. Antes, contudo, de dar continuidade à discussão acerca do conceito de fé, gostaria de diferenciar duas expressões: “sobrenatural” e “paranormal”; a fim de compreendermos como se dá a atuação demoníaca por meio de realizações de milagres e até mesmo de apresentações físicas e psíquicas que muito nos podem enganar. Caso você duvide que o Satanás tenha poder de realizar feitos incríveis, gostaria que você desse uma lida no texto abaixo:

(2Ts 2.6-10) - E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. (Grifo nosso)

O diabo tem sim poder de realizar sinais e prodígios. Ou seja, Satanás também consegue curar e até mesmo envolver muitos em uma pseudo-espiritualidade, trazendo confusão e fazendo com que muitos acreditem estar diante do mover de Deus. Contudo, a natureza do poder de Satanás difere-se do poder de Deus (apesar de muitos “mestres da fé” afirmarem que o poder de Deus e de Satanás submetem-se à mesma lei
[4]). Acerca disso o Pr. David Bay, articulista da The Cutting Edge (www.cuttingedge.org), nos traz uma sábia definição:

O disfarce de Satanás em sua mentira final será acompanhado por milagres incríveis. O apóstolo Paulo disse que a vinda do Anticristo será "com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira". Satanás é uma criatura tão poderosa que é capaz de produzir acontecimentos paranormais que convencerão completamente os incautos. Observe que Paulo definiu as atividades do Maligno como "prodígios de mentira". Isso descreve claramente todos os assim chamados milagres de Satanás;
eles não são sobrenaturais, mas paranormais. Somente Deus é sobrenatural (que ultrapassa o natural; que não é atribuído à natureza — Novo Dicionário Aurélio), mas Satanás pode apenas fabricar o paranormal (Definição do Novo Dicionário Aurélio: Diz-se de pessoa a quem se atribuem grau de experiência e ações incomuns, fora do ordinário da capacidade humana de sentir e fazer; que está fora dos limites da experiência normal ou dos fenômenos explicáveis cientificamente)
. As atividades de Satanás não são nada além de truques brilhantes e mentiras disfarçadas que enganam. Elas parecem ser sobrenaturais, mas sob cuidadosa investigação, não são nada além de mentiras enganosas. Sim, esses truques terão de parecer sobrenaturais, mas na verdade são distorções da realidade.
[5] (Grifos nossos)


A necessidade de se compreender no que se diferem os conceitos de “sobrenatural” e “paranormal”, queda-se no dever e na incumbência que cada um de nós tem, como cristãos verdadeiros, no tocante a examinarmos e julgarmos os espíritos para sabermos se são ou não de Deus (1Jo 4.1).

Seguindo, ainda, essa diferenciação, poderemos perceber que o conceito de fé idealizado pelos “mestres” do movimento da “Fé na fé”, não se coaduna com o conceito de fé bíblico. Já tratamos, superficialmente, desse assunto em análise à ministração intitulada “Libertação”, no subtítulo “Chamando à Existência as Coisas Positivas?”. Porém, é necessária uma breve retomada do mesmo, a fim de darmos seguimento à linha de raciocínio. Ora, segundo os “mestres da Fé”, a fé é uma força; uma espécie de lei pela qual o próprio Deus se vê submetido. De acordo com estes, Deus criou todo o universo por meio da fé, e o mesmo não pode agir, se não, por meio da fé. Entretanto, já compreendemos que, na verdade, nosso Deus não se vê obrigado a submeter-se à fé; ora, se seguirmos esse raciocínio, perceberemos que a Fé é que é onipotente e que Deus é um mero ser que se utiliza, sabiamente, desse artifício a fim de auferir Seus objetivos. Deus não precisa de fé; nós é quem precisamos. Já disso isso, mas gostaria de repetir, a Fé é necessária para o homem, pois é por meio dela que nos lançamos, em confiança, nos braços de um Deus Todo-Poderoso e somos reconciliados com Ele (Rm 5.1,2; 2Co 5.18,19). A Fé não é, pois, uma força interior inerente a cada ser humano; pelo contrário, a Fé bíblica é a confiança em um Deus onipotente que se agrada daqueles que Nele se refugiam.

Na verdade, grande parte dos ocultistas é que acreditam em uma “força” que move todo o universo emanando de cada ser, inclusive do interior de cada ser humano. É, efetivamente, por meio dessa suposta “força” que o diabo atua; mas isso não é Fé. É ocultismo; é feitiçaria. Por isso dizemos que a natureza do poder de Satanás não é sobrenatural, com é o caso de Deus, mas sim paranormal; ou seja, apenas incompreendida cientificamente. Entretanto, não podemos subestimar esse poder; aliás, esse poder tem enganado a muitos, inclusive evangélicos sinceros. Tal poder paranormal é capaz de criar um ambiente propício à operação de prodígios e maravilhas; porém, é demoníaco e confuso. Percebemos, biblicamente, que um milagre, ou suposto milagre, não é suficiente para ratificar que a manifestação é divina. Façamos, pois, a leitura do seguinte texto do livro de Atos dos Apóstolos:

(At 8.9-11) - E estava ali um certo homem, chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica, e tinha iludido o povo de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; ao qual todos atendiam, desde o menor até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus. E atendiam-no, porque já desde muito tempo os havia iludido com artes mágicas.

É, plenamente, perceptível que a mágica apresentada por Simão levava todos a considerarem-no um homem cheio do poder de Deus. De mesmo modo, nos nossos tempos, muitos dos milagres, bem como dos moveres, que têm sido atribuídos a Deus são, na verdade, de origem diferente. Quanto a isso devemos nos precaver e nos firmarmos minuciosamente nos preceitos bíblicos, a fim de não falharmos e sermos levados pelo engano.

Contudo, que isso tem a ver com a utilização da “unção da água”? De um modo bem simples, podemos observar total nexo com essa “teologia” que faz a fé depender de “pontos de contato”. Ora, é quase que criar um ídolo onde, nele, depositamos nossa confiança para a operação de milagres e maravilhas. Qualquer “mover” que dependa de algo assim, é na verdade, idolatria manifesta e descarada.

(1Jo 5.21) - Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém.

Em 1Co 10.19,20 percebemos que, por trás dos ídolos estão demônios. A utilização de “água” ou substância equivalente para alcançarmos determinadas bênçãos, curas, ou mesmo nos envolvermos em um mover diferente, simplesmente substitui os ídolos comuns, por outros mais peculiares. O poder de Deus, definitivamente, independe de “pontos de contato” tais como “águas ungidas”. Toda autoridade está em Cristo e no nome Dele é que realizaríamos sinais e prodígios. Não por meio de uma “água ungida”. Tenho por certo que diversos seguidores dessas seitas que se utilizam de “pontos de contato” como canalizadores do poder de Deus, passam a depender muito mais do objeto ou elemento utilizado do que da operação do Senhor. Isso revela inequívoca idolatria!

Seguindo esse raciocínio, é evidente que, nem sempre é o Espírito de Deus que opera nesses “moveres”, havendo a possibilidade, até mesmo, da atuação de demônios. Alguns irão perguntar: “Quer dizer que você está atribuindo tais manifestações ao poder de demônios?”. O que posso responder é o seguinte: biblicamente, posso afirmar que grande parte desse novo “mover” não está associado a Deus (Rm 5.5) e que normalmente nos traz uma grande gama de confusão; contudo, também não posso afirmar que haja diversas manifestações demoníacas, apesar de não descartar essa possibilidade. Acredito que todo o ambiente é preparado de tal forma que as manifestações psíquicas e humanas são facilitadas e, logicamente, em grande parte das vezes confundidas com o “poder de Deus”. Asseguro que não há respaldo bíblico para a utilização de “pontos de contato” como facilitadores do mover de Deus:

(Hb 11.1) - ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
(2Co 4.18) - Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Veja que a própria definição bíblica de fé extrapola essa doutrina que se utiliza e depende de “pontos de contato” como facilitadores da fé. Logo, valer-se de tais artifícios é agir de forma antibíblica. Mas ainda existe uma questão que alguns contumazes defensores dessa prática poderão levantar: “Se não existe ponto de contato, o que você me diz da unção com o óleo?”. Diante de uma indagação como essa, faz-se necessária uma rápida compreensão bíblica do significado da unção com óleo, ou o azeite. Ora, acerca da utilização desse modo peculiar de unção, nós vemos a própria instrução dada pelo apóstolo Tiago:

(Tg 5.14,15) - Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. (Grifo nosso)

A simples ordem bíblica para a utilização de um tipo específico de substância não nos dá espaço para a invenção e utilização de outro elemento. Acerca disso nos exorta o apóstolo Paulo para não “irmos além do que está escrito” (1Co 4.6). Do contrário, poderia, seguindo a argumentação dos defensores da utilização do “ponto de contato” como facilitador para fé, que se fundamentam no texto de Tg 5.14,15, também fazer o mesmo em relação ao batismo; bem, a ordenança concernente à forma do batismo segue a tradição e o mesmo exemplo do Mestre, ou seja, por imersão. Qualquer outro modo de batismo nas águas não acompanha respaldo bíblico; mas, se usarmos a base argumentativa proposta pelos defensores da “unção da água”, poderemos realizar o batismo por aspersão, ou molhando apenas a cabeça ou os pés de quem está sendo batizado. Também poderíamos, por exemplo, para dar mais emoção, submergir alguém em sangue de animais, ou em elementos afins. Entretanto, a ordem bíblica nos ordena que o batismo seja feito por submersão, em água (At 8.35-39; Mt 3.13-17; Mc 1.9-11); percebemos ainda a forma bíblica de se realizar o batismo no fato de João Batista normalmente recorrer-se a lugares que tinham “muitas águas” (Jo 3.23).

Logo, não há como tentar fundamentar uma prática antibíblica por meio de uma ordenança que nada tem a ver com esses novos ritos. Perceba ainda que não é a unção com azeite que traz a cura ao doente, mas sim a oração da fé; ou seja, uma oração que se respalda em uma inteira confiança em Deus que, por Sua vontade, pode agir de misericórdia manifestando a cura.

É necessário deixarmos de espremer a Palavra de Deus a fim de adequá-la a nosso modo de ver, ou mesmo às nossas convicções pessoais. É imprescindível, como já ressaltado anteriormente, um retorno ao cristianismo bíblico sem invencionices e inovações que só geram confusão e morte espiritual. Se não há, pois, resposta divina às nossas orações, o problema está em nós, que temos arbitrariamente distorcido sua Palavra, e pregado doutrinas divergentes do verdadeiro evangelho; e ainda chegamos ao ponto de criarmos um “paliativo”, um canalizador a fim de substituirmos a fé por algo palpável. A fé se respalda no que não vemos; ou seja, está além dos sentidos físicos. Qualquer outro tipo de credo não é fé bíblica e, conseqüentemente, não nos traz salvação. Logo, deixemos de lado esses novos “moveres” e truques inovadores, e firmemo-nos na inalterável Palavra de Deus! Faço-te uma sincera pergunta, caro leitor: A Palavra de Deus não lhe é suficiente? Perceba que, a partir do momento que nos valemos de estratégias e invencionices humanas a fim de dar uma nova motivação e movimentação ao corpo de Cristo, indiretamente confessamos que a Palavra do Senhor nos é insuficiente para produzir em nós fé e salvação! Como dito várias vezes nesse estudo, é necessário voltarmos à simplicidade que há em Cristo (2Co 11.13).


Considerações Finais acerca do Batismo com o Espírito Santo

Tenho por certo que o verdadeiro Batismo com o Espírito Santo produz um avivamento que é acompanhado de profundo pesar e arrependimento. Esse avivamento começa com o corpo ministerial da igreja. É importante salientar que o avivamento se dá na Palavra e por meio da Palavra:

(Hb 3.2) - Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.

Que essa análise venha nos despertar para o zelo e pureza doutrinária. Tornemos ao conhecimento do Senhor e no Senhor! Que Deus nos possa abençoar!


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[1] Senti-me motivado a valer-me da mesma forma de linguagem utilizada pelo apóstolo Paulo quando tratou dos falsos apóstolos que adentraram no meio da igreja de Corinto: a ironia. Perceba que Paulo ao utilizar a expressão “os mais excelentes apóstolos”, estava na verdade sendo irônico.


[2] Segundo esse texto o nome Siloé significa o Enviado (Jo 9.7).


[3] SILVA, Severino Pedro da. Teologia Sistemática Pentecostal. Cristologia – A Doutrina de Cristo. 2 ed. CPAD : 2008 p. 117.


[4] HANEGRAAFF, Hank. Op. Cit. p. 89/90.


[5] BAY, David. Enganação do Anticristo: Magia Branca sendo praticada dentro da Igreja Cristã. Trad.: Ruth Marc. Fonte: www.espada.eti.br
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