
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Pastor: um ministério que me fez temer, chorar e tremer...

Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 6

Dentro deste tema, no início, iremos fazer uma pequena análise do que diz a apostila:
Primeiramente, devemos observar que no livro que trata criação do homem, não há uma informação de que o homem foi criado inicialmente para ser herdeiro de tudo que Deus possui. Somos feitos co-herdeiros em Cristo Jesus (Rm 8.17; 1Pe 3.7). E não somos feitos co-herdeiros de tudo que Deus possui. Por exemplo, não herdaremos a Sua glória (Is 48.11). Tampouco receberemos os atributos da onisciência, onipotência e onipresença. Fomos, sim, criados para uma posição de domínio (Gn 1.26). Mas o homem não era incorruptível e por isso pecou. Como co-herdeiros de Cristo, receberemos um corpo incorruptível (1Co 15.50-54). Diante disso, podemos até glorificar a Deus, mesmo havendo o primeiro Adão pecado, visto que a injustiça entrou no mundo para que possibilitasse a ação do último Adão, por meio do qual, agora sim, somos co-herdeiros de Deus, até mesmo de um corpo incorruptível.Ao criar o homem Deus buscou nele um amigo, um filho, um herdeiro de tudo aquilo que Ele mesmo possui, mas este homem deveria ter poder de decisão para interagir com o Senhor do Universo em toda a dimensão. Este homem pecou e distanciou-se de Deus, a partir daí uma série de situações novas passaram a ocorrer, afetando diretamente os rumos da humanidade.
No mais, não percebo nenhum tipo de equívoco na ministração pecados e suas conseqüências, a não ser em relação àquele nexo que há com Peniel, mandando todo mundo trazer a memória pecado por pecado para confessar.
Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 5

2. Sábado 1ª Ministração – No Encontro Ampliamos a nossa postura Espiritual
Fazendo uma leitura da apostila, não percebo muitos equívocos em tal ministração. Apenas aqueles relacionados à equivocada compreensão do arrependimento que, no tópico anterior, foi apresentado.
Entretanto, um dos focos mais perseguidos pela presente ministração, revela-se na busca de se quebrar a religiosidade daqueles crentes mais conservadores e voltados para usos e costumes. Alguns podem até se voltar contra este posicionamento, mas uma análise verdadeira, revela que por meio dessa ministração, a maioria dos ministros, buscam fazer com que os cristãos modifiquem sua opinião quanto a usos e costumes.
Até certo ponto, não vejo problemas em se alertar os irmãos acerca da ênfase única nos usos e costumes. Mas, o que não podemos é, por meio do ataque à tal religiosidade aparente, avalizarmos todo tipo de atitudes e extravagâncias dentro da igreja.
Alguns, por exemplo, afirmam que o Espírito deve ter plena liberdade de agir no nosso meio. Mas confundem liberdade com libertinagem. Desse modo, a desordem e a falta de reverência passam a ser avalizadas pelos membros da igreja como algo normal. Vale dançar freneticamente, gritar como um louco ou mesmo fazer diversas estripulias... Tudo passa a ser o mover do Espírito! Não seria interessante compreendermos que o culto requer ordem e decência (1Co 12; 1Co 14)? Qual é o culto que agrada a Deus? Como devemos nos vestir e nos portar para que agrademos a Deus? A Palavra nos diz o seguinte:
(1Co 6.12; 10.23) Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. (Grifo nosso)
Tais textos nos fazem pensar acerca do nosso modo de vestir, de falar... Em tudo devemos buscar edificação. E mais, em tudo devemos buscar glorificar o nome de Jesus (1Co 10.31).
Nesse mesmo sentido, a Palavra nos exorta a não nos movermos facilmente de nosso entendimento (2Ts 2.2a). Não seria momento de analisarmos nas veredas antigas e perguntarmos qual o caminho que agrada ao coração de Deus (Jr 6.16)? Será que tudo que aprendemos anteriormente deveria ser desconsiderado por conta desse novo “mover” que se levanta? Não poderá ser este novo mover apenas um vento de doutrina (Ef 4.14)?
Ficam tais posições apenas para nos fazer refletir acerca do assunto.
domingo, 18 de abril de 2010
Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 4
No horário marcado, na sexta-feira, nos reunimos no local pré-determinado. Ali, existe um grupo, que é denominado de “equipe de trabalho”, composto por diversos irmãos que já participaram do Encontro e que estão tendo a honra de servir trabalhando. E, posso assegurar, o trabalho dessa equipe é pesado. Uma parte fica responsável por acompanhar todos os seminaristas (as pessoas que estarão participando do Encontro), na viagem até a chácara onde se realizará o evento. A equipe de trabalho está orientada a servir da melhor maneira possível. Desse modo, eles são quem ficam encarregados de levar as malas dos seminaristas até o ônibus e, ao chegar à chácara, distribuir a bagagem nos lugares devidos, normalmente pré-ordenados.
Os seminaristas já descem da chácara e se encaminham diretamente para a capela (lugar onde serão realizadas as palestras). Entretanto, logo na chegada, normalmente, os seminaristas são recebidos com aplausos e fogos de artifício, pelos componentes da equipe de trabalho que ficam aguardando-os no local de realização do encontro. Tudo tem que sair perfeito.
Ao entrarmos na capela, recebemos um caderninho para anotações e caneta. É tudo muito bem organizado. E o pregador da noite já fica posicionado para introduzir a palestra. Como em todo evento, existem todas as cordialidades pela participação de cada um. E, de mesmo modo, cada um dos seminaristas são supervalorizados naquele local, com palavras de lisonjeio, e aquela, corriqueira, massagem de egos.
1. Sexta-Feira à noite – Peniel
A primeira ministração recebe o nome “Peniel”, em referência ao conhecido texto sagrado que nos conta a história de quando o Jacó lutou com o Senhor (teofania), para que fosse abençoado (Gn 32.22-33). A palestra, em suma é levada para o seguinte sentido:
a) o lugar onde há um encontro com Deus é um lugar de luta;
b) em referência ao caráter de Jacó, aquele Varão lhe pergunta seu nome, indicando que queria uma confissão de Jacó por todos os seus pecados;
c) por último, assim que Jacó pronuncia o seu nome, o anjo lhe abençoa e modifica seu nome para Israel.
Quem era Jacó e o que Aconteceu em Peniel?
Pois bem, é necessário compreendermos estas bases interpretativas para analisarmos se existe algum equívoco bíblico nestas afirmações. Primeiramente, não posso deixar de considerar que, quando Jacó, após atravessar o vau de Jaboque, se encontrou com o Senhor (teofania), houve uma intensa luta. Aliás, o texto literalmente diz que Jacó lutou com aquele Varão (Gn 32.24). Conquanto se possa conceber que existe uma luta interior travada entre a carne e o espírito (Rm 7.17,18), percebemos que essa luta não se resumiu a Deus. Ora, o próprio Homem, com quem Jacó lutou, no verso 28 do texto em análise, afirma que seu nome seria mudado para Israel, pelo fato de Jacó ter lutado com Deus e com os homens, prevalecendo. Existe sempre uma leitura falha deste texto. Se fizermos um estudo profundo, percebemos que a figura daquele Homem, com o qual Jacó luta, na verdade se revela como uma teofania, ou seja, uma manifestação humana e visível de Deus, que podemos concluir sendo a figura do próprio Cristo (1Tm 2.5; 1Jo 4.3; 2Jo 1.7). Entretanto, o nome Israel, realmente significa aquele que luta com Deus.
Contudo, até agora não percebemos equívocos doutrinários. Entretanto, quando chegamos à interpretação que a pregação em análise revela do verso 27, constatamos uma exponencial heresia aliada a descontextualização, seguida de uma inverdade absurda. Segundo tal ministração, o motivo de Deus ter perguntado a Jacó “qual o seu nome?”, se dá em face da necessidade de Jacó confessar o seu caráter para que Deus pudesse operar. Tudo bem que quando temos um contato com Deus, por meio de Sua Palavra, todo o nosso pecado começa a ser revelado. Mas, a descontextualização se dá pelo significado falso que é atribuído ao nome de Jacó.
Segundo essa palestra, o nome Jacó, significa: mentiroso; enganador; usurpador; falso etc. Entretanto, nenhum destes adjetivos, se aplica ao nome Jacó. Você quer saber, realmente qual o significado do nome Jacó? Em pesquisa à Wikipédia, encontramos o seguinte significado:
O nome Jacó ou Jacob deriva do latim Iacobus, que por sua vez é uma latinização do nome hebreu Ya'akov (יעקב), que significa literalmente "aquele que segura pelo calcanhar".
De fato, sabe-se que Jacó teria nascido segurando o calcanhar de seu irmão gêmeo Esaú. O mesmo termo poderia também ter o sentido de suplantar, em alusão ao prato de lentilhas que toma Jacó em lugar de Esaú, quebrando um direito de primogenitura, pelo qual o prato corresponderia a seu irmão, nascido alguns minutos antes.
Até aqui, tudo bem. Podemos ainda duvidar da veracidade das informações contidas na Wikipédia. Contudo, em uma análise mais profunda, compreenderemos melhor toda esta questão em relação ao nome.
Primeiramente é necessário informar que, por diversas vezes, temos visto pregadores dizendo, tanto na TV, rádio e em outras ministrações que o nome Jacó quer dizer “enganador, mentiroso, trapaceiro”. Eu, realmente, depois de estudar com afinco toda essa questão, fico boquiaberto, pois se trata de uma heresia, um engano ensinado, levando pessoas ao erro. É evidente que nenhum filho do Altíssimo necessita de advogado, porque o próprio Cristo advoga por eles, por isso não estou aqui com o intuito de defender Jacó, mas sim trazer uma visão bíblica sobre o nome, a honra e o caráter deste servo de Deus.
Desse modo, vamos analisar o significado do nome de Jacó: “Deus de Avraham (Abraão), Yitzack (Isaac) e Ya’akov (Jacó)”. É de se admirar o porque de o próprio Deus, por meio da boca de seus profetas, continuarem chamando Ya’akov de Ya’akov, e não de Israel, não é mesmo? Analisando pelo fato de o nome Jacó ter um significado tão terrível, porque poderia, então, ser tão honrado nas páginas sagradas? Na verdade, quem inventou que o nome de Jacó significa mentiroso e trapaceiro, simplesmente trouxe uma terrível contradição à Palavra. Quando a Bíblia trata do “Deus de Jacó”, então está tratando do Deus dos mentirosos e trapaceiros? Bem, o meu Deus é Deus sobre todas as coisas, mas o “deus” dos mentirosos é o “deus” deste século (2Co 4.4; Jo 8.44).
Na verdade, nós não encontramos o som de JOTA no nome Jacó. Desse modo, o nome Jacó é Ya’akov, que significa suplantador.
E o que é suplantar?
Diferentemente de seus pais, Jacó desde o nascimento já lutava com seu irmão, o qual representava uma nação que não serviria a Deus. Desse modo, Jacó batalhava para alcançar uma posição que só poderia ser atingida por meio de luta, esforço e fé. Assim, a vontade divina para Jacó, envolvia uma luta que se travava desde o nascimento, a fim de que o caráter de Jacó refletisse ao Deus Eterno, de modo que seu povo refletisse o caráter de Deus. Por isso entendemos o porquê do verso 28:su.plan.tar(lat supplantare) vtd 1 Meter sob a planta dos pés; calcar, pisar: Suplantar a grama, as folhas. 2 Prostrar aos pés (o vencido); derrubar: Suplantar o adversário. 3 Levar vantagem a, ser superior a; exceder, sobrelevar, vencer: Jacó suplantou Esaú e o anjo. Dic. Michaelis- on line.
(Gênesis 32:28) - Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
Desse modo, podemos compreender o nome Jacó como sendo: aquele que luta e vence. Exatamente isso! Os próprios profetas revelam a Deus como o Senhor dos Exércitos (1Sm 1.3,11; 4.4; 15.2; 1Rs 18.15 etc.). Embora grande parte de nós não fomos ensinados corretamente acerca do significado do nome Ya’akov; pelo contrário, sempre ouvimos que Deus mudou a sorte de um trapaceiro, mentiroso para aquele que luta com Deus; tudo isso, após um estudo profundo, percebemos que é uma heresia, uma mentira e até mesmo um desrespeito com o próprio Senhor e com a Sua Palavra. Devemos nos lembrar que o povo de Deus é destruído pela falta de conhecimento (Os 4.6).
Na verdade, a grande confusão que se revela entre nós, se dá pela falta de conhecimento do hebraico. Uma vez que mal interpretamos o texto descrito em Gn 27.36:
(Gênesis 27:36) - Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha bênção. E perguntou: Não reservaste, pois, para mim nenhuma bênção?
Desse modo, seguindo uma interpretação mais literal, chegaremos à seguinte: “Não se chama aquele que vai e consegue o que quer suplantando, visto que já me enganou duas vezes?” Percebemos Esaú proferindo uma acusação falsa contra Jacó, uma vez que, este, nunca o enganou. Na verdade, Jacó enganou a seu pai, Isaque, mas não a seu irmão.
Alguns interpretam esta atitude como impulsiva como a causa da inimizade entre Jacó e seu irmão. Porém, a profecia desde o começo dizia: dois povos se dividirão. Esaú e Jacó eram divididos desde antes de nascer. Não havia paz entre os dois. Não existe comunhão entre a luz e as trevas, entre quem ama a Deus e quem não O ama.
Por causa do modo como a bênção da primogenitura foi conquistada, Jacó abriu uma brecha na sua vida. Precisava ser tratado nisto.
Por conseguinte, Jacó foi buscar uma esposa entre as filhas de Labão, em obediência a seus pais. Jacó, ao contrário de Esaú, que buscou filhas nos povos que aborreciam a Deus só para ferir seus pais, obedecia-os. Então, Deus revela-se a Jacó em uma visão esplêndida. E fala com ele: “Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra” (Gn 28.15). Jacó, demonstrando temor a essa visão, chama aquele lugar de Casa de Jeová. E, em adoração, faz o voto de dar a décima parte do que tem a Deus, caso a Sua Palavra se cumpra (Gn 28.17-22).
Jacó chega ao oriente, na terra de Labão, vê Rachel e a escolhe por esposa. Labão, por sua vez, aplicou uma lei divina sobre Jacó, definindo o período de escravidão. Desse modo, por sete anos Jacó serviu a Labão pela esposa escolhida. No entanto, Labão fez com Jacó o mesmo que ele e sua mãe haviam feito com seu pai, Isaque. Enganou-lhe, aproveitando-se da escuridão (Gn 29.23-25). Assim como Isaque não pôde ver a Jacó, Jacó não pôde ver a Lia. E a tomou por esposa. Percebendo o engano, chegando-se a Labão, este lhe propôs mais um ciclo de escravidão por Raquel. Deus estava tratando o pecado de Jacó. O pecado inicial de Jacó foi não compreender o propósito de Deus para sua vida, tentando facilitar as coisas para Deus.
Alguns, valendo-se de uma argumentação frágil, dizem que Jacó enganou a Labão, quanto à estratégia que lhe trouxe acréscimo a seu rebanho. O primeiro fato é que foi Labão quem convidou a Jacó que trabalhasse com ele. E em segundo lugar, Labão, percebendo a prosperidade de Jacó, fecha-lhe o semblante, mas Deus era com Jacó desde o início (Gn 31.1-6). Isso demonstra que Jacó não estava agindo fora da vontade de Deus, pelo contrário, Deus corroborava sua estratégia.
Labão, pelo contrário, foi injusto com Jacó desde o início. Jacó, por sua vez, submeteu-se à Labão, ainda assim. Mesmo sendo confrontado por Labão, Jacó argumenta informando que é um homem livre e submete-se à vontade de Deus, saindo das terras de Labão.
Creio que uma leitura profunda de todo o ocorrido poderá revelar a nós que, em nenhum momento, Jacó foi injusto ou mentiroso com Labão. Pelo contrário, recebeu de Deus o dia da provação e foi aprovado em todas as suas atitudes, por Deus. Não há que se falar do caráter de Jacó, quando o próprio Deus aprovou suas atitudes em relação a seu tio. Contudo, nesta época, Deus tratava o pecado de Jacó, quando enganou a seu pai, Isaque.
Diante do exposto, é possível perceber alguns dos equívocos doutrinários e hermenêuticos da ministração ora analisada.
Acerca da Confissão de Pecados
Falaremos agora acerca da confissão de pecados.
Segundo a apostila, Peniel é um lugar de confronto com Deus. É um lugar de dor onde Deus nos vai revelar o nosso verdadeiro caráter e, conseqüentemente, nos mudar. Para isso, é necessário nós nos lembrarmos dos princípios divinos que nós quebramos, para passarmos a avaliar nossas vidas tal como Deus nos avalia.
Pois bem, primeiramente, há bastantes verdades nas proposições anteriormente colacionadas. A palavra nos informa que o Espírito Santo nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Entretanto, podemos perceber que, nem todos os que são convencidos, serão convertidos. Aliás, o texto de Jo 16.8, revela que o Espírito convencerá o mundo, ou seja, toda a humanidade. Tal convencimento, logicamente, não significa salvação. Ou seja, mesmo o homem não nascido de novo, tem, por natureza, inserido em seus atributos morais, a consciência do que é bom ou mau. Desse modo, todos são, diante de Deus, inescusáveis (Rm 1.20).
Por conseguinte, há, logo no início da ministração, a citação do texto de Pv 28.13: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”
As verdades contidas na Palavra são inegáveis. Logo, não há como confrontar o verso citado anteriormente. O próprio apóstolo Tiago, em sua epístola universal, nos manda confessar nossas ofensas uns aos outros (Tg 5.16). O escritor da apostila também adverte a todos nós que o sangue de Cristo não funciona como um cartão de crédito, onde eu uso sem responsabilidade, podendo pecar o tanto que quiser. Tal afirmação se aplica devidamente à vida cristã, uma vez que o que dá testemunho de salvação na vida de um crente é o fruto do Espírito que revela o modo de viver que se distancia do pecado. Aquele que é contumaz em pecar, certamente ainda não é salvo e deve achegar-se a Deus em humilhação, para que alcance misericórdia.
Entretanto, o ponto da ministração que traz estranheza à sã doutrina será revelada na análise seguinte. Para isso, é necessário lermos o seguinte texto, extraído da apostila:
A confissão é plenamente necessária, mas, a grande questão é: o que tal doutrina, acima explicitada tem revelado? Primeiramente, infringe o poder do sacrifício de Cristo na cruz (Hb 9.28), que se opera na vida daqueles que creram Nele (Jo 3.16). A doutrina bíblica da salvação esclarece que, ao se crer em Cristo, e ser batizado, o homem alcança a salvação (Mc 16.15). Com o coração nós cremos para a justiça, uma vez que somos justificados diante de Deus por meio da fé (Rm 5.1,2); e com a boca confessamos para a salvação (Rm 10.10). Essa confissão não se refere a cada um dos nossos pecados. Mas sim à manifestação pública, por meio de nossas obras (Tg 2.17), e por meio da guarda e cuidado das ordenanças deixadas por Cristo (Mt 28.20). Uma das ordens deixadas por Jesus, que demonstra a confissão para a salvação, é o batismo (Mt 28.18-20; Mc 16.15). Por meio dessa única confissão, se o coração crê, já é reputado como justiça e como salvação."Só conseguiremos ser totalmente curados e libertos se confessarmos tudo. Você não pode confessar pela metade, nem confessar os pecados de só um tempo da sua vida. Você precisa confessar todas as coisas - desde a infância até ao dia de hoje. Lembre-se que você tem uma aliança com Jesus." (Grifo nosso)
Diante disso, devo novamente trazer a minha lembrança os pecados que cometi desde a infância? Isso é anular o sacrifício da cruz. Paulo nos exorta a deixarmos as coisas que para trás ficam e seguirmos para o prêmio da nossa consolação (Fp 3.13,14). E aqueles pecados de que já não nos lembramos? O sacrifício da cruz não os alcança? O que nos diz o texto de Is 53.5, nos afirma que Ele morreu, uma única vez (Hb 9.28), por todas as nossas transgressões, sendo necessário, àqueles que alvejam salvação, olhar para o madeiro (Jo 3.14,15). Ele morreu pelos pecados que nos lembramos e pelos que não nos lembramos. Não há, pois, necessidade de trazermos a memória cada um dos nossos pecados, a não ser que o objetivo seja relembrar o quanto as misericórdias do Senhor são maravilhosas sobre as nossas vidas. Há uma canção que diz: “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. Que tal seguirmos este conselho (2Tm 2.13.14)?
Uma vez que estamos em Cristo, o nosso fardo de pecados e de dor já foi deixado para trás. Que motivação eu tenho de ficar confessando cada um destes pecados? Anularemos, pois o sacrifício e a graça de Cristo que é alcançada por meio da fé? Isso é complicar a salvação. Devemos, ao contrário disso, voltarmos à simplicidade do evangelho (2Co 11.3). Tais manuais se revelam como inimigos da cruz, pois arrancam de Cristo o poder de nos salvar e colocam tal poder na memória do homem, o qual tem por obrigação relembrar-se de cada um de seus pecados, se não, a libertação não será alcançada. Já somos libertos em Cristo Jesus, que é a verdade (Jo 8.32; 14.6). Somos purificados em seu sangue (1Jo 1.7), e santificados na Sua palavra (Jo 17.17). O que ultrapassar isso é antibíblico e engano (1Co 4.6).
Ainda segundo a apostila, observamos o seguinte:
Acho interessante que a Palavra não nos convida a um “processo de arrependimento”, mas sim a um genuíno arrependimento (Mt 3.2; 4.17; Mc 1.15; At 2.38; 3.19). Há, sim, a necessidade do convencimento do Espírito Santo (Jo 16.8); logo em seguida, aquele que em verdade se arrepende, consegue ter percepção do ódio que o próprio Deus tem em relação ao pecado (Is 33.14; Ez 8.18; Mt 10.28; Rm 11.21,22), fazendo com que o pecador sopese a bondade e a severidade de Deus e em seguida se lance nos braços deste Deus, por meio da fé, que é todo poderoso para perdoar os seus pecados (Mc 2.5-9)."O processo de arrependimento começa através de um quebrantamento diante da presença de Deus: sentimos dores profundas por havermos ofendido ao Pai. Não se trata de remorso, trata-se de um sentimento interior, de um coração impulsionado a dar a volta, a retomar o caminho correto de acordo com a vontade do Pai, tal como fez o filho pródigo." (Grifo nosso)
Em seguida temos outra informação interessante:
Se tal afirmação, grifada, é verdadeira, então o filho pródigo não deveria alcançar perdão (Mc 15.11-24). Ora, percebemos que o que Deus quer é um coração contrito (Is 57.15). A confissão de pecado por pecado não é regra para perdão e reconciliação do homem para com Deus. Creia com o coração, mesmo estando pesado e sobrecarregado, Cristo te aliviará (Mt 11.28-30)."- Pecado tem nome. Não basta dizer: Ah, eu pequei muito! Deve-se dizer Hoje é o pecado pelo nome. O Espírito Santo vai trazer consciência a você. Peniel. É um encontro face a face com Deus, onde você vai lutar e prevalecer. (Grifo nosso)"
O pecado deve, sim, ser confessado (Tg 5.16). Mas não da forma proposta pelo autor da apostila, que nos remete a um retorno psíquico e almático que mais se aparenta com a regressão aplicada pela psicologia. Tal atitude traz dificuldades ao evangelho. O evangelho é simples, apesar de requerer de nós uma atitude de completa negação do “eu”, para que Cristo tome a direção de nossas vidas. Quantos podem dizer amém?
Para ler a Parte 3 clique AQUI!
Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 3

Achei interessante a organização e o empenho da igreja para que tudo saísse de forma adequada ao rito predefinido na apostila de realização do Encontro (ressalto que na época não tinha conhecimento da mesma). As ministrações seguiram conforme o planejado com algumas alterações simples, segundo a conveniência da igreja que estava à frente do evento. Para se ter uma idéia, nossa igreja modificou algumas posições e dias de ministrações para que houvesse maior eficácia na apresentação dos temas. Na imagem acima está discriminada a seqüência original das ministrações, ao lado esquerdo e a seqüência adotada por nossa igreja, do lado direito. (Clique na imagem na parte de cima da postagem com o botão direito do mouse e abra em uma nova guia ou janela para visualizar melhor)
Bem, de uma forma geral, o pré-encontro, apresenta algumas doutrinas básicas que são necessárias a todo cristão. Para muitos de nós, na verdade, se torna cansativo, uma vez que já estamos em uma maturidade espiritual diferente. Entretanto, para os crentes atuais, principalmente os novos convertidos e neopentecostais, um pouco de doutrina básica é mais do que necessário. Juntamente com um estudo em relação a estas doutrinas básicas, nós somos contagiados por uma propaganda enorme do que Deus “irá fazer” conosco nestes três dias. A expectativa, logicamente, aumenta para cada um de nós, seja por desejo de experimentar algo novo, por desespero em ter um contato com Deus, ou mesmo, por curiosidade em saber o que acontece nesse tal de encontro.
Lembro-me que foram feitas algumas analogias do que é a vida do homem antes de ter um encontro com Jesus (uma desordem total), e como é depois de permitir que Cristo reine em nosso coração (uma organização intelectual, emocional e volitiva). É claro, que tudo isso é demonstrado de forma bem simples e inteligível, para que todo o grupo não tenha dificuldade na apreensão.
Bem, em suma, não há muito do que falar do pré-encontro. Nesse momento, nós somos orientados do que podemos ou não levar para os três dias de confinamento, bem como, algumas considerações gerais são explanadas, para que tudo possa sair conforme o cronograma. É importante frisar que, mesmo no pré-encontro, todas as palestras são acompanhadas de músicas repetitivas já escolhidas para fazer parte da “trilha sonora” do Encontro.
Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 2

Acredito que uma das melhores épocas da vida de um estudante é quando ele está próximo a se formar. Lembro-me que no ano de 2004 eu finalizava a minha faculdade. Diversos sonhos e planos pairavam sobre minha mente. Eram cinco anos de dedicação e fui ainda mais motivado pelo fato de ter conseguido sucesso nos exames que ditariam a minha profissão. Entretanto, a gama de conhecimento que eu adquirira atingiam diversos âmbitos de minha vida e até mesmo de minha fé. Tive um curso muito voltado para o conhecimento filosófico e sociológico, apesar de estes assuntos não serem o universo principal do ramo jurídico. Dessa forma, eu estava, nitidamente, apaixonado pelo conhecimento e pela filosofia humana.
Naquele mesmo período, minha igreja passava por algumas transições. Após diversas observações pelo resultado que as denominações que abraçaram a “Visão Celular” havia tido, o corpo de obreiros de minha igreja percebia que teríamos ótimos frutos se nos adequássemos àquela estratégia de trabalho. Não demorou muito e já estávamos nos debruçando em diversos livros relacionados à liderança e à aplicação de técnicas de administração, mormente utilizadas por empresas, dentro da igreja. Eu, por estar tão motivado com o conhecimento humano, era também um idealizador desse novo modelo de trabalho que nossa igreja adotaria. Ora, havia tido muito contato com livros de psicologia cristã, bem como com táticas motivacionais e empresariais (ainda que meu curso de formação não estivesse voltado para a administração empresarial) que geravam um espetacular resultado em um curto período de tempo. Ainda mais, nos livros evangélicos que se aliam a fusão do conhecimento bíblico à aplicação da liderança empresarial, há uma grande seqüência de citações bíblicas que, aparentemente, fundamentam na fé as argumentações e motivações apresentadas pelos autores. Ao mesmo tempo, meu senso crítico me conduzira a um sentimento de repulsa aos padrões conservadores adotados pelas igrejas que, apesar de serem pentecostais, ainda mantinham uma forte tradição voltada para os usos e costumes.
Aliado a isso tudo, eu estava convicto que o velho padrão adotado pelas igrejas conservadoras era, além de extremamente legalista, inaplicável a atual dinâmica do mundo. Com isso, a abordagem apresentada pela “Visão” era tudo que eu, juntamente como o corpo ministerial de minha igreja, não havíamos experimentado e se aplicava perfeitamente a nossa ambição de propagar o evangelho com eficiência e excelência. Era o que acreditávamos e estávamos dispostos experimentar uma transição dentro da igreja que poderia gerar diversas divisões. Havíamos conversado com outros pastores que se utilizaram deste processo de transição, os quais nos garantiram que os benefícios da implementação da “Visão” em nossa igreja, eram muito maiores do que as perdas que teríamos. Desse modo, após um demorado processo de análise, nossos pastores decidiram pela aplicação do novo método. Eu aplaudia de pé esta decisão.
Mas este novo método exigia de nós diversas adaptações. Primeiramente era necessária uma total quebra das tradições e do conservadorismo. Como já estávamos a algum tempo absorvendo inúmeras práticas comuns nas igrejas neopentecostais, não seria muito difícil mudar a nossa dinâmica de culto. Estes, por sua vez, se revestiram de uma nova roupagem onde a exposição da Palavra foi minorada para dar lugar aos cânticos e às apresentações do Ministério de Louvor. De mesmo modo já quase não havia espaço para testemunhos e para se cantar os hinos da harpa; ora, alguns de nós (incluo-me nesse rol), por exemplo, acreditávamos que os hinos da harpa eram retrógrados e deviam ser abolidos. Isso era, logicamente, um desrespeito àqueles irmãos que ainda tinham um amor aos cânticos que há muito eram entoados na igreja. Para mim, particularmente, era ótimo! Por ser músico participante do Ministério de Louvor, o meu tempo de apresentação fora expressivamente aumentado. Eu já não suportava ter que esperar um monte de “hinos e testemunhos chatos” para depois aparecer tocando minha guitarra como se fosse um “rei”. De mesmo modo, começamos a criticar a Escola Dominical bem como os cultos de doutrina. Queríamos algo mais dinâmico e moderno (graças a Deus o nosso pastor presidente, sob a direção do Espírito Santo, manteve diversos dos hábitos antigos). Adotamos, por isso, a Escola de Líderes. Era necessária a formação rápida de pessoas para assumirem as células a fim de haver uma célere expansão da igreja. E, realmente, isso aconteceu. Apesar de muitos dos nossos irmãos em Cristo terem saído da igreja por discordarem do novo modelo que estava sendo adotado, em pouco tempo nós tínhamos um novo número de participantes que superava o antigo número de crentes. Era extraordinário ver o crescimento da igreja. Parecia, finalmente, que Deus havia ouvido e respondido as nossas orações. Vários de nós tinham um coração sincero e acreditávamos estar no caminho correto.
Antes de continuar nesse breve histórico e testemunho pessoal da implementação do modelo celular em nossa igreja, cumpre mencionar, rapidamente, o processo de transição. Este processo dura alguns meses. Para um maior sucesso é necessário que a liderança, no intuito de não perder muitos membros, comece a trazer alguns estudos voltados para a submissão às autoridades, consagrando (como biblicamente o é) o corpo ministerial da igreja como sendo parte destas. Logo, qualquer um que não admita o implemento da “Visão” e se levante contra a nova ideologia do corpo ministerial, é, inequivocamente, tido como rebelde. O interessante é observar que toda abordagem de ministrações são veiculadas com uma citação bíblica que se aplica, convenientemente, ao que é proposto. São diversas as táticas de convencimento. Entretanto, uma das mais eficientes é o “Encontro”. Em nossa igreja, para que não soasse tão dissonante com os costumes dos crentes mais antigos, nós adotamos a nomenclatura “Retiro de Impacto”. A idéia era aplicar a mesma metodologia da “Visão”, contudo, sem gerar muito choque. Particularmente, não tenho nada contra a aplicação de um retiro de cunho espiritual. Entendo conveniente aos irmãos, em algumas oportunidades, retirarem-se para um momento de consagração e de meditação na Palavra, acompanhado de ministrações e exposições bíblicas autênticas. Porém, o conteúdo das ministrações é o que nos gera preocupação e é exatamente este o objeto de nossa análise. Contudo, vamos dar continuidade ao breve relato aqui proposto.
Análise do "Encontro": é tremendo! - Parte 1

O estudo da Palavra de Deus sempre nos remete a alguns problemas. Isso mesmo! Estudar a Bíblia é abrir-se para compreender e até mesmo para perceber diversas questões. Primeiramente porque a Bíblia é como um espelho que nos informa a nossa situação pessoal (Tg 1.23,24), situação essa que, em si mesma, já revela inúmeros problemas. Segundo porque, mediante um estudo sistemático da Palavra, começamos a perceber os diversos absurdos que o homem pode cometer, inclusive dentro da própria igreja evangélica.
A leitura bíblica, desde muito cedo, foi incentivada em meu lar. Lembro-me dos incontáveis cultos domésticos onde meus pais faziam uma leitura do texto bíblico e em seguida explanavam o seu significado, mostrando-nos as grandezas de Deus. É, efetivamente, a esse tempo que voltei, quando comecei a confeccionar o presente trabalho; ao tempo de minha inocência onde, percebo inequivocamente, que adorava ao Senhor com simplicidade e com temor, crendo no evangelho bíblico, simples, sem invencionices e criações humanas. Como o profeta Jeremias nos exorta:
(Jr 6.16) - Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.
Com o presente trabalho busquei, incessantemente, consultar nas veredas antigas, qual é o bom caminho, a fim de andar por ele. E como me redescobri! O temor do Senhor e o evangelho que vivia, ainda na época de criança, realmente revelam muito mais verdade e fundamento bíblico do que o atual evangelho que tem sido adotado por nossas igrejas.
Nesse trabalho, que considero singelo, tentei não me respaldar em posições pessoais. Pelo contrário, pedi que o Espírito me guiasse enquanto o mesmo era confeccionado segundo a Sua vontade. É evidente que sou falho e, que, em alguns momentos poderemos perceber uma visão pessoal. Mas essa não é a regra. Também o presente texto não está acima da Escritura; logo, é necessário que o leitor analise, examine e chegue às suas conclusões de acordo com a Palavra da Verdade.
É, pois, com muito amor, temor e tremor, que apresento a presente análise, a fim de alertar a quem deseja ser alertado, e a exortar a quem deseja ser exortado. O presente trabalho é veiculado a todos que, esvaziando-se de si mesmos, buscam a verdade com afinco; ou seja, é direcionado aos sábios:
(Pv 9.8) - Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.
O número de igrejas e denominações que aderiram ao movimento G12 e suas vertentes (movimento de igrejas em células) é espantoso. O mais interessante é observar o nível de absorção das doutrinas e práticas que tal movimento alcançou dentro das denominações evangélicas. Atualmente, as igrejas que adotam a pragmática elaborada pela “Visão” têm alcançado enorme espaço, com um crescimento explosivo, e influenciado quase todas as comunidades que se auto-definem como evangélicas. Dessa forma, proceder com uma análise de uma parte das práticas adotadas por esta “Visão”, certamente, alcançará uma alta gama de críticas e ataques por parte de fiéis que se acharem afrontados. Logo, ressalto, inicialmente, que nossa intenção com este trabalho não é atingir e constranger as pessoas que se identificam com a dinâmica abordada pela “Visão”, mas sim denunciar, à luz da inerrante Palavra de Deus, alguns equívocos doutrinários absorvidos e propagados por grande parte daqueles que aderem a esse movimento.
Alguns, conseqüentemente, levantar-se-ão contra o trabalho aqui proposto trazendo argumentações das mais variadas. Mas isso não freará o que Deus tem inserido em meu coração. Certamente para aqueles que estão afundados no complexo doutrinário sugerido pela “Visão”, a leitura horizontal deste trabalho causará uma forte barreira no entendimento, gerando críticas impensadas, de modo que a negação das argumentações aqui propostas será a regra inicial. Assim, cumpre, antes de tudo, ressaltar que não se configura, dentre os meus objetivos, o alcance e o convencimento daqueles que tiverem acesso a este estudo; rogo apenas, em humildade, que o ledor deste texto, independentemente da denominação ou da prática doutrinária a que estiver vinculado, analise à luz das Escrituras, tal como faziam os cristãos de Beréia (At 17.11), com um espírito de humildade à soberana vontade do Espírito Santo, a fim de tirar sua conclusão. Aos que forem convencidos ou concordarem com as palavras deste estudo, peço que tenham sabedoria na hora de divulgar e de admoestar àqueles que já estão inseridos nas práticas dessa “Visão”, fazendo-o sempre com mansidão e temor (1Pe 3.15), conforme convém aos santos.
Não pretendo também, com a confecção deste trabalho, e como diz o ditado, “atirar pedras em árvores que dão frutos”; pelo contrário, o bom conhecedor das Escrituras tem plena consciência de que, mesmo aqueles ramos que dão frutos, são limpos a fim de que dêem mais frutos (Jo 15.2). Assim, a análise aqui elaborada não representa uma “pedra” atirada às igrejas que adotaram a “Visão”, mas sim uma ferramenta de limpeza, ou mesmo de profundo corte (quando relacionados àqueles que não derem ouvidos à verdade), uma vez que vem alicerçada na Verdade absoluta apresentada pela Bíblia Sagrada.
Que o Espírito Santo possa trabalhar o entendimento daqueles que tiverem acesso a este singelo estudo, para que o povo de Deus seja edificado, e que alguns sejam restabelecidos à sã doutrina. Boa leitura e a paz do Senhor a todos!







