quarta-feira, 13 de maio de 2009

Algumas explicações e pedido de oração!


A paz do Senhor a Todos!


Quero agradecer as constantes visitas a este blog. Já a alguns dias que não posto e o motivo é que estou empenhado em um projeto que tem me valido um pouco de tempo! Também tenho me dedicado um pouco mais à minha família e ao estudo da teologia. Em breve voltarei a postar com mais frequência.


Peço oração dos irmãos, pois o trabalho que tenho confeccionado, certamente, gerará incômodo a muitos, incluse a alguns de minha própria igreja. Não é fácil estar envolvido no dever de levar a Verdade; e isso gera em nossas vidas diversas perseguições! Tenho percebido isso de diversas maneiras, juntamente com minha esposa. Mas Deus nos tem confiado este ministério e a Ele que rendemos o nosso compromisso! É por isso que não consigo ficar calado diante de algumas situações.


Em breve estaremos novamente retomando este trabalho com mais afinco.


Que Deus possa abençoar a todos os irmãos que por aqui visitam!
Em Cristo,


Jordanny Silva

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Carta aos apologistas - parte 1: De volta ao primeiro amor


Hoje o universo de blogs se tornou a grande moda do momento. Inúmeras pessoas têm se valido desse meio de divulgação/propagação de idéias. Os temas dos blogs são dos mais variados, indo, desde diários pessoais, a assuntos críticos e polêmicos que atingem o interesse público. Entretanto, o que me tem chamado atenção é o número crescente de blogs com o foco voltado para a apologética.

Para quem não sabe o que vem a ser apologética, cumpre informar que se trata de um tema da teologia que tem por incumbência defender o pensamento/seguimento religioso contra detratores. Eu, particularmente, tenho apresentado, por algumas vezes, alguns escritos de cunho apologético. Contudo, estou aqui, hoje, com o intuito de tecer algumas considerações direcionadas a todos aqueles que se identificam com este “ministério”.

Mas, antes de tudo, eu te faço a seguinte pergunta: você já deu uma circulada pelo universo virtual a fim de conhecer alguns dos blogs que se intensificam na propagação de temas apologéticos? O que você tem notado? Em quê tais blogs têm engrandecido o seu conhecimento? Quanto ao conhecimento, posso afirmar quase que convictamente que os blogs apologéticos nos enriquecem de uma maneira extraordinária. Entretanto, não sei se você, tal como eu, tem percebido que uma grande parte dos autores dos blogs, se valem do universo virtual apenas para alimentar sua vaidade? Exatamente isso! Dê uma volta e logo perceberemos um conteúdo que não tem como objetivo essencial confrontar doutrinas falsas, mas sim afrontar pessoas/grupos que participam determinados seguimentos denominacionais.

Às vezes fico boquiaberto com a atitude de blogueiros apologistas, que, por acharem-se tão mais capacitados que os grupos (seguimentos religiosos) objetos de suas análises, chegam a ironizar de uma forma desrespeitosa, fazendo brincadeiras e zombarias em torno da ignorância destes. Uma parte considerável desse apologistas esquece-se que o Senhor nos ensina em Sua Palavra que devemos estar, sim, preparados “para responder a razão da nossa esperança”, mas tal resposta deve ser veiculada com mansidão e temor (1Pe 3.15). Porém, o que mais vemos são afrontas e mais afrontas, desconsiderando por completo o que a Escritura nos exorta quanto à forma de admoestação. Fica, por sinal, evidente que os apologistas que assim agem, na verdade não têm buscado exortar os irmãos no amor, mas sim demonstrar sua capacidade intelectual e seu amplo conhecimento bíblico. A humildade, nesse viés, passou longe.

O que tenho percebido, logicamente, é um intenso ritual ao ego próprio, por parte destes apologistas de plantão, que se julgam mais conhecedores e mais capacitados, acreditando, por vezes, serem os donos da Verdade. Devo asseverar que o verdadeiro servo de Deus em nenhum momento é dono da Verdade; cumpre-nos, sim, servir à Verdade (Jo 14.6).

Vejo também ferrenhas críticas dirigidas a seguimentos denominacionais adicionados de diversos juízos temerários. Compreendemos que as profecias, doutrinas e espíritos devem ser examinados. Contudo, quantas vezes já testemunhei acusações, por parte de apologistas, afirmando que os religiosos, que não se enquadram em sua forma de pensar, inserem falsas doutrinas dolosamente no seio de suas igrejas. Ora, por acaso tais apologistas estão certos de que conhecem o coração destes homens? (1 Sm 16.7b) Não estou aqui defendendo as doutrinas falsas, acréscimos e distorções, mas não devemos atribuir a ninguém juízo temerário. Muitas pessoas que participam de igrejas que têm práticas em dissonância com a Palavra têm um coração sincero, mas falham por ignorância (At 17.30).


Gosto de lembrar que, dentre as igrejas mencionadas no livro de Apocalipse, há uma que possui uma vertente extremamente apologética: a igreja de Éfeso (Ap 2.1-7). Mas você já percebeu onde ela falhou? Foi exatamente onde uma considerável parte dos apologistas erra: no abandono das primeiras obras. Alguns apologistas erguem-se para criticar e criticar, mas nunca agem compromissados com a propagação do Evangelho da cruz. Tenho uma pergunta sincera a fazer a você que é apologista: você tem anunciado o evangelho (Mc 16.15)? Você tem cumprido o “Ide” que o Senhor Jesus nos ordenou (Mt 28.19)? Você tem vivido o amor (1Co 13)? Você tem frutificado no Espírito (Gl 5.22)? Ou você tem apenas se levantado com o intuito demonstrar seu “elevado” conhecimento da Escritura, apresentando um conteúdo apologético com motivações erradas? Isso é uma forte demonstração de culto ao ego e abandono do primeiro Amor. Não tenho muito mais o que comentar acerca deste assunto, pois ele é dirigido a conhecedores profundos da Palavra.

Amados irmãos em Cristo, sou admirador dos trabalhos e escritos apologéticos, mas devemos ter cuidado com as nossas motivações. O amor às almas perdidas foi um dos pontos que motivou o ministério do apóstolo Paulo. De mesmo modo, o amor de Cristo pela humanidade, não pelo que a humanidade poderia oferecer, mas em virtude da própria natureza de Deus, foi que nos alcançou. Não abandonemos este amor. Amigos apologistas: continuemos no exercício deste ministério, mas sem esquecer-nos da nossa principal comissão que é “anunciar o evangelho a toda criatura”, e, reitero, façamos isso com amor, testemunho e boas obras!

A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vida abundante: o refrigério para a alma - Parte 4


Em continuidade a nossa seqüência de estudos, veremos hoje dois temas relevantes para que possamos experimentar a Vida Abundante que o Senhor Jesus preparou para nós. Que Deus possa abençoar sua vida

MENTE RENOVADA e APRENDENDO A VIVER O HOMEM ESPIRITUAL

Qual o plano de Deus na criação do homem? Deus criou o homem como um lugar de habitação. Deus queria habitar no homem para viver em comunhão íntima com ele; para dominar este reino natural. Deus dominaria o homem, viveria com o homem, e o homem dominaria o restante da criação. Ou seja, indiretamente, Deus dominaria toda a criação.

Como dito nos estudos anteriores, o homem é tripartite:

(I Tessalonicenses 5:23) - E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.

Deus tem um plano de santificar o espírito, a alma e o corpo do homem.

Vimos que o homem se separa de Deus pelo pecado; pelo fruto da árvore do conhecimento da ciência do bem e do mal, o qual gera morte. Observe que quando Deus fala de alimento, Ele está falando de princípios espirituais; de conhecimento e de sabedoria.

De acordo com a física o teu corpo é fruto de tudo aquilo que você comeu. Em nível espiritual é da mesma forma: tudo que você come ditará as regras do teu desenvolvimento espiritual.

Como nós entendemos, o processo de libertação se dá pelo conhecimento da Verdade. Nós, até então, conhecíamos mal. Mas, agora, é hora de conhecermos o bem. Em outras palavras, é hora do adversário sair de nossas vidas - ele é a ignorância - e de Jesus entrar em nossas vidas - Ele é a luz.

(Romanos 12:2) - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

É importante entender que a alma humana tem três órgãos:
- a mente;
- a vontade;
- as emoções.

Tal como estudamos, este corpo já está condenado. O espírito, contudo, quem é nascido de novo, já foi regenerado. Mas a alma precisa de renovação.

Por que Paulo escreveu a palavra renovar? Porque no ato da criação, no Éden, a mente do homem era sadia, sem nenhum tipo de impureza. Ou seja, quando o homem se expressava só saía Cristo. Depois da Queda, todo tipo de imundícia passa a sair da nossa boca. Veja que a Palavra no informa que a boca fala o que o coração está cheio.

(Mateus 12:34) - Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

Que tipo de alimento você tem dado ao teu coração? Da tua boca tem saído ira? Da tua boca tem saído preocupações, ansiedades? De que tipo de sabedoria você tem se alimentado?

A palavra renovação quer dizer o seguinte: era novo, estragou-se, é necessário tornar-se novo.

Renovar é colocar Cristo novamente em nossa mente. É inserir a filosofia, a sabedoria divina em nossa mente. Jesus é essa Verdade:

(João 14:6) - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Jesus absolutiza a salvação n’Ele. Ou seja, Deus só te receberá se a tua mente tiver o Senhor Jesus Cristo. A Palavra é Cristo, e Ele precisa estar na nossa mente. Por que temos tanta dificuldade em permitir que a Palavra habite em nossa mente? Entenda que se faz necessário que nós nos alimentemos do Pão da Vida, que é o Senhor Jesus, todos os dias:

(Josué 1:8) - Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

Amados, vocês notaram que a nossa prosperidade, em todos os sentidos, está ligada a nossa vinculação com a Palavra? É o que diz o texto anteriormente lido. Não estou aqui falando de uma prosperidade tão somente material e passageira, mas sim de uma prosperidade espiritual e eterna.

Por conseguinte, façamos a leitura do texto abaixo:

(I Timóteo 2:5) - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Deus, quando vai te abençoar, o faz por meio de Cristo. Queremos, pois, alegria, prosperidade, saúde, sem, contudo, viver Cristo. A chave do sucesso do espírito, da alma e, porque não dizer, até mesmo da vida material, dá-se por meio da nossa fidelidade à Palavra. Se o que nós estamos pregando aqui em todos estes dias não se frutificar na tua vida, não for praticado por você, você vai ser arrancado e lançado ao fogo (Jo 15.6).

De mesmo modo você deve conhecer e prosseguir em conhecer a Deus (Os 6.3).

Não perca isso que você está recebendo aqui. Não perca! Se não, você será semelhante àquela casa vazia em que o inimigo volta com sete outros para novamente fazer habitação. Ora, é tão ruim depender de Deus?

(Filipenses 2:13) - Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.

Deus opera por meio da Palavra, por meio do Espírito. Deus transforma o teu querer transformando a ignorância em luz. Por exemplo: antes nós não conseguíamos perdoar; reinava ignorância; agora, em Deus, nasce o perdão; nasce a luz.

Podemos ver que até a nossa forma de amar é enganosa. Entenda que o amor de Deus independe dos sentimentos almáticos (emocionais; afetivos) que fazem parte do homem, pois Ele é espírito (Jo 4.24). Cristo, em nós, começa a gerar o amor verdadeiro.

Não tente se enganar, meus amados, achando que você ama as outras pessoas. Na verdade nós nos amamos. E, o fato de fazermos bem a alguém, está plenamente vinculado ao nosso bem-estar.

É necessário que tornemos a nossa identidade, Cristo:

(Gálatas 2:20) - Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.

Paulo, ao afirmar isso, informa que não era a voz dele que saía quando ele falava, mas sim a voz de Cristo. Não era ele quem enfrentava os problemas, mas sim Cristo. Não era ele que era aprisionado, mas Cristo. Não era Paulo que era açoitado, mas sim Cristo. Não era Paulo que era bem sucedido, mas sim Cristo. Não era Paulo quem vencia, mas sim Cristo. Não era Paulo que era honrado, mas sim Cristo. Não era ele quem era glorificado, mas sim Cristo. Não Paulo quem era insultado, mas sim Cristo.

Da mesma forma agia Jesus, pois Ele não fala por Si mesmo, mas pelo Pai:

(João 6:57) - Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.

Às pessoas que questionavam e se enfureciam com Cristo, Jesus respondia o seguinte: Eu só faço o que o Pai me ordenou. Jesus era um recipiente de Deus. Jesus era um vaso de Deus. Ele deixou o ser igual a Deus, tornando-se servo (Fp 2.6). Ele foi servo do Pai. E nós, que nos alimentarmos de Cristo, somos servos de Cristo e viveremos por Cristo. Isso foi o que Paulo viveu. Já não era Paulo quem vivia, mas Cristo vivia em Paulo. Hoje te pergunto, você tem vivido Cristo ou tem vivido você mesmo? Você tem vivido as filosofia e sabedoria divinas, ou a tua filosofia, sabedoria e experiência humanas? Viver Cristo é a renovação da mente.

Você precisa viver o que você tem aprendido por meio da palavra da verdade. Ocorre que a maioria de nós tem vomitado a Palavra de Deus. Quando nós ouvimos a Palavra de Deus e não praticamos, nós a vomitamos. E, o que semearmos, nós colheremos. Se nós vomitarmos a Palavra de Deus, de mesmo modo seremos vomitados por Deus:

(Apocalipse 3:14 - 20) - E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

AMADOS, A IGREJA DE LAODICÉIA ERA MORNA, NÃO PELO FATO DE TER POUCO MOVIMENTO, COMO NÓS ESTAMOS ACOSTUMADOS A VER; ERA MORNA PELO FATO DE CONHECER A PALAVRA E NÃO PRATICAR A PALAVRA. ANTES ERA MELHOR ESTAR NA IGNORÂNCIA, PORQUE O TEMPO DA IGNORÂNCIA NÃO SERÁ LEVADO EM CONTA. MAS, SE VOCÊ, É CONHECEDOR, VOCÊ TEM QUE SER PRATICANTE. NÃO VOMITE A PALAVRA DE DEUS. NÃO VOMITE O QUE VOCÊ TEM OUVIDO.

Em continuidade a este estudo, faremos uma análise, ainda dentro do tema da Renovação da mente, acerca do que é viver segundo o padrão espiritual que o Senhor espera que vivamos.

APRENDENDO A VIVER O HOMEM ESPIRITUAL

Texto base: I Co. 3.16, 17

Nesta seqüência de estudos nós já identificamos as diferenças e formação do homem carnal e do homem espiritual; o homem nascido à imagem e semelhança de Deus; o homem nascido no pecado, morto espiritualmente; e o homem regenerado espiritualmente.

E estamos aqui hoje buscando a restauração de nossa alma por meio da renovação de nossa mente. Para isso, daremos continuidade ao estudo fazendo a leitura do seguinte texto:

(I Corintios 3:16,17) - Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.

Nós (os nascidos de novo) somos a habitação de Deus. Foi para isso que fomos criados. Deus é santo. E para que Deus more em nós é necessário que sejamos santos. Lembre-se que, todos os que são regenerados, são habitação de Deus; visto que Ele não mora com o homem carnal. Existe uma incompatibilidade entre Deus e o homem carnal:

(Amós 3:3) - Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?

Por isso Deus não consegue andar com o homem que é carnal. Nós sabemos o inimigo tenta fazer habitação em nós. Logo, não existe acordo Deus e o adversário, devendo um deles sair para o outro reine.

(Mateus 6:24) - Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.

Conclui-se, portanto, que não podemos ter dois senhores morando em nossas vidas. Desse modo, quando renegamos a vida em pecado, decidimos pela liberação do Espírito em nosso ser. E isso é algo crucial para as nossas vidas.

Perceba que, dentro de nós, há um homem carnal e um espiritual que guerreiam entre si. Um deles é coordenado e influenciado pela astúcia da Serpente; o outro é alimentado pela Palavra de Deus. Assim, teremos que matar um destes dois seres; temos que matar o homem carnal.

Compreenda que o homem espiritual é perfeito (1Co 2.15). É uma identidade que contém o caráter divino. Este ser sabe raciocinar sem cometer erros. Este homem espiritual não nos coloca em sofrimento. Este homem espiritual não peca. O problema é que este ser se vê preso enquanto permitimos que o homem carnal domine.

Como disse antes, o homem carnal é um mesclado entre a alma e a carne (pecado), no engano de satanás. Mas, para uma compreensão mais profunda, leiamos o texto abaixo:

(Ezequiel 18:4) - Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.

Sempre que nós tomamos uma atitude de desobediência nós abrimos a porta de nosso coração para habitação do pecado (Rm 7.17). Por isso é que precisamos ser santos.

Como eu disse no estudo passado, a nossa alma, diante da queda, fundamentou-se na filosofia humana, achando-se independente de Deus. Entretanto, na regeneração nós recebemos uma nova vida; não uma vida reformada; mas um espírito novamente gerado (Tt. 3.5).

O homem carnal é inimigo do homem espiritual. Os dois não entram em acordo. Os dois não podem andar juntos. E a nossa alma fica no meio. O homem espiritual não chega na carne. E o homem carnal não alcança o espírito. Os dois são completamente diferentes um do outro: um obedece a Deus e o outro desobedece; um dá e o outro rouba; um odeia e o outro ama; um peca e o outro é santo.

Vou te dar uma boa notícia hoje: Deus está te renovando na mente desde o dia que você nasceu de novo, em Cristo Jesus.

Pense um pouco: como você era antes de conhecer o Senhor? Como você era antes de se batizar? Como você era antes de ter um contato genuíno com Deus? Como você era antes de se encontrar, verdadeiramente, com Deus?

Retomando o assunto, entendamos que o Espírito milita com a carne, noite e dia, incessantemente e o que é imperfeito precisa sair.

(Gálatas 5:17) - Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.

O homem espiritual (nascido de novo) quer se exteriorizar, mas encontra uma barreira na carne. O Espírito quer dominar o querer, mas encontra uma barreira em nossa contumácia em pecar. E essa barreira é nossa teimosia em não querer depender de Deus.

Todas as vezes que deixamos de depender de Deus e passamos a depender de nós, como vimos no estudo anterior, pecamos; e deixamos de ser santos; e tornamos ao homem carnal; e sofremos as conseqüências.

Como podemos viver a liberação do homem espiritual? Nós temos dois passos, a saber:

1º PASSO - CONSAGRAÇÃO

Devemos nos consagrar. Mas o que é se consagrar? Consagrar não é o que normalmente conhecemos. Achamos que consagrar é tirar um tempinho para Deus. Mas este não é o verdadeiro sentido da palavra consagrar. Consagrar, de acordo com a Palavra de Deus, significa: separação exclusiva para uso de Deus. Amados, não é jejuar o dia todo; a semana toda; o mês todo; viver, como alguns que seguem ao movimento “Nova Era”, de “luz”. Não adianta, tão somente, orar o dia todo. Não significa largar o emprego e viver pela fé. Não, nada disso!
VOCÊ PRECISA ESCOLHER VIVER TOTALMENTE PARA DEUS. VOCÊ É QUEM ESCOLHE. VOCÊ VAI VIVER CRISTO NO SEU TRABALHO, NA SUA ESCOLA, EM CASA, DE MANHÃ, DE TARDE DE NOITE. VOCÊ VAI DEPENDER DE CRISTO E CRISTO VAI VIVER EM VOCÊ O TEMPO TODO. VOCÊ SERÁ UM VASO, UM RECIPIENTE PARA HABITAÇÃO, PARA CONTER O SENHOR JESUS CRISTO.

Você já imaginou o tamanho de Deus? Mesmo assim Ele quer viver em você. Ele quer que você se entregue totalmente a Ele. E quer que você dependa totalmente, única e exclusivamente d’Ele.

Consagração significa: entrar numa posição em que eu dou liberdade para a atuação do Espírito Santo. Você passa a viver o modo de viver Cristo. Ou seja, temos que orar; congregar; meditar na Palavra de dia e de noite. Deus quer que você ande da forma que Ele quer, não da forma que você quer.

Mas quando nós nos consagramos ao Senhor, nós sentimos dificuldades; nós passamos por aflições. Isso porque o homem carnal se levanta militando e conspirando contra o Espírito. Entendido isso, passemos ao segundo passo:

2º PASSO – QUEBRANTAMENTO

Quebrantamento significa demolição do homem carnal. Deus vai começar a te de disciplinar de forma a destruir o homem carnal. A obra do Espírito Santo se dá por meio do quebrantamento (Sl 34.18; 51.17; Lc 4.18).

A dor do quebrantamento varia de pessoa pra pessoa. Aquele que tem mais facilidade em obedecer, vai sofrer menos, visto que o processo vai ser um pouco mais simples; já aquele que tem mais dificuldade vai sofrer mais. E, se o homem carnal, não for quebrado, destruído, não há como surgir o novo homem.

Se você se abrir pra viver obediência à Palavra, você vai ter mais facilidade em quebrar o homem carnal. Se você resiste à PALAVRA você sentirá maiores conseqüências que atingirão sua emoção, seus desejos, e sua razão. Esforce-se para obedecer. Quebrante-se na presença de Deus.

O diabo vai tentar te retirar do foco de Deus. O homem interior se levanta tentando gerar em você amargura; tristeza; ansiedade; ira. E se você cede, a culpa de ceder não é do adversário, é sua.

Deus, algumas vezes, permite o inimigo te tentar, pois Ele sabe que você pode suportar. E, se você não suportar, não será aprovado. Mas, se você suportar a provação, você é aprovado e a sua fé, uma vez confirmada gera perseverança. E a perseverança deve ter ação completa para nós sejamos íntegros, perfeitos e em nada deficientes (Tg 1.2-4 ARA).

Todos os levantes do inimigo contra a sua vida, quando você está em Cristo, têm que passar pela vontade permissiva de Deus.

Os PROBLEMAS que nós vivemos hoje são permissões de Deus. Mesmo aqueles que são conseqüência de nossos pecados, são permissões de Deus e a finalidade é o nosso quebrantamento. Ele trabalha na sua vida como trabalha no metal, transformando a tua vida por meio da provação e dos problemas.

(Hebreus 12:6-8) - Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos.

Todas as dores e as disciplinas que nós passamos hoje significam que Deus quer fazer algo grande em nossas vidas. Ele faz isso porque nos ama. Ele nos corrige porque somos filhos. E Deus quer algo grande para cada um de nós: a Vida Eterna. Ocorre que nós não aprendemos ainda a depender de Deus mesmo na hora da provação:

(Tiago 1:2-4) Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

Deus só consegue tratar o homem por meio da provação, pois Ele respeita o livre arbítrio. Daí é o motivo da disciplina. E a disciplina é de acordo com o que nós podemos vencer:

(I Corintios 10:13) - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

Perceba que O ESCAPE É O ENTENDIMENTO DA PALAVRA.

Amados, Deus não nos corrige se nós estamos perfeitos. Se nós estamos sendo corrigidos é porque somos amados, mas ainda estamos errando. Entenda que o homem carnal deve ser morto, para que o homem espiritual se propague e a nossa perseverança, paciência e fé tenham ação completa não nos faltando coisa alguma.

Jesus nos fala isso tudo de forma diferente:

(Mateus 16:24,25) - Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.

Em outras palavras, é necessário sairmos do trono do nosso coração; que renunciemos o governo das nossas vidas para que Deus nos governe. Devemos parar de agir segundo a nossa vontade; permitindo, assim, que o Espírito de Deus comande as nossas vidas, visto que o homem carnal não segue Jesus, mas somente o homem espiritual.

Amados, devemos ter entendimento a fim de compreender a obra do Senhor para as nossas vidas. Devemos ter entendimento a fim de compreender a correção do Senhor. Devemos nos alegrar nas provações, pois isso é demonstração do amor de Deus por nós. Até mesmo o mal é usado por Deus em nosso favor (Rm 8.28). Esforce-se para receber, ainda que você não compreenda, a vontade de Deus.

Que essa palavra possa florescer em nossos corações. Em breve postaremos a continuação deste estudo. A paz do Senhor a todos!

Jordanny Silva
http://jordannyblog.blogspot.com/

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vida abundante: o refrigério para a alma - Parte 3


A sabedoria humana ou a sabedoria de Deus? (continuação)


A todos que leram a Parte 2, deste quadro que resolvemos publicar, observaram que a confusão mental gerada naquele personagem fictício que decidiu praticar o suicídio, advém do fundamento da sabedoria humana. A sabedoria humana, por sua vez, normalmente, é a junção entre a “filosofia do homem” e a “filosofia de satanás”. É dessa forma que Tiago expressa as características da sabedoria humana: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.” (Tg 3.13-16).

Tecidas tais considerações iniciais, daremos continuidade em nosso estudo para compreendermos mais acerca do tema proposto. Para isso, falaremos acerca da Lei do Mal.

Há uma lei interior que nos instiga a fazer o que Deus desaprova. Esta lei está ligada e é conseqüência da filosofia do engano e, somada à, da filosofia da morte.

Para entendermos melhor, é interessante lermos o seguinte texto:

(Romanos 7:17) - De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.

Podemos perceber que o pecado habita. Desse modo o pecado não é um objeto. O pecado é um ser que habita dentro de nós. Um móvel, por exemplo, não habita. O ser habita, sim, este habita.

Significa dizer que existe um ser que habita em nosso interior e que tem prejudicado toda a nossa vida até o dia em que não recebemos, verdadeiramente, a nova vida em Cristo.

E este ser tem o poder de danificar a nossa alma; e está em contato direto com a filosofia do engano e com a filosofia humana. Este ser habita na nossa carne. Ele é a natureza pecaminosa e, conseqüentemente, é maligno. É a nossa carne, a nossa natureza afundada em pecados e ofensas. Em outras palavras, é a filosofia humana da morte aliada à filosofia do engano.

Decidimos, para fins didáticos, chamar a filosofia do homem de filosofia da morte; e a filosofia do de satanás de filosofia do engano. Mais a frente, perceberemos os motivos que nos levou a utilizarmos tal nomenclatura.

Veja que o maligno se vale da filosofia do engano para nos levar à filosofia da morte. A filosofia da morte significa: estar fora da dependência de Deus. Quando estamos fora da dependência de Deus a nossa vida interior se torna habitação de satanás. Ou seja, vale dizer que quando estamos Deus não está no domínio de nosso homem interior, somos, automaticamente, dominados por uma natureza pecaminosa vinculada à morte, e somos habitação de Satanás o qual nos aprisiona no engano. (Mt 12. 43-45)

A Palavra nos informa que o lugar de habitação de Satanás são as regiões celestiais:

(Efésios 6:12) - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Aqui temos esta confirmação. A habitação de satanás é aquele que não tem o Espírito de Deus em sua vida. E esta habitação gera estragos na alma de todos nós. Perceba que todos nós, outrora, éramos “a habitação” do adversário. Mas agora somos habitação de Deus (1 Co 3.16). Entretanto precisamos que Deus nos reconstrua.

O inimigo nos induz, por meio do engano, a nos apoiarmos na filosofia da morte (carne). A filosofia da morte é a conseqüência do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17).

Essa seqüência de textos “Vida abundante: refrigério para a alma” busca te conscientizar da tua necessidade de estar mais íntimo de Deus; para que o teu coração se abra para receber a revelação de Deus (1 Pe 1.10-16).

Quando coração humano está ferido, com mágoas, angústias e tristezas, não lhe é possível receber a revelação de Deus por completo. É necessário o homem se libertar por meio da Palavra (Jo 8.32; 17.17). O acesso à Palavra se dá por meio do conhecimento e da revelação (Mt 22.29).

Agora voltemos à origem:

(Gênesis 1:26) - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. (ênfase adicionada)

O homem foi criado, inicialmente, para dominar.

(Gênesis 2:7-10) - E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim no éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. (grifo meu)

A árvore da vida, podemos compreender hoje, como sendo, também, uma analogia à Palavra de Deus. O fruto é o caráter de Deus. O rio é o Espírito Santo de Deus que flui em todo aquele que bebe da fonte que emana de Cristo (Jo 4.10;14). Podemos, logicamente, concluir que:


* Quem não come da árvore da vida e não bebe do rio está morto.
* O homem caído não tem acesso a essa árvore, pois só por meio do Espírito é que recebemos a revelação (Jo 16.8);
* O homem caído é aquele que se rebelou, por meio da independência de Deus. Este homem achou que a filosofia da morte lhe era suficiente e lhe garantiria o atributo da onipotência, esquecendo-se que, fora de Cristo, não podemos nada fazer (Jo 15.5).
* Nós, interiormente, quando mortos, nos achamos, praticamente onipotentes; alimentados pelo ego, pensamos que existe Vida fora da dependência de Deus.


Por meio de Adão o pecado entrou no mundo (Rm 5.15; Gn 3.6). E todos nós, a partir daí, já nascemos com o germe do pecado:

(Salmos 51:5) - Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Quando Deus criou o homem, Ele o fez com a estrutura tripartite: corpo, alma e espírito (1Ts 5.23); para viver na Sua completa dependência. O adversário sabia que o homem foi criado para viver na dependência de Deus. Dessa forma, com a filosofia do engano, a serpente seduziu a Eva a experimentarem o fruto do conhecimento do bem e do mal, a qual deu a seu marido (1 Tm 2:14) e, a partir daí, o homem, fora da dependência de Deus, passa a tentar depender de si, e a conseqüência disso é a morte (Rm 6.23)

Eva, no momento que dá ouvido às argumentações do inimigo, vê sua mente sendo conduzida para a morte espiritual. Mas esta morte dependia da efetiva quebra da ordem Divina: comer do fruto.

A conseqüência de tudo isso é que o homem, que nasceu para depender de Deus, quando sai dessa dependência é semelhante ao peixe que decide viver fora da água. Deus é a água. Ou seja, você, distante de Deus, está morto.

A vida abundante é ter a vida de Deus dentro de você. É ter o Espírito de Deus habitando você. Quem crer e for batizado será salvo, mas, quem não crer, será condenado (Mc 16.16).

Jesus nos oferece duas salvações:

1) A salvação da morte eterna:

(João 6:47) - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.

2) A salvação da escravidão do pecado:


(Efésios 2:1-3) - E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

No Éden, quando o homem vivia na dependência de Deus, o espírito do homem estava, diretamente, ligado ao Espírito de Deus. Significa dizer que o espírito do homem era governado por Deus. Deus habitava o espírito do homem. Dessa forma, Deus governava o espírito humano; e o espírito humano governava a alma; e a alma governava o corpo. Em outras palavras, Deus estava no controle de tudo.

A partir do momento que o homem peca, Deus deixa de habitar no homem e o qual se torna habitação do adversário (Mt 12.43-45). Compreendamos um pouco mais acerca do homem como templo:


(Efésios 6:12) - Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Antes de tudo temos que entender que o homem é um templo. Este templo pode ser habitado pelo Espírito Santo (1Co 3.16), ou por satanás. A formação do templo, segundo o antigo testamento, era átrio, Santo Lugar e Santo dos Santos. O Santo Lugar e o Santo dos Santos é região celestial. Dessa forma, a habitação do inimigo é na mente do homem que não teme a Deus.

Sendo o homem habitação do adversário, o engano passa a fazer parte da natureza humana (Jo 8.42-44). Note que aquele que não recebeu a Cristo como seu único e suficiente Salvador, é, infelizmente, filho do diabo. Ou seja, o gene maligno faz parte de sua natureza. Este homem se vê enganado achando que a melhor opção é a independência de Deus: o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Agora, eu te pergunto: Este ser, o adversário, vai conduzi-lo ao que é correto?

(João 10:10) - O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir;

Dessa forma, toda a influência do inimigo na tua vida é para matar, roubar e destruir. Ele te conduz para uma vida de desgraça.

O diabo consegue, no homem que está morto, tirar o foco do que é Eterno. Ele conduz o homem à separação e convence o homem de que a morte é uma excelente opção. É o que percebemos na história daquele personagem fictício, descrita na Parte 2 (clique sobre o texto sublinhado para ler), deste estudo. Observe ainda, que o mundo está dessa maneira; a maioria das pessoas ainda não chegou à compreensão do que é Eterno.

O que eu considero interessante é que a serpente, no Éden, não habitava o espírito humano, mas tinha acesso à alma humana. Ela seduziu a mulher por meio do intelecto. E ainda hoje, mesmo para quem já recebeu o Espírito de Deus, o adversário continua buscando acesso à alma humana; e às vezes consegue.

Por isso existe aquele entrave interior na vida de Paulo, do qual nós citamos no início. É aí que devemos ter cuidado.

Vamos entender um pouco do fruto do conhecimento da ciência do bem e do mal, o qual ainda nos está à disposição:

(Gênesis 3:6) - E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

Ainda hoje somos alcançados por essa aparência do que é bom. Eva, seduzida pela filosofia do engano, viu que a aparência da árvore era boa, mas a essência daquela perigosa árvore era má. Ainda hoje, para nós que somos salvos, o inimigo apresenta o pecado como aparentemente bom. Tal como o inimigo despertou em Eva o interesse pelo pecado, dizendo que a mesma poderia confiar em sua auto-suficiência, uma vez que seria “como Deus” (Gn 3.5), hoje, a “Antiga Serpente”, continua a nos enganar, por meio do mesmo mecanismo. Entretanto, o pecado é, essencialmente, mal, e o salário, ou seja, a conseqüência do pecado é a morte (Rm 6.23).

Compreenda que o adversário atua nas nossas mentes, conduzindo os nossos sentidos para o que é essencialmente mau, mas aparentemente bom.

Por conseguinte, façamos uma leitura do seguinte texto:

(Romanos 7:1-3) - Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive? Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.

A mulher é a alma (mente) humana. O marido é o símbolo de autoridade; neste caso, o vínculo com a “natureza pecaminosa” ou com Deus. Dessa forma, uma vez que o marido (natureza pecaminosa) morre, a alma está livre para se entrelaçar com outro marido (Espírito Santo). Deus não se relaciona com a alma que tem por marido a carne, pois Deus é puro e não comete pecado. Se assim o fosse, estaríamos cometendo adultério com Deus.

Enquanto o homem não é sepultado no batismo, ou seja, o primeiro marido (carne) morre, e a autoridade passa a ser de Deus, a alma não se vê liberada a viver com intensidade; a viver a Vida Abundante.

O diabo é engano (Jo 8.44). O engano é escravidão. A Verdade nos liberta (Jo 8.32). O conhecimento da verdade nos tira da ignorância, mas não nos livra do desejo de pecar, visto que o homem, mesmo conhecedor da Verdade, sente o desejo pelo pecado (1Jo 2.1). A vivência da Verdade é que te liberta, pois faz morrer a tua carne que te apresenta uma verdade aparente, e te leva à Verdade essencial e absoluta, que é Cristo (Jo 4.6).

Para sarar a alma você precisa tirar a velha natureza do seu ser, e isso se dá por meio da regeneração. Aquele que crer e for batizado será salvo.

(João 3:5) - Jesus respondeu: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de deus.

Você precisa se arrepender dos seus pecados e se batizar nas águas. O que tem te impedido? Você quer o novo nascimento? Você quer ser habitação do Espírito Santo? Você quer ser regenerado? (voltar à sua forma original). Creia em Jesus e seja batizado. É a partir daí que se inicia o processo de santificação que traz refrigério para a sua alma. A partir do novo nascimento é que começa a verdadeira cura interior. E este processo vai perdurar por toda uma vida. O teu espírito precisa ser regenerado.

Restauração é um processo diferente da regeneração. A tua alma precisa ser restaurada. Tua alma não é regenerada tal como o teu espírito. Tudo de ruim que o inimigo produziu enquanto habitava no ser interior do homem é que é o problema. Você recebe a regeneração de graça. Mas a restauração se dá por meio da vivência do evangelho da cruz (Lc 9.23). A tua alma precisa ser restaurada.

O que refrigera a nossa alma é o Espírito Santo agindo junto com a Palavra.

(Salmos 19:7) - A lei do senhor é perfeita, e refrigera a alma; (ênfase adicionada)

A palavra do Senhor é que restaura a alma, transformando todo o nosso entendimento (Rm 12.2). Perceba que você é o que você pensa:

(Provérbios 23:7) - Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele. Come e bebe, te disse ele; porém o seu coração não está contigo.

Se a palavra de Deus está na sua mente, você será à imagem e semelhança de Deus. Para a carne, contudo, não tem restauração. Ela vai pro pó. Caso não participemos do arrebatamento enquanto ainda vivos, todos nós morreremos (1Co 15.51).

Finalizaremos hoje, esta seqüência de estudos. Entendemos um pouco acerca da filosofia da morte (fruto da árvore da ciência do bem e do mal) e da filosofia do engano, que é a essência da sabedoria humana. Logo mais, discorreremos acerca deste processo de santificação, que resultará na experiência da Vida Abundante que Cristo nos prometeu.

Não perca os próximos estudos!

Leia também a Parte 1 e Parte 2, dessa seqüência de estudos bíblicos.


Jordanny Silva
http://jordannyblog.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vida abundante: o refrigério para a alma - Parte 2


Para ler a introdução ao tema clique AQUI!
A sabedoria humana ou a Sabedoria de Deus?


Antes de iniciar a seqüência de estudos que versam sobre o tema aqui proposto, gostaria que você se dedicasse à leitura e reflexão do texto "A morte decretada pela vida", abaixo consignado. Trata-se de um exemplo do homem que tem como fundamento a sabedoria humana. Raciocine um pouco em cima da "loucura" vivenciada por este personagem fictício e conclua, consigo mesmo, se a filosofia do homem realmente é valiosa e conduz à felicidade.


"A morte decretada pela vida"


- A vida não deixa de ser incrível apesar da forma que se apresenta para cada um de nós - pensava ele tentando se convencer disso. Mas parecia estar distante de como realmente se apresentava a vida perante os seus olhos. Ora, não era ele belo para os padrões ditados por uma minoria que dominava e manipulava o entendimento da maioria. Não era esperto para os mesmos padrões, tampouco, simpático; muito menos atraente. Sentia-se à margem. Não conseguia conexão com as outras pessoas. Não se via alienado, mas se sentia alienígena. De que adiantou todo o conhecimento que buscara? O saber aparentava-se mais a um dedo que é colocado diretamente em sua ferida. O saber o incomodava. O saber o entristecia. Ele não se utilizava do saber para criticar as coisas ou pessoas; achava mais sustentação na análise sugestiva – a crítica é sagaz e destruidora, já a análise enfoca também o problema e a sugestão aponta uma possibilidade de melhoria. E assim vivia, de observar e analisar tudo que estava a sua volta; de sofrer com a maldade que se erguia diante dos seus olhos; de chorar com o acaso e viver as conseqüências daquilo que é inevitável; de conviver com a solidão. Confronto era a natureza de sua alma. Desespero era seu estado constante. Enlouquecia a cada dia mais. Havia muito mais para se conhecer, e quanto mais crescia em saber mais se afastava da felicidade. Aliás, o que seria felicidade? É o primeiro questionamento que se deve responder para depois partir a sua procura. Percebia, ele, que tudo que se toca, tudo que se cheira, tudo que se saboreia, tudo que se ouve, tudo que se vê, de fato, é injustiça. Mas continuava no torturante caminho do saber; continuava na sofrida jornada da vida...

Mas, o que há de mais atrativo na vida não seria a imprevisão? Não ter o controle do futuro e nem conhecê-lo era, ao mesmo tempo, angustiante e instigante. Contudo, todos os dias aparentavam-se iguais. Sufocado pela monotonia. Afogado no sedentarismo e no descontentamento. Nada se apresentava de novo. Era tudo sempre a mesma coisa: infelicidade. Ele sentia como se estivesse andando em círculos. Então, por que continuar na caminhada da vida? Aquela angústia poderia cessar ali. Ele tinha o poder de dar um fim em tudo. Ora, o livre arbítrio parece ser o maior dom, mas também o maior castigo dado ao homem. Apesar de se conceber que o livre arbítrio não é tão livre quanto parece. Não obstante, todas as suas escolhas aparentemente eram viciadas. Determinadas pela impetuosa lei da ação e reação. O que ele fazia advinha de algo que lhe foi feito. Desse modo, mesmo a decisão de deixar a vida lhe aparentava ser uma afronta a sua liberdade de escolha. Se pudesse realmente escolher, construiria um novo mundo que pudesse lhe fazer feliz. Contudo, seu poder estava distante disso. Primeiramente, por não saber o que realmente seria a felicidade. Segundo, por estar diante de sua impotente insignificância. Tinha, portanto, uma pouca gama de poder, mas que lhe parecia estar sobrecarregada pelo fardo da responsabilidade. Mas uma decisão tinha que ser tomada. Seria a hora de dar um basta?

A morte lhe era, ao mesmo tempo, repugnante e atraente. Na verdade muito se aproximava da sua idéia de vida. A morte era incompreensível ou, pelo menos, incompreendida. Era assustadora, mas se revelava como uma espécie de saída. Atingia diretamente o seu entendimento acerca do fim. Entretanto, ele notava que cada vez menos compreendia o que seria o fim. Ao mesmo tempo a morte, para sua razão, aparentava ser uma parte da vida. Sendo então, a morte, um dos elementos da vida, a vida não poderia subsistir sem a morte? Quando se come carne, por exemplo, ali não se está diante da morte de um animal irracional? E a alimentação não existe para permitir a continuidade da vida? Logo, dependeria a vida da morte? A vida, a morte, o fim: tudo isso lhe intrigava; tudo isso lhe irritava. – Quer saber? – pensava ele – devo experimentá-la. Ao menos minha dúvida será sanada. Ou, então, serei lançado na escuridão da inconsciência. Já distante das angústias. Já distante das tristezas. Mas também distante de encontrar a felicidade – Contudo, mesmo o fato de ser abandonado pela consciência e de se lançar no nada, inquietava-lhe; afligia-lhe. Novamente se via diante de uma situação desesperadora. Em uma coisa acreditava intensamente: o destino da vida é a morte. Não obstante, todos os que vivem caminham em direção à morte. Logo, por que não chegar ao objetivo último, e depressa? Se a finalidade da vida é realmente a morte, seria esta última a resposta às incógnitas daquela?

Uma decisão normalmente é baseada em um juízo de valor. Pelo menos assim é feito pelos que se acham sensatos. Ao decidir, o bem e o mal são colocados em uma espécie de balança. Isso, aparentemente torna mais fácil o processo de escolha. Ora, o homem se vê, quase sempre, obrigado a optar pelo bem ou, pelo menos, pelo que lhe é, aparentemente, melhor. Entretanto, e se nem todo o bem e nem todo o mal estiver ao alcance das mãos, ou dos sentidos, a fim de serem inseridos nessa gangorra? Significa que a decisão é mal tomada? E como alcançar uma plena convicção de que todos os prós e os contras foram devidamente pesados? Não é o homem, já de plano, limitado por sentidos que o aprisionam e o afastam da essência da verdade? Seria mais fácil então conceber-se que toda verdade é relativa? Logo, estaríamos “Além do bem e do mal”. Porém, não é tão fácil assim. E a escolha novamente se revela o maior desafio do homem. Por isso há que se afirmar, novamente, que o mais intenso castigo do homem é o livre arbítrio, ainda que este não seja tão livre. Naquele instante, mesmo diante dos riscos, instrumentou-se com a técnica do “juízo de valor”, e iniciou-se nas medidas. Pesava os prós e os contras da vida. Pesava os prós e os contras da morte. Depois em uma única balança: de um lado a vida; do outro a morte; depositadas todas as conclusões, notou que estavam completamente iguais. Não se pendia nem para um lado nem para o outro. Isso, aparentemente, facilitava sua escolha: qualquer uma das opções é boa!... Ou ruim! Ora, havia na vida algo desafiador: a imprevisão. Mas o havia também na morte: o desconhecido. Não é a imprevisão e o desconhecido a mesma coisa? O óbvio lhe enganava por intermédio da aparência respondendo positivamente à indagação. Entretanto, a razão lhe remetia a pensar nas peculiaridades contidas em cada uma daquelas palavras: a imprevisão pode estar repleta de fatos já conhecidos, mas inesperados; porém, existe, nela, a possibilidade de estar presente o desconhecido. Diante disso, a vida seria a melhor escolha. Mas, o ponto de partida para se cogitar a morte foi a mesmice em que sua vida se encontrava. Tudo era sempre igual e conhecido. O desconhecido, apesar de paradoxal à presente narração, revelava-se distante da vida. Em contrapartida via-se, o incógnito, presente na morte. Então, decidiu pelo caminho da morte. Ora, apesar de desconfortante, era desafiador! Não era uma questão de coragem ou covardia. Era, em sua concepção, tão somente, acelerar o inevitável. A propósito, se o sentido da vida estivesse na morte, seu caminho seria percorrido por completo. O que lhe confortava, logo, era uma sensação de “missão cumprida”.

Novamente se via diante de uma situação de escolha. Por que a escolha foi colocada como uma sombra que acompanha o homem em toda a sua vida? A escolha era um espinho na carne. Era um sinal de que a sua consciência deveria ser respeitada, mesmo que esta fosse falha. Mas, enfim, a grande questão que se levantava era: como fazer? Como escolher o modo de deixar a vida? Ora, pode aparentar-se tola esta questão, mas, quando se percebe que grandes sensações estão em jogo, o quadro se reverte por completo. A dor, por exemplo, é algo que se deve relevar. Se a morte é dolorosa, pode, então, não se revelar a melhor saída para vida. A não ser que se aproveite a experiência conquistada com a sensação da dor a fim de acrescentá-la ao conhecimento. Mas de que valerá o conhecimento após a morte, se existe a possibilidade de ser-se inserido na eterna escuridão, na ausência do pensamento? Desse modo, lhe parecia mais interessante uma morte pouco dolorosa. Afinal, era por conta das dores que sofria em seu íntimo, em vida, que ele optou pela morte. Passou então à escolha. Levantou diversas formas, variados instrumentos, e muitas hipóteses de como daria cabo de sua vida. Era deprimente pensar em seu fim. Queria por muitas vezes desistir da decisão de morrer. Mas lembrava que já havia passado por um fatigante processo que o levou para esta opção. Desse modo, via-se determinado a fazê-lo.

Um instrumento é algo que desperta interesse enquanto este se apresenta necessário e útil. A necessidade baseia-se na imprescindibilidade, ou seja: sem aquele elemento não há como se chegar ao objetivo desejado. Já a utilidade relaciona-se com a precisão; com a eficiência do objeto. Também está ligada à idéia de conforto. Ora, pensar na morte já era desconfortante. Logo, era importante buscar um instrumento que gerasse mais alívio no ato de tirar a própria vida. Onde e como encontrar um instrumento útil e necessário? Uma arma de fogo lhe veio à mente como sendo o objeto perfeito, quando relacionado à minoração da dor. Contudo, é muito horripilante, e até nojento, o estrago que deixa no lugar onde é acionada. Por conseguinte, lembrou-se da morte de alguns personagens históricos. Logo, pensou: - A morte, advinda de um suicídio, deveria ser poética. Apenas tirar a vida e deixar as sujeiras físicas para serem recolhidas lhe parecia deselegante. Ora, um dos personagens que ele mais admirava foi condenado à morte e de posse do dever de seguir as instruções da “Res” pública que tanto defendeu, valeu-se da cicuta para adentrar no eterno inconsciente. De mesmo modo, mesmo que fictamente, a obra shakespeareana, apresenta uma morte poética, adocicada com amor, instinto e paixão. O suicídio, mesmo que advindo de um lamentável engano do jovem Romeu e, em seguida, da bela Julieta, foi admirado e aplaudido por muitos. Porém, o que ele entendia acerca do amor? Para ele era o amor a presença inconseqüente da irracionalidade, ou até mesmo da insanidade; uma loucura sem precedentes que levava o homem a reagir fora dos padrões normais. Mesmo sendo favorável ao portar-se fora da normalidade (aliás, sentia-se um alienígena inserido e isolado no meio da humanidade), criticava o amor como sendo um comportamento antinatural, porém (e até ironicamente) recebido com naturalidade pelo homem. Por isso, o amor estava além da razão e da sanidade. Entretanto, já não confiando e não conhecendo o amor, como ter sensibilidade para buscar uma morte poética? Pensava ele incessantemente. Decidiu, então, envenenar-se tal como o mestre Sócrates. Sócrates, contudo, foi condenado à morte. Teoricamente não era um suicídio. A cicuta era a sua pena. E, apesar de a morte ser a mais ultrajante condenação prolatada a um homem, para Sócrates, aceitar este destino era menos doloroso, e mais honroso, que suportar o fardo que viria a carregar caso opta-se pela sua fuga. Nisso, talvez, ele encontrava semelhança com o filósofo condenado. A vida lhe havia colocado no lugar da República. Ele (o personagem desta história), por sua vez, sempre defendeu a vida veementemente. Por isso, por sua luta pela vida, via-se isolado, entristecido e castigado. Não obstante, a própria vida lhe empurrou o destino da morte. A vida, que ele tanto admirava, prolatou a sentença. A cicuta, para ele, então, revelava-se como um dever, uma sanção inevitável e corroborada pelos seus princípios.


Alguns dias mais tarde já havia, ele, preparado a dose correta, letal. Já é desconfortante a sensação de despedida. Quando, então, há consciência de que não haverá mais volta, a dor se multiplica imensuravelmente. Mas queria ele, deixar algo registrado antes de partir. Olhou para o frasco que continha o líquido mortal, e recordou-se das feridas que havia em seu interior. Lágrimas escorriam em seu rosto. O gosto salgado alcançou seu paladar. Um choro sufocado durante anos de repente brotou como uma represa que rompe. Não se conteve, caiu ao chão prostrado. Suas angústias eram reveladas pelo o estado deplorável em que se encontrava. De que adiantou todo o seu saber? Uma vida vã, desperdiçada com coisas banais e fúteis. Percebia, naquele instante, o quão inútil era todo o conhecimento que adquirira. Lembrava-se dos seus erros. Recordava as oportunidades que havia perdido. Arrependia-se por não ter dado importância ao que verdadeiramente era importante. Tomou em suas mãos o frasco e o abriu. Aquela dor, aquela aflição acabaria ali. Ingeriu até a última gota e aguardou o efeito. Em instantes já se via desfalecendo. A dor física, logo em seguida, tomou-lhe intensamente. O frio, a sede e o desespero de não encontrar ar suficiente para que enchesse seus pulmões. Aqueles minutos eternizaram-se. Segurou com força um pedaço de papel que continha seus últimos ditos e o amassou com uma força inexplicável. Seu corpo não queria morrer. Seu espírito também não. A sua fome por vida, paradoxalmente, lhe conduziu para a morte. Em seguida sentiu-se adentrando nas trevas do inconsciente. Seu fim fora realmente decretado?


Neste momento, gostaria de perguntar: qual a sua conclusão inicial acerca da sabedoria humana?


Não deixe de acompanhar as ministrações seguintes!


Jordanny Silva

Vida abundante: o refrigério para a alma - Parte 1


Caros leitores,


Os males de cunho emocional e psíquico têm se alastrado por grande parte da sociedade moderna. É comum vermos pessoas deprimidas ou com algum tipo de estresse. A maioria delas não consegue perceber as conseqüências desastrosas destas questões no meio da sociedade e, por isso, deixa de lado uma busca pela solução da problemática.

Para se ter uma idéia da grandeza do problema, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3.000 (três mil) pessoas se suicidam por dia. Ainda, segundo tal pesquisa, em média, para cada pessoa que consuma o suicídio existem vinte que tentaram. Ou seja, diariamente nós temos 60.000 pessoas tentando suicídio com mais 3.000 consumados. Seguindo essa estimativa, nós termos, a cada 2 segundos, uma tentativa de suicídio; e a cada 29 segundos, um suicídio consumado no mundo.

Buscando solução para o problema, a psicologia tem publicado diversas idéias e teses que tentam explicar de vários pontos de vista os motivos para a depressão, traumas, angústias. Não obstante, há, a cada dia que passa, mais teólogos envolvidos com o estudo da psicologia, buscando aplicar algumas de suas técnicas no seio da igreja a fim de se obter uma melhora nesse quadro. Nesse sentido, percebe-se, dentro das livrarias evangélicas, o crescimento de vendas e de procura por livros de auto-ajuda.

O que muitos não têm percebido, é que a solução não está na psicologia segundo o conhecimento humano, mas sim da psicologia segundo o conhecimento de Deus. Percebemos livros de auto-ajuda, mas não vemos as pessoas buscando a ajuda do alto. Enquanto a psicologia moderna aposta na potencialidade do homem para a resolução de seus conflitos e traumas interiores, a Palavra de Deus nos chama a viver sob a dependência total de Deus.

É sob esta ótica que daremos início a uma seqüência de ministrações. Com base nas Escrituras Sagradas, aprendemos a como lidar com problemas de cunho emocional, percorrendo desde sua a origem e apontando uma solução prática.

O nosso desafio é aprender/falando do Caminho para a solução da problemática. Praticar estes ensinamentos caberá a cada um que, pacientemente, se dedicar a leitura dos textos que serão postados em seqüência. Cremos, porém, que o Senhor nos dará forças para vivermos, ainda neste mundo, apesar de todas as aflições, uma boa medida da vida abundante que Jesus Cristo nos prometeu.

Para isso nós iniciaremos toda a sequência de ministrações com um texto que revela o conteúdo mortal inserido na sabedoria humana. Leiam com atenção e que o Senhor nos revele, por meio de Seu Espírito, mais um pouco de Sua infinita sabedoria!


Para iniciar o estudo clique no texto abaixo:




Um grande abraço, bons estudos e a paz do Senhor a todos!


Jordanny Silva

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tira dúvidas - "Autoridades" inquestionáveis?

Neste novo tópico do "Tira dúvidas" estarei publicando a resposta a uma pergunta do Matheus consignada na postagem "Autoridades" inquestionáveis - Parte 1. Recomendo a leitura do tópico pelo link informado no texto sublinhado.

A pergunta do Matheus era a seguinte:

“Jordanny,

Achei muito bom esse artigo sobre ‘As nossas autoridades dentro da igreja’. Você esclareceu muito mais meu entendimento sobre as lideranças. Por muitas vezes já vi pessoas que talvez não estavam bem no seu ministério e pediram a seu pastor para mudarem de igreja. Então o pastor disse que se elas fossem para outro ministério, estariam saindo em rebeldia. Quando enfrentamos essas situações, qual é a melhor coisa a fazer?

Paz e graça.

Matheus”

Minha resposta:

Prezado Matheus,
Primeiramente agradeço sua visita a este espaço. Perguntas como esta que você, hoje, nos direciona são muito importantes para que alguns assuntos distorcidos sejam esclarecidos à luz da Palavra de Deus.

É pertinente a sua dúvida, e a mesma está relacionada ao fato de haver, na maior parte dos crentes, uma espécie de medo quanto às palavras de "maldição". Devo asseverar antes de tudo, que essa informação de que nós temos o poder de “amaldiçoar” com as nossas palavras, no sentido de haver um “poder mágico” naquilo que dizemos, é, inegavelmente, uma falácia (mentira, invencionice), advinda da má interpretação das Escrituras, ou mesmo, distorção intencional da Palavra que alguns líderes religiosos fazem, a fim de dominar seus liderados por meio do “mecanismo do medo” (1 Pe 5:2,3).

Estes “lideres religiosos” utilizam, errônea e fraudulosamente, a passagem descrita no livro de Tiago, no capítulo 3, versos 9 e 10, a fim de corroborar suas pretensões e sustentar sua “autoridade” por meio do terror.
Para compreendermos bem, é necessário fazermos leitura da passagem informada acima:

(Tiago 3:8-10) – “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.”

É um equívoco dizer que o termo “maldição” na forma utilizada acima, descreve um “poder mágico” que uma liderança tem de prejudicar a vida de outrem. Se você observar bem o sentido da expressão “maldição”, na forma utilizada, perceberá que esta revela a idéia de maldizer; ou seja, falar mal da pessoa. Observe bem o que está escrito: “com ela (a língua) bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens” (v. 9). O que significa bendizer? É o mesmo que abençoar? Não! Bendizer significa “falar bem de alguém”, no caso, Deus. Da mesma maneira, a idéia de “maldição”, seguindo este contexto, significa “falar mal de alguém”. Do contrário, você teria o poder de até abençoar a Deus. Te pergunto: você pode abençoar a Deus? Evidente que não. Na verdade nós não podemos abençoar ninguém. É Deus quem nos abençoa.

Acredito que a explanação anterior já te trouxe um pouco da compreensão do tema. Entretanto, você me fez uma pergunta relacionada à rebeldia; dessa forma tentarei responder, também, a luz das Sagradas Escrituras. Primeiramente, é evidente que muitos cristãos saem da igreja em face de sua rebeldia; ou seja, não conseguem aceitar a doutrina que está sendo pregada, mesmo que seja essencialmente bíblica, e acabam ficando “magoados” (Hb. 12:15) com o pastor, e “pulam fora” da igreja, ainda por cima falando mal. Neste caso, os tais cristãos magoados, rebelaram-se, não diretamente, contra a autoridade do pastor; mas sim contra a autoridade da Palavra de Deus; o que é muito mais grave. Eu posso te afirmar que o pastor que tem convicção em seu coração que está pregando, na essência e com verdade e piedade, a Palavra do Deus vivo, não irá nem chegar a tais crentes para laçar-lhes pelo “medo”, com ameaças do tipo: “você está debaixo de rebeldia” ou “debaixo de maldição”. Não é necessário a este pastor usar-se de tais argumentações. Tal pastor tem convicção que é o Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8), não havendo necessidade de nenhuma intimidação para segurar algum crente em sua igreja.

Porém, quando estamos diante de líderes religiosos que se afastaram da Palavra do Senhor; que já não pregam segundo à Verdade e Justiça; os quais, mesmo após a advertência acerca das distorções e falsificações do evangelho que estão sendo aplicadas dentro da igreja, decidem não mudar de atitude e voltar de onde erraram (Ap. 2:5); aí, sim, não resta outra alternativa a não ser mudar daquela igreja, ou denominação. E, posso te afirmar, com convicção, que aquele crente, que decidiu sair daquela igreja, não estará saindo debaixo de rebeldia.
Agora, há casos em que a pessoa está saindo da igreja de forma amistosa, sem estar chateado com o pastor ou mesmo com os membros da igreja. Nesse caso, tenho certeza que a liderança, que tem a fiel convicção de estar servindo ao Deus Todo-poderoso, não precisará intimidar a este crente; tal pastor, normalmente, mesmo com o pesar no coração, respeitará o livre arbítrio de sua ovelha, orando para que Deus o esteja acompanhando em sua nova trajetória.

A paz do Senhor, meu caro amigo! Espero ter ajudado na compreensão. Quaisquer dúvidas, fique à vontade para registrá-las deste espaço.

(Textos revisados)

Jordanny Silva